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Estudo aponta que dexametasona reduz mortalidade em casos graves de coronavírus

Pesquisa coloca o corticoide como o primeiro remédio capaz de diminuir o risco de morte
16/06/2020 17:12 - Da Redação


 

Pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, anunciaram resultado de pesquisa que aponta o dexametasona, um esteroide que tem efeito anti-inflamatório, como a primeira droga que comprovadamente reduz a incidência de mortes pela Covid-19.

Conforme os resultados apresentados pelos britânicos, houve redução de um terço das mortes pela doença em pacientes em estado grave, que precisavam de tratamento com oxigênio e receberam o dexametasona.  

Professor da Universidade de Oxford e co-líder do teste conhecido como Recovery, Martin Landrey, o benefício foi notado apenas em pacientes que precisavam do auxílio respiratório.

"Este é um resultado que mostra que, se pacientes que têm Covid-19 e estão ligados a ventiladores ou no oxigênio recebem dexametasona, isso salvará vidas, e o fará a um custo notavelmente baixo", disse.  

Outro pesquisador que participou da pesquisa, Peter Horby, afirma que o dexametasona é o “único remédio até agora que reduziu a mortalidade” significativamente.

Um total de 2.104 pacientes receberam 6 mg por dia, por via oral ou intravenosa, durante dez dias. A evolução do quadro destes pacientes foi comparada com outros 4.321 que não receberam o medicamento. 

A dexametasone reduziu um terço de mortes em pacientes que precisavam de respiradores e em um quinto nos pacientes que recebiam apenas oxigênio, sem necessidade do respirador artificial, e sem benefícios entre os pacientes que não precisavam de suporte respiratório. 

Baseado nos resultados, pesquisadores afirmam que um a cada oito pacientes graves em respirador pode ter a vida salva com o uso do medicamento, ou 1 a cada 25 dos que apenas precisam de oxigênio. 

Ministério de Saúde do Reino Unido confirmou que vai incluir o medicamento, de baixo custo, no tratamento da Covid-19. Organização Mundial da Saúde ainda não se pronunciou sobre os resultados do estudo.

Atualmente, não há medicamentos ou vacinas aprovados contra a doença causada pelo coronavírus, que já matou mais de 430 mil pessoas em todo o mundo. 

 

Felpuda


Dia desses, há quem tenha se lembrado de opositor ferrenho – em público –, contra governante da época, mas que não deixava de frequentar a fazenda de “sua vítima” sempre que possível e longe dos olhos populares. Por lá, dizem, riam que só do fictício enfrentamento de ambos, que atraía atenção e votos. E quem se lembrou da antiga história garantiu que hoje ela vem se repetindo, tendo duas figurinhas carimbadas nos papéis principais. Ô louco!