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DIAS MELHORES

Com a fé de que tudo vai passar, religiões defendem a ciência

Líderes acreditam em um recomeço cheio de aprendizado para toda humanidade
21/03/2020 09:30 - Bruna Aquino, Naiane Mesquita, Natalia Yahn


 

Inerente ao ser humano, a fé em algo ou alguém costuma ter o poder de mover montanhas e dissipar até o pior dos medos. Em tempos de coronavírus e de uma pandemia que mudou o cotidiano de milhares de pessoas pelo mundo, o Correio do Estado procurou a opinião de diferentes líderes e membros de comunidades religiosas.

Cada um, conforme sua concepção de fé, tem a esperança de que, com as medidas de segurança tomadas pela ciência e um grande auxílio de um Ser Supremo no universo, é possível acreditar em recomeço cheio de aprendizado para a humanidade.  

“Estamos passando por um momento de calamidade pública com a chegada do coronavírus. Estamos assustados, com medo, nós queremos também tomar atitudes concretas, verdadeiramente”, compreende Reginaldo Padilha, missionário redentorista do Santuário Estadual de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

No entanto, para o missionário, o momento é de perseverança dentro das orientações do Ministério da Saúde.  

“A fé e a esperança são duas ações que não podem faltar na nossa vida, e, com elas, atitudes concretas de uma mudança, que começa com o bom entendimento de cada um de nós, ou seja, lavar bem as mãos, higienizar bem o local onde você mora, passar álcool em gel e, o mais importante, se você tem acima de 60 anos e faz parte do grupo de risco, não saia de casa. Quero lembrá-los, a prevenção é o melhor remédio”, pontua.

Vicente Maiorino Júnior, sumo sacerdote e presidente da Estaca Campo Grande da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, pede para as pessoas serem positivas. “A crise vai passar, provavelmente em alguns meses. Vamos ser pacientes”.

Para levar esta mensagem aos membros da igreja e também a outras pessoas, a liderança mundial dos Santos dos Últimos Dias – nos Estados Unidos – emitiu orientação, compartilhada via WhatsApp para os líderes em diversos lugares. O texto traz orientação para que todos sejam “bons cidadãos”.  

“Iremos colaborar para que a doença não se alastre. Não vamos ter medo, medo é o contrário da fé. Ele é inimigo do progresso e ele paralisa. Não permitam que o medo entre em sua vida. Ele não vai ajudar. Vamos trabalhar com fé. A fé é o melhor antídoto para enfrentar o medo e para a realização de grandes coisas, inclusive para o enfrentamento de crises”, diz a mensagem.