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CAMPO GRANDE 121 ANOS

Parte da estrutura utilizada para enfrentar o coronavírus vai permanecer em Campo Grande

O legado da saúde: estrutura proporcionar mais qualidade de atendimento no SUS
26/08/2020 10:00 - Daiany Albuquerque


Campo Grande passou de 116 vagas em unidades de terapia intensiva (UTIs) contratualizadas pela prefeitura da cidade, ou seja, de atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para quase 400 em pouco mais de 5 meses de pandemia da Covid-19.

Parte dessa estrutura, porém, vai continuar depois que o período pandêmico passar e deixar a cidade com uma melhor estrutura em saúde.

Mas não são só leitos que ficarão no pós pandemia, a informatização de muitos sistemas, por conta das medidas de distanciamento e também pela necessidade constante de saber o número real de vagas, deve dar mais agilidade aos processos.

No Laboratório Central de Mato Grosso do Sul (Lacen-MS) a compra de uma máquina de extração para ler os exames fará com que o local dobre sua capacidade de liberação de resultados, o que dará mais rapidez a todos os testes feitos na Capital, não só em relação ao novo coronavírus, mas a todos os exames realizados.

Segundo o titular da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) José Mauro de Castro Filho, a expectativa da pasta é que, depois que termine a emergência da Covid-19 e não haja necessidade de se manter essa quantidade de UTIs ativas, a cidade fique com, pelo menos, 160 vagas.

“O problema é que o orçamento dessa estrutura toda é temporária, então isso continua até o momento que eu tiver dinheiro, a partir do momento que não tiver eu tenho que encolher a máquina e focar orçamento de outras fontes, por isso que a gente está com processo de habilitação. Todos esses leitos a gente vai habilitar, vem recurso do Ministério da Saúde, só que ele tem uma habilitação emergencial da pandemia, quando chegar a decretar o final da pandemia, a gente vai ter que ver o posicionamento dessas habilitações", explicou. 

"Eu vou ver aqueles lugares que eu tenho a possibilidade de manter. Óbvio que a gente não vai ficar com 116 leitos, vamos ter que ficar com uma margem, uma perspectiva de, pelo menos, chegar em 160 leitos para que a gente possa dar tranquilidade para as UPAs, por exemplo, para escoar os pacientes clínicos, cirúrgicos de alta complexidade”, completou Castro.

O secretário afirmou que antes da Covid-19 a taxa de ocupação das UTIs era de 98% e havia a “necessidade na rede em torno de 30 leitos para a gente ficar tranquilo em relação a demanda diária de Campo Grande”.