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VARIANTES DE COVID-19

Estado já encaminhou 148 amostras para análise da nova cepa de Covid-19

Segundo o Lacen, MS já recebeu 28 resultados negativos para variante do Instituto Adolf Lutz
24/02/2021 17:40 - Ana Karla Flores


O Laboratório Central de Mato Grosso do Sul (Lacen/MS) já enviou 148 amostras para sequenciamento genético no Instituto Adolf Lutz, que investiga os possíveis casos de variantes da Covid-19. Segundo o diretor do Lacen, Luiz Henrique Ferraz Demarchi, o Estado já recebeu o resultado de 28 amostras que deram negativo para a nova cepa.  

O secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, relata que está atento para a possível chegada da variante P1 em Mato Grosso do Sul. 

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“Sabemos que estes laboratórios estão sobrecarregados. É um processo moroso, chamado de sequenciamento genético. Então, é preciso ter paciência porque pode demorar semanas ou meses para um resultado definitivo”, explica.  

Além do Laboratório de São Paulo, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) irá encaminhar a partir deste mês, 43 amostras para a Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Minas Gerais, para investigação da Cepa.  

“É uma parceria e as análises das amostras serão feitas pela equipe do pesquisador Luiz Alcântara. Isso vai nos dar mais celeridade nos resultados dos exames de monitoramento. As amostras não são de casos suspeitos e são de monitoramento da região de fronteira do Estado”, explica o diretor do Lacen.

O pesquisador Júlio Croda, que auxiliou o Estado neste processo, explica que serão enviadas amostras com alta carga viral para a Funed. “Nós precisamos ficar atentos, pois essa variante está perto e já se espalhou pelo interior de São Paulo. Então, a única forma da gente saber sobre a presença dessa variante é testando".

De acordo com a infectologista Mariana Croda em reportagem para o Correio do Estado, as mutações são sempre esperadas em vírus respiratórios, entretanto, a nova variante brasileira, a P.1, não tem alterações específicas e, por isso, ainda não há muitos estudos disponíveis.  

A infectologista declarou que, como não há uma vigilância virológica nas fronteiras estaduais, é provável que o vírus de fato já circule no Estado.

“Como as fronteiras e barreiras estaduais estão abertas, não há vigilância para determinar o perfil genético do vírus e barrar a entrada no Estado”.

Investigações

Até semana passado, Mato Grosso do Sul investigava apenas três casos suspeitos da cepa P.1, que surgiu inicialmente em Manaus (AM). Os casos são de Campo Grande, Corumbá e Fátima do Sul e já foram encaminhados para análise do Instituto Adolfo Lutz.  

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), ainda não houve resultado sobre o sequenciamento genético delas e não há prazo para quando o Estado receberá uma resposta sobre a situação.

De acordo com estudos realizados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a variante surgiu em Manaus em dezembro e disseminou-se com rapidez. A nova cepa tem mutações importantes na proteína spike, responsável por permitir a entrada do patógeno nas células humanas. 

No Amazonas, o sistema de saúde entrou em total colapso, com falta de leitos e até de oxigênio nos hospitais após a disseminação dessa variante.

Em todo o Brasil, ao menos 12 estados já confirmaram casos de infecção pela variante brasileira, são eles: Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Pará, Paraíba, São Paulo, Roraima, Ceará, Piauí, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.