Cidades

Cidades

Estranha fi scalização

Estranha fi scalização

Redação

19/03/2010 - 05h56
Continue lendo...

Dados da Agência N a c i o n a l d o Petróleo (ANP) revelam que aumentou de 1,2% para 7,5% o índice de irregularidades nas amostras de álcool combustível nos postos de Mato Grosso do Sul se comparados os três últimos meses com o trimestre imediatamente anterior. A média nacional de irregularidades é bem menor, de 2,5%. Porém, a Agência não informa quais foram estas irregularidades e muito menos em quais postos. Por isso, pouca relevância tem para os consumidores esta fiscalização. Ao mesmo tempo, os mesmos fiscais atestaram que não foram constatados problemas com relação à qualidade da gasolina vendida em dezembro, janeiro e fevereiro. E, como não está compensando abastecer com etanol, o recado que a Agência transmitiu é que pouquíssima gente foi prejudicada pelo suposto batismo do combustível renovável. Porém, se o dono do posto ou o distribuidor é desonesto e frauda a qualidade do etanol, qual a razão para não fazer o mesmo com a gasolina, já que é esta a que está tendo maior saída em todo o Estado há mais de seis meses? Quer dizer, é um tanto estranho o resultado desta varredura. É de se estranhar, também, o fato de não terem sido constatadas irregularidades no álcool vendido nos postos de Campo Grande, cidade onde os fiscais da ANP participaram, publicamente, de farta festa promovida pelo sindicato dos proprietários de postos. Não existe evidência nenhuma de relação antiética entre o fiscalizador e o fiscalizado. Porém, nada garante que o primeiro não tenha sido ludibriado pelo segundo, já que ele tinha conhecimento de que passaria por um suposto pente-fino. Além disso, é impossível negar que qualquer órgão de fiscalização que pretende ter seu serviço respeitado evita ao máximo qualquer tipo de “intimidade” com o setor fiscalizado. Diante destes questionamentos, persiste a velha dúvida entre os consumidores, que ficam sem saber o que exatamente estão comprando. Quando alguém opta por abastecer em local mais barato, o concorrente diz que existe adulteração ou lavagem de dinheiro do crime organizado. Estes, por sua vez, defende-se dizendo que o outro lado está formando cartel e quer forçar a alta no preço. Em meio a esta troca de acusações, a única certeza é de que o preço médio da gasolina em Campo Grande caiu em torno de 20 centavos por litro em pouco mais de um ano, sem razão econômica objetiva. A ANP jura de pés juntos que não existe batismo. O Ministério Público, por outro lado, também nunca viu indícios de formação de cartel. E, nem mesmo a “criação” de um laboratório local, na UFMS, para averiguar a qualidade dos combustíveis conseguiu dissipar estas dúvidas. Sem nunca ter descoberto irregularidades significativas, o convênio foi desfeito depois que a ANP soube que a instituição prestava serviços, ao mesmo tempo, para a Agência e para os donos de postos, os quais até mesmo haviam bancado os veículos para o fiscalizador. O fato é que o giro financeiro mensal nos cerca de 450 postos do Estado ultrapassa os R$ 200 milhões. E, com somas desta magnitude em jogo, não é de se estranhar que as eternas perguntas sem resposta sejam de quantidade semelhante.

Cidades

Cristiane Alkmin é a nova diretora presidente da MSGás

Ex-secretária de Economia de Goiás assume companhia com o desafio de expandir produção no Estado

17/07/2024 18h20

Nova gestora é conselheira da Associação Brasileira do Direito e Economia

Nova gestora é conselheira da Associação Brasileira do Direito e Economia Bruno Rezende/ Governo MS

Continue Lendo...

A MSGás (Companhia de Gás de Mato Grosso do Sul) terá nova gestão com a chegada da economista e ex-secretária de Economia de Goiás, Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt. O termo de posse foi assinado nesta quarta-feira (17), durante reunião entre o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB) e representantes do governo estadual. 

Ex-secretária-adjunta de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Cristiane tem larga experiência na área econômica e gestão de negócios. O momento, segundo o governador, é importante para a transição energética, que exige alguém preparado para o enfrentamento das mudanças climáticas.  

"Esse é um novo momento para a companhia, que nos últimos nove anos, sob o comando do Rui Pires dos Santos, saltou de pouco mais de 2 mil clientes no final de 2014 para mais 20 mil em 2024, um crescimento expressivo que mostra força e compromisso da empresa. Não tenho dúvidas de que a Cristiane chega em um novo momento e que vai desempenhar um trabalho importantíssimo para o crescimento e expansão da MSGÁS", afirma Riedel.   

Segundo a nova gestora, o gás natural, como insumo de menor emissão de poluentes, tem dois papéis fundamentais: promover a sustentabilidade das atividades produtivas e estabelecer o divisor e dar ritmo na corrida às fontes alternativas de energia. Processos que devem se tornar mais ágeis. 

"Vamos seguir a política de desenvolvimento que vem sendo executada pelo governador Eduardo Riedel e com o secretário Jaime Verruck. Estamos assumindo a companhia com muitos projetos promissores em seu portfólio de ações, ancoradas em uma política de descarbonização muito bem alinhada, com práticas sustentáveis reguladas. Quanto aos desafios, eles são inerentes ao setor", analisa a diretora-presidente da MSGás.

Objetivos da nova gestão  

  • Garantir insumo para o desenvolvimento econômico do Estado;
  • Assegurar uma empresa competitiva e lucrativa;
  • Investir nas fontes renováveis para redução da emissão de poluentes.

Cristiane entende que o Brasil lidera e vai seguir liderando a transição energética pelo histórico de adoção de matrizes energética e elétrica renováveis, mas diante da rapidez com que o clima muda, há que se antecipar o divisor da transição, com estratégias e metas bem definidas e simetrias nas legislações para que as ações não fiquem dispersas.

Nova gestora é conselheira da Associação Brasileira do Direito e Economia Encontro também teve participação dos secretários Jaime Verruck (Meio Ambiente e Desenvolvimento) e Rodrigo Perez (Governo e Gestão Estratégica)

 

CEO da MSGÁS

Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt tem mestrado e doutorado em economia pela EPGE/FGV e foi visiting scholar na Universidade de Columbia/NY. É consultora sênior para o Banco Mundial, colunista do Instituto Millenium e da revista Conjuntura Econômica e parecerista nas áreas de regulação, concorrência, defesa comercial, orçamentária, fiscal, de planejamento, tributária e gestão pública.

É membro do 'Mulheres na Regulação' e do 'WebAdvocacy' e conselheira da Associação Brasileira do Direito e Economia. Há 20 anos leciona para os cursos de MBA da FGV, ainda que dê cursos e palestras para outras instituições, e há 20 é parecerista da Revista de Direito Administrativo da FGV Direito Rio.

No setor público, foi secretária-adjunta da Secretária de Acompanhamento Econômico do MF de 2000 a 2003 (4 anos); foi conselheira do Cade de 2015 a 2018 (4 anos) e foi secretária da Economia de Goiás (Fazenda, Planejamento e Orçamento) de 2019 a abril de 2023.

Também foi vice-presidente do Comsefaz (Conselho dos Secretários de Fazenda) em 2022/2023, presidente do Conselho Fiscal da CelgPar de janeiro de 2019 a setembro de 2023, presidente do Conselho de Administração da PreviCom de janeiro de 2019 a setembro de 2023, e membro do Conselho Fiscal da Saneago de janeiro de 2021 a setembro de 2023.

No setor privado, foi gerente-geral de Assuntos Coorporativos da Embratel, economista sell side do Ibre/FGV e do Itaú Asset e giretora do Departamento Econômico do Family Office do Grupo Libra. Além disso, foi diretora estratégica da Cementos Progreso e diretora0-executiva da ONG Pacunam (ambos na Guatemala), e diretora do Departamento Econômico da Compañia de Comércio e Exportación e diretora-adjunta da Autoridad de Desarrollo Local (ambos em Porto Rico).

Foi consultora para o Banco Mundial e para as Nações Unidas para países na África e na América Central, e lecionou no Ibmec, na PUC/RJ, na Universidad Francisco Marroquín e na Universidad Rafael Landívar (ambas na Guatemala).

*Com informações da assessoria 

Acesse o Correio do Estado 

 

Cidades

Força Nacional recebe autorização para atuar em região de conflito com indígenas de MS

Conforme portaria publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (17) os agentes irão atuar na região por 90 dias

17/07/2024 18h15

Marcelo Camargo / Agência Brasil

Continue Lendo...

O Ministério da Justiça e Segurança Pública, autorizou que a Força Nacional atue para proteger os indígenas que foram alvos de ataque em dois municípios de Mato Grosso do Sul.

A portaria autorizando o envio dos agentes foi publicada no Diário Oficial da União, desta quarta-feira (17), estabelecendo atuação de 90 dias na região.

Com isso a tropa Nacional trabalhará em conjunto com a Polícia Federal assim como forças de segurança do Estado. 

"Autorizar o emprego da Força Nacional de Segurança Pública em apoio à Polícia Federal, na região de fronteira e nas aldeias indígenas situadas na região do Cone Sul do Estado de Mato Grosso do Sul, nas atividades e nos serviços imprescindíveis à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, em caráter episódico e planejado, por noventa dias", diz a portaria.

Conforme noticiado no Correio do Estado, em solo sul-mato-grossense pelo menos cinco territórios (tekoha) dos povos Guarani Kaiowá,  foram alvos, segundo denúncia da Assembleia Geral do povo Kaiowá e Guarani, Aty Guasu sendo eles:

  • Guyra Kambiy, 
  • Potero, 
  • Arroio Cora, 
  • Laranjeira e 
  • Kunumi.

Tensão

Em um dos "cercos" um indígena da etnia Guarani Kaiowá terminou baleado, o ataque ocorreu na  Lagoa Rica/Panambi, localizada no município de Douradina. 

MPI, juntamente com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) estão trabalhando em estratégias para diminuir a tensão e enviaram equipes para Mato Grosso do Sul e no Paraná - para o povo Avá Guarani. 

Cabe ressaltar que os locais em que ocorreram ações de reivindicação passaram por estudos antropológicos que concluíram tratar-se de territórios dos povos originários, entretanto, a Funai está analisando se a tese do marco temporal pode ser aplicada. 

O "cerco" ocorreu na tarde do último sábado (13), assim que um grupo de 10 indígenas do povo Guarani Kaiowá, iniciou a retomada do território na Lagoa Rica/Panambi. O levantamento feito pelo Ministério dos Povos Originários indicou que o grupo ficou sitiado por cerca de 50 homens armados. 

Dado momento um fazendeiro acompanhado por outro homem, abaixou o vidro da janela da caminhonete em que estava e efetuou diversos disparos. No domingo (14), em outra retomada indígenas foram atacados a tiros em Caarapó. 

Informações preliminares levantadas pelo Ministério dos Povos Indígenas, indicam que duas pessoas ficaram feridas, sendo um deles, o cacique, de 52 anos.

Além disso, uma liderança religiosa sofreu agressões e teve braços e pernas feridos, outros indígenas também se feriram no episódio. 

** Colaborou Judson Marinho e Leo Ribeiro

Assine o Correio do Estado

 


 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).