Cidades

VÍTIMA DE CÂNCER

Ex-presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra morre aos 58 anos

Ministro do STF havia autorizado José Eduardo prestar depoimento na Lava Jato

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O ex-presidente do PT e da Petrobras José Eduardo Dutra morreu na madrugada deste domingo (4), em Belo Horizonte, aos 58 anos, informou a assessoria do partido. O petista lutava contra um câncer.

Segundo a assessoria do PT, Dutra será velado em Belo Horizonte, a partir das 10h desta segunda-feira (5), no Funeral House. No mesmo dia, o corpo será cremado na capital mineira.

O ex-dirigente petista foi um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff na eleição de 2010, ao lado do ex-ministro Antonio Palocci e do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

O último cargo que ele ocupou foi o de diretor Corporativo e de Serviços da Petrobras, o qual se afastou já por conta da doença. Em fevereiro, o conselho de administração da estatal aprovou uma licença de saúde para Dutra.

O ex-presidente da petroleira havia sido um dos dois diretores da empresa que permaneceram no cargo de alto escalão após a renúncia de Graça Foster da presidência da companhia por conta da crise gerada pelas investigações da Operação Lava Jato.

Natural do Rio de Janeiro, José Eduardo Dutra fez carreira política em Sergipe. Após presidir o sindicato dos mineiros sergipano e atuar como dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), ele se elegeu senador por Sergipe em 1994. Atualmente, ele era o primeiro suplente do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE).

Dutra assumiu o comando da Petrobras em janeiro de 2003, assim que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a chefia do Palácio do Planalto. Ele permaneceu à frente da estatal  do petróleo até julho de 2005, sendo substituído por José Sérgio Gabrielli.

Três anos mais tarde, Dutra retornou à empresa para presidir a Petrobras Distribuidora, uma das subsidiárias da petroleira. Ele deixou a companhia em agosto de 2009 para disputar a presidência do PT.

Dutra presidiu o Partido dos Trabalhadores entre 2010 e 2011. Apesar de seu mandato se encerrar somente em 2012, o petista decidiu renunciar e entregar o comando da legenda antecipadamente,em abril de 2011, em razão de problemas médicos.

À época, os médicos do então presidente do PT o advertiram que seu quadro clínico e laboratoria exigia mudanças de seus hábitos de vida, com reeducação alimentar e prática de exercícios. Na ocasião, Dutra já havia se licenciado da presidência da sigla por conta dos problemas de saúde.

Com seu afastamento definitivo da presidência do PT, seu então vice, Rui Falcão, assumiu o comando da legenda.

LAVA JATO
Na última semana, o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia autorizado a Polícia Federal a tomar o depoimento de José Eduardo Dutra nas investigações da Lava Jato.

Além de Dutra, o magistrado também deu aval para que os delegados federais ouçam o ex-presidente Lula, o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli, o atual presidente do PT, Rui Falcão, o tesoureiro da campanha de Dilma em 2010, José de Filippi Junior, a ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais Ideli Salvatti, o ex-ministro da Secretaria-Geral da PresidênciaGilberto Carvalho e o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que está preso em Curitiba.

REPERCUSSÃO
Confira os comentários dos políticos sobre a morte de José Eduardo Dutra:

Delcídio do Amaral (MS), senador e líder do governo no Senado
"Foi uma liderança que pautou sua vida política pela clareza de suas posições, diálogo e espírito público. Como executivo da Petrobras e da BR [Distribuidora], com serenidade e bom senso enfrentou e venceu grandes desafios. Deixa grandes amigos. Honrou nosso partido e nosso país."

Humberto Costa (PE), senador e líder do PT no Senado
"Eu era muito amigo dele. Nós fomos parlamentares juntos entre 1995 e 1998. Ele era senador e líder do PT no Senado e eu era deputado federal. Nós passamos a ter relação de amizade. Depois, eu fui uma das pessoas que apoiou o nome dele para ser presidente do partido. É uma pessoa extremamente leal, muito partidário, absolutamente honesto. É uma perda muito grande."

Rui Falcão, presidente do PT
"Perdemos @zedutra13. Fará falta esse grande homem, companheiro e militante. José Eduardo Dutra, presente!", escreveu em uma rede social.

Sibá Machado (AC), deputado e líder do PT na Câmara
"Em primeiro lugar, é importante lembrar que Sergipe produziu dois grandes quadros, Marcelo Déda e José Eduardo Dutra. Duas personalidades muito fortes para todos nós. Em segundo lugar, Eduardo Dutra cumpriu uma missão muito honrosa para todos nós à frente da presidência da Petrobras. Ele foi presidente do partido e, quando pediu renuncia, acredito que já era pela causa que o levou ao falecimento. Ele unificou o PT depois do processo do mensalão."

Cidades

Cristiane Alkmin é a nova diretora presidente da MSGás

Ex-secretária de Economia de Goiás assume companhia com o desafio de expandir produção no Estado

17/07/2024 18h20

Nova gestora é conselheira da Associação Brasileira do Direito e Economia

Nova gestora é conselheira da Associação Brasileira do Direito e Economia Bruno Rezende/ Governo MS

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A MSGás (Companhia de Gás de Mato Grosso do Sul) terá nova gestão com a chegada da economista e ex-secretária de Economia de Goiás, Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt. O termo de posse foi assinado nesta quarta-feira (17), durante reunião entre o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB) e representantes do governo estadual. 

Ex-secretária-adjunta de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Cristiane tem larga experiência na área econômica e gestão de negócios. O momento, segundo o governador, é importante para a transição energética, que exige alguém preparado para o enfrentamento das mudanças climáticas.  

"Esse é um novo momento para a companhia, que nos últimos nove anos, sob o comando do Rui Pires dos Santos, saltou de pouco mais de 2 mil clientes no final de 2014 para mais 20 mil em 2024, um crescimento expressivo que mostra força e compromisso da empresa. Não tenho dúvidas de que a Cristiane chega em um novo momento e que vai desempenhar um trabalho importantíssimo para o crescimento e expansão da MSGÁS", afirma Riedel.   

Segundo a nova gestora, o gás natural, como insumo de menor emissão de poluentes, tem dois papéis fundamentais: promover a sustentabilidade das atividades produtivas e estabelecer o divisor e dar ritmo na corrida às fontes alternativas de energia. Processos que devem se tornar mais ágeis. 

"Vamos seguir a política de desenvolvimento que vem sendo executada pelo governador Eduardo Riedel e com o secretário Jaime Verruck. Estamos assumindo a companhia com muitos projetos promissores em seu portfólio de ações, ancoradas em uma política de descarbonização muito bem alinhada, com práticas sustentáveis reguladas. Quanto aos desafios, eles são inerentes ao setor", analisa a diretora-presidente da MSGás.

Objetivos da nova gestão  

  • Garantir insumo para o desenvolvimento econômico do Estado;
  • Assegurar uma empresa competitiva e lucrativa;
  • Investir nas fontes renováveis para redução da emissão de poluentes.

Cristiane entende que o Brasil lidera e vai seguir liderando a transição energética pelo histórico de adoção de matrizes energética e elétrica renováveis, mas diante da rapidez com que o clima muda, há que se antecipar o divisor da transição, com estratégias e metas bem definidas e simetrias nas legislações para que as ações não fiquem dispersas.

Nova gestora é conselheira da Associação Brasileira do Direito e Economia Encontro também teve participação dos secretários Jaime Verruck (Meio Ambiente e Desenvolvimento) e Rodrigo Perez (Governo e Gestão Estratégica)

 

CEO da MSGÁS

Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt tem mestrado e doutorado em economia pela EPGE/FGV e foi visiting scholar na Universidade de Columbia/NY. É consultora sênior para o Banco Mundial, colunista do Instituto Millenium e da revista Conjuntura Econômica e parecerista nas áreas de regulação, concorrência, defesa comercial, orçamentária, fiscal, de planejamento, tributária e gestão pública.

É membro do 'Mulheres na Regulação' e do 'WebAdvocacy' e conselheira da Associação Brasileira do Direito e Economia. Há 20 anos leciona para os cursos de MBA da FGV, ainda que dê cursos e palestras para outras instituições, e há 20 é parecerista da Revista de Direito Administrativo da FGV Direito Rio.

No setor público, foi secretária-adjunta da Secretária de Acompanhamento Econômico do MF de 2000 a 2003 (4 anos); foi conselheira do Cade de 2015 a 2018 (4 anos) e foi secretária da Economia de Goiás (Fazenda, Planejamento e Orçamento) de 2019 a abril de 2023.

Também foi vice-presidente do Comsefaz (Conselho dos Secretários de Fazenda) em 2022/2023, presidente do Conselho Fiscal da CelgPar de janeiro de 2019 a setembro de 2023, presidente do Conselho de Administração da PreviCom de janeiro de 2019 a setembro de 2023, e membro do Conselho Fiscal da Saneago de janeiro de 2021 a setembro de 2023.

No setor privado, foi gerente-geral de Assuntos Coorporativos da Embratel, economista sell side do Ibre/FGV e do Itaú Asset e giretora do Departamento Econômico do Family Office do Grupo Libra. Além disso, foi diretora estratégica da Cementos Progreso e diretora0-executiva da ONG Pacunam (ambos na Guatemala), e diretora do Departamento Econômico da Compañia de Comércio e Exportación e diretora-adjunta da Autoridad de Desarrollo Local (ambos em Porto Rico).

Foi consultora para o Banco Mundial e para as Nações Unidas para países na África e na América Central, e lecionou no Ibmec, na PUC/RJ, na Universidad Francisco Marroquín e na Universidad Rafael Landívar (ambas na Guatemala).

*Com informações da assessoria 

Acesse o Correio do Estado 

 

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Força Nacional recebe autorização para atuar em região de conflito com indígenas de MS

Conforme portaria publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (17) os agentes irão atuar na região por 90 dias

17/07/2024 18h15

Marcelo Camargo / Agência Brasil

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública, autorizou que a Força Nacional atue para proteger os indígenas que foram alvos de ataque em dois municípios de Mato Grosso do Sul.

A portaria autorizando o envio dos agentes foi publicada no Diário Oficial da União, desta quarta-feira (17), estabelecendo atuação de 90 dias na região.

Com isso a tropa Nacional trabalhará em conjunto com a Polícia Federal assim como forças de segurança do Estado. 

"Autorizar o emprego da Força Nacional de Segurança Pública em apoio à Polícia Federal, na região de fronteira e nas aldeias indígenas situadas na região do Cone Sul do Estado de Mato Grosso do Sul, nas atividades e nos serviços imprescindíveis à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, em caráter episódico e planejado, por noventa dias", diz a portaria.

Conforme noticiado no Correio do Estado, em solo sul-mato-grossense pelo menos cinco territórios (tekoha) dos povos Guarani Kaiowá,  foram alvos, segundo denúncia da Assembleia Geral do povo Kaiowá e Guarani, Aty Guasu sendo eles:

  • Guyra Kambiy, 
  • Potero, 
  • Arroio Cora, 
  • Laranjeira e 
  • Kunumi.

Tensão

Em um dos "cercos" um indígena da etnia Guarani Kaiowá terminou baleado, o ataque ocorreu na  Lagoa Rica/Panambi, localizada no município de Douradina. 

MPI, juntamente com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) estão trabalhando em estratégias para diminuir a tensão e enviaram equipes para Mato Grosso do Sul e no Paraná - para o povo Avá Guarani. 

Cabe ressaltar que os locais em que ocorreram ações de reivindicação passaram por estudos antropológicos que concluíram tratar-se de territórios dos povos originários, entretanto, a Funai está analisando se a tese do marco temporal pode ser aplicada. 

O "cerco" ocorreu na tarde do último sábado (13), assim que um grupo de 10 indígenas do povo Guarani Kaiowá, iniciou a retomada do território na Lagoa Rica/Panambi. O levantamento feito pelo Ministério dos Povos Originários indicou que o grupo ficou sitiado por cerca de 50 homens armados. 

Dado momento um fazendeiro acompanhado por outro homem, abaixou o vidro da janela da caminhonete em que estava e efetuou diversos disparos. No domingo (14), em outra retomada indígenas foram atacados a tiros em Caarapó. 

Informações preliminares levantadas pelo Ministério dos Povos Indígenas, indicam que duas pessoas ficaram feridas, sendo um deles, o cacique, de 52 anos.

Além disso, uma liderança religiosa sofreu agressões e teve braços e pernas feridos, outros indígenas também se feriram no episódio. 

** Colaborou Judson Marinho e Leo Ribeiro

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