Cidades

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Excesso de milho vai exigir ações especiais

Excesso de milho vai exigir ações especiais

Redação

22/03/2010 - 01h09
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O mercado está abarrotado de milho, mas o agricultor não tem opções para a safra de inverno. Por isso, está tendo que plantar o milho safrinha. O preço está péssimo e as perspectivas são de uma safra muito boa o que aponta para preços ainda piores no futuro. O que fazer frente a esse quadro? O Governo do Estado intercede junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no sentido de que sejam assegurados os instrumentos que facilitem ao máximo a comercialização futura e o escoamento dos excedentes da produção que, parece, vão ser muito grandes. Outra saída, e o Governo do Estado prega isso, é incentivar o consumo interno do milho, o que seria possível com a expansão de atividades como a avicultura e a suinocultura. Na Secretaria da Produção se fala hoje, também, em incentivar o consumo de milho na pecuária bovina. Isso seria possível com a expansão dos confinamentos principalmente. A área cultivada com milho em MS deve cair em torno de 10% (de 850 mil ha em 2009 devem ser cultivados menos de 770 mil) mas a produção deve ser significativamente maior por causa das excelentes condições de clima: de 1 milhão 810 mil toneladas na safrinha do ano passado, neste ano a produção pode superar 2,5 milhões de toneladas. A grande preocupação em relação a safrinha em MS é com o excesso de produto no mercado e com os preços futuros ainda piores do que os atuais, na faixa de R$ 12,50 a saca. Outra grande preocupação é com o armazenamento da safrinha. Segundo o corretor Vilmar Hendges, de Campo Grande, se o Governo e as cerealistas não se mexerem e conseguirem contratos de exportação de 8 a 10 milhões de toneladas após a colheita da safra de inverno, “vai ser um Deus nos acuda, pois vai ter milho saindo pelo ladrão”. Segundo ele, hoje no Estado de Mato Grosso há um estoque superior a 2 milhões de toneladas que o Governo não sabe o que fazer com ele. “A Conab tem promovido leilões, mas não existe demanda, não tem quem se interesse em comprar”, afirma. Em Mato Grosso do Sul ele calcula que ainda existam de 600 mil a 700 mil toneladas de milho estocadas e se esse volume de produção não sair dos armazéns, além de surgirem problemas de armazenagem na hora da colheita da safrinha, o preço do milho deve despencar ainda mais no futuro. “Quem plantou a safrinha cedo está vendo sua lavoura se desenvolver muito bem. As condições de chuva e clima tem sido excelentes, com raras exceções de veranico em algumas poucas regiões”, avalia Vilmar Hendges. Para ele, não há outra saída para o Brasil a não ser conseguir exportar muito milho. No nordeste de MS As áreas em Chapadão do Sul e região onde a soja já saiu, foram ou estão sendo ocupadas pelo milho segunda safra ou pelo sorgo. O corretor Pedro Calgaro não soube informar o tamanho da área do milho safrinha uma vez que a maior parte ainda está sendo plantada. “Em janeiro na nossa região foi plantado o algodão que agora está com o preço excelente, R$ 49 a arroba. Se São Pedro ajudar, teremos uma boa safra, apesar de alguns problemas como um certo atraso no plantio, incidência do percevejo castanho entre outras pragas. Mas agora, o tempo firmou e as lavouras de algodão estão em recuperação. E o milho safrinha começa a ser cultivado apesar do descontentamento dos produtores com a baixa remuneração da soja e as perspectivas ainda piores com o milho a R$ 12,50 a R$ 13 a saca”, analisou o corretor. (MH)

Memorando de Entendimento

MS será palco de 'teste agropecuário' com a Google

Agronegócio sul-mato-grossense tende a ser beneficiado com este acordo, sendo palco de testes para modelos que visem elevar os níveis de produtividade, além de apoiar decisões do produtor 

06/12/2025 13h30

A inteligência artificial no campo, segundo o Governo do Estado, pode otimizar toda a cadeia produtiva, aprimorando por exemplo, entre outros pontos, até mesmo a previsão climática. 

A inteligência artificial no campo, segundo o Governo do Estado, pode otimizar toda a cadeia produtiva, aprimorando por exemplo, entre outros pontos, até mesmo a previsão climática.  Reprodução//Secom-GovMS/Saul Schramm

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Através de um acordo de cooperação técnica assinado recentemente, Mato Grosso do Sul está prestes a se tornar palco de um "teste agropecuário" com o Google. 

O Memorando de Entendimento (MoU) assinado com a Google Brasil, conforme o Governo de MS em nota, prevê "cooperação em tecnologia, inteligência artificial e infraestrutura em nuvem, envolvendo áreas essenciais da administração pública". 

Distante aproximadamente uns 980 quilômetros da Capital, o governador de Mato Grosso do Sul viajou com sua equipe de secretários de Estado - Rodrigo Perez (Governo e Gestão Estratégica) e Jaime Verruck (Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) -  até o "coração" da popular Faria Lima, para reunião com executivos da empresa na sede da Google. 

Durante assinatura, Riedel relembrou o foco do Executivo sul-mato-grossense na transformação digital, que ele diz ser fundamental para a "efetividade da gestão estratégica sair do papel e ser executada", alcançando finalmente a população. 

Entre todos os focos a serem abordados, o agronegócio sul-mato-grossense tende a ser beneficiado com este acordo, sendo palco de testes para modelos que visem elevar os níveis de produtividade, além de apoiar as decisões do produtor. 

A inteligência artificial no campo, segundo o Governo do Estado, pode otimizar toda a cadeia produtiva, aprimorando por exemplo, entre outros pontos, até mesmo a previsão climática. 

Em complemento Fábio Coelho, presidente do Google Brasil, apontou os índices de crescimento econômico e social sul-mato-grossense, que só tendem a melhorar com as ações de modernização e otimização de políticas públicas que passarão a contar com maior amparo tecnológico. 

"Mato Grosso do Sul já é uma potência no agronegócio e a tecnologia pode ser uma aliada para o crescimento do Estado. Queremos apoiar o Governo do Estado a levar o impacto positivo da tecnologia para a população", disse o executivo em nota. 

Demais áreas

Além do campo, as tecnologias do Google também devem ser aplicadas nas mais diversas áreas, possibilitando um melhor desempenho para alunos e até aumentando a eficiência administrativa das unidades escolares da Rede Estadual de Ensino (REE). 

As chamadas soluções de nuvem (para armazenamento de dados e sistemas online) e machine learning (aprendizado de máquina) permitiram um avanço na organização de dados, por parte da gestão pública, além de trazer mais transparência e economia dos recursos.

Toda essa nova base de dados permitirá, ainda, no futuro, que novas aplicações da Inteligência Artificial sejam integradas aos serviços essenciais à população, beneficiando áreas como saúde, segurança e finanças, como bem cita o Governo do Estado. 

Na visão do Executivo de MS, esse novo acordo é tido como um passo decisivo rumo a uma administração mais moderna, inteligente e conectada às necessidades da população. 
**(Com assessoria)

 

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SEM ACORDO

Dentistas negam proposta de Adriane Lopes e podem virar ano em greve

Categoria está em estado de greve desde o dia 15 de novembro, e acordo com o executivo municipal ainda está 'longe' de acontecer

06/12/2025 12h30

Proposta da Prefeitura foi abaixo do esperado pela classe, que recusou em Assembleia nesta sexta-feira (5)

Proposta da Prefeitura foi abaixo do esperado pela classe, que recusou em Assembleia nesta sexta-feira (5) Foto: Divulgação/Sioms

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Há cerca de 20 dias em estado de greve, os dentistas que trabalham na rede pública de Campo Grande negaram a proposta da Prefeitura e indicaram entrar em greve a partir do dia 17 de dezembro, seguindo assim por 30 dias caso não haja acordo com o executivo municipal.

Desde o dia 15 de novembro, o Sindicato dos Odontologistas de Mato Grosso do Sul (Sioms) e a Prefeitura Municipal de Campo Grande estão em sério debate sobre o descumprimento judicial referente ao reposicionamento do plano de cargos e carreiras, provisionado desde 2022.

Nesta última semana, o executivo enviou uma proposta à categoria, para tentar chegar a um acordo antes que uma paralisação ocorra.

Sobre o reposicionamento do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR):

  • 30% dos reflexos financeiros no mês de maio de 2026;
  • 35% no mês de maio de 2027;
  • 35% no mês de fevereiro de 2028;

Já sobre o auxílio alimentação:

  • 50% dos reflexos financeiros no mês de outubro de 2027;
  • 50% no mês de março de 2028;

Sobre o índice inflacionário, a Prefeitura pontuou “estar impossibilitada por questões legais”.

Porém, a proposta foi negada pela categoria. Na assembleia desta sexta-feira (5), além de votar sobre o acordo ou não com o executivo, os dentistas também indicaram data para a greve, iniciando-se no dia 17 de dezembro e durando cerca de 30 dias, ou seja, até dia 17 de janeiro. Todavia, a data é passível de alteração e até anulação caso as partes entrem em acordo.

“Haverá um cuidado, que foi discutido nesta Assembleia, para não haver prejuízos à população, tanto que 100% dos atendimentos em plantões, sejam ambulatoriais ou emergenciais, vão continuar em funcionamento. Então, a população que tiver alguma situação de dor ou de procura do cirurgião-dentista da unidade de saúde, de emergência, terá seu atendimento garantido”, explica o presidente do Sioms David Chadid.

Novela

A categoria afirma que o movimento é consequência do descumprimento, por parte da gestão municipal, do prazo judicial para efetivar o reposicionamento salarial determinado pela Justiça, decisão já confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Desde maio deste ano, a categoria busca reaver ajustes salariais que ficam entre 15% e 68%.

O descumprimento da liminar que garante a progressão vertical da carreira foi considerado o estopim para a organização da assembleia, uma vez que, segundo o sindicato, os profissionais estão há três anos sem atualização salarial e a não regulamentação do auxílio-alimentação.

Entre os pedidos, os sindicalistas querem a implementação a partir de abril de 2026 de auxílio alimentação de R$ 800, além de reposição de 15% sobre os pagamentos de plantões a partir de setembro do próximo ano - sendo os dois últimos pedidos escalonados em duas parcelas. 

Além de reposições salariais, a categoria também está pedindo melhores condições de trabalho. Em uma assembleia recente, cerca de 100 dentistas relataram condições precárias de trabalho nas unidades municipais de saúde, incluindo compressores quebrados, falta de insumos básicos, como luvas e rolinhos de algodão, além da pressão crescente sobre os profissionais, fatores que, segundo o sindicato, impactam diretamente a qualidade do atendimento à população.

*Colaborou Alison Silva

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