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PANDEMIA

Município terá estoque de máscaras para os próximos 4 meses, aponta secretário de saúde

Compra emergencial vai atender apenas profissionais da saúde
29/04/2020 12:32 - Bruna Aquino


Considerado um dos obstáculos em aquisição de equipamentos de proteção individual que o município viveu nos últimos dias, Campo Grande tem hoje estoque considerável para os próximos quatro meses se perdurar a pandemia do novo coronavírus no Brasil. A informação da compra foi comentada com aspecto de alívio pelo secretário municipal de saúde José Mauro Filho que apresentou os planos de enfrentando a doença durante live na Câmara Municipal. 

“A nossa maior dificuldade era a máscara cirúrgica — que não é para a população — é uma máscara específica, tem três camadas são para profissionais de saúde que estão na linha de frente, graças a Deus, nós tivemos bastante doações, com essa compra emergencial que fizemos, teremos estoques de 3 a 4 meses. Hoje custa em média de R$ 140 a R$ 180 a caixa com 50 unidades”, explicou o secretário. 

Sobre a importância das máscaras para a população durante a flexibilização da quarentena, José Mauro explicou que o equipamento é essencial e estudos comprovam que a máscara é totalmente eficaz para conter a transmissão do vírus. “Ela é uma barreira mecânica que bloqueia as gotículas quando a gente fala. Essa doença ela transmite de forma muito fácil é por isso que ela espalhou muito durante esse tempo. A máscara precisa ser bem utilizada, não pode colocar a mão”, explicou.

 
 

Polêmica 

No dia 27, o prefeito Marcos Trad (PSD) disse durante live no Facebook que iria entrar na justiça contra a circulação de notícias falsas sobre a compra de máscaras e os valores adquiridos pelo município demonstrado no Portal da Transparência que seriam duvidosos e circularam ao nível federal. 

O prefeito explicou que as notícias falsas “fake news” foram espalhadas dizendo que a prefeitura comprou um único produto a R$ 89. No entanto, ele esclareceu que este valor é referente a uma caixa com 50 unidades e não apenas uma máscara. O valor foi lançado errado no Portal da Transparência, mas segundo informações o valor já foi corrigido. 

Sobre o assunto, o secretário José Mauro explicou que antes da pandemia a máscara custava R$ 3.99 a caixa de 50 unidades, hoje está custando R$ 140 o mesmo produto e que conseguiram comprar a R$ 89 a mesma caixa. Ele disse que o preço vai variando e vai subindo, e que já chegou a custar R$ 200. “Há uma intenção de desinformação por trás dessas notícias, pois se utilizaram de dados para de certa forma indicarem algo ilícito, e todos estamos diante de uma pandemia sujeito a fiscalização, os primeiros que nós chamamos foi a Defensoria Pública, Ministério público para que todos avaliassem esse tipo de situação para nos dar tranquilidades em nossas ações”, explicou. 

O secretário relacionou o fato com politicagem. “Não é momento de fazer política, mas de salvar vidas, estamos abertos para esclarecer quaisquer dúvidas sobre transparência, mas estamos correndo para atender a demanda. Vai ter o momento de fazer política, mas o momento agora é de salvar vidas”, destacou.

RESPIRADORES 
Sobre os equipamentos de respiradores, o secretário informou que não há necessidade de compra já que existe uma situação ‘confortável’ de leitos. que estão com valores acima do mercado, para entrega em curto tempo. Estes equipamentos chegam a custar U$ 94 mil dólares, segundo apontou o gestor da pasta. 

No entanto, ele explicou que se houver aumento ou agravo da situação uma decisão será tomada. 

Sobre respiradores que o município já tem, mas não estavam funcionando, José Mauro explicou que dos equipamentos quebrados, foi feito uma doação de consertos, e estão recebendo os novos respiradores consertados pela Concessionária Energisa para compor novos leitos. 

Sobre o combate, o secretário informou que é preciso ter união entre as frentes. “Precisamos de encaminhamento a nível Federal, já estamos tendo encaminhamento em nível Estadual e Municipal. È uma ação conjunta de toda uma sociedade, por isso estamos fazendo a diferença”, finalizou.

Felpuda


Embora faltem 26 dias para as eleições, a bolsa de apostas nos meios políticos já está em alta.

Dois nomes estão sendo apontados como favoritos para disputarem o segundo turno.

Isso acontecendo, há quem garanta que um deles receberia total apoio de antiga liderança e de todo o seu grupo, que hoje estão em lados opostos.

Vai longe o tempo em que o objetivo era tão somente o bem comum...