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Estudante é achado morto dentro de piscina em festa

Estudante é achado morto dentro de piscina em festa

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03/01/2016 14h40 - Atualizado em 03/01/2016 16h33

Estudante é achado morto dentro de piscina em festa em Santa Bárbara
Vítima de 23 anos participava de churrasco em chácara, segundo polícia.
Jovem era morador de Americana; causa da morte ainda não foi definida.

Do G1 Piracicaba e Região

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[Henrique Candiotti Branco foi achado dentro de piscina em Santa Bárbara (Foto: Reprodução/Facebook)] Henrique Candiotti Branco foi achado dentro de piscina em Santa Bárbara (Foto: Reprodução/Facebook)

Um estudante de 23 anos foi achado morto dentro da piscina de uma chácara em Santa Bárbara d'Oeste (SP) no final da noite deste sábado (2). Henrique Candiotti Branco participava de uma festa com cerca de 15 pessoas quando foi encontrado dentro da água por duas testemunhas, segundo informação da Polícia Civil.

Branco era morador de Americana (SP). Ele chegou a ser socorrido e levado para o pronto-socorro Edson Mano em Santa Bárbara, mas chegou à unidade já sem vida. Também de acordo com a Polícia Civil, ainda não foi confirmada a causa da morte, que será investigada.

O corpo foi encaminhado para exame no Instituto Médico Legal (IML) de Americana. Um laudo deverá identificar o que provocou a morte. Branco estudou gastronomia no Centro Universitário Senac de Águas de São Pedro (SP).

O corpo de Branco foi encontrado na água por volta das 23h do sábado. O velório de Branco ocorre no Cemitério da Saudade, em Americana. O enterro está previsto para acontecer nesta segunda-feira (4), a partir das 15h, no Cemitério Municipal de Nova Odessa (SP).

Segurança Pública

Em Mato Grosso do Sul, 90 assassinatos não foram registrados, mostra Ipea

Ao longo de 11 anos, é estimado que 495 homicídios violentos ficaram ocultos no Estado, sem registro oficial das autoridades

20/06/2024 09h30

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Segundo os dados do Atlas da Violência de 2024, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no ano de 2022 90 assassinatos não foram registrados em Mato Grosso do Sul. Ao longo de 11 anos, é estimado que 495 homicídios ficaram ocultos no Estado.

Segundo o Ipea, essas pessoas morreram de forma violenta sem que o Estado conseguisse identificar a causa básica do óbito, se decorrente de acidentes, suicídios ou homicídios – as chamadas mortes violentas por causa indeterminada (MVCI).

No período de 11 anos, de 2012 até 2022, este quantitativo de assassinatos ocultos é o maior já registrado por ano, de acordo com os dados informados no Atlas. 

O levantamento do instituto que reúne, organiza e disponibiliza informações sobre violência e segurança pública no Brasil, mostra que no Estado do Mato Grosso do Sul foram registrados 550 homicídios no último ano de pesquisa, em 2022. 

Referente a casos estimados no Estado, de acordo com o Atlas da Violência, o número de assassinatos em Mato Grosso do Sul é de 640. Ou seja, entre os estimados e os registrados, existem 90 assassinatos fora das estatísticas, sem um registro oficial.

Entre os casos registrados, em um levantamento histórico de 11 anos (de 2012 até 2022), existe uma variação negativa de -19,5% no comparativo entre o primeiro e o último ano de registro, mostrando uma diminuição no número de assassinatos oficializados no Estado.

No caso dos homicídios estimados, em que as causas verdadeiras o Estado não reconheceu, levando em consideração o compartivo entre 2021 e 2022 houve um aumento de 1,7% no período.

O maior aumento ocorreu de 2019 a 2020, quando os casos tiveram uma alta de 147%, passando de 34 homicídios sem registro para 84 no ano seguinte. 

A reportagem do Correio do Estado entrou em contato com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), questionando sobre os dados regionais apresentados Atlas da Violência, além de perguntar sobre o que leva o não reconhecimento de casos de homicídios no Estado. Até o fachamento da matéria a Sejusp não respondeu os questionamentos.

CAMPO GRANDE

Dos 90 assassinatos sem registro em Mato Grosso do Sul, apenas oito, de acordo com o Ipea, são localizados em Campo Grande.

No ano de 2020, em Campo Grande, 170 homicídios foram registrados, e 178 estimados, tendo assim, uma taxa de 19,8% de homicídios estimados por 100 mil habitantes.

Ao longo dos 11 anos de levantamento do Atlas da Violência, de 2019 para 2020 o aumento de assassinatos estimados na Capital cresceu 31%, se mantendo até 2022 com uma média de 169 homicídios estimados. Comparando os dados de homicídios de Campo Grande, com as demais capitais brasileiras, a cidade tem a sétima menor taxa de homicídios do País. 

Entre 319 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, Campo Grande está na 178º colocação entre as cidades as maiores taxas de homicídios estimados.

NACIONAL

O Atlas da Violência estima que 51.726 homicídios ficaram sem registro no Brasil entre 2012 e 2022.
Entre 2012 e 2022, a maior redução da mortalidade violenta veio do Distrito Federal (-67,4%), seguido por São Paulo (-55,3%) e Goiás (-47,7%). Os maiores aumentos ocorreram no Piauí (47,9%), Amapá (15,4%) e Roraima (14,5%). 

Em 2022, a Bahia teve a maior taxa de homicídios por 100 mil habitantes (45,1), seguida de Amazonas (42,5) e Amapá (40,5). As três menores taxas no ano vieram de São Paulo (6,8), Santa Catarina (9,1) e Distrito Federal (40,5).

Saiba

O Atlas da Violência também destaca os homicídios de jovens entre 15 e 29 anos, representando 49,2% do total de assassinatos no país em 2022. De cada 100 jovens entre 15 e 29 anos que morreram no Brasil por qualquer causa, 34 foram mortos.

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CIDADE MORENA

Total de alunos venezuelanos na REME quase dobrou em três anos

Campo Grande divulgou plano de políticas públicas para imigrantes pelos próximos quatro anos e revela salto de 190 para 323 estudantes entre 2021 e 2023

20/06/2024 09h24

Entre crianças e adolescentes estrangeiros matriculados na Reme, o ranking é liderado por imigrantes venezuelanos

Entre crianças e adolescentes estrangeiros matriculados na Reme, o ranking é liderado por imigrantes venezuelanos Gerson Oliveira/ Correio do Estado

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Batizado como "1º Plano Municipal de Políticas para Migrantes Internacionais e Refugiados", a Prefeitura da Capital lançou uma série de diretrizes de proteção e apoio a famílias que adotaram Campo Grande como lar, inserindo inclusive seus filhos na chamada Rede Municipal de Ensino (REME), com um total de alunos venezuelanos que quase dobrou em três anos.

Segundo balanço do sistema "Cloud" da Secretaria de Assistência Social (SAS), entre 2018 e 2021 foi registrado um total geral de 1.344 imigrantes (352 mulheres e 992 homens), dos quais os venezuelanos representavam 826 desses atendimentos. 

Já em 2023, foram 342 imigrantes registrados pela SAS, sendo 79 mulheres atendidas e 263 homens, enquanto de 2021 até o ano passado os filhos dessas famílias matriculados na REME saltou de 190 para 323 alunos. 

Consistindo em um Comitê Interinstitucional Municipal, a ideia é promover uma série de ações por parte da iniciativa pública, que garanta acesso aos direitos dessa população nas mais diversas áreas, como: saúde; educação; segurança pública, etc. 

Entre as crianças e adolescentes estrangeiros matriculados na Reme, segundo dados do último ano, o ranking liderado por venezuelanos conta ainda com estudantes das seguintes nacionalidades: 

  • 75 paraguaios;
  • 48 bolivianos;
  • 36 japoneses; 
  • 28 portugueses, 

Em menor número aparecem alunos vindos da República do Haiti; Espanha; Colômbia; Iêmen; Líbano; Açores; Filipinas; Alemanha; Itália; Arábia Saudita; Angola, entre tantos outros.

Além dos objetivos específicos, quanto à promoção de projetos e benefícios de proteção social, o Plano 2024-2028 conta com 12 eixos norteadores, sendo: 

  • Eixo 1: Participação e Protagonismo Social na Governança Migratória Local com a Intersetorialidade com as Organizações do Terceiro Setor e Comunidades Locais
  • Eixo 2: Acesso à Assistência Social;
  • Eixo 3: Acesso à Segurança Pública; 
  • Eixo 4: Acesso à Habitação;
  • Eixo 5: Acesso à Saúde Integral;
  • Eixo 6: Acesso à Educação Integral, Ensino de Língua Portuguesa para Migrantes Internacionais e Refugiados e Respeito à Interculturalidade;
  • Eixo 7: Valorização e Incentivo à Diversidade Cultural, Esporte e Lazer;
  • Eixo 8: Proteção aos Direitos Humanos, População LGBTQIAP+ e Combate à Xenofobia, Racismo, Intolerância Religiosa e Outras Formas de Discriminação;
  • Eixo 9: Mulheres: Acesso a direitos e serviços.
  • Eixo 10: Promoção do Trabalho Decente, Geração de Emprego e Renda e Qualificação Profissional;
  • Eixo 11: Acesso aos Órgãos de Defesa e Garantia de Direitos;
  • Eixo 12: A Intersetorialidade com as Organizações do Terceiro Setor e Comunidades Migratórias Locais.

Também, pelo registro no sistema "Cloud", atrás dos venezuelanos, as populações estrangeiras que mais buscaram refúgio e moradia em Campo Grande entre 2018 a 2021 são: 

  1. º Colombianos (165 atendimentos) 
  2. º Haitianos (128 atendimentos) 
  3. º Uruguaios (74 atendimentos) 

Venezuela em CG

Historicamente, Campo Grande sempre se mostrou uma cidade hospitaleira, servindo de abrigo para as mais diversas populações estrangeiras que chegam, inclusive, a formar comunidades locais, como os japoneses e paraguaios. 

Há cerca de dois anos, inclusive, o Correio do Estado abordou justamente esse volume cada vez maior de estrangeiros, principalmente os de origem venezuelana, que viajam aproximadamente 5,2 mil quilômetros de seu País natal até chegar na Cidade Morena. 

Das motivações que trazem essa população para cá, destaca-se o ciclo de alta da inflação a partir do último trimestre de 2017, que registrou até mesmo disparada na hiperinflação e chegou a fechar 2018 em uma taxa de 130.060%. 

Apesar da desaceleração dos altos preços dos produtos e alimentos a partir de 2019, a situação da inflação na Venezuela só perdeu o prefixo "hiper" entre o final de 2021 e os primeiros meses de 2022, sendo uma das mais longas da história moderna. 

Com 54 páginas totais, abaixo você confere na íntegra o chamado 1º Plano Municipal de Políticas para Migrantes Internacionais e Refugiados:

 

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