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Falsa grávida prestará depoimento esta semana, diz advogado

Falsa grávida prestará depoimento esta semana, diz advogado

terra

24/01/2012 - 12h32
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O advogado da pedagoga Maria Verônica Aparecida Santos, que anunciou na sexta-feira que a mulher não estava grávida de quadrigêmeos, disse que sua cliente deverá prestar depoimento na delegacia de Taubaté até sexta-feira.

Enilson de Castro afirmou que está em contato com o advogado de Kléber Eduardo Melo Vieira, marido de Maria Verônica, para que os depoimentos do casal sigam a mesma linha. "Estamos conversando, afinando os últimos pontos. A fala dela tem que ser de acordo com a do Kléber. Até sexta-feira vamos à delegacia", disse Enilson.

O advogado de Kléber, Marcos Antonio Leite, que defendeu Maria Verônica até sexta-feira, confirmou que está em contato com Enilson. De acordo com Leite, o objetivo é a defesa dos dois. "Apesar do casal ter posições contrárias, a linha de depoimento será no mesmo sentido", disse. Conforme o advogado, o marido deverá se apresentar na delegacia logo após a pedagoga. "Ainda não sabemos se ele deporá até sexta-feira, porque não temos como prever quanto tempo levará o depoimento dela, mas temos um prazo e uma ordem: primeiro ela se apresenta. Ele vem em seguida", disse Leite.

O advogado de Maria Verônica esteve com ela na tarde de ontem, mas não quis revelar o conteúdo da conversa nem o motivo que a pedagoga apresentou para simular uma gravidez. "A conversa foi bastante esclarecedora", limitou-se a dizer. De acordo com ele, a mulher está tomando medicação prescrita por um psiquiatra desde sexta-feira. "Ela foi até o médico, precisava de um atendimento para fazer uma prospecção maior, para se estabilizar", disse.

CONFRONTO POLICIAL

Choque nega elo entre confrontos em MS e decisão dos EUA sobre PCC e CV

Subcomandante do Choque afirmou que o aumento da quantidade de confrontos policiais se deve a crescente atuação do crime organizado no Estado

09/06/2026 12h00

Subcomandante do Batalhão de Choque, capitão Clemente, em coletiva de imprensa realizada em 9 de junho de 2026

Subcomandante do Batalhão de Choque, capitão Clemente, em coletiva de imprensa realizada em 9 de junho de 2026 Naiara Camargo

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Subcomandante do Batalhão de Choque, capitão Clemente, negou relação entre o aumento no número de confrontos policiais ocorridos nas últimas semanas em Mato Grosso do Sul e a decisão dos Estados Unidos da América (EUA) em classificar como terroristas o Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

Interrogado pelo Correio do Estado, o capitão afirmou que o aumento da quantidade de confrontos policiais se deve a crescente atuação do crime organizado no Estado.

“Não. Não tem essa relação diretamente. Acontece que o crime cada vez mais está se utilizando mais de violência, de ameaça, porque o Estado também está em cima deles. Então o Estado está fazendo a sua parte, principalmente a Polícia Militar do Estado do Mato Grosso do Sul. A gente continua combatendo. Então, o crime cada vez mais vai evoluindo e vai ficando mais agressivo. Então não tem relação diretamente com essa situação lá do presidente dos Estados Unidos, não”, explicou o capitão, durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (9).

Nos últimos dias, mortes decorrentes de intervenção legal de agente de Estado têm crescido no Estado.

Em 9 de junho, A.D.S morreu em confronto com policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), em Sonora, município localizado a 362 quilômetros de Campo Grande.

Em 8 de junho, M. E. A., de 22 anos, apelidado como "perturbado", morreu em confronto com o Batalhão de Choque (BPMChoque), em Sidrolândia, município localizado a 70 quilômetros da Capital.

Em 6 de junho, M.O.M.S, de 19 anos, morreu em confronto com o Choque no jardim Tijuca, em Campo Grande.

Em 5 de junho, C.D.F.M., de 25 anos e A.C.C.R., de 28 anos, morreram em confronto com o Choque em Rio Verde, município situado a 203 quilômetros de Campo Grande.

Sobre os confrontos na região norte de MS, o capitão afirmou que o aumento é esporádico.

“Esse aumento da situação do Norte é esporádico. Na verdade [os confrontos ocorrem no] Estado inteiro, o Estado é um Estado com cinco divisas, duas fronteiras, já tem todos esses detalhamentos da situação geográfica. Então tem havido crimes no Estado inteiro, não é somente na região norte”, disse.

Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 50 pessoas morreram em confronto com agentes de Estado, entre 1º de janeiro e 9 de junho de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Das 50 mortes,

  • 8 ocorreram em janeiro
  • 5 em fevereiro
  • 9 em março
  • 9 em abril
  • 14 em maio
  • 5 em junho
  • 47 são homens
  • 1 é mulher
  • 2 não tiveram o sexo divulgado
  • 24 são adultos
  • 19 são jovens
  • 3 são adolescentes
  • 2 são idosos
  • 2 não tiveram a faixa etária divulgada

Em 2025, 73 pessoas morreram em confronto com a polícia.

Subcomandante do Batalhão de Choque, capitão Clemente, em coletiva de imprensa realizada em 9 de junho de 2026Fonte: Sejusp

Mortes registradas em confronto policial são classificadas como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.

O confronto entre forças de segurança governamentais e grupos armados ocorrem em situações de abordagem policial, roubos, flagrantes de tráfico de drogas, policiamento ostensivo em bairros, entre outras ocorrências.

CAMPO GRANDE

Operação fecha lojas com produtos falsificados de grandes marcas

A ação tem como foco fiscalizar os estabelecimentos que comercializam eletrônicos de marcas como Apple e Samsung. As lojas ficam na rua 14 de julho, entre a 15 de novembro e a Avenida Afonso Pena

09/06/2026 12h00

Este é o segundo dia consecutivo que o Procon e a Decon fiscalizam as lojas no centro de Campo Grande

Este é o segundo dia consecutivo que o Procon e a Decon fiscalizam as lojas no centro de Campo Grande Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

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Uma operação interditou duas lojas, na rua 14 de julho, entre a 15 de novembro e Avenida Afonso Pena, na região central de Campo Grande. O foco da ação é a fiscalização de eletrônicos, jogos, ferramentas das marcas Apple, JBL, Samsung, Motorola, Playstation, Makita, Nintendo, Pop Mart, Stanley e SanDisk. 

Durante a manhã desta terça-feira (9), os peritos criminais documentaram a exposição à venda desses produtos, por causa do indício de falsificação. Os itens foram apreendidos por representação das marcas. Uma das lojas se chama Mega Variedades Atacado e Varejo e a outra, que fica quase ao lado, nem nome possui na fachada.

A operação foi realizada pelo Procon, Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon), Polícia Científica e representantes das marcas que denunciaram as vendas de produtos falsos.

O Procon notificou uma das lojas por descumprir regras do código de defesa do consumidor, indícios de contrafação dos materiais apreendidos e ausência de preços em alguns produtos. Após a apreensão, todos os itens serão encaminhados para Receita Federal. 

No caso dos autos de infração do Procon, as empresas têm 20 dias para apresentarem defesa.

De acordo com o delegado da Decon, Wilton Vilas Boas, foram as próprias empresas que se sentiram prejudicadas com a venda dos produtos falsificados, então denunciaram os estabelecimentos ao Procon.

"As operações são feitas de forma pontual. Vários equipamentos de celular, capas e outros produtos falsificados foram apreendidos. São vários locais, isso é muito cultural, então a gente faz na medida do possível e todos os locais vão ser fiscalizados", disse o delegado.

Este é o segundo dia consecutivo que o Procon e a Decon fiscalizam as lojas no centro de Campo Grande
Delegado titular da Decon, Wilton Vilas Boas / Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

Vilas Boas afirma que, com a venda de produtos falsificados, ocorre a sonegação de imposto, causando concorrência desleal.  "As marcas é que investem em uma tecnologia para fazer um produto de qualidade e a maioria desses produtos apreendidos não tem qualidade nenhuma e é um risco para a população também". 

As investigações continuam para apurar a origem desses produtos e quem são os fornecedores. Além das mercadorias ilegais, a fiscalização também verificou que há risco de incêndio, então o Corpo de Bombeiros será acionado para verificar esta situação.

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