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PROJEÇÃO

Com 104 toneladas apreendidas em 2 meses, Estado pode ter novo recorde

Segundo o secretário, número de drogas apreendidas neste ano triplicou em relação ao mesmo período de 2020
06/03/2021 09:30 - Rafaela Moreira


Mato Grosso do Sul apreendeu 104 toneladas de drogas nos dois primeiros meses do ano, de acordo com os dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Em contrapartida, no mesmo período de 2020 foram apreendidas 33 toneladas, uma variação de 211%, segundo o órgão.

Para o secretário de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Antônio Carlos Videira, os números indicam que o Estado deve registrar novos recordes em 2021. “

Nos dois primeiros meses do ano apreendemos três vezes o volume do ano passado, nós temos uma preocupação muito grande com o quanto ainda será apreendido e o impacto na gestão de segurança pública e no sistema carcerário. É bem provável que teremos novos recordes de apreensões”, destacou o secretário.

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No mês de fevereiro, por exemplo, o Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreendeu 20 toneladas de maconha na rodovia MS-386, entre os municípios de Amambai e Ponta Porã, sendo essa a maior apreensão do ano, até o momento. A ação ocorreu em virtude da Operação Hórus, em parceria com a Sejusp.

Segundo o titular da Sejusp, os números refletem um conjunto de fatores e resultados positivos não apenas para Mato Grosso do Sul, mas também para diversos estados para onde esses carregamentos seriam destinados.

“O reflexo não é apenas no volume de drogas, mas também na apreensão de veículos, sem contar nos produtos ilícitos que ingressam no País por Mato Grosso do Sul, oriundos das fronteiras, e que passam pelas nossas rodovias. O Estado realiza um trabalho importante no combate ao tráfico de drogas, priorizando o retorno de recursos para os Estados”, afirmou Videira.

O diretor do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) de Mato Grosso do Sul, coronel Wagner Ferreira da Silva, ressalta que as operações de apreensão no Estado prestam serviço para todo o País no combate ao tráfico.

“Mato Grosso do Sul é o principal corredor de drogas do Brasil, o que foi apreendido no ano passado deveria alimentar o crime organizado do País, quando a gente realiza esse tipo de trabalho é vantagem para todos”, afirmou Wagner Ferreira da Silva.

Para o diretor do DOF, a pandemia trouxe mais demanda por consumo de drogas. “A pandemia aumentou o consumo de drogas, muitas pessoas ficaram deprimidas em casa, houve uma maior demanda e oferta dos produtos. Tivemos meses atípicos, foi muito acima da curva, realizamos várias ações e a erradicação da maconha, estamos atentos com para acompanhar os próximos meses”, destacou.  

RECORDE  

Conforme o levantamento, mais que dobrou o número de apreensões de drogas em Mato Grosso do Sul. No ano passado, foram apreendidas 750 toneladas no Estado por polícias estaduais, enquanto que em 2019 foram apreendidas 365 toneladas.

“Mato Grosso do Sul está localizado geograficamente em fronteiras com o Paraguai e Bolívia, o que aumenta ainda mais o número de apreensão de drogas, saímos de 356 toneladas em 2019 para 750 toneladas no último ano, são números muito expressivos”, pontuou Videira.

Em 2020, a maioria dos entorpecentes, mais de 710 toneladas, foi de maconha. Seguido de drogas sintéticas, com mais de 11 toneladas; cocaína, 2,3 toneladas; pasta base, mais de 1 tonelada; haxixe, 341,1 quilos; e crack, 36,8 quilos. Além do expressivo número de confiscações, Mato Grosso do Sul registrou, em agosto de 2020, a maior apreensão de droga da história do País com 33 toneladas, de acordo com o DOF.

A carga da droga estava dividida em fardos e foi encontrada em um caminhão bi-trem na região de Maracaju. Duas pessoas foram presas em flagrante ao escoltar a carga. O volume representou um prejuízo de mais de R$ 50 milhões às organizações criminosas.

LEILÕES

Os veículos apreendidos em operações contra o tráfico de drogas e outros crimes relacionados são leiloados. Em 2020, em 12 leilões, foi arrecadado R$ 1,8 milhão com a venda de 119 itens apreendidos de criminosos, conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O titular da Sejusp ressalta que é fundamental dar a destinação correta aos bens apreendidos e trazer de volta investimentos que possam fiscalizar cada vez mais as fronteiras e divisas do Estado.

“Nós temos de nos preocupar não apenas com apreensão, mas é fundamental realizar leilões com os bens que são apreendidos do crime, dar a destinação correta às drogas e à ressocialização dos presos”, apontou.

O recurso das vendas é destinado ao Fundo Nacional Antidrogas (Funad), que financia ações de segurança pública e combate a entorpecentes no Brasil. Até 40% do montante arrecadado é destinado à polícia que apreendeu os bens, para investimentos em equipamentos que reforçam as operações, como capacitação de peritos e compra de viaturas.  

Mato Grosso do Sul realizará dois leilões por mês – desde o início da pandemia da Covid-19, os leilões têm ocorrido de forma exclusivamente eletrônica. Podem participar pessoas físicas e jurídicas ou seus procuradores, desde que munidos de procuração para o certame.

Os compradores ficam isentos de eventuais multas e encargos anteriores.