Três explosões e alguns tiros foram ouvidas no apartamento onde está entrincheirado o suposto atirador de Toulouse e de Montauban, segundo agências de notícias. De acordo com a agência France Presse, as detonações seriam, segundo um especialista, uma estratégia de intimidação usada pela polícia, com a ajuda de explosivos incapacitantes e ensurdecedores, mas a informação não foi confirmada pelas autoridades.
O suspeito, identificado como Mohamed Merah, havia dito que se renderia no final desta tarde e reivindicado a autoria dos três ataques, nos quais disse ter agido "sozinho", disse o procurador de Paris, François Molins. "Ele não manifesta arrependimento algum", a não ser por "não ter feito mais vítimas", e se vangloria de ter "colocado a França de joelhos", acrescentou o procurador.
Pouco antes, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou a representantes da comunidade judaica que o suspeito pretendia executar um novo ataque, segundo uma das representantes.
Nicole Yardeni, delegada local do Conselho Representativo de Instituições Judaicas (Crif), afirmou que Sarkozy fez a revelação durante uma reunião com representantes das comunidades religiosas em Pérignon, perto do local onde o suspeito está cercado pela polícia. "[Ele] tinha um plano para matar na manhã desta quarta-feira", disse Yardeni.


