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SAÚDE

Número de exames para detectar câncer de próstata dobrou nos últimos 4 anos

Com a campanha Novembro Azul, Hospital de Câncer Alfredo Abrão dobrou o número de atendimentos gratuitos a homens nos últimos anos
07/11/2020 08:00 - Rodrigo Almeida


Nos últimos quatro anos, a campanha Novembro Azul, realizada no Hospital de Câncer Alfredo Abrão (HCAA), mais que dobrou o número de exames gratuitos oferecidos para a população. Em 2016, foram feitos mil testes, enquanto em 2019 o número saltou para 2.200 procedimentos.  

De acordo com o oncologista e diretor técnico do HCAA, Gustavo Castro Ianaze, a campanha busca prevenir e diagnosticar precocemente o câncer de próstata, aumentando as chances de recuperação. “Já existia a [campanha] Outubro Rosa, voltada às mulheres, com a oferta gratuita dos exames de mamografias. Então, a instituição decidiu também realizar a [campanha] Novembro Azul, voltada à saúde dos homens. Desde a criação da campanha, para pessoas na faixa dos 50 aos 75 anos, a adesão nos surpreendeu”, afirma Ianaze.  

A intenção da campanha em 2020 era de atingir a marca de 3 mil exames, no entanto, a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) restringiu a quantidade de pessoas atendidas no ambulatório, de 100 para 50 por dia.  

Todos os anos, cerca de 15% dos exames apresentam alterações. “O PSA é um exame de sangue para o rastreamento precoce do câncer de próstata muito simples e rápido, sendo apenas o primeiro passo para que o homem desperte para a necessidade da prevenção, com a ida ao médico e a realização dos exames periódicos”, explica.  

Prevenção

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional do Câncer neste ano, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens. A previsão é de que 65.840 novos casos ocorram no País por ano. Em Mato Grosso do Sul, a estimativa é de 1.240 novos casos. A prevenção é importante, porque quando diagnosticado e tratado no início, a chance de cura é de 90%.

O engenheiro agrimensor Nelson Picoline, 74 anos, convive com a doença há, pelo menos, 19 anos. O câncer acabou sendo descoberto por acaso. “Eu tive uma crise de pressão alta e passei mal, pois vivia um momento complicado no trabalho. Ao chegar no médico o exame de sangue veio com alteração no PSA. Nem sabia o que era isso. Depois de mais exames, descobrimos que eu estava no estágio 3 quase indo para o 4”, conta.

O estágio avançado levou Picoline a mesa de cirurgia.  

“Dali o médico disse que já era caso de cirurgia. Na época, o Hospital de Câncer estava adquirindo equipamentos e treinando pessoal, então consegui fazer o tratamento em São Paulo. Eu fazia tratamento na época que os aviões atingiram as torres gêmeas”, ressalta.

Bem entrosado com os funcionários, o engenheiro conhece quase todos da equipe.  

Desde 2001, a doença vai e volta. Nos últimos quatro anos, voltou a fazer o tratamento depois que quebrou a perna em um dia de trabalho. “Fizemos um exame e o médico detectou um nódulo perto do tornozelo e afirmou que eu tinha dois problemas, perna quebrada e tumores em dois discos das vértebras e na perna”, relata.  

Apesar da luta constante, Picoline não se mostra abatido. “Sempre tratei direitinho, sempre pontual para sessões e com grande ajuda dos médicos e da equipe aqui do Hospital de Câncer Alfredo Abrão”, frisa.  

Sobre a aceitação de todo o processo vivido, Picoline explica que não tem mais medo de morrer. “No começo, minha família ficava triste, eu mesmo tinha medo de morrer, pensando que não deu tempo de fazer tudo, mas isso é uma bobeira. Ninguém nesse mundo é insubstituível”, acredita. 

 

Felpuda


Embora tenha manifestação de que não haverá mudanças na administração municipal que se iniciará dia 1º de janeiro, o que se ouve por aí é que a realidade não seria bem assim.

Alguns setores deverão passar por alterações, como forma de se azeitar engrenagens que estariam deixando a desejar. 

O Diário Oficial, a partir daquela data, deverá ser a publicação mais lida a cada manhã.