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CORONAVÍRUS

Com aumento do número de casos, vizinhos de MS decretam Toque de Recolher

Alguns decretos valem para todos os municípios do Estado, outros deixaram em aberto para que cada cidade decida como prosseguir
26/02/2021 14:32 - Bruna Pasche


Estados vizinhos de Mato Grosso do Sul começam com Toque de Recolher. Com o aumento do número de casos, governantes se mostram preocupados e ampliam restrições. Nesta sexta-feira (26), Mato Grosso do Sul prorrogou o Toque de Recolher pela quinta vez.

Em Mato Grosso, o toque de recolher também é das 23h às 5h e os municípios estão livres para seguir outros protocolos. Algumas cidades já decretaram toque, lei seca e outras medidas restritivas. Além disso, o Governo proibiu festas, shows e eventos por 45 dias, de janeiro a 6 de março.  

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O Tribunal de Justiça ainda fechou as comarcas de Cuiabá, Rondonópolis, Várzea Grande, Primavera do Leste, Sinop, Sorriso, Barra do Garças, Poconé, Cáceres, Pontes e Lacerda, Nova Mutum e Cotriguaçu.

"Os prefeitos municipais deverão obrigatoriamente adotar as medidas estabelecidas neste decreto ou outras mais restritivas, sob pena de responder pelas eventuais consequências de seus atos”, afirma trecho do decreto.

Em Goiás, As restrições no Estado são coordenadas por categorias: vermelha (restrição máxima), amarela (restrição moderada) e verde (restrição mínima). A partir da classificação de cada localidade, é possível que as prefeituras implementem medidas de combate e controle do coronavírus.

Em nota, o governo estadual orientou que nas regiões em calamidade funcione apenas os serviços essenciais.

O Estado de Minas Gerais segue o mesmo parâmetro de classificação. O governo suspendeu também as cirurgias eletivas por 15 em todo o Estado, para evitar o esgotamento da rede pública de saúde.  

Uberlândia decretou toque de recolher, das 20h e 5h, proibindo inclusive a venda de bebidas alcoólicas. Itajuba seguiu o exemplo e emitiu o decreto, sendo das 23h às 5h até 8 de março.  

“Além de prefeito de Itajubá, também sou empresário na nossa cidade e gostaria que nossos negócios estivessem funcionando a todo vapor. Por conta da Covid-19 eles não estão. Também sou pai de duas filhas e gostaria que elas estivessem na escola, mas por conta da Covid-19 elas também não estão. Estamos trabalhando de forma incansável para combater a pandemia. Tivemos um aumento considerável de casos e por conta desse aumento estamos tomando essas medidas”, disse o prefeito.

Em São Paulo, somente os serviços essenciais poderão funcionar das 23h às 5h. O Toque de Recolher foi decretado nesta sexta-feira (26) e tem validade até o dia 14 de março.  As medidas proíbem as aglomerações durante todo o dia e estabelecem a possibilidade da aplicação de multas para quem violar o Plano SP.  

“A restrição estabelecida é fundamentalmente para evitar eventos e situações onde pessoas participam de aglomerações desnecessárias, multiplicam a contaminação e ampliam a possibilidade de óbitos”, afirmou o governador João Doria (PSDB).

O Paraná vai fechar serviços não essenciais a partir da meia-noite de sexta (26) para sábado (27), anunciou o governo do estado. O toque de recolher também foi ampliado, e passa a valer entre as 20h e 5h.

As medidas, que valem até as 5h de 8 de março, foram tomadas por causa do aumento expressivo do número de casos da Covid-19 e pela taxa alta de ocupação de leitos nos hospitais de todo o Estado.  

As aulas presenciais em escolas e universidades públicas e privadas também ficam suspensas ao longo do período. Segundo o governador Ratinho Junior (PSD), objetivo das medidas é fazer um "freio de arrumação" até que mais doses de vacinas cheguem ao estado.

Em Mato Grosso do Sul, a  medida vale para todos os 79 municípios. Cidades que estão nas bandeiras verde, amarela e laranja têm toque de recolher das 23h até às 5h da manhã. Já os municípios classificados pelo programa com as bandeiras vermelha e cinza, que representam risco maior de contágio, seguem o horário das 22h às 5h da manhã.

Conforme os dados, Campo Grande saiu da bandeira laranja e está em vermelha ao lado de outros 30 municípios, o que representa alto risco de contágio, em que só atividades essenciais devem estar em funcionamento.  

Em pronunciamento ao lado de representantes de secretários estaduais e municipais de Saúde, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse nesta quinta-feira (25) que o país vive "uma nova etapa da pandemia" de Covid-19, com aumento na contaminação que pode "surpreender gestores".

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