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INVESTIGAÇÃO

Fazendeiros podem ter destruído 25 mil hectares do Pantanal com incêndios criminosos

Se punidos, fazendeiros investigados pela PF podem pegar até 15 anos de prisão
15/09/2020 00:01 - Eduardo Miranda


A Polícia Federal encontrou indícios de que parte dos incêndios que se alastram pelo Pantanal é criminosa. Operação desencadeada na segunda-feira (14) cumpriu 10 mandados de busca e apreensão em fazendas e nas casas de fazendeiros, suspeitos de provocarem danos em uma área de 25 mil hectares.

Para encontrar os indícios de incêndios criminosos, a Polícia Federal usou dados de satélite de um núcleo da instituição em Brasília (DF), especializado em crimes ambientais, e também sobrevoou várias fazendas no Pantanal.

“São locais inabitados, em que os incêndios não começaram de forma acidental. Nossa suspeita é de que eles colocaram fogo antes para depois abrir uma área de pastagem”, explicou o delegado-chefe da Polícia Federal em Corumbá, Alan Givigi, que coordena a operação.

Dos 10 mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal, dois foram em Campo Grande, na casa dos proprietários das fazendas, dois na zona urbana de Corumbá e outros seis nas propriedades no Pantanal.

“Em nossa equipe há peritos que vão poder comprovar a atuação nos locais dos focos de incêndios”, ressaltou o delegado.

Os incêndios investigados se alastraram para áreas de preservação permanente e também atingiram regiões como a Serra do Amolar e o Parque Nacional do Pantanal, já em território mato-grossense.

 

15 anos de cadeia

Os investigados devem responder por pelo menos quatro crimes ambientais: dano à floresta de preservação permanente, dano direto e indireto a unidades de conservação, incêndio florestal e poluição. Se condenados, a pena somada destes crimes ultrapassa 15 anos de prisão.

À operação desta segunda-feira (14), a Polícia Federal deu o nome Matáá, palavra que significa fogo na língua indígena guató.

“Trata-se de uma área povoada por animais em risco de extinção. O fogo alastrou-se pelas áreas dos parques. É um corredor ecológico que liga os parques do lado brasileiro e também em território boliviano”, explicou o delegado, sobre os possíveis crimes ambientais cometidos pelos fazendeiros.

Alan Givigi também comentou os efeitos da operação: “Além do caráter punitivo, que é o de apurar a responsabilidade criminal dos envolvidos, também serve de alerta a outros atores que atuam na região do Pantanal. Eles devem ficar conscientes de que devem preservar a região e cumprir a legislação ambiental”, comentou.

 
 

Felpuda


A lista do Tribunal de Contas de MS, com nomes de gestores que tiveram reprovados os balanços financeiros de quando exerceram cargos públicos, está deixando muitos candidatos de cabeça quente.  Conforme previsto pelo Diálogo, adversários estão se utilizando de tais dados para cobrar, principalmente nas redes sociais, deixando alguns gestores na maior saia justa e tendo que se explicar. O eleitor, por enquanto, só observa. E dê-lhe!