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MATO GROSSO DO SUL

Estudantes vão ficar mais tempo longe das escolas

Suspensão das aulas presenciais será novamente prorrogada na rede pública
25/07/2020 07:10 - Daiany Albuquerque


A Prefeitura de Campo Grande deverá prorrogar por pelo menos mais 15 dias a suspensão das aulas presenciais na Rede Municipal de Ensino (Reme), a confirmação foi do prefeito da Capital, Marcos Trad (PSD). O governo também já afirmou que na Rede Estadual de Ensino (REE) deverá haver essa prorrogação, mas não quis confirmar por qual período. A medida atinge quase 320 mil estudantes, somando as duas redes.

As aulas presenciais da Reme estão suspensas desde o dia 18 de março deste ano por um decreto municipal. No Estado, a paralisação teve início no dia 23 de março. Os alunos, tanto da prefeitura quanto do governo, estão com aulas remotas por meio de internet, televisão e materiais disponibilizados nas escolas.

Os decretos em vigor, da Prefeitura de Campo Grande e do governo do Estado, têm validade até o dia 31 de julho. Com a crescente dos casos e mortes por Covid-19 em Mato Grosso do Sul, principalmente na Capital, essa medida será prorrogada por mais tempo.

“Não tem como retornar agora. Vamos prorrogar [por] 15 dias pelo menos”, declarou o prefeito. Segundo ele, o decreto com essa determinação deverá ser publicado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) da próxima semana.

Em Campo Grande, a Covid-19 já infectou 7.919 pessoas até esta sexta-feira, conforme dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). Ao todo, 89 morreram vítimas da doença na Capital. A cidade vive em pleno crescimento da doença, em 24 horas, acrescentou 239 casos e 5 óbitos aos seus números. No Estado, já são 20.303 episódios e 281 mortes.

 
 

BIOSSEGURANÇA

Mesmo sem previsão para que haja essa volta, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) e a Secretaria de Estado de Educação (SED) preparam planos de biossegurança para quando houver o retorno. Para isso, as administrações têm feito aquisições de equipamentos de proteção individual (EPIs) para entregar aos 108.885 alunos e profissionais da área.

No caso da Semed, a Pasta está criando uma comissão com vários órgãos para dar prosseguimento ao plano. Segundo a titular, Elza Fernandes Ortelhado, os integrantes desse grupo serão das secretarias de Educação, Saúde, Meio Ambiente e Gestão Urbana, Gestão, Finanças e do Legislativo, com membros da Comissão de Educação da Câmara.

Quando o plano for finalizado, a Semed poderá definir quais itens serão adquiridos e quais mudanças estruturais precisarão ser feitas nas 94 escolas da Reme. O único ponto definido é a compra de máscaras e álcool em gel.

Já no caso do governo do Estado, conforme reportagem publicada na edição de sexta-feira (24) do Correio do Estado, o plano de biossegurança em fase de finalização pela SED já estabelece que em escolas com grande número de turmas deverá haver escalonamento para as aulas presenciais, ou seja, os estudantes não deverão ir todos os dias para as unidades, evitando aglomerações.

De acordo com a SED, as salas da REE com muitos alunos também deverão ser desmembradas para que, até dentro delas, seja respeitado o distanciamento social imposto por conta da pandemia do novo coronavírus.

A Rede Estadual de Ensino tem 210 mil estudantes em Mato Grosso do Sul, divididos em 345 escolas. No ano passado, eram 229 mil estudantes matriculados na rede, distribuídos em 357 unidades.

Após a compra de 670 mil unidades de máscaras, para serem entregues aos alunos e também aos 20 mil profissionais da rede, e de cerca de mil termômetros digitais, que vão paras as unidades de ensino, para o Centro de Educação Profissional e para as coordenadorias regionais, a Pasta prepara para as próximas semanas a aquisição de mais EPIs para comporem esses kits a serem entregues à comunidade escolar.

Assim como o município, o Estado também montou um comitê para avaliar o planejamento de retorno, que usa informações do avanço da pandemia fornecidas pela SES.

 

Felpuda


Lideranças de alguns partidos estão fazendo esforço da-que-les para fechar chapa com o número exigido por lei de 30% do total de vagas para as mulheres. Uma dessas legendas, por exemplo, tenta mostrar a “felicidade” das suas pré-candidatas, mas teme o fracasso, tendo em vista que o “chefe maior” é aquele que já mandou mulheres calarem a boca e disse também que a importância da sua então esposa na campanha eleitoral era porque apenas “dormia com ele”. Ô louco!