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PANDEMIA

Expostos à Covid-19, moradores de rua resistem a acolhimento da prefeitura

Prefeitura usa escolas, fechadas durante a pandemia, como centros para abrigar essas pessoas
14/09/2020 11:00 - Gabrielle Tavares


Pessoas em situações de vulnerabilidade estão mais expostas ao coronavírus, entre elas, as pessoas em situação de rua. 

Em Campo Grande, são 1.803 pessoas que não possuem moradia onde cumprir o isolamento social, de acordo com o último levantamento feito pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), em fevereiro de 2019.

A prefeitura da Capital criou centros de acolhimento para abrigar essas pessoas durante a pandemia. Escolas municipais, sem uso com a instituição do ensino remoto, foram transformadas em locais para se esconder do vírus, mas geram controvérsias entre a população em situação de rua.

De acordo com o gerente de Alta Complexidade da Proteção Social Especial de Campo Grande, Artemio Versoza, os abrigos acolhem 249 pessoas atualmente, mas já foram atendidos 1.103 desde o início da pandemia.

Desse total, cinco pessoas já testaram positivo para o novo coronavírus. De acordo com o gerente, nenhum deles resultou em estado grave. 

“A partir do momento em que eles são identificados com a doença, são encaminhados para o isolamento, e depois desse isolamento repetimos o teste. Se estiver tudo bem, eles retornam ao convívio normal com os demais”, apontou.

Mas há quem não se adapte aos serviços de acolhimento, como é o caso do artesão Kleber Dias da Silva, 42 anos, que vive nas ruas de Campo Grande há cerca de 20 anos. 

“Todo mundo pode viver na rua, mas nem todo mundo é para a rua”, declarou.