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SEM ATUAÇÃO

Exército, Marinha e Aeronáutica ainda "aguardam orientações" para agir em pandemia

Mais de 24 horas após portaria prever ação das Forças Armadas pouco, ou nada, foi feito
20/03/2020 17:02 - Natalia Yahn


 

Um dia após o Ministério da Defesa publicar portaria sobre o empenho das Forças Armadas para exercer ações para tentar barrar a disseminação do Convid-19 no Brasil, Exército, Marinha e Aeronáutica em Mato Grosso do Sul ainda não executaram ações de controle.

A reportagem entrou em contato com as assessorias de imprensa de todas elas, em Campo Grande e Corumbá. 

A assessoria de imprensa do Comando do 6º Distrito Naval da Marinha em Corumbá, a 428 quilômetros, informou que ainda aguarda os desdobramentos da decisão federal e determinações da pasta. Por enquanto não há nenhuma iniciativa ou ação sendo realizada. Todas as atividades externas, de atendimento na área da saúde e aos ribeirinhos e pantaneiros estão suspensos. 

No aguardo de “orientações” a maioria dos militares da Marinha, inclusive da área da saúde, estão sem trabalhar por conta das medidas de segurança e orientação de distanciamento social.

A Base Aérea de Campo Grande informou que não recebeu instruções do Ministério da Defesa. E ainda que o Comando Militar do Oeste (CMO) é responsável pela atuação regionalizada das ações.

Já o CMO não se manifestou e nem respondeu aos questionamentos feitos pela reportagem. Na sede do Comando, na Capital, a informação é de que os setores fecharam mais cedo hoje, o que já ocorre todas as sextas-feiras, quando o horário de trabalho é reduzido.

As diretrizes do uso das Forças Armadas nas ações de apoio às medidas de mitigação das consequências da pandemia prevê basicamente medidas de proteção aos próprios militares, como retorno de viagens internacionais e cancelamento de missões.

Também prevê a possibilidade de suspensão de férias de profissionais de saúde das Forças Armadas, autorização para teletrabalho e adoção de escala diferenciada de trabalho.

De acordo com portaria, caberá ao comandante da Marinha disponibilizar recursos operacionais e logísticos para o planejamento de ações, bem como o planejamento e o apoio às ações dos órgãos federais no controle de passageiros e tripulantes nos portos e terminais marítimos. Determinação semelhante foi dada ao comandante da Aeronáutica, diferenciada apenas pelo fato de que o apoio às ações dos órgãos federais será feito no controle de passageiros e tripulantes nos principais aeroportos do país.

O Ministério da Defesa foi questionado sobre a possibilidade de transporte de médicos, atuação dos profissionais da saúde junto aos hospitais públicos, e a preparação de leitos em unidade de campanha, mas não respondeu aos questionamentos até a publicação desta reportagem.

Ainda segundo a portaria, os comandos conjuntos devem iniciar planejamentos para ações de apoio no controle de acesso às fronteiras. Ontem a Bolívia fechou a fronteira do Brasil, na cidade de Corumbá, antes mesmo que o Exército pudesse atuar. 

 

Felpuda


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