Cidades

LIMPEZA

Exército de 800 homens faz 'faxina' em Campo Grande

Exército de 800 homens faz 'faxina' em Campo Grande

DANIELLA ARRUDA

23/01/2012 - 00h00
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Com uma jornada diária de oito horas ao ar livre, faça sol ou chuva e sempre com enxadas, rastelos, carrinhos de mão, vassouras ou máquinas, um exército de 800 trabalhadores, entre funcionários efetivos e contratados pela Prefeitura, contribui para fazer de Campo Grande uma das capitais do País com menos sujeira acumulada em avenidas, ruas, parques e praças. A estimativa é que pelo menos R$ 7,8 milhões sejam gastos anualmente pela Prefeitura para a manutenção dessa estrutura de pessoal, se levados em conta somente os salários e vale-transporte pagos aos trabalhadores e encarregados. Somadas outras despesas, como manutenção e compra de maquinário, combustível e outros insumos, os custos ultrapassariam facilmente os R$ 10 milhões por ano.

O Jornal Correio do Estado acompanhou nesta semana parte do expediente de trabalho de um desses "destacamentos", formado por cerca de 40 trabalhadores e atualmente responsável pela manutenção de canteiros, calçadas e meio-fios de uma das mais novas avenidas de Campo Grande, a Avenida Marginal Lagoa — denominada Lúdio Martins Coelho até a região do Conjunto União e desse trecho até o anel rodoviário da saída para Sidrolândia ganha o nome de Dr. Nasri Siufi.

Segundo o encarregado de uma das equipes, o campo-grandense Carlos Lacerda, de 65 anos, esta é a segunda vez que a nova avenida, de aproximadamente 9,5 quilômetros de extensão, passará pelo "ciclo" completo de limpeza desde a sua inauguração, no fim do ano passado.

Depois de atuar ao longo do Avenida Prefeito Heráclito de Figueiredo, entre o Conjunto Estrela do Sul e a Rua Mascarenhas de Moraes nos últimos 15 dias, os trabalhadores foram deslocados para a região do Lagoa no início da semana passada. Em dois dias, já haviam "coberto" dois quilômetros. "Primeiro passamos capinando, depois voltamos pelo mesmo trajeto, varrendo tudo", informou.

Com a experiência de quem supervisiona frentes de limpeza há nove anos numa grande região que abrange a saída para Sidrolândia, Aquidauana e parte da saída para Rochedo, o encarregado conta que nesse período houve grande povoamento da região e abertura de novos loteamentos e vilas, ampliando assim a área de trabalho das frentes. "Tijuca 1, 2, Tarumã, Pênfigo, Vila Corcovado, que é a última antes de você chegar ao trevo da saída para Sidrolândia, Serro Azul, Ouro Verde... Fazemos a limpeza de todos esses bairros. Só não fizemos ainda o conjunto novo, atrás do Portal Caiobá", contou.

Dentre tantas centenas de bairros, cada um apresenta uma característica e dificuldade diferente. "No Coophavila e União, tem muitos canteiros e praças; já no Tijuca, há muitos lotes vagos. Em cada um deles, você acaba tendo que entrar dois metros para dentro (para fazer o espaço que seria destinado para a calçada) e tudo isso faz variar o nosso tempo de trabalho", explicou.

 Prioridade

De acordo com informações da Prefeitura de Campo Grande, os trabalhos das frentes de limpeza vêm priorizando atualmente as grandes avenidas e o entorno dessas vias públicas, que levam até 15 dias para serem percorridas pelas equipes.

Além disso, na última semana os serviços foram remanejados para as 95 escolas e 97 centros de educação infantil (Ceinf’s) da rede municipal de ensino, por conta do início do ano letivo. Nas unidades de menor porte, a limpeza é feita em meio período do dia. A previsão da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação é que esses trabalhos sejam concluídos no dia 15 de fevereiro.

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CAMPO GRANDE

Operação fecha lojas com produtos falsificados de grandes marcas

A ação tem como foco fiscalizar os estabelecimentos que comercializam eletrônicos de marcas como Apple e Samsung. As lojas ficam na rua 14 de julho, entre a 15 de novembro e a Avenida Afonso Pena

09/06/2026 12h00

Este é o segundo dia consecutivo que o Procon e a Decon fiscalizam as lojas no centro de Campo Grande

Este é o segundo dia consecutivo que o Procon e a Decon fiscalizam as lojas no centro de Campo Grande Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

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Uma operação interditou duas lojas, na rua 14 de julho, entre a 15 de novembro e Avenida Afonso Pena, na região central de Campo Grande. O foco da ação é a fiscalização de eletrônicos, jogos, ferramentas das marcas Apple, JBL, Samsung, Motorola, Playstation, Makita, Nintendo, Pop Mart, Stanley e SanDisk. 

Durante a manhã desta terça-feira (9), os peritos criminais documentaram a exposição à venda desses produtos, por causa do indício de falsificação. Os itens foram apreendidos por representação das marcas. Uma das lojas se chama Mega Variedades Atacado e Varejo e a outra, que fica quase ao lado, nem nome possui na fachada.

A operação foi realizada pelo Procon, Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon), Polícia Científica e representantes das marcas que denunciaram as vendas de produtos falsos.

O Procon notificou uma das lojas por descumprir regras do código de defesa do consumidor, indícios de contrafação dos materiais apreendidos e ausência de preços em alguns produtos. Após a apreensão, todos os itens serão encaminhados para Receita Federal. 

No caso dos autos de infração do Procon, as empresas têm 20 dias para apresentarem defesa.

De acordo com o delegado da Decon, Wilton Vilas Boas, foram as próprias empresas que se sentiram prejudicadas com a venda dos produtos falsificados, então denunciaram os estabelecimentos ao Procon.

"As operações são feitas de forma pontual. Vários equipamentos de celular, capas e outros produtos falsificados foram apreendidos. São vários locais, isso é muito cultural, então a gente faz na medida do possível e todos os locais vão ser fiscalizados", disse o delegado.

Este é o segundo dia consecutivo que o Procon e a Decon fiscalizam as lojas no centro de Campo Grande
Delegado titular da Decon, Wilton Vilas Boas / Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

Vilas Boas afirma que, com a venda de produtos falsificados, ocorre a sonegação de imposto, causando concorrência desleal.  "As marcas é que investem em uma tecnologia para fazer um produto de qualidade e a maioria desses produtos apreendidos não tem qualidade nenhuma e é um risco para a população também". 

As investigações continuam para apurar a origem desses produtos e quem são os fornecedores. Além das mercadorias ilegais, a fiscalização também verificou que há risco de incêndio, então o Corpo de Bombeiros será acionado para verificar esta situação.

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POLÍTICA

Carlão propõe o fim da reeleição para presidência da Câmara de Campo Grande

Vereador afirma que pretende discutir mudança no regimento interno para impedir reconduções consecutivas ao comando do Legislativo a partir da próxima legislatura

09/06/2026 11h15

Vereador Carlão defende retomada de regra que impede reeleições consecutivas para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande.

Vereador Carlão defende retomada de regra que impede reeleições consecutivas para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande. Marcelo Victor

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O vereador Carlão afirmou que pretende defender o fim da reeleição para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande a partir da próxima legislatura. A declaração foi dada na manhã desta terça-feira (9), durante coletiva de imprensa. 

Segundo o parlamentar, a proposta ainda será discutida com os demais vereadores e partidos.

"Estou com a ideia de colocar em mesa a apreciação dos novos partidos para não ter mais a reeleição. Vou tentar convencer o Papy também, porque daí vai alternar”, afirmou.

Carlão destacou que a eventual mudança nã afetaria o atual presidente da Câmara, vereador Papy, que continua apto a disputar a recondução ao cargo. 

“Na próxima legislatura, o presidente pode ser uma vez, aí outra vez já tem que ser outra pessoa”, declarou.

O vereador lembrou ainda que já presidiu a Câmara por dois mandatos consecutivos e defendeu a alternância de poder como forma de ampliar a participação na condução do Legislativo Municipal 

Durante a coletiva de imprensa, Carlão afirmou que a proposta busca resgatar uma regra existente quando ingressou na Câmara, em 2009. "Eram 21 vereadores e o presidente não poderia ser reeleito", recordou. 

Apesar da defesa da mudança, o parlamentar avaliou que a antecipação da eleição da Mesa Diretora para outubro não deve alterar o cenário atual. Segundo ele, a gestão de Papy tem aprovação entre os vereadores e a tendência é de manutenção da composição que hoje comanda a Casa.

A eleição para definir a Mesa Diretora da Câmara Municipal para o próximo biênio deve ocorrer entre outubro e dezembro deste ano, conforme determinação judicial que anulou a escolha realizada antecipadamente em julho do ano passado.

 

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