Cidades

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Estratégia questionável

Estratégia questionável

Redação

30/03/2010 - 22h53
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Raríssimas são as oportunidades em que se vê policiais militares fazendo blitz durante a madrugada nas vias de acesso a Campo Grande ou dentro da própria cidade para coibir abusos de motoristas embriagados ou que transitam com alguma irregularidade. “Amarelinhos’, então, jamais haviam sido vistos. Porém, basta uma rápida olhada nos registros da Santa Casa e até mesmo no noticiário para constatar que é neste horário que acontece grande número de acidentes graves. Os dois últimos finais de semana são exemplos disso.

           Ontem, porém, tanto PMs quanto “amarelinhos” e integrantes de outros órgãos públicos literalmente madrugaram. O objetivo era vistoriar rigorosamente os ônibus que trariam servidores do interior para participar de protesto exigindo reajuste maior para trabalhadores administrativos da Educação. O serviço de inteligência da secretaria de Segurança Pública, aquele mesmo que em anos anteriores acompanhou passeatas de professores e elaborou relatórios sobre as atitudes subversivas de diretores escolares, literalmente mapeou o trajeto dos ônibus e adotou medidas para que fossem retidos o mais longe possível dos locais de protesto.

            Está mais do que claro que por trás de todos os protestos ou manifestações de servidores existem partidos políticos e interesses corporativos em jogo. Nove em cada dez cidadãos têm consciência disso, embora não se possa negar que boa parcela dos manifestantes esteja realmente defendendo seus interesses, o que é permitido pela legislação brasileira. É a chamada massa de manobra, que está presente em todos os movimentos políticos e sociais. Os próprios governantes, quando inauguram obras ou lançam programas contratam ônibus e mais ônibus para garantir plateia. Mas, quando estes manifestantes causam transtornos ou baderna, nove em cada dez eleitores percebem isto e o feitiço acaba virando contra o feiticeiro. A rejeição que os movimentos sem-terra sofrem hoje é, em grande parte, decorrência dos atos estúpidos que cometeram ao longo de anos. Quer dizer, a sociedade tem maturidade suficiente para diferenciar movimento legítimo e ordeiro daquilo que é manifestação politiqueira e com interesses que normalmente não podem ser revelados.

    Por isso, a mobilização das forças de segurança para coibir a presença de servidores públicos na Assembleia Legislativa pode acabar trazendo efeito contrário ao pretendido, pois a liberdade de ir e vir, assim como o direito de manifestação e expressão, são considerados conquistas inalienáveis. A repressão pura e simples é uma das mais graves atitudes que homens públicos podem determinar. Com esta estratégia, os manifestantes acabaram sendo transformados em vítimas. Além disso, se eles supostamente estão usando “inocentes úteis” para prejudicar a imagem dos governantes, estes usam a máquina pública estadual e municipal para defender interesses pessoais.

    Professores e demais trabalhadores da Educação já promoveram um sem-número de manifestações em Campo Grande nas últimas décadas. Embora já tenha havido rápidos atritos com a PM no Parque dos Poderes, nunca houve quebra-quebra ou interdição total de alguma via. Quer dizer, o risco que os campo-grandenses corriam com o protesto de trabalhadores era insignificante para justificar a mobilização policial que se verificou para impedir o protesto. Ao barrar os ônibus no meio do caminho o Governo está considerando que os eleitores são tolos e não têm capacidade para distinguir manifestações justas e ordeiras daquelas que têm cunho eleitoreiro e trazem transtorno a quem quer que seja. Se a polícia e os “amarelinhos” fossem sempre zelosos com o bem-estar dos campo-grandenses, a mobilização desta terça-feira nem mesmo seria percebida. Contudo, como todos sabem que não é isto que acontece, o grito reprimido a dezenas de quilômetros da Capital possivelmente ecoará bem mais do que uma manifestação ruidosa na Assembleia, que é o espaço mais correto para embates desta natureza.

ALERTA

OMS emite alerta sobre falsificação de medicamento usado no tratamento do câncer de mama

De acordo com a OMS, os medicamentos falsificados foram identificados em países da África, do Mediterrâneo Oriental e da Europa

16/12/2025 19h00

O remédio, apresentado em cápsulas, é utilizado no tratamento do câncer de mama em estágio avançado

O remédio, apresentado em cápsulas, é utilizado no tratamento do câncer de mama em estágio avançado Divulgação

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre a circulação de versões falsificadas do medicamento palbociclibe, comercializado sob o nome Ibrance.

O remédio, apresentado em cápsulas, é utilizado no tratamento do câncer de mama em estágio avançado.

De acordo com a OMS, os medicamentos falsificados foram identificados em países da África, do Mediterrâneo Oriental e da Europa.

Ao todo, nove lotes do produto foram relatados à organização em novembro deste ano, com registros na Costa do Marfim, Egito, Líbano, Líbia e Turquia.

Segundo o comunicado, os produtos falsificados foram oferecidos aos consumidores por meio de plataformas online e também encontrados em farmácias dessas regiões.

Fabricado pela Pfizer, o Ibrance tem alto custo. No Brasil, conforme dados da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), a menor dosagem do medicamento pode chegar a R$ 10.182.

Lotes falsificados

Os lotes confirmados como falsificados são: FS5173, GS4328, LV1850 e TS2190.

Já os lotes considerados suspeitos, ou seja, possivelmente falsificados, são: GK2981, GR6491, GT5817, HJ8710 e HJ8715.

A OMS classifica esses medicamentos como falsificados por apresentarem, de forma enganosa, informações sobre identidade, composição e origem.

Testes realizados pela Pfizer indicaram que as amostras analisadas não continham nenhum princípio ativo farmacêutico.

Além disso, foram identificadas discrepâncias nas embalagens. Alguns produtos falsificados chegaram a utilizar números de lote legítimos, mas apresentavam anomalias na embalagem, na serialização e na impressão das cápsulas.

Riscos e recomendações

De acordo com a OMS, o uso de medicamentos falsificados, como no caso do Ibrance, pode resultar em falha no tratamento, progressão descontrolada do câncer e aumento do risco de morte devido à ausência de efeito terapêutico.

A organização orienta que profissionais de saúde comuniquem quaisquer reações adversas inesperadas, ausência de resposta ao tratamento ou defeitos de qualidade às autoridades regulatórias nacionais ou aos sistemas locais de farmacovigilância. Em caso de identificação de lotes suspeitos ou falsificados, a recomendação é notificar a OMS.
 

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Veículos batem de frente e três pessoas da mesma família morrem na BR-267

Motorista de um Virtus tentou fazer uma ultrapassagem, quando colidiu de frente com um Corolla; todas as vítimas estavam no veículo atingido

16/12/2025 18h36

Veículos bateram de frente e três pessoas da mesma família morreram

Veículos bateram de frente e três pessoas da mesma família morreram Foto: Divulgação / PRF

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Três pessoas morreram em um acidente envolvendo dois carros de passeio, na manhã desta terça-feira (16), na BR-267, em Nova Alvorada do Sul. O acidente aconteceu durante uma tentativa de ultrapassagem.

De acordo com informações da PRF, um veículo Toyota Corolla, com placas de São Miguel de Guaporé (RO), seguia no sentido Nova Alvorada do Sul a Distrito de Casa Verde, enquanto um Virtus, com placas de Três Lagoas, seguida no sentido contrário.

Na altura do km 177, os veículos bateram de frente. Segundo testemunhas, o Virtus teria tentado fazer uma ultrapassagem e acabou colidindo com o Corolla.

Com o impacto da batida, duas passageiras no Corolla, de 55 e 73 anos, morreram na hora. Um outro passageiro, de 74 anos, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu posteriormente no hospital. O motorista, de 53 anos, não teve ferimentos graves.

Conforme informações, as vítimas eram a esposa, pai e mãe do motorista.

No Virtus estavam o condutor e um passageiro, de 42 e 37 anos, respectivamente. Ambos tiveram lesões consideradas leves e foram encaminhados ao hospital em Nova Andradina, mas não correm risco de morte.

Ainda segundo a PRF, foi realizado o teste do bafômetro nos motoristas, com resultado negativo para alcoolemia em ambos.

Informações preliminares são de que a família que estava no Corolla saiu de Rondônia para visitar familiares no interior de São Paulo.

Durante os trabalhos de resgate e perícia, parte da pista ficou interditada. As causas do acidente serão investigadas pela Polícia Civil.

Outro acidente com duas mortes

Na madrugada desta terça-feira (16), outro acidente deixou duas pessoas mortas e três feridas, na BR-158, em Três Lagoas.

Conforme reportagem do Correio do Estado, Fernanda Taina Costa da Silva, de 28 anos, conduzia um Fiat Palio, e Fernando Marconi Ramos, de 27 anos, trabalhava como moto-entregador. Ambos colidiram em ua região conhecida como anel viário Samir Tomé.

No Palio conduzido, além da motorista estavam três crianças, de 9 anos, 5 anos e nove meses, que tiveram de ser levadas ao Hospital Regional, mas o estado de saúde de todas era considerado estável. As três estavam no banco traseiro e as duas maiores estavam conscientes e orientadas.

Imagens divulgadas pelo site 24hnewsms mostram que a motocicleta atingiu a parte frontal do veículo e o piloto acabou sendo jogado sobre o para-brisa, do lado da condutora.

Embora não haja testemunhas, os policiais que atenderam à ocorrência constataram sinais de frenagem da moto, que a moto seguia pelo anel viário no sentido ao shopping Três Lagoas, quando foi atingida frontalmente pelo carro, que teria invadido a pista contrária por motivos ainda ignorados. 

 

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