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SANTA CASA

Estoque baixo de bancos de sangue faz Santa Casa pedir ajuda para funcionários

Hospital também passa por dificuldades financeiras e falta de medicamentos
23/09/2020 15:20 - Rodrigo Almeida


O mês de setembro tem sido bem turbulento para um dos principais hospitais de especialidades do Mato Grosso do Sul. Junto à crise financeira declarada no último dia 14, a Santa Casa de Campo Grande agora pede ajuda dos funcionários para repor os estoques de sangue.

O comunicado afirma que “neste momento, o estoque de bolsas de sangue encontra-se a nível crítico, sendo insuficiente para garantir assistência adequada aos pacientes. O sangue do tipo O positivo já se encontra zerado”.

De acordo com a instituição, a dificuldade de obter bolsas de sangue O positivo está relacionada ao mesmo problema divulgado pelo Hemosul no começo do mês.

Por isso, o hospital faz um apelo aos colaboradores. “Funcionários do hospital que estiverem em condições de doar sangue, estão sendo convocados para ajudar e o apoio da população é essencial para normalizar os estoques”.

Segundo a assessoria de imprensa da Santa Casa, “quando a situação está muito crítica, os funcionários são os primeiros a atender o chamado, mas com a situação da Covid-19 ainda não sabemos se será suficiente”.

Devido à falta de sangue alguns procedimentos precisaram ser suspensos até que as situações se regularize. A nota ainda afirma que apenas cirurgias de emergência serão as únicas mantidas.

Três anos atrás a Santa Casa deixou de ter coleta própria, então o hospital passou a depender exclusivamente do sangue coletado pelo Hemosul.

 
 

Setembro sombrio

Exatamente há uma semana, a Santa Casa informava falta de mais de 180 medicamentos e uma dívida que poderia levar ao fechamento do hospital.

Na ocasião, o Presidente da Santa Casa, Heber Xavier, levantava preocupação sobre a quantidade de medicamentos disponíveis e a dificuldade de adquiri-los no mercado. Segundo ele, esses fatores contribuíam para cenário de desabastecimento. 

Outro problema financeiro sério era a dívida da instituição. De acordo com o superintendente, Luiz Alberto Kanamura, “são 70 milhões acumulados no ano e cerca de pouco mais de 6 milhões por mês”.

A superlotação era um problema sério também, havia apenas 1 leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) disponível na época. O grande problema é que alguns atendimentos são feitos exclusivamente pelo hospital no estado, sem que haja opção de transferência para outras unidades. 

 

Felpuda


Como era de se esperar, as pesquisas mexeram nos ânimos de candidatos, principalmente daqueles que apareceram com índices pífios.

E assim, muitos deles certamente darão novo rumo às suas campanhas eleitorais.

A maioria, é claro, tenta mostrar otimismo, e o que mais se ouve por aí é que “agora o momento será de virada”.

Como disse atento e irônico observador: “Tem gente por aí que poderá virar, sim. Mas virar gozação!”. Ui...