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CORONAVÍRUS

Estudante que teve contato com infectada não consegue fazer exame em UPA

Camila ficou três horas esperando atendimento e não teve o material coletado por falta de carteira do SUS
15/03/2020 12:49 - Naiane Mesquita


A estudante de medicina veterinária, Camila Rafaela Pangoni, 23 anos, tenta desde o final da tarde de ontem (14), realizar um exame para detectar o coronavírus. Após entrar em contato com uma das pessoas contaminadas em Mato Grosso do Sul, Camila decidiu procurar atendimento médico e testar para o vírus, mas sem a carteira do Sistema Único de Saúde (SUS) teve o exame negado. 

“Desde que eu soube do caso do neto do Zahran, eu e meu namorado tomamos todas as providências necessárias. Ficamos isolados na casa dele esperando o resultado da minha amiga, pois ela estava em uma festa comigo na quarta-feira a noite e na quinta-feira descobrimos que o namorado dela estava positivo para o coronavírus”, explica Camila. 

Amiga de Thayany Silva, uma das duas pessoas confirmadas para coronavírus pela Secretaria Estadual de Saúde, Camila não apresentou sintomas da doença, mas decidiu realizar o exame como medida de segurança. “Quando a minha amiga confirmou, eu liguei para os meus familiares informando o dela e eles foram atrás em busca de informações de como fazer o exame. Meus tios ligaram e disseram que em meia hora poderia ir ao posto da Vila Almeida, por ser o mais perto de onde eu estava. Minha tia falou para eu ir de máscara”, conta Camila. 

Segundo a estudante, os familiares se dirigiram a UPA da Vila Almeida com antecedência e informaram os profissionais de saúde sobre o contato próximo dela com Thayany e o fato da jovem não possuir carteira do SUS. “A mulher fez minha ficha normal com todos os meus dados e levou para a triagem. Com tudo isso eu cheguei ao posto nós acreditamos que seríamos isolados em uma sala com outros suspeitos. Mas, no final não foi nada disso. Ficamos três horas misturados com pessoas idosas, crianças e jovens, tudo na mesma recepção”, relata.

Por precaução, Camila tinha evitado o contato externo antes do resultado do exame da amiga. “Eu penso do que valeu eu ficar 48 horas isolada se no próprio posto onde tem pessoas com imunidade baixa eles não tomaram as providências certas”, acredita.

Sem exame


De acordo com Camila, no posto foram realizadas apenas exames comuns da triagem, como temperatura e pressão. “Aguardei um monte, fui chamada de novo, o médico me consultou e falou que eu teria que fazer um exame de sangue, que não é o exame do coronavírus, ele me deu a solicitação do exame de sangue, mas na hora que eu fui para fazer, as enfermeiras simplesmente falaram que não iriam porque eu não tenho a carteirinha e o número de prontuário não existia”, explica. 

Camila deve voltar na tarde de hoje para tentar realizar o exame novamente. “Meu namorado conseguiu fazer porque tinha a carteira. O resultado dele sai hoje a tarde”, indica. 

Coronavírus

Em Mato Grosso do Sul há dois casos confirmados de coronavírus. Além de Thayany, um homem de 31 anos testou positivo para o vírus e está internado em um hospital particular de Campo Grande. Segundo informações do secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho, ele chegou a ficar isolado em casa, mas teve desconfortos respiratórios. O estado de saúde não é considerado grave e o paciente é monitorado.

Já Thayany Silva, namorada do empresário Ueze Zahran Stamatis (que também está com a doença, mas em São Paulo), está de quarentena e até agora não teve nenhum sintoma.

 

 

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!