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CIÊNCIA

Estudo aponta com mais precisão quanto tempo pode durar a imunidade da Covid-19

Pesquisa foi realizada na Islândia com milhares de pacientes contaminados
05/09/2020 06:00 - Ricardo Campos Jr

Estudo aponta que os anticorpos que o corpo humano produz para combater o novo coronavírus duram pelo menos quatro meses após a infecção. Além disso, cientistas chegaram à conclusão de que a resposta imune não acaba rapidamente, como haviam apontado pesquisas feitas anteriormente.

A análise foi realizada em conjunto por profissionais de diferentes países e publicada no The New England Journal of Medicine no começo da semana. Eles testaram mais de 30 mil pessoas na Islândia. Este é considerado o maior trabalho até o momento sobre as defesas do organismo contra a Covid-19.

Os resultados são boas notícias para quem está trabalhando na produção de vacinas contra a doença. Se as substâncias conseguirem induzir a uma resposta semelhante à natural, é possível que sejam eficazes. 

Um dos maiores mistérios relacionados à doença pandêmica era justamente a proteção gerada contra o agente infeccioso. O grande problema é que a comunidade acadêmica estava diante de um vírus novo, cujos primeiros casos foram registrados há apenas um ano. 

Dessa forma, pesquisas menores sugeriram que os anticorpos desapareciam rapidamente e quem não teve sintomas, não produziria resistência alguma contra a Covid-19.

No entanto, o estudo recente comprovou que há duas ondas de produção de anticorpos e os cientistas haviam analisado somente a primeira delas, que não é tão estável quanto a segunda, já que eles aconteciam em média 28 dias após o diagnóstico. 

A resposta mais eficiente aparece depois de um mês ou dois após o contágio, disseram os pesquisadores. Aparentemente, esses anticorpos são de duração estendida, mas como os voluntários eram casos recentes, ainda não é possível dizer com certeza por quanto tempo mais a proteção seguirá com vigor.

Os pacientes foram acompanhados tanto com exame de RT-PCR (o teste do cotonete no nariz) quanto os exames sorológicos. Tanto hospitalizados quanto assintomáticos e casos leves fizeram parte. 

Na Islândia, os primeiros casos apareceram em fevereiro, quase tão recentes como o Brasil.

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