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				<title><![CDATA[Veja como manifestar intenção de doar órgãos por meio de cartórios]]></title>
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				<description><![CDATA[Desde o lançamento da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), em 2024, mais de 32 mil brasileiros já usaram os cartórios para manifestar formalmente a intenção de doar órgãos. 

O assunto ganha importância durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, em um país onde mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante.

Segundo o Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), o procedimento é gratuito e realizado integralmente pela internet. O interessado acessa a plataforma da Aedo, disponível no e-Notariado, preenche seus dados e escolhe um cartório de notas para realizar o procedimento.

Na sequência, participa de uma videoconferência com o tabelião para confirmar sua identidade e sua desejo de doar órgãos. O documento é assinado eletronicamente e passa a integrar a Central Nacional de Doadores de Órgãos, que pode ser consultada pelos profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes.

A pessoa pode indicar quais órgãos, tecidos ou partes do corpo deseja doar e revogar a autorização a qualquer momento. Todo o procedimento pode ser realizado sem necessidade de comparecimento presencial ao cartório.

Oferta e demanda

Dados dos Cartórios de Notas mostram que 32.587 solicitações de Aedo já foram realizadas no país. Foram 18.659 em 2024, 8.886 em 2025 e outras 5.042 em 2026, segundo os dados mais recentes da plataforma. Essa queda por ser atribuída a menos campanhas de divulgação da iniciativa. 

São Paulo concentra o maior número de manifestações desde a criação do serviço, com 9.399 solicitações, seguido por Paraná (3.818), Rio de Janeiro (2.930), Minas Gerais (2.172) e Rio Grande do Sul (2.012). A Aedo registra solicitações em todas as unidades da Federação.

Os números se inserem em um cenário no qual a demanda por transplantes permanece elevada no país. Dados do Ministério da Saúde divulgados este mês apontam que mais de 49 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil, sendo cerca de 45 mil por um rim.

Somente na fila por uma córnea estão 37.719 pessoas, segundo levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), número 15% maior que o registrado em dezembro de 2025.

Autorização familiar

Um dos principais desafios tem sido a autorização familiar. No Brasil, a retirada de órgãos após a morte depende da concordância da família, mesmo quando a pessoa manifestou em vida o desejo de ser doadora.

Atualmente, a taxa média de recusa familiar gira em torno de 45%, e entre os motivos apontados estão o desconhecimento sobre a vontade do potencial doador, além de dúvidas e receios relacionados ao procedimento.

É neste contexto que a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos permite que o cidadão deixe formalmente registrada sua decisão. 

“A decisão final continua sendo da família. Por isso, tão importante quanto registrar a vontade de ser doador é conversar sobre ela. A Aedo permite que essa manifestação fique formalizada e ajuda a levar esse assunto para dentro das famílias, para que elas conheçam previamente a decisão de quem deseja doar”, afirma Eduardo Calais, presidente do CNB/CF.

No próximo dia 27 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos, data criada para estimular a discussão sobre o tema e incentivar as pessoas a comunicarem aos familiares sua vontade de serem doadoras.

 

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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Sun, 20 Sep 2026 08:47:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA["É inegável que a crise desgastou a nossa campanha"]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/opiniao/e-inegavel-que-a-crise-desgastou-a-nossa-campanha/472995/</link>
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				<description><![CDATA[Pesquisas previam vida fácil de Lula. Mas a realidade...

A duas semanas do primeiro turno em 2022, o Datafolha previa Lula 12 pontos à frente de Jair Bolsonaro no primeiro turno e o Ipec (que era Ibope) chutava vitória de 15 pontos do petista.

Nas urnas, o placar válido foi 48,4% a 43,2%. No segundo turno, o Datafolha previa vitória de Lula com 16 pontos de vantagem, enquanto o ex-Ibope calculava vitória do petista por 19 pontos. Na realidade, a vantagem foi de 1,8% no 2º turno.

Repeteco?

A 15 dias da eleição de 2026, o Datafolha prevê Lula com 39% a 35% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno e 46% a 44%, no segundo.

Muro estreito

O Quaest viu vitória de 8% de Lula em 2022 nos dois turnos. Agora prevê Lula à frente por 5% no primeiro, mas derrotado no segundo turno.

Instituto fechou

A duas semanas da eleição 2018, o Ibope errava em 18% o resultado de Bolsonaro no 1º turno. E ainda previu empate com Haddad no 2º turno.

Chegou perto

O instituto Paraná Pesquisa foi quem mais acertou em 2022. A 14 dias da eleição previa vitória de Lula por quatro pontos no primeiro turno.

Especialista vê presidência de Moraes como surreal

Próximo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a tradição, Alexandre de Moraes pode ter o comando da Corte sob impedimento perante a opinião pública, é o que avalia à coluna o professor, mestre e doutor em Direito Constitucional da USP Rubens Beçak, caso o Supremo abra investigação contra o magistrado.

Beçak diz ainda que os ministros deveriam examinar administrativamente se Moraes poderia continuar com os processos relacionados ao Master.

Peça o boné

Para Max Kolbe, advogado especialista em Direito Constitucional, Moraes deveria até se abster de disputar a presidência, caso investigado.

Situação surreal

Kolbe considera “estarrecedor” um investigado comandar a instituição responsável por supervisionar a apuração da própria conduta: “surreal”.

Não dá

No campo político, as críticas ao ministro são ainda mais incisivas, “é um escárnio com a cara do povo”, disse à coluna Rodrigo Valadares (PL-SE).

Tradição não é regra

Por tradição, o presidente o Supremo Tribunal Federal é o ministro mais antigo que ainda não tenha ocupado o posto. A eleição para sucessão de Edson Fachin deve ocorrer em agosto de 2027. Kassio Nunes Marques é o próximo da fila após Alexandre de Moraes.

Caravana

A chapa Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar, do PL, tem investido no Nordeste nestes dias. A meta é percorrer os nove estados da região, tida como prioridade para a campanha.

Arruda no TSE

Derrotado no TRE-DF, José Roberto Arruda (PSD) tenta no TSE validar a indeferida candidatura ao governo do Distrito Federal. Quem vai relatar o recurso na mais alta corte eleitoral é o ministro Dias Toffoli.

Sangria na pauta

O julgamento do dissídio coletivo dos funcionários dos Correios, sem dó da combalida estatal, será nesta segunda-feira (21). Os grevistas querem coisas tipo adicional de 70% sobre férias e 200% sobre repouso ou feriado trabalhado, além de manter regalias tipo vale extra de Natal.

Picadeiro ocupado

Na polêmica sessão do STF que deveria definir se Alexandre de Moraes será investigado pela relação com Daniel Vorcaro, Gilmar Mendes falou durante mais tempo que Cármen Lúcia e André Mendonça... somados.

Foi pouco

Segundo a oposição no Congresso, o aumento do auxílio anunciado por Lula (PT) poderia ser maior do que 15%. “Desde que o imenso rombo da corrupção e do empreguismo público fosse eliminado”, diz um auxiliar.

Nome dado

Rogério Marinho (PL-RN) revelou ao Jornal Gente, da Bandeirantes, que o então líder do governo Lula, Jaques Wagner (PT-BA), recebeu ligação do decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, reclamando e “cobrando” após o Senado aprovar projeto que o STF não gostou.

Detalhe

O projeto que os ministros e Gilmar Mendes não gostaram, disse Rogério Marinho, determinava prazo curto para o plenário do STF analisar decisões monocráticas, aquelas expedidas por um só ministro.

Pensando bem…

... no Brasil, nada mais real do que o surreal.

PODER SEM PUDOR

O delegado professor

O jovem Tancredo Neves foi ser promotor em São João Del Rey. Foi chegando e arranjando uma namorada. Mal sabia que o delegado havia proibido namoro nas praças, por isso ele se misturou aos muitos casais que ocupavam um dos jardins públicos da cidade.

A polícia chegou de repente e expulsou todo mundo. Tancredo já ia protestar quando o delegado o percebeu. Rápido, o policial mostrou que tinha muito a ensinar a ele: “Doutor, botei esse pessoal para fora para deixar o senhor à vontade...”. Ah, bom.

 

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				<category>Colunistas</category>
				<pubDate>Sun, 20 Sep 2026 07:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Morre Paulo Roberto Teixeira, referência no combate à aids no Brasil]]></title>
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				<description><![CDATA[Morreu neste sábado (19), aos 77 anos, o médico Paulo Roberto Teixeira, uma das referências em saúde pública no Brasil. Ele foi protagonista na criação da primeira resposta de governo à aids no Brasil, em 1983, época em que a doença era ainda pouco conhecida e marcada pelo estigma.

Quando os primeiros casos da doença foram confirmados em São Paulo, Teixeira estava à frente do programa de hanseníase do estado. A experiência com uma doença que também era marcada pela exclusão, ajudou a desenhar para a aids uma política pautada no direito à saúde e ao respeito, que passava pela prevenção e assistência, incluindo o acesso aos antirretrovirais, e o trabalho em parceria com sociedade civil.

Em 2000, já à frente do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, Paulo Teixeira passou a denunciar que os preços dos medicamentos eram inviáveis para a manutenção do acesso universal ao tratamento de aids pelo SUS e passou a defender a quebra de patentes dos laboratórios farmacêuticos.

Defendeu que a Lei de Patentes brasileira, aprovada em 1996, limitou o acesso à saúde e organizou um programa internacional de transferência de tecnologia entre países do Sul global para a produção de antirretrovirais genéricos.

Esse movimento foi fundamental para que em 2001, a Organização Mundial do Comércio reconhecesse que o direito à saúde está acima das regras de propriedade intelectual e fortaleceu a luta dos países pobres pelo direito de acesso ao tratamento.

A luta pelo acesso universal ao tratamento seguiu na OMS, quando Paulo Roberto Teixeira, assumiu em 2003 o Departamento de HIV/Aids da OMS e integrou a estratégia 3 by 5 que estabeleceu a meta de 3 milhões de pessoas vivendo com HIV em tratamento até o fim de 2005.

Em nota, o Ministério da Saúde manifestou pesar pela morte de Paulo Roberto Teixeira, reconhecendo que ele foi um dos "nomes fundamentais da resposta do país à epidemia" e que Paulo Teixeira "dedicou a vida à defesa da saúde como direito, dos direitos humanos e do acesso universal à prevenção e ao tratamento".
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 23:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Petrobras recebe parcela de R$ 448 milhões, referente à subvenção à gasolina]]></title>
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				<description><![CDATA[A Petrobras informou hoje que recebeu parcela do Programa de Subvenção Econômica à comercialização de gasolina. Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), foram repassados à estatal R$ 448 milhões, referentes à comercialização de gasolina no período de 16 e 31 de julho.

"Com esse pagamento, o montante acumulado recebido pela Petrobras no âmbito dos programas de subvenção ao óleo diesel, gasolina e GLP alcança, até o momento, R$ 9,9 bilhões", diz a empresa.

Além disso, a estatal informou que seu Conselho de Administração, em reunião realizada a sexta-feira, aprovou a adesão à subvenção econômica de produtores e importadores de óleo diesel e suas correntes, instituída pela Medida Provisória nº 1.391, de 11 de setembro de 2026. Segundo a empresa, a adesão ocorre nos termos da regulamentação aplicável estabelecendo o valor unitário da subvenção em R$ 1,00 por litro de óleo diesel "A", de uso rodoviário, pelo prazo de 30 dias, podendo ser prorrogada por igual período.

"A adesão à subvenção econômica de que trata a MP nº 1.391/2026 não afasta o direito ao recebimento das subvenções econômicas já devidas ao produtor ou ao importador, tampouco revoga a adesão da companhia à subvenção autorizada pela MP nº 1.363/2026, no valor de R$ 1,12 por litro de óleo diesel "A"", disse a Petrobras. "Dessa forma, os benefícios previstos em ambos os programas são cumulativos."

De acordo com a estatal, diante do caráter facultativo e do potencial benefício, entende-se que essa adesão é compatível com o interesse da companhia. "A efetiva assinatura do termo de adesão ficará condicionada à publicação e à análise do regulamento previsto na MP nº 1.391/2026, necessário à operacionalização da subvenção econômica", informou.

Cabe destacar que a Petrobras mantém sua estratégia comercial, orientada pela participação de mercado, pela otimização de seus ativos de refino e pela busca de rentabilidade de forma sustentável, evitando o repasse imediato aos preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio, informou a estatal.

"A companhia segue comprometida com uma atuação responsável, equilibrada e transparente, preservando a flexibilidade necessária para a execução de sua estratégia comercial e para a geração de valor de longo prazo", afirmou a Petrobras.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 21:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Impacto financeiro de bets no SUS chega a R$ 30,6 bilhões por ano]]></title>
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				<description><![CDATA[O impacto financeiro por causa dos danos à saúde provocados pelas apostas online no Sistema Único de Saúde (SUS) é de R$ 30,6 bilhões por ano. O dado consta de estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS).

Nessa conta, entram as despesas com tratamentos de depressão, ansiedade e impactos causado pelas mortes por suicídio. 

Apenas 1% do valor arrecadado das operadoras de apostas é destinado ao Ministério da Saúde para minimizar esses danos.

Nos últimos cinco anos, foi registrado um aumento de 140% na busca por atendimento no SUS por causa da dependência de apostas online e jogos de azar.

De acordo com o diretor de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Marcelo Kimati, o crescimento foi registrado em toda a Rede de Atenção Psicossocial. Segundo ele, com foco nessa procura, foi lançado o serviço de teleatendimento voltado para pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas.

“Desde fevereiro deste ano, quando nós criamos uma porta de entrada para atendimentos a jogos e apostas de forma eletrônica, nós tivemos uma procura de 20 mil pessoas que se cadastraram após fazerem um teste.”

Diante da alta procura, a capacidade foi ampliada recentemente de 600 para até 100 mil teleatendimentos mensais, em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).

O diretor diz que outro indicativo do crescimento do problema com jogos e apostas vem da plataforma de autoexclusão, lançada pelo Ministério da Fazenda. Foram bloqueados mais de 5 milhões de CPFs em sites de apostas online autorizados a operar pelo governo federal.

Além de atingir atendidos pelo Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC) e pessoas em programas de renegociação de dívidas, mais de 1 milhão de usuários pediram autoexclusão. Nesse último caso, quase metade alegou problemas de saúde mental relacionados a apostas.

Há cerca de dois meses sem apostar, o vendedor Gustavo Pereira, de 24 anos, utilizou a plataforma de autoexclusão para evitar novas recaídas e se manter longe das bets. Morador de Lages, em Santa Catarina, ele começou a fazer apostas online aos 18 anos. Em um período de seis anos, chegou a perder meio milhão de reais por causa do vício. 

Gustavo diz que a ferramenta de autoexclusão foi fundamental para que ele pudesse retomar o controle da situação. "Tive várias recaídas nesse processo, até chegar o momento da autoexclusão da plataforma. Pode-se dizer que essa ferramenta salvou minha vida. Eu recuperei minha autoestima, recuperei a coragem de olhar nos olhos das pessoas, eu sou outra pessoa, o vício me transformou em outra coisa", lembra.

O jovem começou a vender café nas ruas de Lages para recomeçar a vida após deixar de apostar em bets. Para o vendedor, a luta contra o vício deve ser constante. "Não me orgulho de nada do que eu fiz nessa época, e hoje, graças a Deus, eu consigo, com muita transparência, falar com as pessoas, ajudá-las, ainda faço acompanhamento, é uma luta diária contra o vício."

Família

O apoio familiar também é fundamental para quem precisa enfrentar o problema da dependência em jogos e apostas, afirma Carla Xavier*, de 41 anos, jogadora compulsiva. Frequentadora de um grupo de apoio para pessoas com problemas de jogo, a irmandade Jogadores Anônimos, ela está há mais de um ano longe do vício.


“Eu não tinha mais controle de nada, eu queria sair do meu trabalho para jogar, eu queria ficar em casa para jogar, eu não queria fazer absolutamente mais nada, eu só queria jogar. Nem dormir eu queria, eu só queria jogar”, lembra ela, que destaca o apoio que recebeu dos familiares para largar o vício.


”Quando a gente tem uma família que apoia, que entende o que a gente está passando, tudo fica mais fácil”, aponta, ao acrescentar que a parte mais difícil de buscar ajuda é entender que se trata de uma doença.

"Uma compulsão, uma doença que você não entende que aquilo é uma doença. Você acha que &#39;eu jogo, mas eu paro quando eu quero&#39;, mas não é assim. A partir do momento que você desenvolveu a compulsão, você precisa de ajuda para poder parar."

A irmandade Jogadores Anônimos também presta apoio a familiares e amigos de jogadores compulsivos, por meio da organização JOG-Anon.

“Nós temos uma sala, uma irmandade paralela que se chama JOG-Anon, que é para familiares. Eles frequentam junto com a gente, mas na nossa sala só tem jogadores. Na sala de JOG-Anon só tem familiares, amigos, simpatizantes. A pessoa é uma codependente, mas não conhece o assunto, o melhor caminho é o JOG-Anon.”

Para a psicóloga Mariana Kehl, membro da Sociedade Brasileira de Psicologia, a família tem que agir no momento em que perceber o problema da dependência em jogos e apostas. Entre os sinais mais frequentes estão isolamento, mudanças de humor e gastos mais elevados.

“Não se trata de esperar para ver. Trata-se de buscar ajuda qualificada e de buscar essa ajuda sem moralização porque a vergonha é justamente o que mantém esse sofrimento em silêncio”, diz.

O psiquiatra forense e diretor da Vida Mental Perícias, Hewdy Lobo, destaca a permissividade familiar no controle do tempo de jogo de crianças e adolescentes como um dos fatores que podem levar ao vício em jogos. 

Para a especialista em direito digital Luana Mendes, conhecida como Dra. Gamer, não é o relógio, mas o comportamento que determina a dependência.

”Se a criança deixa de dormir adequadamente, começa a ter prejuízo escolar, abandona outras atividades, abandona os coleguinhas ou apresenta uma sensível perda de controle, de não conseguir ficar sem o jogo, os responsáveis precisam intervir e, quando necessário, procurar um acompanhamento profissional", alerta a advogada.

Em alguns casos, além do psicólogo e/ou psiquiatra, o tratamento requer o uso de medicamentos. Para Carla Xavier, muitas vezes é preciso ir "além do fundo do poço" para entender que é preciso pedir ajuda.

”Ela [a pessoa com dependência] só vai se dar conta disso a hora que chegar ao fundo do poço, cavar mais um pouquinho, e aí ela vai entender que, sem a ajuda dos seus iguais, não vai conseguir sair dessa situação."

Longe do vício, Carla conta que voltou a ser quem era antes de conhecer os jogos. &#39;Voltei a ter minha autoconfiança, um trabalho digno, honesto, e a vida só tem me dado surpresas boas."

Graças ao grupo Jogadores Anônimos, Luiz Carlos, atualmente com 71 anos de idade, está há 15 sem jogar. Ele diz que, na irmandade, encontrou acolhimento. "Quando você chega, todo mundo te abraça, ninguém aponta um dedo para esses problemas. Porque, quando você chega, você mesmo se acha um inútil. E, quando você chega lá dentro, você vê que todo mundo é igual.”

Rogério*, de 53 anos, também da irmandade, aconselha quem está no vício de jogo a procurar ajuda o mais rapidamente possível. “É difícil perceber que precisamos de ajuda. Acontece, geralmente, quando já estamos no fundo do poço”, diz ele, que está há mais de um ano sem jogar.

O apoio gratuito também está disponível no SUS, que oferece teleatendimento psicológico acessível pelo portal Meu SUS Digital, além de atendimento presencial nas unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nos centros de Atenção Psicossocial (CAPs). Há atendimento também para familiares. O serviço é sigiloso e permite o acesso à assistência especializada a distância.

A pessoa com dependência pode buscar grupos de apoio como a irmandade Jogadores Anônimos, em reuniões presenciais ou online, ou o Centro de Valorização da Vida (CVV), com atendimento pela internet ou pelo número 188.
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				<category>Economia</category>
				<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 19:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Oposição cobra afastamento de Gonet após foto com Vorcaro em Londres]]></title>
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				<description><![CDATA[Lideranças da oposição cobraram neste sábado, 19, o afastamento do cargo do procurador-geral da República, Paulo Gonet, após a divulgação de uma foto em que ele aparece ao lado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em uma degustação de charutos em Londres.

O registro foi enviado no dia 19 de junho de 2025. "PG mandou agora", disse o advogado Ciro Soares, que intermediava as conversas entre Gonet e o banqueiro, em mensagem logo em seguida A informação foi publicada pelo jornal O Globo e confirmada pelo Estadão.

Ao O Globo, a assessoria de Gonet confirmou o encontro, mas lembrou que o ministro André Medonça, do Supremo Tribunal Federal, atestou durante sessão da Corte que não encontrou ilícito envolvendo o procurador-geral. Na sessão da terça-feira, 15, Mendonça fez menção a encontros sociais apenas vinculados ao nome de Gonet.

Em nota via assessoria de imprensa, o advogado Ciro Soares disse que a foto é de um evento de 2024, quando não havia nenhuma investigação sobre Vorcaro. "Não há qualquer irregularidade na foto", afirma.

Candidato do Novo ao Senado pelo Rio Grande do Sul, o deputado federal Marcel van Hattem acusa Gonet de ter mentido na sessão do Supremo Tribunal Federal realizada na última terça-feira, 15. Na ocasião, a corte analisou uma petição que trata da possibilidade de que seja aberta uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

"(A foto) Mostra mais uma vez que eles acham que estão acima de qualquer crítica, inclusive mentindo deslavadamente na sessão do Supremo Tribunal Federal", disse Van Hattem. "Se não tinha proximidade, talvez seja só porque ele apareceu na foto do outro lado da mesa, o que obviamente é um escárnio, uma ironia. Ele precisa ser investigado também e sair da procuradoria-geral da República", afirmou.

Na sessão, Gonet afirmou que não teve proximidade com o dono do Banco Master e disse que esteve com o empresário em ocasião com outras autoridades no mês de abril de 2024.

O senador Carlos Viana (PSD-MG), candidato à reeleição, também acusou Gonet de ter mentido. "Disse que não tinha proximidade, que Vorcaro era desconhecido, que o encontro foi breve, banal, no meio de muita gente", escreveu em uma rede social. "Há 17 dias eu protocolizei no STF o pedido de afastamento de Paulo Gonet do caso Master. Ele continua no cargo e o Senado continua em silêncio", continuou.

Ex-secretário da Pesca no governo de Jair Bolsonaro (PL), o senador Jorge Seif (PL-SC) defendeu que o procurador-geral da República renuncie ao cargo. "O PGR de Lula, Gonet, também está enrolado com Master/Vorcaro. Mentiroso. Por isso na última semana protocolei o impeachment desse sujeito", disse, em postagem em uma rede social. "Não tem a menor condição de seguir à frente da PGR. Se tivesse vergonha na cara, renunciaria. Mas o que esperar dessa gente? Caras de pau", concluiu.

Para o deputado federal Zucco (PL-RS), candidato ao governo do Rio Grande do Sul, a foto "reforça a percepção de que, no Brasil, dinheiro e influência abrem portas que permanecem fechadas ao cidadão comum".

"Enquanto milhões de brasileiros esperam anos por uma decisão judicial, personagens poderosos circulam com desenvoltura entre ministros, magistrados e as autoridades que deveriam fiscalizá-los", disse.

Líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ) argumentou que quem ocupa cargos públicos precisa respeitar distanciamento. "As relações são institucionais", disse. Para ele, o procurador-geral escolheu "se aproximar de investigados e dos clientes". "Como disse em sua sabatina no Senado: &#39;Gonet, você fracassou&#39;", escreveu.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 18:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Projeto que suspende descontos do Master na folha dos servidores é aprovado]]></title>
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				<description><![CDATA[Nesta semana, a Câmara Municipal de Campo Grande aprovou o Projeto de Lei que determina a suspensão dos descontos em folha de pagamento relacionados ao Banco Master, ao CredCesta e às instituições e empresas vinculadas às operações. A medida alcança servidores municipais ativos, aposentados e pensionistas.

O projeto de lei é de autoria da vereadora Luiza Ribeiro (PT) e do vereador Jean Ferreira (PT). Com a aprovação da Casa de Leis, o projeto segue agora para sanção da Prefeitura de Campo Grande. 

A proposta foi aprovada em única discussão e votação e estabelece a suspensão do processamento dos descontos referentes a empréstimos consignados, cartões de crédito consignados, cartões de benefício consignado e outras modalidades de crédito vinculadas às instituições.

O texto também prevê a suspensão de novas averbações em folha e determina que o Município adote medidas para verificar a regularidade dos contratos e das operações. Entre as providências previstas estão: a disponibilização aos servidores de cópia integral dos contratos; demonstrativo atualizado do saldo devedor; e memória discriminada do cálculo da dívida. 

No projeto apresentado em setembro, Luiza Ribeiro voltou a questionar a regularidade das consignações e do credenciamento das instituições no sistema municipal. A justificativa cita, entre outros pontos, requisitos previstos no Decreto Municipal nº 13.870/2019 e sustenta que a utilização da folha de pagamento deve observar as regras estabelecidas pelo próprio Município.

A suspensão dos descontos não significa perdão ou extinção de eventuais dívidas. A medida interrompe o desconto automático em folha enquanto são realizadas as apurações necessárias sobre a regularidade das consignações e dos contratos.

A proposta aprovada estabelece, portanto, uma proteção imediata à folha de pagamento dos servidores municipais e cria mecanismos para que as operações vinculadas ao Banco Master e ao CredCesta sejam analisadas antes da continuidade dos descontos.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 17:00:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Dia do Corre está perto de integrar calendário oficial de Campo Grande]]></title>
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				<description><![CDATA[O “Dia do Corre” está perto de integrar o Calendário Oficial de Eventos de Campo Grande, após a Câmara Municipal aprovar o projeto de lei do vereador Maicon Nogueira (PP). Com a aprovação pelo Legislativo municipal, o projeto segue agora para análise e sanção do Executivo.

O projeto de lei reconhece oficialmente o movimento que reune milhares de pessoas em torno da corrida de rua, da atividade física e da promoção de hábitos mais saudáveis.

A iniciativa também contou com ampla participação popular durante a tramitação da proposta. Em consulta pública realizada pela Câmara Municipal, foram registrados quase 2 mil votos favoráveis à inclusão do “Dia do Corre” no calendário oficial da Capital. A realização anual é prevista para o dia 20 de outubro.

Entre os objetivos da proposta estão incentivar a prática regular de atividades físicas, estimular hábitos de vida saudáveis, ampliar o acesso à corrida de rua e fortalecer iniciativas comunitárias ligadas ao esporte e à integração social.

Dia do Corre

O movimento é gratuito, aberto ao público e reúne pessoas de diferentes idades e níveis de condicionamento físico. Com percurso de aproximadamente cinco quilômetros pelas ruas da Capital, a iniciativa tem caráter coletivo e não competitivo.

Para o vereador Maicon Nogueira, autor da proposta, a inclusão no calendário oficial é uma forma de reconhecer uma iniciativa que já mobiliza a população e incentiva a ocupação dos espaços públicos por meio do esporte.


“É um movimento que nasceu da própria cidade e que hoje consegue reunir milhares de pessoas em torno de algo extremamente positivo: atividade física, saúde e convivência. A aprovação desse projeto é uma forma de reconhecer o trabalho que já vem sendo realizado e contribuir para que o Dia do Corre alcance ainda mais pessoas”, destacou Maicon.


O diretor executivo do Dia do Corre, Átilla Eugênio, também comemorou a aprovação e destacou o impacto que o reconhecimento oficial pode trazer para o crescimento da iniciativa.


“Para nós do Dia do Corre, ter esse reconhecimento no calendário de eventos de Campo Grande significa que estamos impactando de maneira ativa e saudável a nossa cidade, contribuindo para o combate ao sedentarismo. Essa conquista junto à Câmara e ao vereador Maicon Nogueira também abrirá portas para que mais pessoas conheçam o maior movimento de corrida de rua de Mato Grosso do Sul, além de contrapartidas dos setores público e privado”, afirmou Átilla.


 
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 16:00:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Funcionária denuncia importunação em bar de Campo Grande e 4 vão à delegacia]]></title>
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				<description><![CDATA[Uma briga generalizada na casa noturna Paraíso Bar, localizada na avenida Fernando Côrrea da Costa, no centro de Campo Grande, começou após um cliente passar a mão em uma funcionária do local. O fato aconteceu na madrugada deste sábado (19).

Conforme o boletim de ocorrência, a equipe da Polícia Militar foi acionada para atendimento da ocorrência. No local, foi realizado contato com o proprietário do estabelecimento. Ele relatou que um indivíduo, enquanto estava no interior da casa noturna, passou a mão em uma de suas funcionárias. Diante do ocorrido, os seguranças retiraram  o homem do local.

Após a retirada do indivíduo, deu início uma discussão acalorada entre as partes envolvidas e a irmã do indivíduo. Durante o desentendimento, o proprietário relatou ter sofrido uma escoriação no braço direito, bem como informou que sua camiseta teria sido rasgada.

Aos policiais, a funcionária relatou que realizava a limpeza da parte frontal do estabelecimento, em razão de uma garrafa que havia se quebrado acidentalmente, quando o indivíduo teria se aproximado por trás, proferido algumas palavras e, em seguida, deslizado a mão pelo corpo dela.

O proprietário informou às autoridade que possui imagens do sistema de videomonitoramento do estabelecimento e estas registraram o momento dos fatos. Ele colocou à disposição da autoridade policial para eventual verificação.

Durante o atendimento da ocorrência, os policiais constataram que o acusado apresentava ferimento na região da boca e a irmã dele apresentava ralados e escoriações nas pernas. Conforme informado pelos envolvidos, tais lesões teriam ocorrido durante a discussão e as vias de fato entre as partes.

Todos os envolvidas foram encaminhados para Delegacia de Polícia para apreciação da autoridade policial e adoção das providências cabíveis.

A autoridade policial determinou o registro da ocorrência e a adoção dos demais procedimentos pertinentes, bem como a lavratura de Termo Circunstanciado de Ocorrência.

Os envolvidos manifestaram o desejo de representar criminalmente uns contra os outros, de forma recíproca. Devido a constatação de lesões aparentes, foram expedidas as respectivas requisições para realização de exame de corpo de delito dos lesionados.

Após a adoção das providências, todos os envolvidos foram liberados.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 15:00:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Homem invade casa e tenta atacar mulher em condomínio de Campo Grande]]></title>
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				<description><![CDATA[Na madrugada deste sábado (19), por volta das 3h20min, a Polícia Militar atendeu uma ocorrência na Rua Ilha de Marajó, em um condomínio, no bairro Portal Caiobá, em Campo Grande. Inicialmente, o chamado foi comunicado como invasão de domicílio, seguida de possível tentativa de estupro.

Segundo informações de moradores, um homem, de 28 anos, entrou no condomínio e se dirigiu até uma das residências, onde quebrou uma janela e invadiu o imóvel.

No interior da residência encontrava-se a uma jovem, de 21 anos, a qual relatou que o indivíduo apresentava fala desconexa e comportamento aparentemente alterado, havendo suspeita de que estivesse sob efeito de drogas.

Segundo a vítima, ao perceber a presença do homem no interior da residência, passou a solicitar que ele deixasse o local, ocasião em que o invasor avançou em sua direção, fazendo com que ela gritasse por socorro.

Em razão dos gritos, moradores do condomínio compareceram ao local e interviram, conseguindo conter o indivíduo até a chegada da equipe policial.

Durante a intervenção dos moradores, o invasor sofreu lesões nas regiões da face, cabeça, braços e pernas. Diante disso, foi acionada a unidade de resgate, que prestou atendimento médico ao indivíduo, encaminhando-o posteriormente à Santa Casa para avaliação e atendimento.

Os moradores informaram ainda que o indivíduo era trabalhador de uma empresa construtora, responsável pelas obras no condomínio, e que em outras ocasiões já teria pulado o muro do local, conforme registros das câmeras de segurança.

Além disso, relataram que o indivíduo aparentemente possuía conhecimento sobre a residência acessada, uma vez que a casa dispõe de portão próprio e varanda coberta, características que dificultariam o acesso, enquanto outras residências do condomínio permaneceriam abertas.

Diante dos fatos, a vítima foi encaminhada a Delegacia de Polícia para adoção das providências cabíveis, permanecendo o autor do delito sob custódia da equipe da PM, em razão de seu atendimento médico na Santa Casa.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 14:00:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Riedel prevê R$ 36 milhões para obra que levou asfalto a amigos de Lula]]></title>
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				<description><![CDATA[Em anúncio feito nesta sexta-feira (19), o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso do Sul, Guilherme Alcântara de Carvalho, prometeu dar continuidade a uma obra que consumiu quase R$ 100 milhões e levou asfalto a uma região urbana de Campo Grande onde só existem plantações de soja, criação de bovinos e de equinos. 

Atualmente, a avenida Wilson Paes de Barros, nos fundos do aeroporto de Campo Grande, liga a Avenida Duque de Caxias à região do Bairro Santa Emília. Próximo deste bairro foi implantada uma grande rotatória e em uma das saídas foi construída uma pista que por sua vez dá acesso à região do Indubrasil e novamente à Duque de Caxias.

Desde o começo do projeto já existia a previsão de, futuramente, fazer uma nova via ligando esta rotatória ao anel viário de Campo Grande, em uma via paralela à Lúdio Martins Coelho (Marginal Lagoa). Se a promessa do secretário Guilherme Alcântara sair do papel, serão mais cerca de 2,5 quilômetros de uma uma ampla avenida asfaltada no meio de pastagens e lavouras.

Em alguns trechos, o tráfego da avenida Wilson Paes de Barros está liberado faz quase dois anos, mas até agora não existe iluminação pública, apesar do faturamento milionário da Cosip em Campo Grande. Somente em julho a administração municipal arrecadou R$ 21,8 milhões com a cobrança relativa à iluminação pública.

Tráfego na Wilson Paes está liberado há cerca de dois anos, mas a via segue sem iluminação pública

Outra parte deste projeto, que inicialmente foi orçado em R$ 84 milhões e foi bancado por recursos federais, está liberado para o tráfego há cerca de oito meses, já que faltava concluir a ponte sobre o córrego Imbirussu, mas também está sem iluminação pública. Neste trecho, nem mesmo rede de energia existe.

O anúncio do secretário Guilherme Alcântara ocorreu durante evento organizado pela prefeita Adriane Lopes (PP) para assinar ordem de serviço para acrescentar cinco equipes aos serviços de tapa-buracos nas ruas de Campo Grande, que estão tomadas pela buraqueira desde o começo do ano.

Sem dar maiores detalhes, o secretário informou que o novo trecho da avenida está estimado em R$ 36 milhões e que a principal finalidade é desafogar o tráfego na Avenida Lúdio Coelho que, segundo ele, está sobrecarregada em horários de pico.

Embora liberada para o tráfego faz cerca de dois anos, a avenida, que se caracteriza por ser a maior obra da gestão da prefeita Adriane Lopes (PP), nunca foi inaugurada oficialmente e até agora nenhum investimento privado foi feito ao longo de seu percurso. As margens seguem tomadas por pastagens e lavouras.

COINCIDÊNCIA

O curioso é que os investimentos levaram e agora vão levar novo trecho de asfalto para uma série de propriedades rurais de Glaucos da Costamarques e José Carlos Bumlai, que ganharam notoriedade nacional por conta de sua proximidade com o presidente Lula. Tanto Adriane quanto o governador Eduardo Riedel (PP) são rivais políticos do presidente. 

O primeiro é vizinho e o segundo é amigo do presidente Lula. Durante a operação Lava Jato, em 2015, o pecuarista Glaucos apareceu amplamente na mídia nacional por ser vizinho de porta de Luiz Inácio Lula da Silva. À época, Lula morava no apartamento 122 do edifício Hill House, em São Bernardo do Campo. 

Lula também ocupava o apartamento de número 121, como uma espécie de depósito, embora não aparecesse em seu nome. Os procuradores do Ministério Público Federal concluíram que ele teria recebido o imóvel como propina paga pela Odebrecht.

Foi aí que apareceu o nome de Glaucos Costamarques como sendo o proprietário deste imóvel. Ele alegou que alugava o apartamento para Lula e sua família e que havia comprado o imóvel para fazer  um investimento.

Segundo a investigação da época, Glaucos apareceu na trama por ser primo de José Carlos Bumlai, que por sua vez era amigo pessoal de Lula e tinha até livre acesso ao Palácio do Planalto durante os dois primeiros mandatos do atual mandatário do Brasil. Bumlai chegou a ser preso e condenado a quase dez anos de prisão pelo então juiz Sérgio Moro.

Enquanto falta dinheiro para os serviços de tapa-buracos em praticamente todas as regiões de Campo Grande, a avenida no meio das pastagens está equipada com ampla ciclovia e passeio público. Até piscinões com capacidade para 90 milhões de litros foram construídos para conter a enxurrada numa região onde praticamente não existe declive. Prova disso é que o aeroporto foi instalado na planície.

CHÁCARAS

Glaucos da Costamarques tem quatro propriedades que margeiam a nova avenida. Juntas, somam em torno de 180 hectares, área suficiente para cerca de 3,5 mil terrenos de 360 metros quadrados cada (12 por 30)

Embora localizadas em área urbana, a justiça lhe garantiu isenção de IPTU, uma vez que recolhe ITR, que é o imposto sobre imóvel rural, com valor muito menor. 

Ele recorreu à Justiça e conseguiu se livrar da cobrança de R$ 1.289.467,82 sobre uma das chácaras, de 75 hectares. De outra delas, esta com 81,5 hectares, conseguiu escapar de cobrança de R$ 1.188.775,68. A administração municipal entendia que ele deveria pagar IPTU, mas ao comprovar a criação e venda de gado no local, foi isento pelo Judiciário. 

Tem ainda uma quinta propriedade da família de Glaucos, registrada em nome de sua esposa, Regina Bruno Costamarques, que também foi indiretamente beneficiada pelo novo asfalto. Neste caso, porém, a benfeitoria não é limítrofe ao imóvel com cerca de 30 hectares. Este fica na margem direita do Córrego Imbirussu, nas imediações do Núcleo Industrial. 

Avenida é dotada de passeio público, mas praticamente só bovinos transitam ao longo de seu percurso

E, além do vizinho, o amigo de Lula, o também pecuarista José Carlos Bumlai, tem propriedade na região que também foi indiretamente beneficiada pela obra já concluída e que agora será beneficiada diretamente pela avenida que o Governo do Estado promete implantar. 

Esta chácar tem em torno de 80 hectares e a a partir do momento em que chegarem as redes de água e energia, acompanhados dos loteamentos, as terras todas passarão a ter outro patamar de preço. 

Antes dos investimentos, a estrada que hoje virou a suntuosa Avenida Wilson Paes de Barros era sinônimo de descarte irregular de lixo e de cadáveres humanos. No dia 24 de julho de 2023, por exemplo, dois corpos carbonizados foram encontrados no interior de um Ford Fiesta destruído pelas chamas. A investigação apontou que foram vítimas de guerra de traficantes. 

A licitação para as obras foi concluída em agosto de 2022, quando Jair Bolsonaro ainda estava na presidência. O vencedor foi uma empreiteira do Espírito Santo, Engevil. Em Campo Grande, o comando do Executivo já estava nas mãos da bolsonarista Adriane Lopes quando as obras começaram. 

A justificativa da administração municipal para fazer o megainvestimento no meio de lavouras e pastagens é de que se trata de implantação de vias estruturantes. Do projeto também fizeram parte a pavimentação, drenagem e recapeamento de ruas nos bairros Nova Campo Grande e Jardim Carioca. 

No total, foram executados 13,3 quilômetros de asfalto, 15,2 quilômetros de drenagem e 11,6 quilômetros de ciclovia. Além disso, três piscinões para armazenar água da chuva. 

Previsão é que o governo estadual dê sequência ao asfalto que acaba na rotatóris (centro da imagem) até o anel viário (BR-262)
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 13:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
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				<title><![CDATA[Sobe para cinco o número de mortos em acidente na BR-163]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/sobe-para-cinco-o-numero-de-mortos-em-acidente-na-br-163/472980/</link>
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				<description><![CDATA[O número de mortos no acidente entre uma van da Secretaria Municipal de Saúde de Eldorado e um carro de passeio subiu para cinco. A confirmação foi feita pela Prefeitura de Eldorado em nova nota oficial divulgada na manhã deste sábado (19). A vítima mais recente é Silvani Alves de Oliveira, que estava na van.

Segundo a administração municipal, a van transportava oito pessoas quando se envolveu na colisão frontal com o carro de passeio, na tarde de sexta-feira (18), no quilômetro 72 da BR-163, em Itaquiraí, no sul de Mato Grosso do Sul.

Além de Silvani, morreram na van Odair Torres e Edimárcia Oliveira. No carro de passeio estavam Jildson Vera Martins, morador da Aldeia Cerrito, em Eldorado, e Edimilson Lopes, morador da Aldeia Porto Lindo, em Japorã.

O acidente provocou o tombamento da van e deixou outras seis pessoas feridas. Três delas estavam em estado considerado grave, conforme informações repassadas anteriormente. A colisão também provocou a interdição parcial e total da rodovia por cerca de quatro horas, com congestionamento de aproximadamente dez quilômetros.

A van retornava para Eldorado após transportar pacientes que haviam buscado atendimento médico em Dourados, cidade localizada a quase 200 quilômetros do município.

A Prefeitura de Eldorado informou, na nova nota, que as circunstâncias do acidente continuam sendo apuradas pelas autoridades competentes. O município afirmou que divulgará apenas informações confirmadas, para evitar especulações sobre a dinâmica da colisão.

BR-163

Com a quinta morte, o acidente passa a integrar a recente sequência de ocorrências graves na BR-163. Em pouco mais de um mês, três grandes acidentes registrados na rodovia deixaram ao menos 13 mortos.

O primeiro ocorreu em 16 de agosto, entre Campo Grande e Bandeirantes, quando uma colisão envolvendo três carros e dois caminhões deixou cinco mortos. Uma das vítimas foi socorrida, mas morreu posteriormente no hospital.

A nova ocorrência, em Itaquiraí, é a terceira tragédia de grandes proporções registrada no período na principal rodovia de Ms.

 
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 12:15:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Postos de gasolina boicotam consumidores e elevam preço]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/revendas-boicotam-consumidores-e-elevam-preco-da-gasolina/472971/</link>
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				<description><![CDATA[A gasolina ficou mais cara nas bombas de Mato Grosso do Sul justamente no período em que o consumidor esperava sentir no bolso o efeito do anúncio de redução nos preços dos combustíveis. Levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostra que o preço médio do litro da gasolina comum subiu nas últimas semanas de setembro, enquanto a previsão divulgada anteriormente apontava para uma redução de R$ 0,12 no litro.

Em Campo Grande, a alta também aparece nos números da ANP. O preço médio passou de R$ 6,25 para R$ 6,26 entre as semanas de 6 a 12 e de 13 a 19 de setembro. No mesmo período, a média estadual avançou de R$ 6,40 para R$ 6,42.

A alta ocorre após a expectativa de redução anunciada no início do mês. Conforme mostrou o Correio do Estado em reportagem publicada em 10 de setembro, a estimativa era de que a gasolina tivesse redução de R$ 0,12 por litro e o etanol hidratado, de R$ 0,19, após mudanças na tributação dos combustíveis.

Na prática, porém, os dados mais recentes da Agência não mostram queda no preço médio da gasolina. Pelo contrário, o combustível registrou aumento tanto em MS quanto na Capital.

Queda ainda não chega ao consumidor

A redução prevista veio após alteração na tributação federal sobre os combustíveis. A expectativa divulgada à época considerava o impacto da medida sobre a composição do preço final pago pelos consumidores.

O gerente-executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul (Sinpetro-MS), Edson Lazaroto, explicou ao Correio do Estado que a redução estimada para a gasolina chegaria a R$ 0,12 por litro, considerando também a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina.

A previsão, no entanto, não se refletiu na pesquisa mais recente da ANP. Entre uma semana e outra, a gasolina subiu R$ 0,02 na média estadual e R$ 0,01 em Campo Grande.

O levantamento da agência mostra ainda que o preço praticado nos postos da Capital variou significativamente. Na semana de 13 a 19 de setembro, o litro mais barato encontrado pela ANP custava R$ 6,09, enquanto o mais caro chegou a R$ 6,45.

O etanol hidratado, que tinha previsão de queda ainda maior, também não apresentou redução expressiva em Mato Grosso do Sul. A média estadual permaneceu em R$ 3,89 por litro entre as duas semanas analisadas pela ANP.

Já em Campo Grande, houve uma pequena redução, de R$ 3,82 para R$ 3,81.

O cenário deixa o consumidor diante de uma diferença entre o preço que se esperava encontrar após o anúncio de redução e o valor efetivamente registrado nas bombas. Enquanto a previsão apontava para uma queda de R$ 0,12 na gasolina, a média estadual avançou R$ 0,02 no período analisado.

Preço nas bombas

A ANP realiza levantamentos semanais dos preços dos combustíveis comercializados no país. Os valores representam as médias encontradas nos estabelecimentos pesquisados durante cada período e permitem acompanhar a evolução do preço pago diretamente pelo consumidor.

Em MS, a gasolina comum passou de R$ 6,40 para R$ 6,42 entre as duas últimas semanas analisadas. Em Campo Grande, foi de R$ 6,25 para R$ 6,26.

 
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 12:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Obra para fechar 'crateras' em ciclovia deve começar na segunda-feira]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/obra-para-fechar-crateras-em-ciclovia-deve-comecar-na-segunda-feira/472976/</link>
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				<description><![CDATA[As duas “crateras” localizadas na ciclovia da Avenida Wilson Paes de Barros, no Bairro Santa Emília, em Campo Grande, devem começar a ser fechadas a partir da próxima segunda-feira (21).

Conforme apuração da reportagem, que esteve no local, máquinas da empreiteira Equipe Engenharia, responsável pela manutenção da ciclovia, já estão alocadas no trecho para começar o reparo. Ao todo, são dois buracos enormes que estão abertos na ciclovia e atrapalham o fluxo dos ciclistas.

Em conversa com um funcionário da empresa, ele revelou que três processos de drenagem já foram feitos, com buracos profundos que enchem de pedras para desviar a água - justamente para baixar o lençol freático que passa por debaixo do asfalto. Portanto, a partir disso, os reparos já podem ser realizados e devem começar dentro de 48 horas.

Máquinas da empresa Equipe Engenharia estão no local para começar os reparos - Foto: Arquivo/Correio do Estado

Ainda, entre as duas crateras, é possível visualizar que um outro buraco já foi fechado anteriormente, tanto que o asfalto que encobre esse trecho é diferente do restante da ciclovia.

No final de julho, o Correio do Estado já havia reportado que uma das crateras foi reaberta pela segunda vez em menos de um ano e meio. Em abril de 2025, o asfalto cedeu, abriu-se um buraco gigantesco e a ciclovia teve que ser interditada. Meses depois, foi fechada e reparada pelas equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

Porém, em junho de 2026, a cratera abriu de novo, dessa vez, com aproximadamente três metros de profundidade e quatro metros de largura. Desde então, o local está interditado novamente e ciclistas precisam desviar da ciclovia para não cair no buraco.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande para saber mais detalhes do reparo. Porém, até o fechamento desta edição, não houve retorno.

No início do ano passado, o Correio do Estado relatou outros problemas que envolvem a Avenida Wilson Paes de Barros, como a falta de iluminação, que faz com que ciclistas pedalem no escuro e motoristas precisem ligar o farol para enxergar o trânsito.

Ciclovias problemáticas

Dados divulgados pela Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) apontam que existem 109,7 quilômetros de ciclovias/ciclofaixas/calçadas compartilhadas, em 79 bairros, espalhados pelas sete regiões da Capital.

Dos 109,7 quilômetros, 3.036 metros são de calçada compartilhada, 17.516 metros são de ciclofaixa e 89.205 metros são de ciclovias. Em linha reta, a distância representa uma pedalada entre Campo Grande e Nova Alvorada do Sul, cidades que ficam a 113 quilômetros uma da outra.

Mas, as vias deixam a desejar e precisam de reparos em alguns pontos. Os principais problemas são falta de iluminação, falta de sinalização, falta de pintura, desnivelamento de asfalto, buracos e matagal. 

Corretor imobiliário e ciclista, Lomanto Álvaro, disse que as ciclovias de Campo Grande são perigosas para ciclistas.


"Muitas pistas estão danificadas e para nós de bike, isso se torna muito perigoso, porque o impacto no guidão é muito grande. Mato invade a ciclovia e atrapalha muito também. A empreiteira que fez as ciclovias deixaram a pista com muito buraco, apesar de pista ser nova", contou.


Dona de casa e ciclista, Andressa Rodrigues, afirmou que já até acostumou a pedalar no escuro em Campo Grande.


"Problemas de matagal e iluminação precária está mesmo em todo lugar da pista da ciclovia isso podemos reclamar com indignação", disse.


Andressa ainda ressaltou pontos positivos relacionados a malha cicloviária campo-grandense.


"O ponto de vista positivo é a extensão da pista da ciclovia que já está interligando bairros que não tínhamos tanto acesso em curto tempo. A ciclovia de CG percebemos que as pessoas estão mais interessadas na atividade física, utilizam bicicleta e patinete elétrico até mesmo em uma ida ao trabalho acreditando ganhar tempo e segurança para o destino", contou.


Na época, em resposta aos problemas estruturais apresentados pela reportagem, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) afirmou que estuda ampliar faixas de ciclovia para maior segurança dos ciclistas.

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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 11:45:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Provas esportivas interditam ruas de Campo Grande neste sábado e domingo]]></title>
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				<description><![CDATA[Motoristas que circularem por Campo Grande neste fim de semana devem ficar atentos a uma série de interdições provocadas por provas esportivas. As mudanças começam neste sábado (19) e seguem até domingo (20), com bloqueios totais e parciais em diferentes vias da Capital. A liberação ocorrerá gradualmente conforme o avanço dos percursos.

Hoje, sábado, as interdições começou às 9h e seguem até as 23h59. A principal alteração será na Avenida Afonso Pena, que ficará totalmente interditada nos dois sentidos, entre a Rua San Marino Park e a Avenida do Poeta, para a realização da VII Corrida do Choque e da 5ª Corrida pela Vida – Colégio Master 2026.

O acesso local de moradores das quadras afetadas será mantido.

Para quem segue no sentido Centro/Parque dos Poderes, a orientação é utilizar a Avenida Afonso Pena, a Rua San Marino Park e a Rua Gardênia. No sentido contrário, Parque dos Poderes/Centro, a alternativa será pela Avenida do Poeta, Rua Anturio e Rua da Assembleia.

À 0h de domingo (20), a Avenida Afonso Pena terá sinalização de contrafluxo no sentido Centro/Parque dos Poderes.

Domingo

No domingo, as interdições começam a partir da 1h e serão temporárias e parciais em vias utilizadas pelos percursos do Circuito de Corrida Cidade Morena e do Circuito de Triathlon Campo Grande/MS.

No Circuito de Corrida Cidade Morena, haverá bloqueios na Rua Cana Verde, tanto no acesso à Avenida Gury Marques, onde será realizada a largada, quanto no trecho de chegada, próximo à Braspress Transportes.

Também terão alterações temporárias a Rua Buenópolis, Avenida Alto da Serra, Rua Anaca, Rua Ariti, Rua Copaíba, Rua João Adolfo Cintra, Rua Barreiras, Avenida Airton Senna, Rua Araticum e Rua Ubirajara Guarani.

No sentido Bairro/Centro, a rota alternativa indicada é pelas ruas Ipamerim e Fraiburgo. Já para quem trafega no sentido Centro/Bairro, a orientação é utilizar a Rua Buenópolis.

Triathlon

O Circuito de Triathlon Campo Grande/MS também provocará mudanças no trânsito.

A faixa esquerda da Avenida Duque de Caxias será parcialmente interditada, nos dois sentidos, entre a Avenida Afonso Pena e a Avenida Brasil Central. Haverá ainda bloqueio na mesma avenida, entre a Afonso Pena e a Avenida Noroeste, além da Avenida Noroeste, no trecho entre a Duque de Caxias e a Rua Santos Dumont.

A Rua Camapuã ficará totalmente interditada entre a Rua Amando de Oliveira e a Avenida Afonso Pena. Para contornar o bloqueio, os motoristas poderão utilizar a própria Rua Camapuã e a Rua Alexandre Farah.

Outro ponto de bloqueio total será na Rua Amando de Oliveira, entre a Avenida Duque de Caxias e a Rua Camapuã. Nesse trecho, as alternativas são a Avenida Duque de Caxias e a Rua Visconde de Taunay ou a Rua Camapuã e a Rua Alexandre Farah.

A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) orienta os motoristas a planejarem os deslocamentos antes de sair de casa e redobrarem a atenção à sinalização nos trechos das provas. Os acessos locais serão mantidos com apoio das equipes de trânsito, organizadores e forças de segurança. A liberação das vias ocorrerá conforme o andamento das atividades e as condições de segurança.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 11:00:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Buracos ressurgem em via recém recapeada por R$ 22 milhões ]]></title>
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				<description><![CDATA[Após investimento de R$ 22,1 milhões, parte do recapeamento dos quase dez quilômetros da pista de acesso a Campo Grande da Avenida Duque de Caxias voltou a ser tomado por buracos em meio às chuvas das últimas semanas.

O trecho tomado por buracos está próximo à entrada do Bairro Nova Campo Grande, região oeste de Ca mpo Grande, onde o recapeamento foi concluído faz menos de dois anos. Em abril e maio deste ano o mesmo local já havia  esfarelado e se transformado em pequenas crateras.

Depois disso, segundo comerciantes da região, o serviço de tapa-buracos fez remendos e solucionou o problema. Mas, bastaram alguns dias seguidos de chuva e a pista voltou a se desmanchar. Na manhã deste sábado (19), um cavalete e cones com inscrição da Agetran sinalizavam o local para tentar evitar que motoristas sofram prejuízos ao caíram nos buracos.

Antes do recapeamento que foi oficialmente inaugurado em agosto de 2025, durante os festejos dos 126 anos de Campo Grande, aquele trecho da Duque de Caxias era constantemente tomado por ondulações. Por conta da altura destes borrachudos, constantemente motociclistas sofriam acidentes no local.

Estas ondulações já surgiam por conta de falha estrutural na base do asfalto. Depois do recapeamento, em vez de corrigir o problema crônico estrutural, a situação ficou pior, reclamam trabalhadores de uma bicicletaria que fica ao do ponto crítico

“Eles até vieram e arrumaram, mas não durou muito e agora já está essa buraqueira toda novamente”, reclamou um trabalhador que preferiu não se identificar.

O recapeamento da pista sentido bairro-centro, que ficou sob responsabilidade da prefeitura, foi feito pela empreiteira Engepar, que inicialmente havia sido contratada por R$ 16,5 milhões, mas recebeu pelo menos 11 aditivos e o valor final, segundo o site da transparência, superou os R$ 22,1 milhões. O dinheiro foi procedente de emendas da bancada federal e aporte de R$ 9,3 milhões do Governo do Estado.

No sentido contrário, a obra ficou sob responsabilidade da Equipe Engenharia, que foi contratada pelo Governo do Estado, e consumiu em torno de R$ 16 milhões, totalmente bancados pela administração estadual. 

Para reduzir o risco de acidentes, cavalete e cones foram colocados pela Agetran nos buracos que surgiram na Duque de Caxias
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 10:56:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Homem morre ao colidir contra traseira de caminhão no anel viário da BR-262]]></title>
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				<description><![CDATA[O cearense José Gerlanio Gomes Ribeiro, de 32 anos, morreu na madrugada deste sábado (19) depois de colidir na traseira de um caminhão carregado de minério, no anel viário da BR-262, em Três Lagoas. Esta é a quinta morte em rodovias de Mato Grosso do Sul nas últimas 24 horas, todas em estradas federais.

Segundo informações do jornal 24h News MS, o acidente aconteceu por volta das 04h15, próximo ao Posto Real, no município três-lagoense. José conduzia um um carro da marca Peugeot quando ocorreu a colisão, que foi violenta e deixou o veículo completamente destruído na parte dianteira.

Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados. Porém, ao chegarem no local, José já se encontrava sem vida.

De acordo com o motorista do caminhão, ele passou a noite no posto de combustível e estava retomando a viagem quando o acidente aconteceu. A carga de minérios iria até Itutinga (MG), que fica a cerca de 900 quilômetros do local da ocorrência. Quanto à dinâmica da colisão, ainda segue em apuração pela Perícia.

Depois dos procedimentos policiais, o corpo de José foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) para, posteriormente, ser liberado para a família.

Até o fechamento desta matéria, o trecho da rodovia ainda estava em situação de Pare e Siga, enquanto são realizados os reparos necessários e a remoção do caminhão, que ficou impossibilitado de ser removido imediatamente devido aos danos na traseira do veículo.

Mais mortes

Na tarde desta sexta-feira (18), quatro pessoas morreram e seis sofreram ferimentos na altura do quilômetro 72 da rodovia BR-163, no município de Itaquiraí, no extremo sul de Mato Grosso do Sul.

A tragédia envolveu uma van que estava a serviço da secretaria de saúde da prefeitura de Eldorado, e um carro de passeio. Por conta da colisão a van tombou e provocou a interdição parcial e total da rodovia por cerca de quatro horas. O congestionamento que se formou chegou a cerca de dez quilômetros na principal rodovia do Estado.

De acordo com informações da prefeitura de Eldorado, na van estavam oito pessoas que retornavam para a cidade após buscarem atendimento médico em Dourados, cidade que fica a quase 200 quilômetros de distância.

A prefeitura informou que entre os mortos está o servidor público Odair Torres, e sua esposa, Edimárcia Oliveira. Os outros mortos são Jildson Vera Martins, morador da Aldeia Cerrito, e Edimilson Lopes, morador da Aldeia Porto Lindo, no município de Japorã.

De acordo com as informações policiais, o casal estava na van e os dois indígenas estavam no carro de passeio.  Dos seis feridos, conforme as informações da administração municipal, três estavam em estado considerado grave. Três das mortes foram confirmadas no local do acidente e a outra, no hospital de Itaquiraí.

Até o começo da manhã deste sábado ainda não haviam sido divulgadas as circunstâncias da colisão, que ocorreu em um local sem duplicação da rodovia.

Por conta da morte do servidor municipal, a prefeitura de Eldorado emitiu nota lamentando a tragédia:


“A Secretaria Municipal de Educação de Eldorado/MS manifesta profundo pesar pelo falecimento do servidor Odair Torres e de sua esposa, Edimarcia Oliveira, ocorrido tragicamente nesta data. Neste momento de imensa dor, nos solidarizamos com os familiares, amigos, colegas de trabalho e com todos que tiveram o privilégio de conviver e compartilhar momentos com o casal. Que Deus, em sua infinita misericórdia, conforte os corações de todos, concedendo força e serenidade para enfrentar esta irreparável perda. Recebam nossos mais sinceros sentimentos e nossa solidariedade.”


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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 10:30:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Homem é baleado por policial e se torna 139ª vítima em confrontos este ano]]></title>
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				<description><![CDATA[Paulo Roberto Sá Ferreira, de 41 anos, morreu durante confronto policial na noite desta sexta-feira (18), em Nova Alvorada do Sul, e se tornou a 139ª vítima decorrente de "intervenção legal de agente do Estado" em 2026, ano recorde no quesito.

De acordo com informações do jornal Alvorada Informa, a ocorrência aconteceu na Rua Cassiano Leal, próximo ao Fórum do município. Conforme a versão da Polícia Militar, um agente flagrou o suspeito em meio à uma situação de tráfico de drogas e o abordou.

Durante a abordagem, Paulo teria apresentado uma arma de fogo, o que teria exigido uma intervenção imediata do policial militar para “controlar a situação”. Na ação, o suspeito foi atingido, desarmado e encaminhado ao Hospital Francisco Ortega, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Junto à vítima, os policiais apreenderam um revólver, quatro munições e aproximadamente 8 gramas de substância análoga à cocaína.

Ainda de acordo com a PM, os agentes receberam a informação de que uma possível comercialização de entorpecentes acontecia na residência de Paulo e realizaram buscas no imóvel. No endereço, foram encontrados mais 8 gramas de substância análoga à cocaína - além daquela quantidade citada com ele - e 2 gramas de substância análoga à maconha.

Além das drogas, foram localizados instrumentos que corroboram com a versão da comercialização de entorpecentes, como duas balanças de precisão, embalagens plásticas, trituradores, papéis utilizados para a confecção de cigarros, além de estojos de munições deflagradas e outros objetos relacionados aos fatos.

RECORDE

De acordo com o portal de estatísticas da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS), Paulo é a 139ª morte por intervenção legal de agente do Estado. Como havia reportado pelo Correio do Estado, 2026 já é o ano com maior letalidade policial, superando 2023, que terminou com 131 mortes.

O recorde de 2023 foi superado em apenas 254 dias de 2026, o que equivale a uma morte por intervenção policial a cada 45,5 horas. Em 2023, o intervalo médio entre um registro e outro foi de 66,8 horas, conforme os dados oficiais.

Uma das explicações das forças de segurança é que os registros aumentaram por causa do combate às facções criminosas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho, que estariam travando uma guerra silenciosa pelo domínio do narcotráfico nas diferentes regiões do Estado, segundo estimativas do Ministério Público.

CASO RECENTE

Um dos casos mais recentes ocorreu na noite da última quarta-feira (16), na rua Cristóvão Lechuga Luengo, Mata do Jacinto, em Campo Grande. A vítima da vez foi Dionatan Ribeiro de Souza, de 28 anos, apelidado de “Coringa”.

Ele tinha passagens pela polícia por vias de fato, lesões corporais recíprocas, resistência/desobediência, porte de droga, tráfico de droga, violência doméstica, dano, medida protetiva, ameaça e homicídio qualificado tentado.

Conforme apurado pela reportagem, o Batalhão de Choque recebeu uma denúncia anônima de que dois indivíduos estavam perto do Parque do Sóter, sendo que um estava armado para dar suporte a um roubo.

Com isso, os militares foram até o local e visualizaram ambos com características compatíveis com as repassadas.

Eles deram voz de abordagem aos dois rapazes, sendo que um obedeceu, mas o outro sacou uma arma e apontou em direção aos policiais.

Os miliares reagiram, balearam e desarmaram o indivíduo. Ele foi socorrido e encaminhado a uma unidade de saúde, mas, não resistiu aos ferimentos e faleceu. A Polícia Civil e a Polícia Científica foram acionadas para realizar os procedimentos judiciais, legais e periciais.

De acordo com o Choque, foram apreendidos um revólver calibre 32 e 5 munições. O prejuízo estimado ao crime organizado é de R$ 3.500,00.

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (DEPAC-CEPOL) como desobediência, resistência, orte ilegal de arma de fogo de uso permitido, homicídio simples na forma tentada contra agente de segurança pública e homicídio decorrente de oposição a intervenção de agente legal do Estado.

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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 09:34:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Mutirão lançado nesta semana chega ao Coophatrabalho neste sábado]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/mutirao-lancado-nesta-semana-chega-ao-coophatrabalho-neste-sabado/472972/</link>
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				<description><![CDATA[O mutirão de tapa-buracos da Prefeitura de Campo Grande chega ao Coophatrabalho neste sábado (19), com três frentes de trabalho previstas para atuar na recuperação das ruas do bairro. A ação faz parte da operação de manutenção viária lançada nesta semana e terá aplicação de aproximadamente 120 toneladas de massa asfáltica.

Os serviços começam pela Rua Peroba e avançam por vias como Extremosa, Guatambu, Pindo, Caroba, Aldagro, Tipuana e Andiroba. As equipes também vão trabalhar em trechos das ruas Tales, Penedo e Flora Rica.

A previsão é de que os trabalhos continuem ao longo da próxima semana, até a conclusão dos serviços programados para a região.

A movimentação deve alterar o trânsito nos trechos onde as equipes estiverem trabalhando. A orientação é que motoristas redobrem a atenção e, quando possível, busquem rotas alternativas durante a execução dos serviços.

Operação foi lançada nesta semana

O Correio do Estado acompanhou, nesta semana, o lançamento da operação de tapa-buracos da Prefeitura de Campo Grande, que prevê a atuação de equipes em diferentes regiões da Capital. A força-tarefa foi criada para ampliar a recuperação da malha viária e acelerar a manutenção das ruas.

A operação integra o programa Vira CG Infraestrutura, que reúne mais de R$ 280 milhões em investimentos previstos para obras de drenagem, pavimentação, recapeamento, implantação de ciclovias e manutenção das vias da cidade.

Além dos mutirões concentrados aos sábados, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) mantém equipes trabalhando durante a semana nas sete regiões de Campo Grande, seguindo um cronograma de manutenção asfáltica.

 
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 09:15:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA["O Município vem se preparando para essas atividades climatológicas"]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/o-municipio-vem-se-preparando-para-essas-atividades/472963/</link>
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				<description><![CDATA[Titular da Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov), Ulisses da Silva Rocha conversou com o Correio do Estado sobre a situação de emergência decretado pela Prefeitura Municipal de Campo Grande depois de vendaval que atingiu a cidade, o plano de recuperação dos pontos que foram prejudicados e as ações de prevenção diante da previsão de novos episódios de tempestades.

No dia 10 deste mês, os campo-grandenses foram pegos de surpresa com um temporal que atingiu a Capital. Com rajadas de vento que alcançaram quase 90 quilômetros por hora, diversas árvores caíram, casas ficaram mais de um dia sem energia e grandes estruturas foram destelhadas, como escolas, a Esplanada Ferroviária e uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Diante do cenário, o Município decretou situação de emergência de 180 dias, que foi reconhecida tanto pelo governo do Estado quanto pela União. A prefeita Adriane Lopes (PP) estimou os prejuízos em cerca de R$ 40 milhões.

Porém, a situação pode se agravar, visto que o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê que novas tempestades podem acontecer em Campo Grande até a chegada da primavera, intensificado pela chegada de um intenso El Niño.

Todos esses assuntos foram tratados na entrevista com Ulisses Rocha. Confira a entrevista:

Porque a prefeitura avaliou que seria necessário o decreto de emergência?


Nós vivemos uma situação que acaba sendo inédita na cidade de Campo Grande, porque várias cidades pelo País vêm sofrendo com essas alterações do clima, e nós estamos enfrentando agora esse super-El Niño, como é noticiado por todos os órgãos de comunicação, pelos cientistas e pelos pesquisadores. E isso tem influenciado o clima aqui em Campo Grande. 

Nós tivemos na quinta-feira [dia 10] uma tempestade que causou danos na cidade inteira, com ventos de quase 100 km/h, que choveu mais de 24mm em 20 minutos, choveu granizo, e o município, infelizmente, começa a ter que lidar com essas situações climáticas, com esses eventos climáticos que vêm acontecendo. 

Você tem como exemplo o Rio Grande do Sul, que há uns dois ou três anos vem sofrendo com essa quantidade de chuvas. Isso causa dano na cidade inteira. Nós tivemos mais de 295 árvores caídas sobre a rede elétrica, fora as outras árvores que caíram nas vias públicas sobre moradias e automóveis. 

É um volume e uma intensidade de um temporal que em poucos minutos causou um transtorno gigante para a cidade. Muitas áreas e muitos bairros levaram quase cinco dias para que pudessem restabelecer a energia elétrica nas moradias, justamente porque as árvores destruíram parte da rede toda, não era simplesmente ir lá e fazer uma religação. 

E árvores com tamanhos gigantescos, que caíram sobre a rede, que demoravam muitas horas de serviço para remover essas mesmas árvores e restabelecer a energia das pessoas, que foi o que mais afetou nesse momento. 

Tivemos poucos pontos de alagamento, mas assim, os danos foram gigantescos. Várias estruturas, tanto públicas quanto privadas, foram danificadas com esse temporal. 

Então, o que se buscou é que a gente pudesse dar respostas rápidas para que a gente pudesse restabelecer, primeiro, o vai e vem das pessoas, o fluxo das pessoas nas vias públicas, e claro que atendendo aquelas famílias que ficaram desassistidas, mas assim, que a gente pudesse de alguma maneira trazer respostas imediatas ao que o evento causou para Campo Grande.


Em quanto tempo a prefeitura espera conseguir recuperar o que foi estragado pelo vendaval?


Eu acho que agora é a gente restabelecer o fluxo, permitir que o trânsito flua, as pessoas saiam de casa, pois muita gente ficou com árvores caídas nas suas residências por um tempo maior. A prefeita criou um comitê para que essas ações fossem todas concentradas e organizadas.

A gente trouxe para dentro a Energisa, a companhia de Água, além do governo do Estado com a Defesa Civil, com o Corpo de Bombeiros, com a Secretaria de Obras. Tem a Secretaria de Obras do Município, Defesa Civil do Município e todas as outras secretarias envolvidas. Teve também a participação do governo federal, que em determinado momento vai aportar recursos para que a gente possa fazer frente a esses serviços todos. 

O Município de Campo Grande fez o seu papel. Muitas vezes as pessoas não sabem para quem ligar ou quem buscar. Então a gente centralizou esse serviço tudo no 156, para que a gente pudesse se comunicar. 

Se caiu em via pública e não houve danos a residências ou a veículos, o município vai lá e faz a remoção. Se houve dano aos veículos e às residências, geralmente o Corpo de Bombeiros é acionado. E se uma árvore que estava dentro do imóvel e caiu dentro do imóvel, o proprietário também tem que fazer a remoção da árvore que causou esse dano. 

O Município já vem, ao longo dos anos, se preparando para essas atividades climatológicas, mas isso às vezes passa um pouco do limite. Não tem ventos de 100 km/h em boa parte do ano. Nos últimos anos se considera um ou outro evento que teve um vento muito forte em Campo Grande e esse passou de todos os limites. 

E a gente ainda tem previsão de que possam acontecer outros eventos dessa magnitude ou até maiores do que ele até o fim do ano porque parece que vai haver ainda um período crítico do super-El Niño, que vai acontecer no mês de novembro. 

Então esse decreto, ele estabelece a forma como o Município vai estar preparado para isso. A busca do recurso é para que a gente possa melhorar a prestação e a entrega do serviço para as pessoas. A gente tenta minimizar esses danos. Claro que você não consegue impedir que a chuva aconteça, mas você pode, após a chuva, dar respostas rápidas para as pessoas.


Qual será a prioridade para iniciar as ações? Quais estruturas serão reconstruídas primeiro?


Na verdade, existe um relatório que foi realizado já nas primeiras horas de quando ocorreu o dano, e muitas dessas situações de destelhamento, de paralisação de serviço, de cair o forro, isso já foi recebido. Por exemplo, a UPA já voltou a funcionar no mesmo dia, a equipe de manutenção da Sesau [Secretaria Municipal de Saúde] foi lá, prestou o serviço e conseguiu restabelecer o funcionamento. 

Das muitas escolas que sofreram danos, todas elas já voltaram a funcionar. Uma ou outra ficou prejudicada na segunda-feira, mas na terça-feira o Município já providenciou a recuperação desses espaços. A gente ainda tem o espaço da Esplanada Ferroviária danificado, mas estamos buscando recursos para que a gente possa fazer a restauração daquele espaço. Já tinha uma licitação que estava em andamento por uma finalidade específica, mas a gente vai ampliar isso. 

E esse relatório já foi entregue à Defesa Civil nacional, isso está em análise. Há um compromisso do ministro de que a gente possa ter acesso a alguns recursos federais já para também suplantar esses gastos iniciais emergenciais que você possa vir a ter. Porque você quando está numa situação de emergência, se você for para os meios tradicionais de compra de recurso para que você possa dar resposta, são muito demorados. 

Às vezes eu preciso comprar lona, vou fazer uma licitação para comprar lona? Com o decreto eu posso ir lá, faço uma tomada de preço e vejo quem está fornecendo mais barato e já compro a lona. 

Então o decreto permite isso ou contratar algum prestador de serviço para colaborar e para ajudar nisso. Então há uma flexibilização para você poder fazer esse atendimento mais rápido e entregar, devolver para as pessoas esse fluxo de ir e vir.


A prefeita havia estimado o prejuízo em R$ 40 milhões, esse valor continua o mesmo ou ele pode mudar? Porque?


Sim [pode mudar], mas o relatório precisa ser finalizado. À medida que você vai fazendo o serviço e entregando a prestação você tem uma noção do quanto isso custa. Por exemplo, a remoção de árvore é um serviço pesado, que envolve muita gente. Você teve lá, por exemplo, destelhamento todo da Esplanada Ferroviária, você teve várias escolas que foram recuperadas. 

Então, você vai apontando isso e vai colocando no relatório e vai ter uma noção exata dos valores que serão necessários para fazer frente a tudo isso. De imediato, a gente saiu com o compromisso de que o governo federal, com a entrega desse relatório, já pudesse disponibilizar ao município de Campo Grande algo em torno de R$ 5 milhões.


Há previsão de que novos temporais possam atingir a cidade até amanhã, a prefeitura está preocupada com essa situação?


Nós estamos em alerta. A Defesa Civil vem monitorando porque esse monitoramento faz parte de um sistema nacional de monitorização. Nós temos aqui o Estado que também trabalha com esse monitoramento. Muitas das informações chegam durante o dia. Você não tem como fazer uma previsão de que a tempestade vai acontecer no horário x daquela semana. 

O que a gente tem é que o ápice do super-El Niño vai acontecer no mês de novembro e início de dezembro. Então, se já ocorreu isso agora em setembro, pode ser que, com o que está anunciado, tenhamos eventos com uma intensidade muito maior do que foi esse evento de agora.


Perfil - Ulisses da Silva Rocha

É formado em Direito pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) e especialista em Direito Público pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), além de obter especialização em Direito Eleitoral e Processo Eleitoral pela Faculdade Insted. Antes de assumir a titularidade da Segov, foi secretário-adjunto da Pasta em 2024 e 2025.

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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 09:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Mato Grosso do Sul tem três pessoas na fila por tratamento com polilaminina]]></title>
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				<description><![CDATA[Três sul-mato-grossenses buscam na Justiça o direito a receber o tratamento de lesão medular com a polilaminina, uma substância produzida em laboratório a partir da proteína laminina e que tem mostrado potencial de conseguir regenerar os pontos danificados, recuperando movimentos de pessoas paraplégicas e tetraplégicas.

Essas três pessoas fazem parte das mais de 300 pessoas que, segundo a advogada que atua nesses casos Frida Traven, buscam o direito a receber o tratamento por meio de decisão judicial.


“Até agora, mais de 300 pessoas pediram esse tratamento e não tiveram retorno, são pessoas de vários estados e de outros países também, porque no Brasil nós tratamos todo mundo”, comentou a advogada.


Em Mato Grosso do Sul, quatro pessoas já realizaram a cirurgia para aplicação da polilaminina, são eles: Maria José Gonçalves, de 64 anos, Dhiego Paredes Teixeira, de 35 anos, Daniel Aparecido Costa dos Santos, de 32 anos, e Luiz Otávio Santos Nunes, de 19 anos. Além deles, outras 103 pessoas em todo o País já foram operadas.

O primeiro a receber o tratamento no Estado foi o militar Luiz Otávio, em janeiro deste ano. A lesão do rapaz ocorreu em outubro do ano passado, quando foi atingido por um tiro acidental no pescoço, causando uma lesão medular grave que o deixou sem o movimento dos membros inferiores e superiores, conhecida como tetraplegia. Essa condição é marcada por relatos raros de pessoas que recuperaram parcialmente os movimentos.

A cirurgia, que precisou ser aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foi realizada no dia 21 de janeiro, no Hospital Militar de Campo Grande, e levou cerca de 40 minutos.

Oito meses após a cirurgia, a mãe de Luiz Otávio, Viviane Ponciano Machado, relatou que o filho apresenta bastante sensibilidade na região pélvica, além de já conseguir se sentar sozinho e levantar peso com uma das mãos.


“A gente percebe que a evolução deles é um pouco devagar, mas é progressiva, cada dia ele evolui um pouco. As contrações pélvicas estão melhorando, então ele já tem sensibilidade pélvica, se a gente coloca alguma coisa diferente ele sente. As pernas, quando a gente estimula, ele, às vezes, sente uma palpitação; na parte motora, ele ganhou bastante força, então já consegue passar do carro para a cadeira de rodas com uma tábua de transferência. Ele escova os dentes, consegue lavar algumas partes do corpo. Ele tem força na mão esquerda”, relada Viviane.



“Às vezes, as pessoas pensam que isso não é nada, mas para a gente que convive com eles, a tetraplegia é uma condição muito terrível, porque você perde todos os movimentos. Então, para a gente, ver ele fazendo essas coisas sozinho são evoluções gigantescas”, completou a mãe.


Viviane também contou que a equipe da pesquisadora Tatiana Coelho Sampaio, chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e autora da pesquisa sobre a polilaminina, esteve recentemente em Campo Grande e avaliou como positivos os avanços alcançados por Luiz Otávio.

Além dele, em março deste ano foi a vez de Daniel receber o tratamento. O morador de Sidrolândia sofreu um acidente de trabalho no dia 9 de dezembro de 2025.

Daniel é montador de silos (onde são armazenados soja e milho) e, em reportagem do Correio do Estado em fevereiro, contou que uma parte do equipamento usado no serviço foi amarrada de maneira errada e caiu sobre dele.

Como resultado do acidente, ele ficou paraplégico, condição que o tornou elegível para receber o tratamento.
Ao Correio do Estado, Daniel contou que tem tido muito formigamento nas pernas, seis meses após a aplicação da proteína.


“Tenho muito formigamento, mas não consegui movimento ainda. Estamos firmes fazendo fisioterapia”, contou.


TESTES CLÍNICOS

Nesta semana, o laboratório Cristália anunciou que o primeiro estudo clínico com polilaminina começa na quinta-feira. O objetivo é provar que ele é seguro para uso em humanos.
O estudo clínico foi liberado pela Anvisa em janeiro deste ano. 

Cinco pacientes participarão da fase 1 dos testes, porém, só entram no estudo pacientes entre 18 anos e 72 anos que tiveram lesão completa na medula, na altura do tórax, e que já estão indicados para cirurgia. O trauma precisa ter ocorrido há no máximo 72 horas.

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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 08:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Quatro pessoas morrem na 3ª tragédia na BR-163 em um mês]]></title>
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				<description><![CDATA[No terceiro acidente de grandes proporções em um mês na BR-163, quatro pessoas morreram e seis sofreram ferimentos na tarde desta sexta-feira (18) na altura do quilômetro 72 da rodovia, no município de Itaquiraí, no extremo sul de Mato Grosso do Sul.

A tragédia envolveu uma van que estava a serviço da secretaria de saúde da prefeitura de Eldorado, e um carro de passeio. Por conta da colisão a van tombou e provocou a interdição parcial e total da rodovia por cerca de quatro horas. O congestionamento que se formou chegou a cerca de dez quilômetros na principal rodovia do Estado.

De acordo com informações da prefeitura de Eldorado, na van estavam oito pessoas que retornavam para a cidade após buscarem atendimento médico em Dourados, cidade que fica a quase 200 quilômetros de distância.

A prefeitura informou que entre os mortos está o servidor público Odair Torres, e sua esposa, Edimárcia Oliveira. Os outros mortos são Jildson Vera Martins, morador da Aldeia Cerrito, e Edimilson Lopes, morador da Aldeia Porto Lindo, no município de Japoră.  

De acordo com as informações policiais, o casal estava na van e os dois indígenas estavam no carro de passeio.  Dos seis feridos, conforme as informações da administração municipal, três estavam em estado considerado grave. Três das mortes foram confirmadas no local do acidente e a outra, no hospital de Itaquiraí.

Até o começo da manhã deste sábado ainda não haviam sido divulgadas as circunstâncias da colisão, que ocorreu em um local sem duplicação da rodovia.

Por conta da morte do servidor municipal, a prefeitura de Eldorado emitiu nota lamentando a tragédia:

“A Secretaria Municipal de Educação de Eldorado/MS manifesta profundo pesar pelo falecimento do servidor Odair Torres e de sua esposa, Edimarcia Oliveira, ocorrido tragicamente nesta data. Neste momento de imensa dor, nos solidarizamos com os familiares, amigos, colegas de trabalho e com todos que tiveram o privilégio de conviver e compartilhar momentos com o casal. Que Deus, em sua infinita misericórdia, conforte os corações de todos, concedendo força e serenidade para enfrentar esta irreparável perda. Recebam nossos mais sinceros sentimentos e nossa solidariedade.”

TERCEIRO CASO GRAVE

Com 12 mortes, a recente série de acidentes graves na principal rodovia do Estado começou em 16 de agosto. Naquela data, cinco pessoas morreram em decorrência da colisão entre três carros de passeio e dois caminhões. A colisão, fruto de uma ultrapassagem indevida, ocorreu entre Bandeirantes e Campo Grande.

Um dos caminhões pegou fogo e as vítimas foram carbonizadas. Uma delas chegou a ser socorrida, mas morreu dias depois no hospital.

Depois disso, no dia 7 de setembro, pai e as duas filhas morreram vítimas da colisão frontal de uma caminhonete e uma carreta entre as cidades de São Gabriel do Oeste e Rio Verde de Mato Grosso, na região norte do Estado. 

A colisão com as três mortes aconteceu próximo da cooperativa Coamo, a cerca de 15 quilômetros da área urbana de São Gabriel, num trecho sem pista dupla da rodovia. Uma das pessoas chegou a ser socorrida, mas já chegou sem vida ao hospital.

Segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), entre os dias 1° de janeiro e 20 de agosto, a BR-163 em Mato Grosso do Sul foi palco de 38 mortes, sendo oito a mais do que no mesmo período do ano anterior. 

As mortes ocorreram em decorrência de 497 acidentes, sendo 130 considerados graves. Neste intervalo em 2025, foram 492 casos de acidentes na rodovia e os mesmos 130 de maneira mais grave.


 
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 07:48:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Aposentado ou pensionista que votar não precisará fazer Prova de Vida]]></title>
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				<description><![CDATA[Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que comparecerem para votar nas eleições de outubro não precisarão fazer a verificação da Prova de Vida neste ano.

De acordo com o Ministério da Previdência Social, a verificação vai ocorrer de forma automática a partir do cruzamento das informações da Justiça Eleitoral com a base de dados do INSS. 

A Prova de Vida é um procedimento anual cujo objetivo é identificar se o titular do benefício previdenciário ou assistencial continua vivo para garantir a manutenção de pagamentos.

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, disse que a medida facilita a vida dos pensionistas. 

“A Prova de Vida pode se dar por meio do comparecimento eleitoral. Então, se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada. O INSS recebe esses dados e já computa como prova de vida”, explicou.

Segundo a pasta, o procedimento abrange atualmente cerca de 40 milhões de beneficiários ativos, entre aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais.

Além disso, desde 2019, como forma de reduzir filas e custos para processo de Prova de Vida, o comparecimento presencial deixou de ser regra, estabelecendo que o INSS busque, de forma proativa, dados que confirmem a condição de vida do cidadão.

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				<category>Economia</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 22:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[MS tem alerta para tempestades com chuva forte, ventania e granizo]]></title>
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				<description><![CDATA[Mato Grosso do Sul entra nos últimos dias do inverno sob alerta para uma combinação de calor, alta umidade e tempestades. Entre sábado (19) e segunda-feira (21), há previsão de pancadas de chuva, trovoadas, raios e rajadas de vento, com possibilidade de episódios localmente fortes em diferentes regiões do Estado.

Em Campo Grande, a Defesa Civil emitiu alerta amarelo para tempestades entre a noite de domingo e segunda-feira. Conforme informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o aviso começa às 23h de domingo (20) e permanece válido até as 22h59 de segunda-feira (21).

O alerta amarelo é o primeiro dos três níveis de severidade adotados pelo Inmet e indica situação de perigo potencial, quando há possibilidade de fenômenos meteorológicos que podem provocar transtornos e exigir atenção da população.

Durante o período, são esperados volumes de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo chegar a 50 milímetros ao longo do dia, acompanhados de ventos intensos e possibilidade de queda de granizo.

Apesar de o aviso ser classificado como de perigo potencial, há risco de interrupção no fornecimento de energia elétrica, queda de galhos de árvores e alagamentos. A atenção aumenta principalmente diante da possibilidade de grande quantidade de chuva concentrada em curto período.

A instabilidade, porém, não ficará restrita à Capital. O meteorologista Natálio Abrão alerta que as condições para temporais estarão presentes em Mato Grosso do Sul desde sábado e deverão ganhar força até segunda-feira.

Segundo ele, neste sábado, a apenas três dias do término do inverno, a combinação entre temperaturas elevadas e alta umidade favorece a formação de áreas de instabilidade.


“As altas temperaturas e a alta umidade favorecem as áreas de instabilidade, com pancadas de chuva e trovoadas, além de raios e ventos fortes. Fica o alerta para sábado, domingo e, principalmente, segunda-feira”, afirma Natálio Abrão.


O meteorologista explica que as precipitações poderão ocorrer de maneira irregular, mas alerta que alguns núcleos de instabilidade podem provocar chuva forte em determinados pontos.


“Essas chuvas podem ser localmente fortes, isoladas e, principalmente à tarde, podem causar transtornos em Sidrolândia, Campo Grande, Maracaju, Rio Brilhante, Dourados e em todos os municípios do extremo sul”, acrescenta.


Além das regiões central e sul, Natálio chama atenção para municípios do leste e sudeste do Estado. Segundo ele, também são necessários cuidados em Brasilândia, Bataguassu, Angélica, Três Lagoas e Naviraí.

A preocupação aumenta para segunda-feira. Conforme o meteorologista, há possibilidade de volumes mais expressivos de chuva e até de enchentes em áreas mais vulneráveis, dependendo da intensidade e da concentração das precipitações.


 “Naviraí tem chances de enchentes na segunda-feira”, alerta Natálio.


Inmet aponta maior instabilidade no sul de MS

A previsão do Inmet reforça o alerta para Mato Grosso do Sul. Conforme o Informativo Meteorológico, os maiores acumulados de chuva previstos para o Centro-Oeste até segunda-feira (21) devem ocorrer justamente no sul do Estado, principalmente na região de Dourados, onde os volumes podem chegar a aproximadamente 50 milímetros.

O instituto também aponta que uma nova rodada de tempestades deve atingir partes do Centro-Oeste.

A instabilidade é favorecida pelo transporte de calor e umidade da Região Norte em direção ao Sul do País, condição que contribui para reduzir a pressão atmosférica e favorecer a formação de nuvens carregadas.

O instituto também aponta que uma nova rodada de tempestades deve atingir partes do Centro-Oeste, região onde está localizado Mato Grosso do Sul.

A instabilidade é favorecida pelo transporte de calor e umidade da Região Norte em direção ao Sul do País, condição que contribui para a redução da pressão atmosférica e favorece a formação de nuvens carregadas.

O órgão explica que temperaturas elevadas, grande disponibilidade de umidade e alterações no comportamento dos ventos criam condições favoráveis para tempestades mais intensas.

Calor continua antes das tempestades

Mesmo com a previsão de chuva, as temperaturas continuarão elevadas em Mato Grosso do Sul. O calor, associado à disponibilidade de umidade na atmosfera, é justamente um dos fatores que favorecem a formação das áreas de instabilidade previstas para os próximos dias.

Segundo Natálio Abrão, Campo Grande pode registrar máxima de 33°C, enquanto Três Lagoas pode alcançar 36°C e Corumbá, 37°C, aparecendo entre as maiores temperaturas previstas.

O cenário será de calor intercalado com pancadas de chuva e tempestades isoladas. Por serem fenômenos localizados, algumas regiões podem receber volumes elevados de precipitação enquanto municípios ou bairros próximos registram pouca chuva.

A previsão ganha atenção justamente pela possibilidade de as tempestades ocorrerem acompanhadas de raios e fortes rajadas de vento, aumentando os riscos de quedas de árvores, interrupções no fornecimento de energia e problemas no trânsito.

Campo Grande pode receber até 50 mm

Na Capital, o alerta divulgado pela Defesa Civil prevê chuva entre 20 e 30 milímetros por hora, com acumulados que podem alcançar 50 milímetros durante o dia.

Volumes elevados concentrados em curto espaço de tempo podem provocar transtornos principalmente em regiões com histórico de alagamentos. 

A possibilidade de ventos intensos exige atenção principalmente em locais próximos a árvores, postes, placas, outdoors e outras estruturas que possam ser atingidas ou derrubadas pelas rajadas.

A Defesa Civil orienta a população a acompanhar as atualizações meteorológicas, evitar áreas sujeitas a alagamentos durante os temporais, não permanecer próximo a árvores ou estruturas que possam oferecer risco e procurar abrigo seguro durante episódios de ventos fortes e granizo.

Motoristas também devem redobrar a atenção caso sejam surpreendidos pela chuva, principalmente diante da redução da visibilidade e da possibilidade de acúmulo de água nas vias.

Em caso de necessidade, os serviços municipais de Campo Grande podem ser acionados pelo telefone 156. Situações de emergência devem ser comunicadas ao Corpo de Bombeiros pelo 193, enquanto a Defesa Civil atende pelo 199.

Capital ainda está em situação de emergência

O novo alerta ocorre pouco mais de uma semana depois do forte temporal que atingiu Campo Grande na quinta-feira, 10 de setembro, deixando um rastro de estragos em diferentes regiões da cidade.

Na ocasião, rajadas de vento chegaram perto de 84 km/h, derrubando árvores e postes, danificando imóveis e estruturas públicas e interrompendo o fornecimento de energia elétrica em diversos bairros.

Diante dos danos, a Prefeitura decretou situação de emergência pelo prazo de 180 dias nas áreas atingidas. Posteriormente, a medida também recebeu reconhecimento dos governos estadual e federal, permitindo a adoção de ações excepcionais para recuperação dos locais afetados.

O prejuízo provocado pelo temporal foi estimado inicialmente em pelo menos R$ 40 milhões, valor que ainda pode aumentar conforme avançam os levantamentos.

Desde o temporal, foram contabilizadas 450 ocorrências em Campo Grande, das quais 423 estavam relacionadas à queda de árvores e galhos.

Assim, a nova previsão de chuva forte, ventania e possibilidade de granizo chega enquanto a Capital ainda trabalha na recuperação dos danos provocados pelo temporal do dia 10.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 19:35:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Corrupção na Santa Casa trava cirurgia de prótese para mulher com doença mental ]]></title>
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				<description><![CDATA[À espera de uma cirurgia para colocação de prótese após sofrer uma queda dentro de casa, Neusa Epifânia de Castro de Almeida, de 59 anos,aguarda há mais de uma semana pelo procedimento inviabilizado pela falta de autorização interna, agravada pelos operações que apuram corrupção interna na Santa Casa de Campo Grande. Aposentada por invalidez, possui esquizofrenia.  

Moradora do bairro Aero Rancho, Neusa fraturou o fêmur da perna esquerda na cozinha de casa após cair enquanto tentava alcançar um pote de manteiga. Conforme o relato da família, ela foi encaminhada para a Santa Casa e chegou ao hospital já em jejum, com a previsão de que a cirurgia seria realizada no dia seguinte.

Ao Correio do Estado, seu filho Lucas Kawali, modelo e influenciador, destacou que a mãe está na ala do trauma desde a internação, no último dia 9, e já foi submetida a jejum cinco vezes diante da promessa de que seria submetida ao procedimento, mas a cirurgia ainda não foi realizada.

A justificativa apresentada pelos médicos, de acordo com a família, é de que a prótese necessária para a cirurgia ainda não está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), embora o pedido do material já tenha sido feito e não autorizado pela gestão.

A repetição dos períodos de jejum é um dos principais questionamentos da família. Para Lucas, se o material necessário para a operação ainda não está disponível, não haveria explicação para a paciente ser preparada repetidamente para um procedimento que acaba sendo adiado. “Se a prótese não chegou, por que continuam colocando minha mãe em jejum?”, questiona o filho.

Segundo Lucas, o quadro de saúde da mãe estava estável antes da internação, mas apresentou piora durante os dias em que permaneceu no hospital. A paciente chegou a precisar de hemodiálise em caráter de urgência após apresentar agravamento do quadro renal. 

Depois da hemodiálise, conforme o relato do filho, Neusa voltou a ser colocada em jejum diante de uma nova previsão de cirurgia nesta sexta-feira (18). Mais uma vez, porém, o procedimento não ocorreu.

O caso ganhou repercussão nas redes sociais após Lucas, que é influenciador digital, começar a publicar vídeos sobre a situação da mãe. Ele também criou uma vaquinha online para ajudar nas despesas relacionadas ao período pós-operatório, orçadas em R$ 80 mil pelo modelo. 

Neusa já internada na Santa Casa / Reprodução redes sociais 

Segundo Kawali, uma assistente social da Santa Casa pediu que ele interrompesse a vaquinha e parasse de publicar vídeos sobre o quadro da mãe. Conforme Lucas, o pedido ocorreu após o hospital receber diversas mensagens de pessoas questionando a demora para a realização da cirurgia.

A situação ocorre poucos dias após a Operação Antidotum, deflagrada em 11 de setembro pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). A operação resultou na prisão de diretores da Santa Casa e investiga suspeitas de fraudes e desvios de aproximadamente R$ 5 milhões envolvendo a instituição. Seis foram presos.

Na ocasião, foram presos a presidente da instituição, Alir Terra Lima; o diretor administrativo, Alessandro Dias Junqueira; o diretor-adjunto de Finanças, Paulo Guilherme Gutierrez Mariosa; o ex-diretor de Finanças, Rinaldo Hakme Romano; a funcionária Monique Gregório de Oliveira, responsável pelo setor de prontuários; e o empresário Maurício Benites.

A família questiona se os problemas investigados na operação têm alguma relação com as dificuldades enfrentadas para a realização da cirurgia de Neusa. Até o momento, porém, não há comprovação de que a investigação tenha provocado diretamente o atraso no procedimento da paciente.

A principal cobrança de Lucas é por uma explicação sobre a sucessão de períodos de jejum e adiamentos, enquanto a família aguarda a disponibilidade da prótese necessária para a cirurgia. Neusa permanece internada na Santa Casa e aguarda a realização do procedimento.

A reportagem buscou contato com o Hospital mas não obteve retorno até o fechamento da matéria. O espaço segue aberto. 
]]></description>
				
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 18:45:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Cinco caminhões retiram de galpão R$ 2,5 milhões em equipamentos roubados]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/cinco-caminhoes-retiram-r-25-milhoes-em-equipamentos-eletricos-de/472949/</link>
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				<description><![CDATA[Foram necessários cinco caminhões para retirar de um galpão no Jardim Batistão, em Campo Grande, equipamentos elétricos avaliados em mais de R$ 2,5 milhões  pertencentes à concessionária de Energia Energisa. Os materiais, entre transformadores e bobinas de cabos de alta tensão, foram localizados pela Polícia Civil durante uma investigação sobre furto de equipamentos da concessionária.

A ação foi realizada pela 6ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, com apoio de uma equipe técnica da Energisa e da Perícia Criminal. O imóvel fica na esquina das ruas Israel e Peru e, segundo a investigação, apresentava indícios de que poderia estar sendo utilizado para esconder materiais de origem ilícita.

Durante as diligências, os policiais identificaram um terreno grande, sem residência, onde havia uma estrutura coberta semelhante a um galpão. Pelas frestas do portão, a equipe conseguiu visualizar dezenas de equipamentos utilizados no setor de energia elétrica.



Entre os materiais encontrados estavam transformadores, bobinas de cabos de alta tensão e outros equipamentos. A identificação preliminar feita por um técnico da Energisa apontou que parte dos objetos pertence ao patrimônio da concessionária.

A vistoria foi realizada após os policiais entrarem no imóvel, que estava vazio. A equipe técnica da empresa e a Perícia Criminal acompanharam o trabalho para identificar e documentar os materiais encontrados.



Investigação 

Além dos equipamentos reconhecidos como pertencentes à Energisa, outros objetos encontrados no imóvel apresentaram indícios de origem ilícita. 

Todo o material foi apreendido e será submetido aos procedimentos de identificação, documentação e demais exames periciais.

A ocorrência foi registrada inicialmente no âmbito de investigação dos crimes de furto e receptação. A Polícia Civil busca esclarecer a origem dos materiais, identificar os envolvidos e verificar as circunstâncias em que os equipamentos foram parar no imóvel.

O proprietário da empresa responsável pelo local não estava no endereço durante a ação. Posteriormente, por meio de advogado, informou que pretende se apresentar à 6ª Delegacia de Polícia Civil para prestar esclarecimentos.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 18:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[A uma semana do evento, Parque se prepara para o Festival Internacional da Carne]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/a-uma-semana-do-evento-parque-se-prepara-para-o-festival/472939/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/cidades/a-uma-semana-do-evento-parque-se-prepara-para-o-festival/472939/</guid>
				<description><![CDATA[Faltando uma semana para o Festival Internacional da Carne, o Parque de Exposições Laucídio Coelho em Campo Grande já prepara a estrutura do evento. Em fase de montagem, o espaço começa a ganhar forma para receber o público entre os dias 25 e 27 de setembro, em uma programação que reúne gastronomia, música, oficinas, palestras e atividades para diferentes públicos. A entrada será gratuita.

Em sua quarta edição, o festival tem a carne como ponto central, mas amplia a programação para além do churrasco. A proposta reúne experiências gastronômicas, apresentações de artistas sul-mato-grossenses, atividades voltadas ao público infantil e espaços dedicados à economia criativa e ao conhecimento.

A gastronomia ocupa o principal espaço da programação. Mais de 30 estações serão distribuídas pelo parque, com diferentes preparações à base de carne e opções criadas especialmente para o evento. Os pratos serão comercializados ao público.



Entre as atrações está a programação do Senac MS, que levará oficinas gastronômicas divididas em três eixos. O “Brasa sem Brasa” apresenta preparações relacionadas ao universo do churrasco sem a utilização de churrasqueira. Já o “Sabores de MS” destaca ingredientes regionais, como mandioca, milho, bocaiuva, baru, pequi, mel, pimentas e queijos. O “Churrasco 2.0” explora molhos, manteigas, conservas, picles e outras combinações.

A programação inclui ainda preparações como pão de alho inspirado no Korean Garlic Bread, manteigas de baru e bocaiuva, risoto de costela com banana-da-terra, além de geleias, chutneys, purês e acompanhamentos feitos com ingredientes regionais.

Em algumas atividades, o público poderá participar diretamente do preparo, criando a própria farofa e molho para churrasco. O encerramento das oficinas será com uma oficina-show de risone de comitiva.

Música

A trilha sonora do festival será formada por artistas e bandas de Mato Grosso do Sul. Na sexta-feira (25), primeiro dia do evento, sobem ao palco Os Cara da Kombi e Fred e Victor.

No sábado (26), será a vez de Sambapop, Banda Seven, Naip e Chicão Castro e banda. No domingo (27), último dia do festival, as apresentações ficam por conta de Zé do Pantanal e Renato Pacheco.

A programação também inclui duas palestras abertas ao público. Na sexta-feira, às 15h, “Ao Ponto” aborda atendimento ao cliente, postura, entrega de pratos e gestão de equipes, com foco em assadores e participantes. No sábado, no mesmo horário, “A influência da tecnologia na produção de carne bovina” discute a relação entre inovação e produção pecuária.

Entre os espaços preparados para receber as famílias está a Fazendinha, que terá animais de pequeno porte e brinquedos para as crianças. O evento também contará com estandes voltados à economia criativa, em parceria com o Sebrae MS e a produtora Luanna Peralta.

O Senar MS terá um espaço dedicado à divulgação dos cursos oferecidos pela instituição. Já a Carreta da Energisa, por meio do projeto Nossa Energia, levará ações relacionadas ao uso seguro e consciente da eletricidade.

Durante os três dias, o Boteco do Bada também funcionará no parque, ampliando as opções de alimentação e convivência durante a programação.

 
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 18:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Trabalhador morre após cair durante instalação de outdoor em Campo Grande
]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/trabalhador-morre-ao-cair/472938/</link>
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				<description><![CDATA[Um acidente de trabalho terminou com a morte de Joseval João de Oliveira, de 61 anos, no início da tarde desta sexta-feira (18), no bairro Tiradentes, em Campo Grande. Ele participava da instalação de um outdoor quando caiu da estrutura.

Conforme as informações registradas pela polícia, Joseval estava sobre uma viga, a uma altura estimada entre 3 e 6 metros, no momento da queda. As circunstâncias que fizeram com que o trabalhador se desequilibrasse ou caísse ainda não foram esclarecidas.

No momento do acidente, ele realizava o serviço acompanhado de outros dois funcionários. Após a queda, um dos colegas acionou imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A equipe de socorro foi até o endereço, mas Joseval não resistiu aos ferimentos. A morte foi constatada ainda no local do acidente.

Com a confirmação do óbito, a Polícia Militar foi acionada para atender à ocorrência. A Polícia Civil e a perícia também estiveram no endereço para realizar os procedimentos necessários e levantar informações que possam ajudar a esclarecer a dinâmica da queda.

Até o momento, não há informação sobre o que provocou o acidente. O caso deverá ser investigado para determinar as circunstâncias em que o trabalhador caiu enquanto realizava a instalação.

Após os trabalhos periciais, o corpo de Joseval foi encaminhado para exame necroscópico, procedimento que poderá auxiliar na identificação das lesões e da causa da morte.

Acidentes reacendem debate sobre segurança no trabalho

A morte de Joseval ocorre apenas duas semanas depois de outro grave acidente de trabalho registrado em Campo Grande e reacende o debate sobre as condições de segurança oferecidas aos trabalhadores.

No dia 4 de setembro, Joel Oliveira da Silva, de 41 anos, e Willian Douglas Souza Cabral, de 39, morreram após o desabamento da estrutura pré-moldada de concreto de uma unidade do Supermercado Mister Júnior que estava em construção no bairro Aero Rancho. Outros dois trabalhadores ficaram feridos.

Posteriormente, o Ministério Público do Trabalho (MPT-MS) constatou que Joel e Willian trabalhavam sem registro em carteira e não haviam passado pelo processo de integração destinado a apresentar os riscos existentes no ambiente de trabalho.

As causas do desabamento ainda são investigadas, e o caso é apurado pela Polícia Civil, pelo MPT e pela fiscalização do trabalho.

 
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 17:48:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[OAB-MS aprova proposta para fixação de mandato de 10 anos para ministros do STF ]]></title>
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				<description><![CDATA[A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS) aprovou por unanimidade, nesta quinta-feira (17), um posicionamento institucional que defende a fixação de mandato de dez anos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Atualmente, um ministro indicado por volta dos 50 anos pode permanecer quase três décadas no cargo [até a aposentadoria compulsória aos 75 anos]. A OAB argumenta que o mandato fixo estabelece um limite temporal saudável, garantindo que a composição da Suprema Corte acompanhe as mudanças geracionais, sociais e culturais do país. Nascido em 1975, o ministro Cristiano Zanin é o mais jovem na Corte, ao passo que Dias Toffoli foi indicado em 2009, então com 42. 

Além disso, a decisão colegiada também prevê a alteração regimental no Senado Federal para garantir que pedidos de impeachment sejam submetidos à deliberação de todo o colegiado de senadores. A votação ocorreu durante a sessão ordinária do Conselho Seccional com o Colégio de Presidentes de Subseções.

O debate sobre a imposição de balizas temporais ao Judiciário foi encabeçado pelo presidente Bitto Pereira, que defendeu a necessidade de uma reforma constitucional para oxigenar a composição da mais alta Corte e preservar o sistema republicano de freios e contrapesos.

“O regime democrático pressupõe a limitação de todo poder constituído. A investidura na Suprema Corte por períodos que podem ultrapassar três décadas gera um desequilíbrio estrutural no arranjo institucional brasileiro. O estabelecimento de um mandato fixo assegura que o exercício da mais alta jurisdição ocorra sob a perspectiva da transitoriedade do cargo e do posterior retorno do jurista à sociedade civil. Esta pauta transcende qualquer viés ideológico; trata-se da defesa imperativa da harmonia entre os Poderes e do aprimoramento contínuo do Estado Democrático de Direito”, destacou o presidente Bitto Pereira.

O colegiado estadual também acatou a proposição articulada pelo secretário-geral e corregedor-geral da OAB/MS, Luiz Renê Gonçalves do Amaral, referente às regras de admissibilidade do processo de impeachment no Senado Federal.

A medida visa coibir a concentração de poderes monocráticos na presidência daquela Casa Legislativa, vedando a retenção ou o arquivamento individual de representações sem a prévia apreciação dos demais parlamentares.

“A ordem constitucional e o princípio da colegialidade exigem a revisão regimental do processo de admissibilidade no Senado Federal. Não cabe a uma decisão monocrática de sua presidência suprimir o debate plenário sobre representações de interesse nacional. A deliberação deve pertencer, de forma transparente e obrigatória, à totalidade dos 81 senadores que representam os estados da Federação, devendo ser alterado o artigo 380 do Regimento do Senado Federal para que a admissibilidade seja condicionada à maioria qualificada de seus membros, e não a uma decisão monocrática de seu presidente”, sustentou o secretário-geral Luiz Renê Gonçalves do Amaral.

Com a aprovação unânime do plenário sul-mato-grossense, as duas teses serão formalmente encaminhadas pelo presidente Bitto Pereira à diretoria nacional do Conselho Federal da OAB.

A proposta é encabeçada pelo conselheiro Federal Mansour Elias Karmouche, designado pelo Presidente Bitto Pereira para integrar a Comissão Especial para Codificação da Proposta para a Reforma do Poder Judiciário, instituída em âmbito nacional.

O colegiado reúne representantes de todas as seccionais com o objetivo de sistematizar as proposições da advocacia para a modernização e o equilíbrio do sistema de justiça. Na mesma linha, os diretórios da OAB em São Paulo, Minas Gerais e outros estados também são favoráveis à medida e fixação de mandato dos juízes. 
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 17:45:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Veja como o e-Título pode facilitar no dia da eleição]]></title>
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				<description><![CDATA[O eleitor já pode utilizar o e-Título para consultar informações e acessar serviços da Justiça Eleitoral pelo celular, aplicativo reúne recursos que podem ser úteis antes e durante o dia da votação. O primeiro turno deste ano acontece no próximo dia 4 de outubro. 

O uso do e-Título serve como documento oficial de identificação na hora de votar, desde que o aplicativo apresente a fotografia do eleitor. Nesse caso, não é necessário levar o título de eleitor impresso. O e-Título está entre os documentos oficiais com foto aceitos para identificação na seção eleitoral.

Por isso, é importante baixar ou atualizar o aplicativo antes das eleições e conferir os dados. Quem não tiver fotografia disponível no e-Título deverá apresentar outro documento oficial com foto para votar.

Local de votação e outros serviços

Pelo e-Título, também é possível consultar o local de votação, verificar a situação eleitoral, emitir certidões, consultar eventuais débitos e acessar o histórico de justificativas.

Justificativa pelo celular

Outra funcionalidade disponível é a justificativa de ausência às urnas pelo próprio e-Título no dia da votação.

O recurso pode ser utilizado pelo eleitor que estiver em município diferente daquele onde possui seu domicílio eleitoral. O aplicativo utiliza a geolocalização para confirmar a localização do usuário e, nesse caso, não é necessário apresentar documento que comprove a ausência.

A opção permite que o eleitor faça a justificativa pelo celular, sem precisar procurar um local de votação exclusivamente para esse procedimento.

Antecedência

A orientação é baixar ou atualizar o e-Título antes das eleições, conferir os dados e consultar o local de votação. Também é importante verificar se a fotografia está disponível no aplicativo, caso o eleitor pretenda utilizá-lo para identificação no dia da votação.

O aplicativo é gratuito e está disponível para smartphones e tablets com sistemas Android e iOS.
 
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 17:30:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Após anos de atrasos, corredor da Gunter Hans entra na reta final em Campo Grande]]></title>
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				<description><![CDATA[Depois de um histórico marcado por paralisações, troca de empreiteira e adiamentos, o corredor exclusivo de ônibus das avenidas Marechal Deodoro e Gunter Hans, em Campo Grande, entrou em uma nova etapa de obras e tem fevereiro de 2027 como prazo atual para ser finalmente entregue à população.


A Prefeitura informou nesta sexta-feira (18) que, a partir deste sábado (19), serão iniciados os trabalhos de fresagem do pavimento, procedimento em que máquinas retiram a camada mais antiga e desgastada do asfalto.

Na prática, o equipamento “raspa” parte da pista, removendo irregularidades e deixando a superfície preparada para receber uma nova camada de asfalto. O serviço será realizado no entorno das estações de embarque antes do recapeamento.


Depois dessa etapa, estão previstos outros três serviços antes da conclusão do corredor. O primeiro será o recapeamento dos encaixes próximos às estações, com a aplicação de uma nova camada de asfalto nos trechos que fazem a ligação da pista com as áreas de embarque.

Em seguida, será feita a sinalização viária, que inclui a pintura de faixas, linhas de divisão das pistas e demais marcações necessárias para organizar a circulação de ônibus e outros veículos.

Por último, serão instalados os abrigos das estações, estruturas destinadas a oferecer cobertura e proteção aos passageiros enquanto aguardam os coletivos.

O corredor passa pelas avenidas Gunter Hans e Marechal Deodoro e fará a ligação entre os terminais Aero Rancho e Bandeirantes, nos dois sentidos, atendendo principalmente moradores das regiões do Anhanduizinho e Lagoa. 

A administração municipal apresenta a nova etapa como a reta final da intervenção. Entretanto, a conclusão ocorre depois de uma longa trajetória de problemas que acompanha o projeto há anos.

Obra começou em 2021

Embora o planejamento dos corredores de transporte coletivo de Campo Grande seja ainda mais antigo, a etapa que deu origem à atual intervenção na Marechal Deodoro/Gunter Hans foi licitada em setembro de 2020.

Na época, a Engepar Engenharia e Participações venceu a concorrência por aproximadamente R$ 11,4 milhões. O projeto previa 1,1 quilômetro de drenagem, 5,5 quilômetros de recapeamento, sinalização e quatro estações de pré-embarque.

As obras começaram efetivamente em 2021 e a expectativa inicial era de que fossem concluídas ainda naquele ano. O cronograma, porém, não se concretizou. 

Em 2022, com a intervenção ainda inacabada, a previsão já havia sido empurrada para dezembro de 2024. Àquela altura, o corredor acumulava atrasos e provocava reclamações de motoristas e moradores que utilizavam diariamente a região. O cenário se agravou nos anos seguintes.

Primeira empresa deixou a obra

Em 2023, a Engepar desistiu de continuar o empreendimento e a Prefeitura iniciou o processo de rescisão do contrato. Naquele momento, já haviam se passado mais de três anos desde a licitação e a revitalização voltou a depender de uma nova contratação. 

Com estruturas inacabadas no canteiro central, o corredor passou a ser alvo de reclamações relacionadas a lixo, abandono e acidentes. Registros publicados no início de 2025 apontavam que a obra havia começado em março de 2021 e permanecia sem conclusão após a saída da primeira empresa. 

A tentativa de destravar definitivamente o empreendimento ganhou força somente no fim de 2024, quando o Município abriu uma nova licitação.

A vencedora foi a Engevil Engenharia Ltda., contratada por R$ 9,6 milhões. O contrato foi celebrado em março de 2025 e estabeleceu inicialmente prazo de 360 dias para execução. 

As máquinas voltaram efetivamente ao trecho no primeiro semestre daquele ano, retomando estruturas que haviam ficado inacabadas.

Prazo foi prorrogado novamente

Nem mesmo o novo contrato, entretanto, conseguiu encerrar a obra dentro do primeiro cronograma. Em março deste ano, a Prefeitura formalizou um primeiro aditivo e prorrogou a execução até agosto.

Em seguida, veio uma segunda extensão de 180 dias, levando o prazo até 19 de fevereiro de 2027. Além do prazo, o contrato também ficou mais caro.

O valor passou de R$ 9,6 milhões para R$ 9,7 milhões, aumento líquido de aproximadamente R$ 100 mil. O aditivo envolveu R$ 1,2 milhão em acréscimos de determinados serviços e R$ 1,1 milhão em supressões de outros itens. 

A Prefeitura agora arredonda o investimento total para R$ 9,7 milhões ao anunciar a fase final. 

O histórico mostra, portanto, que fevereiro de 2027 não representa o primeiro prazo estabelecido para a conclusão. A entrega inicialmente projetada para 2021 passou por diferentes previsões ao longo dos anos até chegar ao cronograma atual.

Quatro estações entre os terminais

O projeto prevê quatro estações de ônibus entre o Terminal Aero Rancho e a região do Trevo Imbirussu, além da continuidade do corredor até o Terminal Bandeirantes.

Com a nova configuração, os pontos de embarque ficam na região central da avenida e parte da pista passa a ser destinada prioritariamente aos ônibus do transporte coletivo. 

Em outubro de 2025, uma nova frente de obras também chegou ao Trevo Imbirussu, com alterações destinadas a permitir a continuidade da faixa exclusiva, que anteriormente terminava no Terminal Bandeirantes, em direção ao Aero Rancho. 

Naquele mesmo mês, a Prefeitura informava que apenas 36,1% dos serviços estavam executados e previa concluir o empreendimento em março de 2026. Na ocasião, 75% da pavimentação das quatro estações já havia sido realizada. Esse prazo também acabou superado.

Prefeitura fala em melhoria da mobilidade

Ao anunciar a etapa final nesta sexta-feira, a prefeita Adriane Lopes afirmou que o empreendimento deverá melhorar o deslocamento e oferecer mais conforto aos passageiros.


 “Estamos avançando com mais uma obra importante para a mobilidade de Campo Grande. Agora, entramos na etapa final de um corredor que vai melhorar o deslocamento e trazer mais conforto para quem utiliza o transporte coletivo”.


A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) é responsável pelo acompanhamento e fiscalização da execução.

Com o início da fresagem neste sábado, a expectativa da administração é avançar para o recapeamento, sinalização e instalação dos abrigos, últimas intervenções anunciadas antes da liberação definitiva do corredor. 

Caso o cronograma atual seja cumprido, a estrutura deverá ficar pronta em fevereiro de 2027, aproximadamente seis anos depois do início das obras dessa etapa do Corredor Sudoeste. 
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 17:10:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Homem é preso suspeito de abusar e gravar criança de 5 anos em Campo Grande]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/homem-e-preso-suspeito-de-abusar-e-gravar-crianca-de-5-anos-em-campo/472934/</link>
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				<description><![CDATA[
Um homem foi preso em flagrante nesta sexta-feira (18), em Campo Grande, suspeito de abusar sexualmente de uma criança de apenas cinco anos e gravar os crimes para compartilhar pela internet. A prisão ocorreu durante mais uma fase da Operação Sentinela, deflagrada pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA).

Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, o caso começou a ser investigado a partir do trabalho de agentes especializados em crimes cibernéticos e no combate à circulação de material de abuso sexual infantil na internet.


Durante as apurações, os investigadores identificaram registros de conteúdo explícito envolvendo uma vítima de cinco anos. A partir da análise técnica dos arquivos, a polícia afirma ter conseguido rastrear o local onde o material teria sido produzido.

Com as informações obtidas, a DEPCA representou à Justiça pela expedição de um mandado de busca e apreensão. A medida foi autorizada pelo Poder Judiciário e cumprida nesta sexta-feira em um endereço da Capital.

Suspeito estava no mesmo cômodo da criança

Ao entrarem no imóvel, os policiais encontraram o investigado no mesmo cômodo onde estava a criança, conforme informou a Polícia Civil.

Ainda segundo a corporação, uma análise preliminar do ambiente e das características físicas do imóvel permitiu relacionar os espaços encontrados durante a busca aos locais que apareciam nos registros investigados.

Para a polícia, os elementos reforçaram a suspeita de que os abusos e as gravações teriam ocorrido naquela residência.

Diante da situação encontrada, o homem foi preso em flagrante. A Polícia Civil também informou que representou pela conversão da prisão em preventiva, medida que depende de decisão judicial.

A identidade do investigado não foi divulgada. Informações que possam levar à identificação da criança também são preservadas em razão da natureza do crime e da proteção legal conferida a vítimas menores de idade.

Criança confirmou abusos, diz polícia

Após a operação, a vítima foi retirada da situação e encaminhada para atendimento psicossocial especializado.

Conforme a DEPCA, a criança confirmou os abusos durante depoimento especial, procedimento realizado de maneira adequada à idade da vítima e destinado a reduzir sua exposição e revitimização durante a apuração.

O Conselho Tutelar também foi acionado para acompanhar o caso e providenciar a inclusão imediata da criança na rede de proteção.

A Polícia Civil considera que a operação interrompeu um ciclo de violência que vinha sendo praticado contra a vítima. As investigações, porém, devem continuar para esclarecer a extensão dos crimes e a eventual circulação do material produzido.

Material registra violência real contra crianças

A corporação também chamou atenção para o uso da expressão CSAM, sigla em inglês para Child Sexual Abuse Material, ou Material de Abuso Sexual Infantil.

O termo vem sendo utilizado para deixar claro que arquivos desse tipo não representam simplesmente conteúdo pornográfico, mas registros de violência sexual efetivamente cometida contra crianças.

A investigação deve buscar esclarecer, entre outros pontos, como os arquivos foram produzidos e compartilhados e se o material chegou a outras pessoas ou ambientes virtuais.

Operação Sentinela

A ação desta sexta-feira integra a Operação Sentinela, estratégia permanente da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul destinada ao enfrentamento de crimes sexuais contra crianças e adolescentes praticados ou disseminados por meios digitais.

Segundo a corporação, o trabalho envolve investigações cibernéticas para identificar suspeitos, localizar vítimas e rastrear pessoas envolvidas na produção, armazenamento ou circulação de material de abuso sexual infantil.

A Polícia Civil reforçou que denúncias relacionadas à exploração sexual de crianças e adolescentes podem ser feitas anonimamente pelo Disque 100 ou diretamente em unidades policiais.

 
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 16:44:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Candidato a deputado em MS nega trabalho escravo e diz que armas não são dele]]></title>
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				<description><![CDATA[A defesa do empresário Aparecido Carlos Bernardo (União Brasil), candidato a deputado federal por Mato Grosso do Sul, divulgou nesta sexta-feira (18) uma nota em que nega qualquer envolvimento dele com possíveis condições de trabalho análogas à escravidão e afirma que as 14 armas apreendidas durante uma operação da Polícia Federal (PF) e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) não pertencem ao candidato nem a familiares.

A manifestação ocorre um dia depois de agentes cumprirem mandado de busca e apreensão em uma fazenda de Carlos Bernardo, na região de Porto Murtinho.

Conforme revelou o Correio do Estado nesta quinta-feira (17), 23 trabalhadores foram encontrados em situação trabalhista irregular, enquanto 14 armas de fogo de grosso calibre e munições foram apreendidas. Parte do armamento estava irregular e havia armas com numeração suprimida. 

A investigação apura a possível submissão de trabalhadores a condições análogas à escravidão e a ocorrência de tráfico de pessoas para fins de exploração laboral.

Segundo a PF, a apuração começou após informações de que trabalhadores estrangeiros estariam sendo recrutados informalmente e levados à propriedade, onde supostamente seriam mantidos em situação de vulnerabilidade.

Entre os pontos investigados estão ausência de registro trabalhista, possível retenção de pagamentos e eventuais restrições à saída dos trabalhadores. 

Até o momento, entretanto, não houve divulgação oficial de que os 23 trabalhadores tenham sido formalmente reconhecidos pelo Ministério do Trabalho como vítimas de trabalho em condições análogas à escravidão.

A informação oficial é de que foram encontrados em situação trabalhista irregular, enquanto a eventual caracterização criminal permanece sob investigação. 

Defesa diz que ainda não teve acesso a toda a investigação

A nota é assinada pelo advogado Luiz Renê Gonçalves do Amaral, que afirma que a defesa ainda não teve acesso à integralidade dos elementos reunidos na investigação. Segundo ele, o acesso está sendo solicitado à autoridade policial e à 5ª Vara Federal de Campo Grande.

Mesmo sem conhecer todo o conteúdo do procedimento, a defesa sustenta que Bernardo não participou nem tinha conhecimento de eventuais práticas ilegais dentro da propriedade.

Segundo a manifestação, o candidato “não praticou, não ordenou, não tolerou e jamais toleraria” qualquer conduta contra a dignidade dos funcionários ou colaboradores.

A defesa também afirma que Bernardo tem interesse no esclarecimento integral dos fatos e defende que eventuais responsabilidades sejam individualizadas no decorrer da investigação.

A posição reforça o que o próprio candidato havia declarado ao Correio do Estado horas depois da operação. Na quinta-feira, Bernardo confirmou ser o proprietário da fazenda, mas negou responsabilidade pelas condições investigadas e disse não possuir relação com o armamento encontrado. 

Defesa cita quatro refeições e alojamentos com ar-condicionado

Um dos principais argumentos apresentados pela defesa diz respeito à estrutura disponibilizada aos funcionários da propriedade.

De acordo com a nota, a fazenda emprega atualmente quase 30 trabalhadores, que receberiam quatro refeições por dia, preparadas por profissionais contratados especificamente para essa finalidade.

O documento também menciona limpeza diária, estrutura sanitária e de higiene, banheiros independentes, períodos de descanso durante a jornada e alojamentos climatizados com ar-condicionado.

Com base nessas condições, a defesa rejeita a possibilidade de exploração laboral na propriedade.

A versão coincide com o relato apresentado pelo próprio empresário ao Correio do Estado após a operação. Bernardo afirmou que os trabalhadores recebem café da manhã, almoço, café da tarde e jantar e sustentou que os alojamentos possuem ar-condicionado.

As condições materiais dos alojamentos, porém, são apenas parte da apuração. A PF também investiga aspectos como recrutamento informal de estrangeiros, ausência de registros trabalhistas, possível retenção de pagamentos e eventuais restrições à liberdade dos funcionários. 

Defesa nega vínculo de Bernardo com as 14 armas

Sobre o arsenal encontrado na propriedade, a defesa afirma categoricamente que as armas não pertencem e nunca pertenceram a Carlos Bernardo ou a integrantes de sua família.

A nota também sustenta que Bernardo não frequenta habitualmente a fazenda e não visita o imóvel há mais de seis meses. Caso algum material ilícito estivesse na propriedade, segundo a defesa, isso teria ocorrido sem autorização ou conhecimento do candidato.

O advogado argumenta ainda que a responsabilidade criminal é individual e que a propriedade do imóvel, isoladamente, não permite atribuir ao empresário responsabilidade pelo armamento encontrado.

A Polícia Federal ainda não divulgou oficialmente a quem pertencem as 14 armas. Também permanecem sem esclarecimento público os modelos e calibres de todo o arsenal, a quantidade de munições apreendidas e quem mantinha a guarda do material.

A origem das armas com numeração suprimida também deverá ser investigada. 

Defesa aponta falta de segurança na região de fronteira

Outra parte da nota concentra-se nas condições de segurança da região onde está localizada a propriedade.

Segundo a defesa, a fazenda fica em uma área isolada de fronteira entre os rios Apa e Paraguai, distante dezenas de quilômetros da área urbana.

O documento afirma que produtores e trabalhadores da região enfrentam ocorrências de invasões, furtos e abigeato, termo utilizado para o furto ou roubo de animais.

A defesa também sustenta que não existe presença permanente da Polícia Militar ou da Polícia Militar Ambiental naquela extensão territorial e argumenta que a ausência do poder público deixa produtores e moradores expostos à criminalidade.

O argumento já havia sido apresentado pelo próprio Bernardo na quinta-feira. Em entrevista ao Correio do Estado, ele afirmou que propriedades da região mantêm armas em razão da distância dos centros urbanos e de episódios de furto de gado.

A declaração, contudo, não esclarece a propriedade nem a situação legal específica das armas apreendidas na fazenda, pontos que continuam sob investigação.

Investigação continua

A operação ainda está em andamento e não há, até agora, conclusão pública sobre eventual responsabilidade de Carlos Bernardo pelos fatos investigados.

Entre as questões que permanecem pendentes estão quem administrava diretamente a propriedade, como os trabalhadores chegaram à fazenda, qual a nacionalidade deles, há quanto tempo estavam no local, se houve retenção de salários ou documentos, se existiam restrições à saída e a quem pertenciam as 14 armas apreendidas. 

A Polícia Federal informou que as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do caso e identificar eventuais responsáveis e outros envolvidos. 

Na nota divulgada nesta sexta-feira, a defesa afirma que Bernardo continuará colaborando com o esclarecimento dos fatos e que confia no trabalho da Justiça e das autoridades responsáveis pela investigação.

O que prevê a lei

Caso a investigação confirme a prática de trabalho em condição análoga à de escravo e haja condenação, os responsáveis podem responder pelo crime previsto no artigo 149 do Código Penal, cuja pena é de dois a oito anos de reclusão e multa, além da punição correspondente a eventual violência praticada.

Já o tráfico de pessoas para submissão a trabalho em condições análogas à escravidão, também investigado no caso, é previsto no artigo 149-A e tem pena de quatro a oito anos de reclusão e multa, com possibilidade de aumento em circunstâncias previstas em lei.

 
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 16:22:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[MS lidera ranking nacional de escolas com profissionais de apoio para alunos com deficiência]]></title>
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				<description><![CDATA[Mato Grosso do Sul lidera o ranking de estados do Brasil com a maior proporção de escolas com profissionais de apoio para alunos com deficiência, com 51,4% das unidades escolares contando com esse suporte.

Dados fazem parte da publicação 'Pessoas com deficiência e as desigualdades sociais', divulgada nesta sexta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que tem como fonte o Censo Escolar 2025.

Conforme a pesquisa, a maior presença dos profissionais de apoio está na rede pública, onde 68% das escolas têm profissionais de apoio destinados aos estudantes com deficiência. Já na rede privada, esse percentual foi
de 3,9%.

Em relação às salas de recursos para atendimento aos alunos com deficiência, Mato Grosso do Sul registrou 35,7% das escolas com esse espaço, sendo a presença mais elevada também observada na rede pública, com 42,8% das unidades, enquanto na rede privada o percentual foi de 15,1%.

Acessibilidade

Mato Grosso do Sul também se destaca no avanço da acessibilidade das escolas, com 93,9% das unidades escolares com pelo menos um recurso do tipo, ocupando a terceira posição no ranking nacional.

O estado ficou atrás apenas do Distrito Federal (97,6%) e de Santa Catarina (94,4%).

Neste quesito, a rede privada tem 99% escolas com pelo menos um recurso de acessibilidade, enquanto na rede pública dão 92,1%.

Com relação aos banheiros acessíveis à pessoas com deficiência, 85,7% das escolas sul-mato-grossenses têm, o local adaptado , colocando Mato Grosso do Sul na 2ª colocação nacional, atrás somente do Distrito Federal, que registrou 93,5%.

As escolas particulares também se destacam neste item, com 95,6% das unidades com banheiros acessíveis, contra 82,3% das escolas públicas.

Conforme o IBGE, a série histórica evidencia uma evolução contínua na estrutura de acessibilidade das escolas sul-mato-grossenses.

O percentual de unidades com pelo menos um recurso de acessibilidade passou de 74,1% em 2016 para 93,9% em 2025, enquanto a proporção de escolas com banheiro acessível aumentou de 77,0% em 2019 para 85,7% em 2025.

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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 16:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Após restrição a caminhões, protesto impede tráfego total na MS-040; veja o vídeo]]></title>
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				<description><![CDATA[Moradores, produtores rurais e profissionais do transporte bloquearam nesta sexta-feira (18) o tráfego na MS-040, em Santa Rita do Pardo, em protesto contra a restrição à circulação de caminhões e outros veículos pesados nas pontes dos quilômetros 205 e 223. O bloqueio ocorre depois de quase duas semanas de impedimento ao trânsito de cargas e amplia os impactos provocados pelas obras realizadas no trecho.

Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMR), a manifestação começou nas primeiras horas da manhã, mas foi encerrada antes da chegada das equipes ao local. A concessionária responsável pela rodovia acionou o batalhão por volta das 8h, após identificar um princípio de bloqueio. Duas viaturas foram enviadas para verificar a situação, mas, quando chegaram, o protesto já havia terminado e o fluxo havia sido retomado.

Apesar do fim da manifestação, a ponte da MS-040 permanece funcionando em sistema de pare e siga, com controle da Polícia Militar Rodoviária, e a passagem segue liberada apenas para veículos de passeio. Caminhões carregados continuam impedidos de atravessar a estrutura. 

O protesto começou nas primeiras horas da manhã, no trevo de acesso ao município, com uso de tratores e outros veículos. Durante a manifestação, a passagem de carros de passeio foi limitada, enquanto ambulâncias e outros veículos de emergência tiveram trânsito liberado. Os manifestantes cobram uma solução que permita a retomada do transporte de cargas pela rodovia.

De acordo com informações do Jornal Cenário MS, entre as reivindicações está a instalação de uma ponte metálica móvel que possibilite a passagem de carretas pelas áreas onde as estruturas estão em obras. Segundo os participantes do protesto, a restrição tem dificultado o transporte de gado, a chegada de insumos às propriedades rurais e o abastecimento do comércio local.

A mobilização ocorre após a Caminhos da Celulose, concessionária responsável pelo trecho, restringir a circulação de caminhões, carretas e ônibus nas duas pontes. A empresa afirma que a medida foi adotada de forma emergencial devido a problemas estruturais identificados durante as intervenções e que o bloqueio é necessário para garantir a segurança de usuários e trabalhadores.

Em contato com a assessoria de comunicação, a concessionária informou que o bloqueio emergencial ocorre em dois pontos da MS-040, nos quilômetros 205 e 223, em razão das obras de revitalização das pontes e reforçou que as intervenções são necessárias para garantir a segurança dos usuários e das equipes envolvidas nos trabalhos. "A concessionária está trabalhando na construção da melhor solução para viabilizar a liberação, ainda que parcial, do trecho", reiterou a empresa.

Restrição

O Correio do Estado acompanha desde o início do mês os efeitos da restrição na MS-040. Em reportagem publicada na segunda-feira (14), a publicação mostrou que a rodovia entrava na segunda semana sem tráfego de caminhões no trecho entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo. As intervenções começaram no início de setembro e mantiveram o trânsito de veículos leves no sistema de pare e siga.

Como não há uma rota alternativa próxima às pontes que comporte carretas, veículos pesados que seguem entre Campo Grande, Bataguassu e São Paulo precisam alterar o trajeto antes de chegar à MS-040. Uma das opções indicadas é seguir pela BR-163 até Nova Alvorada do Sul e, depois, acessar a BR-267.

A situação também já havia sido destacada pelo Correio no feriado de 7 de Setembro, quando a MS-040 passou a integrar uma lista de pelo menos cinco pontes de Mato Grosso do Sul com restrições de tráfego por causa de obras. Na ocasião, a reportagem apontou que a ausência de uma rota alternativa próxima fazia com que o tráfego de caminhões na MS-040 ficasse praticamente suspenso.

Além das duas pontes da MS-040, a relação inclui estruturas nas rodovias BR-163, BR-262 e MS-345. Na chamada “ponte-gangorra”, sobre o Rio Miranda, a recuperação também impôs restrições ao trânsito e teve o custo da obra elevado posteriormente para R$ 4,06 milhões.

 
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 13:45:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Ruas de Campo Grande terão interdições nesta sexta e sábado]]></title>
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				<description><![CDATA[Motoristas que circulam por Campo Grande devem ficar atentos a cinco interdições programadas para esta sexta-feira (18) e sábado (19). Os bloqueios vão ocorrer em diferentes regiões da cidade e podem alterar o trajeto de quem passar pelos locais nos horários dos eventos. A programação foi divulgada pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran).

Nesta sexta-feira, a Avenida Marajoara terá meia pista interditada das 18h às 23h, no trecho entre as ruas Guilherme Almeida Saraiva e Evaristo Roberto Ferreira, na região do Anhanduizinho. O bloqueio é motivado por um evento religioso e também está previsto para sábado, domingo (20) e segunda-feira (21) . Como alternativa, os motoristas poderão utilizar as ruas Guilherme Almeida Saraiva e Evaristo Roberto Ferreira.

Também na sexta, a Rua Armando Holanda será totalmente interditada das 18h30 às 23h, entre as ruas Rino Levi e Serafim Leite, na região do Imbirussu. O mesmo trecho terá novo bloqueio no sábado, no mesmo horário. As opções de desvio são pelas ruas Rino Levi e Serafim Leite.

Bloqueios no sábado

No sábado, a programação começa pela manhã. Uma passeata terá início às 8h, na Rua Barão de Ubá, nº 474, na região do Bandeira, e seguirá pelas ruas Marquês de Pombal, Ofaié Xavante, Dalva de Oliveira e José Nogueira Vieira. A previsão é de encerramento às 11h. As vias serão liberadas gradualmente conforme a passagem dos participantes.

Ainda pela manhã, a Rua Tupi, na região do Lagoa, ficará interditada das 9h às 22h, entre a Rua Benjamin Adese e a Avenida Paulo Corrêa da Costa, para um evento religioso. Os motoristas poderão utilizar a Rua Benjamin Adese e a Avenida Paulo Corrêa da Costa como alternativas.

No período da noite, a Rua Barueri, na região do Bandeira, será bloqueada das 18h às 22h, entre as ruas Peruíbe e Ipamerim, em razão de um evento político. As duas vias serão utilizadas como rotas alternativas.

A Agetran orienta os condutores a respeitarem a sinalização provisória e, quando possível, programarem o deslocamento com antecedência para evitar os trechos bloqueados.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 13:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Corumbá paga R$ 20,8 milhões a 4 empresas por plantões médicos
]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/corumba-destina-r208-milhoes-para-terceirizacao-de-medicos/472909/</link>
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				<description><![CDATA[Através da seção separada para atos da Prefeitura Municipal de Corumbá, o Executivo da popular Cidade Branca publicou hoje mais um "pacotão de privatização" dos profissionais da saúde, destinando quase 21 milhões para essa finalidade. 

Este não é o primeiro "pacotão" para privatização dos profissionais da saúde publicado por Corumbá, como bem acompanha o Correio do Estado, já que em meados de junho deste ano Corumbá já havia publicado uma primeira relação que, na ponta do lápis, somavam R$70.627.500,00. 

Sendo que há cerca de três meses houve a publicação de 15 extratos, a relação de hoje soma a destinação de exatos R$20.805.000,00, com os seguintes nomes: 


	R$5.475.000,00 - GALOTI SERVIÇOS MÉDICOS LTDA.;
	 
	R$5.475.000,00 - FORTES SERVIÇOS MÉDICOS LTDA.;
	 
	R$5.475.000,00 - P.H. ASSISTÊNCIA MÉDICA E SAÚDE LTDA.;
	 
	R$4.380.000,00 - M.F.D. DE RIBEIRO DANTAS LTDA.


Conforme consta nos extratos do termo de adesão de prestação de serviços, o objeto em questão trata-se do credenciamento para a contratação de pessoa jurídica para prestação de serviços plantões médicos. 

Esses profissionais, como mostra o documento, são voltados para a chamada Rede de Urgência e Emergência (RUE) corumbaense, com contratação que deve durar o período de 12 meses.

Somados, no intervalo de três meses, os montantes divulgados em 18 de junho e nesta sexta-feira (18 de setembro) acumulam a quantia de R$91.432.500,00 para a "terceirização de médicos plantonistas" em Corumbá. 

Entenda

Esse credenciamento foi aberto ainda em fevereiro deste ano, pelo Executivo da Cidade Branca através da respectiva Secretaria Municipal de Saúde, para pessoas jurídicas interessadas na prestação de serviços médicos na Rede de Urgência e Emergência (RUE) corumbaense.

Este edital prevê a contratação de plantonistas para atuação em: 


	Pronto-Socorro Municipal de Corumbá,
	Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e
	Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).


Segundo repassado pela Prefeitura de Corumbá, o intuito por trás do chamamento público é justamente ampliar e garantir a cobertura médica. A ideia é alcançar maior agilidade no atendimento à população, principalmente nos períodos de maior demanda. 

Com esta iniciativa o Executivo pretende, por exemplo, reduzir filas de espera e assegurar assistência em um tempo oportuno nos plantões de qualquer um dos três turnos (matutino, vespertino e noturno), desde segunda até domingo. 

Esses profissionais, uma vez inscritos, ficam credenciados por um prazo de cinco anos, sendo remunerados com o valor estimado de R$125,00 pela hora médica, como consta na tabela presente no termo de referência lançado junto do edital. 

Conforme o edital, os credenciamentos foram abertos para as qualidade de:


	microempresa; 
	empresa de pequeno porte e 
	microempreendedor individual. 


Divididos entre os montantes de 2.190 e 4.380 horas, os valores unitários de 125 reais podem render um total estimado entre R$273.750,00 e R$547.500,00. 

"Durante todo o período de vigência, o credenciamento permanecerá aberto, com o edital disponível em sítio eletrônico oficial, de modo a permitir o cadastramento permanente de novos interessados", complementa o texto de divulgação oficial.

 

Assine o Correio do Estado
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 13:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Câmara arquiva projeto de construção de CAPS em praça de Campo Grande]]></title>
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				<description><![CDATA[A Câmara Municipal de Campo Grande arquivou o Projeto de Lei 12.490/26, enviada pelo Poder Executivo, que visava retirar a denominação da Praça Artemizia da Silva Lima e viabilizar a construção de um Centro de Atenção Psicossocial Infanto Juvenil (CAPS IJ) no local. 

A Praça Artemizia da Silva Lima está situada entre as ruas Amiuté, Dona Neta e a Avenida Manoel da Costa Lima, no bairro Guanandi. O espaço foi oficialmente denominado como praça por meio da Lei Municipal nº 6.463/2020.

Durante a sessão ordinária realizada nesta quinta-feira (17), o representante da comunidade, Wagner Franco Abrão, utilizou a Tribuna para expor a insatisfação dos moradores da região. Em sua fala, ele ressaltou o impacto negativo da perda de uma área verde essencial para a qualidade de vida e lazer das famílias. O pleito foi formalizado por meio de um abaixo-assinado entregue com cerca de 400 assinaturas.

O vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), apoiou os moradores e destacou que a Administração Pública e o Legislativo precisam ter a sensibilidade de ouvir a população.


"Não é feio recuar. O feio é você insistir no erro. [...] Aquilo ali é um patrimônio da comunidade. Acho que tem que conversar com a comunidade. O CAPS é importante, mas tem outras áreas naquela região. A administração tem que recuar quando está errado. Conta com o nosso apoio."


Diante do posicionamento contrário dos parlamentares e da comunidade, o líder do Executivo na Casa, vereador Beto Avelar (PP), solicitou a retirada de tramitação da matéria, resultando no seu arquivamento definitivo.

Os vereadores sugeriram que a prefeitura busque imóveis ou prédios públicos abandonados na região para a instalação do serviço de saúde mental, preservando o espaço comunitário da praça.

MP exigiu suspensão

Em maio deste ano, o Correio do Estado publicou uma matéria informando que o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) recomendou a suspensão imediata das obras do CAPS no bairro Guanandi. A medida apurava o possível uso irregular de um bem destinado originalmente ao lazer da população.

Como o espaço foi oficialmente denominado como praça por meio da Lei Municipal nº 6.463/2020, o MPMS caracterizou sua destinação como bem de uso comum do povo.

De acordo com a 34ª Promotoria de Justiça, a construção de um equipamento público de saúde no local pode representar mudança indevida da finalidade do espaço, de uso comum para uso especial, sem que tenha havido a necessária “desafetação” por lei específica.

O promotor de Justiça Luiz Antônio Freitas de Almeida destacou que, pela legislação vigente, uma área classificada como praça não pode ter sua destinação alterada por ato administrativo. “A desafetação só poderá ser feita por outra lei, devidamente fundamentada no interesse público”, aponta o documento.

A recomendação na época era para que o município suspendesse imediatamente qualquer intervenção que descaracterizasse a área como praça, incluindo a paralisação de licenças, alvarás e contratos relacionados à obra.

Além disso, estabeleceu prazo de dois meses para que a Prefeitura desfizesse as intervenções realizadas e promovesse a restauração do espaço.

A área já estava cercada por tapumes, com a construção de um muro em uma das extremidades. Não havia máquinas em funcionamento no momento, mas foram observados equipamentos e materiais de obra, como betoneira, tijolos, areia e pedras.
]]></description>
				
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 12:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Em MS, 20 candidatos já estão fora da disputa eleitoral]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/em-ms-20-candidatos-ja-estao-fora-da-disputa/472918/</link>
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				<description><![CDATA[Vinte candidatos que apresentaram pedidos de registro para disputar as eleições deste ano em Mato Grosso do Sul já estão fora da corrida eleitoral. Conforme dados da Justiça Eleitoral, o Estado contabiliza 16 renúncias, três candidaturas com registro indeferido e um registro não conhecido.

Entre os três indeferimentos está o pedido de Urias Fonseca Rocha, rejeitado por ausência de quitação eleitoral e pelo não cumprimento das condições de registrabilidade. João Farias Alves também teve o registro indeferido por não atender às condições de registrabilidade.

O terceiro caso é o de Milena Fernandes da Silva, cujo pedido foi indeferido pelo mesmo motivo: não cumprimento das condições de registrabilidade.

Além dos três registros rejeitados, Mato Grosso do Sul soma 16 renúncias. Nesses casos, os próprios candidatos formalizaram a desistência de participar da eleição. 

Nacional

Os casos registrados em Mato Grosso do Sul fazem parte do processo de análise das candidaturas realizado pela Justiça Eleitoral em todo o País.

Segundo levantamento divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 1,2 mil registros de candidatura já foram indeferidos para as eleições gerais de outubro. Desse total, 335 estão indeferidos definitivamente e outros 869 ainda podem ser questionados por meio de recursos às instâncias superiores

O descumprimento de requisitos formais previstos na legislação eleitoral aparece como a principal causa dos indeferimentos no País. Em seguida estão a falta de condições de elegibilidade, irregularidades em convenções partidárias e a ausência de desincompatibilização de cargo público.

De acordo com o TSE, aproximadamente 99% dos 20,9 mil pedidos de registro apresentados em todo o Brasil já foram analisados pela Justiça Eleitoral. 

O primeiro turno das eleições gerais será realizado em 4 de outubro, quando os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais. Caso seja necessário, o segundo turno para presidente e governador ocorrerá em 25 de outubro. 

 
]]></description>
				
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 12:15:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[MS volta a prometer 'tirar do papel' viaduto na rotatória da Coca Cola]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/ms-volta-a-prometer-tirar-do-papel-viaduto-rotatoria-coca-cola/472915/</link>
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				<description><![CDATA[Durante assinatura da ordem de serviço de cinco novas empresas para o tapa-buraco, na manhã de hoje (18) no Indubrasil, o titular da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso do Sul (Seilog) voltou a prometer que o tão esperado viaduto na rotatória da Coca-Cola "deve sair do papel".

Representando o governador Eduardo Riedel na ocasião, o engenheiro Guilherme Alcântara de Carvalho não cravou exatamente quando exatamente as obras devem começar, porém deu uma noção dos prazos para finalmente dar o primeiro passo e, assim, começar o certame. 

Segundo o chefe da Seilog, a Pasta aguarda apenas a entrega de análise do projeto por parte da Prefeitura de Campo Grande, que Guilherme Alcântara de Carvalho frisa que deve acontecer ainda neste ano. 

Ele destaca que, com a prefeitura terminando a análise, feita a entrega ainda este ano, a abertura do processo de licitação deve acontecer até junho do ano que vem. 

"É bem possível que no primeiro semestre de 2027 nós tenhamos a licitação tão esperada do viaduto da Coca-Cola. Já há a verba, pois o recurso é federal", afirmou. 

Prometida há tempos

Ainda durante a gestão de Alcides Bernal, em 2015 houve publicação no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) a ordem de execução de serviço para que a empresa FCK Engenharia e Consultoria Ltda. desse início aos estudos preliminares de viabilidade técnica e econômica para a construção do "Viaduto Coca Cola". 

Localizada no cruzamento da avenida Gury Marques com a Interlagos, na saída de Mato Grosso do Sul para São Paulo, à época essa obra chegou a integrar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2 Mobilidade Urbana, cuja verba de execução estava parada na Caixa Econômica Federal desde 2012 por atraso no envio de projetos.

Há pouco mais de um ano, vale lembrar, o próprio atual governador em busca agora de reeleição, Eduardo Riedel, aproveitou a cerimônia de lançamento de obras refeentes ao aniversário de 126 anos para anunciar que o viaduto sairia do papel, fala feita diante de autoridades como o vice-governador Barbosinha, a prefeita Adriane Lopes, a vice-prefeita Camila Nascimento, além de senadores, deputados federais, estaduais e vereadores.

Porém, Riedel não chegou a citar na ocasião uma data específica para a execução da obra ou sequer para o lançamento da licitação, que hoje (18) voltou a ser prometida para até no máximo meados do ano que vem. 

Como bem acompanha o Correio do Estado, em fevereiro do ano passado, os vereadores de Campo Grande se reuniram com a bancada federal, que liberou R$ 110 milhões em emendas para serem investidos em obras em viadutos, incluindo o da rotatória Coca Cola, considerado uma solicitação antiga da população da Capital.

Conforme já divulgado através de Diário Oficial, a elaboração desse projeto tem custo estimado em aproximadamente R$135.896,28, sem maiores atualizações sobre a construção desde então.
 

Assine o Correio do Estado
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 11:59:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Doze equipes prometem tapar 3 mil buracos por dia a partir de segunda]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/doze-equipes-prometem-tapar-3-mil-buracos-por-dia-a-partir-de-segunda/472920/</link>
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				<description><![CDATA[A operação tapa-buracos será ampliada em Campo Grande, com cinco novas frentes de trabalho. De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), André Brandão, 12 equipes de trabalho estarão nas ruas simultaneamente tapando 3 mil buracos por dia, a partir de segunda-feira (21), em diversos bairros espalhados pelas sete regiões da Capital.

Os bairros prioritários são Jardim Panamá, Coophatrabalho, Jardim das Perdizes, Rouxinóis, Universitário, Aero Rancho, Centro e vila Planalto.

Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) e o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul (Consórcio Central) deram ordem de serviço, na manhã desta sexta-feira (18), as cinco novas empresas credenciadas que vão reforçar as outras sete que já estão atuando na operação tapa-buraco.

As empresas são:


	Empresa Funchal Construção e Serviços Ltda - R$ 4.114.524,85 – contrato de 12 meses
	Empresa CG3F Serviços e Construtora - R$ 4.114.524,85 – contrato de 12 meses
	Empresa Sete Engenharia Eirele EPP - R$ 4.114.524,85 – contrato de 12 meses
	Empresa Souza dos Santos Construtora Ltda - R$ 4.114.524,85 – contrato de 12 meses
	Empresa Projevia Engenharia Ltda - R$ 4.114.524,85 – contrato de 12 meses


O valor total dos contratos é de R$ 20.572.624,25. Os empreendimentos são responsáveis pelos serviços de manutenção corretiva localizada, conservação localizada e recomposição pontual de pavimentos urbanos, mediante execução de reconstituição de capa (remendo superficial) e reconstituição de base (remendo profundo), com fornecimento de mão de obra, equipamentos, transporte, insumos auxiliares e demais meios operacionais necessários, excluído o fornecimento de Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ).

Das 12 equipes, 2 são da SISEP, 5 são contratadas e 5 são credenciadas pelo Consórcio Central.

Segundo a prefeita Adriane Lopes (PP), em 30 dias, o campo-grandense já vai perceber a diferença positiva nas ruas.

“Nós estamos com a expectativa de tapar 3 mil buracos por dia. Nos próximos 30 dias, acho que a gente já começa a ter esse resultado mais visível na cidade. Com esse mutirão, a gente vai pôr um ponto final nesse problema de tapa buracos”, explicou.

A chefe do Executivo Municipal ainda adiantou que o próximo passo será recapear ruas e avenidas da Capital.

USINA DE ASFALTO

Máquina que produz massa asfáltica. Foto: Marcelo Victor

Usina de asfalto está instalada na avenida Solon Padilha, número 2049, Núcleo Industrial.

No local, é fabricada a massa asfáltica, chamada de Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ). O Consórcio Central instalou e gerencia o equipamento.

De acordo com a SISEP, a máquina tem capacidade de produzir 120 toneladas de asfalto por hora e promete asfaltar uma rua inteira em dois dias.

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, o equipamento custou R$ 5 milhões e promete gerar economia aos cofres públicos. Segundo o secretário da SISEP, André Brandão, a economia de massa asfáltica é de 25% a 30%.

Um incêndio atingiu o local em 6 de setembro de 2024. Um reservatário ficou completamente destruído. As chamas e a fumaça densa tomaram conta da região do Indubrasil. Na época, o Corpo de Bombeiros utilizou 15 mil litros d’água e Líquido Gerador de Espuma (LGE) para controlar o fogo. Não houve vítimas.

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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 11:45:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Campo Grande supera R$ 1 bilhão em produção agrícola em 2025]]></title>
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				<description><![CDATA[A Prefeitura de Campo Grande divulgou dados sobre a Produção Agrícola Municipal (PAM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a pesquisa, a Cidade Morena registrou R$ 1,026 bilhão em valor de produção agrícola em 2025. 

No ano de 2025 a área plantada em lavouras temporárias chegou a 180.731 hectares, registrando um crescimento de 5,2% em relação a 2024. E com relação à 2022, a porcentagem aumenta para 9,4%. O avanço foi acompanhado por ganhos de produtividade em algumas culturas.

De acordo com os dados revelados, o milho de segunda safra passou a ter um rendimento médio de 5.723 quilos por hectare, em 2025, uma alta de aproximadamente 35% com relação ao ano anterior, que produzia 4.240 quilos por hectare. 

A maior parte da produção municipal continua concentrada na soja e no milho. Juntos, os dois produtos representam mais de R$ 920 milhões, o que equivale a pelo menos 89,7% do valor agrícola registrado no município. 

A cana-de-açúcar foi um dos destaques de crescimento. A produção alcançou 245,7 mil toneladas em 2025, contra 88,7 mil toneladas em 2022. O aumento foi de aproximadamente 187%. 

Além disso, o levantamento também registrou a produção de 750 hectares de amendoim, com valor estimado em R$ 12,39 milhões. 

Na produção de frutas, Campo Grande liderou Mato Grosso do Sul, em valor de produção de abacaxi, com R$ 6,5 milhões, e em produção de uva, com R$ 1,08 milhão. Além disso, o município também ficou na primeira posição estadual em produção e valor comercializado de manga. 

O algodão herbáceo gerou **R$ 25,2 milhões**, colocando Campo Grande na terceira posição entre os municípios sul-mato-grossenses.

Os resultados municipais mostram um cenário de recuperação da agricultura de Mato Grosso do Sul. Em 2025, a produção estadual de grãos cresceu 43,6%, enquanto o valor agrícola chegou a R$ 47,8 bilhões. 

O milho foi o principal destaque estadual, com produção de 13,93 milhões de toneladas, alta de 76,8%. A recuperação ocorreu após um 2024 marcado por problemas climáticos que afetaram culturas como soja e milho.

Nem todas as culturas avançaram. A produção estadual de feijão caiu 3,9% em 2025, para 12.143 toneladas, e acumulou redução de 33,2% desde 2022.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 11:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Sanesul contrata sem licitação empresa demitida por ineficiência]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/sanesul-contrata-sem-licitacao-empresa-demitida-por-ineficiencia/472916/</link>
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				<description><![CDATA[A Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul) contratou, sem licitação, uma empresa com sede em Londrina (PR) para fazer o transporte e tratamento do lixo que desde o final de agosto a estatal passou a tratar em sete municípios da região sudoeste do Estado. A contratada já presta os serviços para o consórcio de municípios da região sudoete

A empresa contratada pela Sanesul,  Kurica Ambiental, que vai receber R$ 3.225.663,74 por um contrato de seis meses, foi recentemente demitida pela prefeitura de Água Clara por suposta má prestação dos serviços.  

Conforme publicação do diário oficial desta sexta-feira (18), a  Kurica Ambiental foi contratada emergencialmente para “serviços contínuos de gestão operacional das estações municipais de transbordo (EMTs), transporte rodoviário de resíduos sólidos urbanos para os municípios da unidade de gestão UNICIDEMA e operação do aterro sanitário CIDEMA em Jardim”.

Em maio deste ano, o Cidema assinou um Termo de Ajustamento de Gestão prevênco que o contrato com a Kurica poderia ser estendido por no máximo 120 dias, até realização de uma licitação para a prestação do serviço. Mas, como a atividade de tratamento do lixo foi repassada pela Sanesul,  a Kurica acabou ganhando sobrevida na região por mais seis meses, sem realização de licitação. 

Historicamente dedicada aos serviços de distribuição de água e tratamento de esgoto, o que faz em 68 municípios do Estado, a Sanesul passou a ser responsável, em 25 de agosto, pelo tratamento de lixo nas cidades de Bonito, Caracol, Guia Lopes da Laguna, Jardim, Miranda, Nioaque e Porto Murtinho. Conforme convênio assinado com estas prefeituras, o serviço será prestado ao longo de  30 anos. 

Na quarta-feira a estatal já havia publicado extrato no diário oficial informando a contratação, também sem licitação, de consultoria que será feita pela Fundação Carlos Alberto Vanzolini, ligada a professores do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).

O contrato prevê desembolso de R$ 1,346 milhão para treinamentos e elaboração de projetos para a estruturar as atividades de tratamento do lixo destas sete cidades que será tratado em um único aterro sanitário. Em julho do ano passado esta mesma consultoria já havia sido contratada por R$ 2,7 milhões, sem licitação, para estudos de viabilidade da coleta de lixo em Corumbá e outras cidades.

Por enquanto, a coleta do lixo urbano segue sob responsabilidade das prefeituras, cabendo à Sanesul a tarefa de administrar a estação de tratamento deste lixo, que já estava sendo depositado pelas prefeituras neste mesmo local. 

No convênio firmado entre a Sanesul e as prefeituras está previsto que a partir do próximo ano haverá cobrança de taxa de lixo juntamento com as contas de água e esgoto, que já são emitidas pela Sanesul nestas cidades.

Mas, de acordo com Lázaro de Godoy, presidente do Sindágua, o sindicato que representa trabalhadores da Sanesul e de outras empresas do setor, a legislação federal (14026) determina que as prefeituras façam licitação para terceirizar esse tipo de serviço público. No caso do repasse desta atividade para a Sanesul, tudo ocorreu por meio de um simples convênio, segundo o sindicalista.

DEMISSÃO

Embora tenha sede em Londrina, a Kurica Ambienal tem longa atuação em Mato Grosso do Sul. Além de aender às cidades da região sudoeste, Já prestou ou presta serviços em cidades da região leste, como  Inocência, Paranaíba, Ribas do Rio Pardo, Selvívia e Água Clara. 

Em Água Clara, recebia em torno de R$ 1,1 milhão por ano pela coleta de cerca de 310 toneladas de lixo por mês. Porém, em julho deste ano a administração municipal rompeu o contrato porque estava insatisfeita com a qualidade dos serviços.

Conforme nota publicada no site da prefeitura, “a coleta de resíduos sólidos em Água Clara será realizada por uma nova empresa, começou nesta terça-feira, 7 de julho, a operação da Ecobrooks Soluções Sustentáveis Ltda., empresa que assumiu o serviço com o compromisso de oferecer mais eficiência e regularidade para a população”, informou a administração,
 
Na sequência, disse que “a mudança foi necessária após o município rescindir de forma unilateral o contrato com a empresa anterior, que vinha acumulando falhas na prestação do serviço. A antiga contratada recebeu notificações e teve a oportunidade de corrigir os problemas, mas as melhorias esperadas não aconteceram, obrigando a Prefeitura a agir para não prejudicar os moradores e garantir a continuidade desse serviço essencial sem interrupções”. 

A nova empresa chegou com uma estrutura mais robusta: são três caminhões à disposição da cidade, sendo dois para a coleta convencional e um de reserva, o que assegura agilidade e segurança operacional mesmo diante de imprevistos,  informou a prefeitura. 
 
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 11:20:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Asfalto da MS-480 recebe serviço de pintura em cima de buraqueira]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/asfalto-da-ms-480-recebe-servico-de-pintura-em-cima-de-buraqueira/472913/</link>
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				<description><![CDATA[O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul realiza serviço de pintura de faixas na rodovia MS-480, que liga o Estado à São Paulo. Porém, o que chama atenção é que esta atividade está sendo feita sobre um asfalto que está em condições precárias.

Imagens feitas por Marcos Guimarães, que se apresenta como pré-candidato a deputado federal pelo Novo e que já foi candidato a prefeito de Nova Andradina pelo mesmo partido, mostram que o serviço de manutenção é feito por cima de "buracos", ignorando totalmente a estrutura do asfalto. 

Marcos Guimarães diz no registro que "não dá nem para acreditar no que estou vendo. A MS-480, que carece de reparos e uma reestruturação, está passando por um serviço de manutenção. Estão pintando a faixa, mas por cima dos buracos. É um absurdo um negócio desse".



O serviço de manutenção ocorre desde o trevo com a MS-276, a qual interliga o município de Batayporã com Anaurilândia. As fotos foram feitas na manhã desta sexta-feira (18).

@@NOTICIA_GALERIA@@

Mais à frente, perto da Usina Hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta, há um outro serviço sendo feito, este de tapa-buracos. As obras de recuperação asfáltica ocorrem praticamente em cima da hidrelétrica, longe do trecho de pintura de faixa.

Além de ligar Mato Grosso do Sul, por Batayporã, à São Paulo, pelo município de Rosana, a MS-480, no trecho entre Anaurilândia e o trevo da MS-276, também é uma das principais rotas de escoamento de produção com destino aos estados do Paraná e Santa Catarina, via Usina Hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta.

A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos foi procurada pela reportagem do Correio do Estado para responder se há previsão para obras de recapeamento neste trecho. Porém, até o momento da publicação da matéria não obteve retorno.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 11:10:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Briga por seis fazendas chega ao fim após acordo familiar]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/apos-briga-por-terra-familia-chega-a-acordo-sobre-heranca-milionaria/472911/</link>
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				<description><![CDATA[Com herança milionária em disputa, uma audiência familiar no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) teve cerca de sete horas de duração para resolver como ficaria a distribuição do patrimônio que incluí seis fazendas, que somam quase 9 mil hectares juntas.

A reunião aconteceu na última quarta-feira (16), com início às 09h e encerramento somente às 16h25. O acordo foi conduzido pelo desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva e teve a participação de ao menos 15 pessoas herdeiras, com algumas vindo de Santa Cruz de La Sierra, da Bolívia.

O caso envolve um inventário degrande complexidade, que contém imóveis urbanos localizados em Dourados e propiedades rurais em Mato Grosso, as quais incluem as seis fazendas.

Além das terras em solo brasileiro, o patrimônio também inclui uma extensa área de terras que são localizadas na Bolívia. Porém, por estar em outro país, sua negociação e divisão será solucionada pela jurisdição do país vizinho.

Segundo os desembargadores presentes durante o momento pós consenso, o presidente do TJMS, Dorival Renato Pavan e Luiz Tadeu, que conduziu o caso, a disputa judicial poderia se prolongar por décadas devido ao porte do patrimônio e particularidades relacionadas à sucessão e localidades.

Foi destacado por ambos que apesar das longas horas de audiência, a atuação das partes por meio do diálogo, negociação e busca por consenso é "a melhor resposta para a sociedade" por representar uma união familiar.

O inventário será convertido em arrolamento sumário, que possibilita a homologação de partilha amigável dos imóveis.

Segundo o TJMS, o acordo familiar representa economia de tempo e recursos, além da preservação de vínculos em casos que envolvem patrimônio e sucessão.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 10:14:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[MP aponta R$ 3,3 milhões em diárias e cobra mudanças em Selvíria]]></title>
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				<description><![CDATA[O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) recomendou à Prefeitura de Selvíria a revisão das regras para concessão e prestação de contas de diárias pagas a agentes políticos e servidores municipais. A medida foi adotada após a Promotoria identificar gastos considerados elevados e pagamentos recorrentes da verba indenizatória.

Segundo a recomendação, somente em 2024 o Município pagou R$ 3.379.660,59 em diárias a prefeito e servidores. No documento, o Ministério Público classifica o montante como “manifestamente desproporcional ao tamanho e realidade financeira do Município”.

A recomendação foi assinada pelo promotor de Justiça Etéocles Brito Mendonça Dias Júnior na terça-feira (15). Além dos dados de 2024, o MPMS cita levantamento realizado pela própria assessoria contábil contratada pelo município. Conforme o documento, as despesas com diárias teriam alcançado aproximadamente R$ 11 milhões entre 2019 e 2024.

A Promotoria afirma que os números reforçam a necessidade de análise sobre a finalidade dos deslocamentos e a compatibilidade das despesas com princípios como economicidade e eficiência.

Outro ponto destacado pelo Ministério Público é a recorrência de pagamentos a determinados agentes e servidores.

A documentação analisada pela Promotoria aponta três casos em que houve recebimento de diárias durante todos os meses do ano. Um dos beneficiários recebeu R$ 161.714,12 no período. Outros dois receberam R$ 61.909,22 e R$ 46.287,69, respectivamente.

Para a Promotoria, a habitualidade dos pagamentos exige atenção porque as diárias possuem natureza indenizatória. Isso significa que a verba deve ressarcir despesas decorrentes de deslocamentos realizados no interesse do serviço público, e não funcionar como complemento permanente da remuneração.

A recomendação também cita decisões de tribunais de contas que tratam da necessidade de comprovação das viagens e da participação de servidores em cursos, congressos e outros eventos custeados pelo poder público.

O Ministério Público recomendou que a prefeitura faça uma ampla revisão do Decreto Municipal nº 64, de 10 de abril de 2026, que regulamenta a concessão de diárias aos agentes políticos e servidores do Executivo.

A intenção é adequar as regras municipais às diretrizes estabelecidas pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS). Entre as exigências previstas estão a apresentação de justificativa para o deslocamento, relação da viagem com as atribuições do beneficiário, período de afastamento, destino e valor pago.

Para participação em cursos, seminários, congressos e eventos semelhantes, também deve ser demonstrada a relação entre o conteúdo da atividade e as funções exercidas pelo servidor.

A orientação ainda prevê mecanismos de comprovação, como certificados, listas de presença, relatórios de viagem e, quando pertinente, registros fotográficos ou outros documentos capazes de demonstrar a efetiva participação.

Além da revisão das normas, a Promotoria quer que todo o processo de solicitação, autorização e prestação de contas das diárias seja realizado eletronicamente.

O sistema deverá permitir a solicitação da diária, aprovação pelas autoridades competentes, controle do empenho e pagamento, anexação dos comprovantes da viagem, prestação de contas digital, emissão de relatórios para auditoria e alimentação do Portal da Transparência.

A ferramenta também deverá manter uma trilha de auditoria capaz de identificar quem autorizou cada despesa, quando a prestação de contas foi entregue, quais documentos foram apresentados, eventuais inconsistências encontradas e as providências adotadas para corrigi-las.

O prazo recomendado para que a administração municipal adote todas essas providências é de 90 dias.

Antes disso, a prefeitura terá 15 dias para informar à Promotoria se acatará a recomendação. Em caso positivo, deverá apresentar um plano de trabalho detalhado para implementação das medidas.

O MPMS advertiu que a manutenção da situação poderá resultar na adoção de medidas administrativas e judiciais cabíveis.

Cópias da recomendação também serão encaminhadas ao presidente da Câmara Municipal de Selvíria e ao Tribunal de Contas do Estado.

 
]]></description>
				
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 09:45:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[PRF apreende 5 toneladas de droga em carga de milho de carreta parada]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/prf-apreende-5-toneladas-de-droga-em-carga-de-milho-de-carreta-parada/472912/</link>
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				<description><![CDATA[Identificado como Ricardo Vargas de Souza, um motorista de 48 anos foi preso com pouco mais de cinco toneladas de entorpecentes em trecho da BR-373, no município de Vicentina, após parar seu caminhão no acostamento e ser abordado por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF). 

Esse flagrante, conforme apurado pelo portal Dourados News, aconteceu na manhã de quinta-feira (17), durante uma abordagem de rotina da Polícia Rodoviária Federal, quando o dito motorista teria começado a apresentar contradições. 

Para além de não saber esclarecer ao certo o motivo da parada, o motorista sul-rio-grandense entrou em contradição quando questionado sobre onde havia feito o carregamento da carga de milho. 

Diante das inconsistências e da suspeita levantada, os agentes passaram a verificar o carregamento desse caminhão, ocasião onde encontraram uma série de tabletes de substâncias entorpecentes análogas a maconha. 

Escondida entre os grãos de milhos, a carga ilícita de centenas de tabletes totalizou 5.280 quilos após pesagem. 

A polícia investiga agora alguns pontos apresentados pelo indivíduo, como o de que supostamente teria pego essa carga em Sidrolândia, município distante cerca de 70 quilômetros da Capital e quase 230 de onde foi preso pela PRF. 

Pena 

Conforme disposto no texto da lei 11.343 de 2006, a pena base para o crime de tráfico interestadual de drogas compreende um período entre cinco até 15 anos de reclusão, não sendo necessariamente obrigatória que a substância, de fato, cruze divisas entre as Unidades da Federação para configurar a ilicitude. 

Também vale lembrar que, em resposta ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul, ainda em 2024 a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) apontou que veículos previamente preparados - os chamados "mocós" - são materiais suficientes para classificar o crime como premeditado, podendo assim, portanto, aumentar a pena para essa modalidade do tráfico. 

Nesse caso, foi dado provimento ao Agravo Regimental do MPMS, para restabelecer o desvalor e, assim, "redimensionar a pena-base, fixar regime prisional mais gravoso e negar a substituição da pena privativa de liberdade por penas restritivas de direitos", expõe texto divulgado pela 14ª Procuradoria de Justiça Criminal.

Com base no agravo em desfavor de Bruno Luis de Albuquerque pelo uso de veículos com "mocó", resumidamente, o indivíduo foi pego transportando 74,4kg de maconha e 3,6 kg de skunk entre Mato Grosso do Sul e São Paulo. 
 

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]]></description>
				
				
				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 09:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Motorista de Chevette perde o controle e bate em Audi na Afonso Pena]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/motorista-de-chevette-perde-o-controle-e-bate-em-audi-na-afonso-pena/472898/</link>
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				<description><![CDATA[A Polícia Militar atendeu uma ocorrência de sinistro de trânsito, na noite desta quinta-feira (17), na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande. De acordo com o relato do solicitante, o condutor aparentava sinal de embriaguez e estava realizando manobra perigosa.

O solicitante relatou que estava com seu carro, um Audi A4, estacionado do lado direito da avenida, junto com sua esposa do lado de fora do veículo quando ocorreu o choque. Ele disse que visualizou o Chevette SL realizando manobra perigosa, como arrancada brusca seguida de "zerinho” e, durante essa manobra, o condutor perdeu o controle do carro e bateu na traseira do Audi.

O motorista do Audi A4 apresentou um vídeo aos policiais, onde mostra a manobra realizada pelo condutor do Chevette, no instante do sinistro.

Questionado sobre os fatos, o dono do Chevette relatou que estava testando o veículo, que fez a manobra perigosa e durante esta perdeu o controle, ocorrendo assim o choque. Quanto a denúncia de condução sob efeito de álcool, ele confirmou que fez uso de bebida alcoólica, mas se recusou a fazer o teste do bafômetro.

Em consulta aos sistemas do Autua e Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), os policiais constataram que o condutor está com Carteira Nacional de Habilitação (CNH) irregular e que ele cumpriu uma suspensão do direito de dirigir, no período entre abril de 2022 e 2023, porém não possui curso de reciclagem obrigatório.

Além disso, o Chevette está com licenciamento vencido e foi removido para o pátio do Detran-MS. O Audi A4 foi liberado no local.

O autor foi apresentado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol (DEPAC CEPOL), sem sofrer lesões no acidente e se manteve colaborativo durante todo o atendimento. O rapaz assinou termo de compromisso e comparecimento e foi liberado em seguida.

 
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 08:30:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Uma semana após temporal, 30% das árvores que caíram não foram recolhidas]]></title>
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				<description><![CDATA[Cerca de 27% das árvores que caíram com os ventos de quase 90 km/h que atingiram Campo Grande no dia 10 deste mês continuam caídas no mesmo local, algumas delas atrapalhando o trânsito. Os dados são da prefeitura, que afirma que ao todo foram registradas 355 ocorrências relacionadas à queda de árvores ou galhos na cidade.

No dia 10, rajadas de ventos de 87 km/h, que vieram acompanhados de muita chuva, deixaram vários pontos de destruição na cidade. Conforme a Prefeitura de Campo Grande, foram contabilizadas 667 ocorrências relacionadas aos impactos das fortes chuvas e dos ventos na Capital.

“Desse total, 355 ocorrências estão relacionadas à queda de árvores ou galhos. Até o momento, 73% desses casos já foram atendidos com a retirada das árvores e dos galhos”, informou o Município, em nota ao Correio do Estado.

Os dados são um pouco diferentes dos que haviam sido divulgados na segunda-feira, quando a prefeitura anunciou que, desde o início das chuvas, o Município havia registrado 450 ocorrências, 423 envolvendo quedas de árvores ou de galhos.

A Administração afirmou ontem que cerca de 20 equipes seguiam mobilizadas “atuando nas áreas afetadas, com serviços de poda, remoção de árvores e galhos e demais intervenções necessárias para a recuperação dos locais atingidos”.

A gestão lembrou ainda que a região central foi a área que concentrou o maior volume de estragos decorrentes do temporal.

“Desde o registro das ocorrências, a Prefeitura tem atuado de forma integrada, com diferentes frentes de trabalho para atender à população e contribuir para a normalização da cidade. Entre as ações estão os serviços de poda e retirada de árvores, o trabalho da Defesa Civil nas ruas e o atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade, por meio da Emha e da Secretaria de Assistência Social (SAS), além de outras ações realizadas pelos órgãos municipais conforme a necessidade identificada em cada região”, completou a nota.

EMERGÊNCIA

Por conta do número de ocorrências registradas após o temporal, a Prefeitura de Campo Grande decretou situação de emergência por 180 dias, o que pode facilitar a recuperação dos estragos, já que nestes termos não é necessária a realização de licitações para que os serviços sejam feitos.

A emergência foi reconhecida pelo governo federal e pelo governo do Estado, que prometeu ajudar na reconstrução dos pontos afetados.

Entre os maiores estragos estão a Esplanada Ferroviária, que teve seu telhado praticamente todo arrancado com a força dos ventos, e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Universitário, onde parte do teto de vidro quebrou e desabou.

TEMPORAL

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Campo Grande chegou a um acumulado de 118,4 milímetros até o fim da tarde de ontem, valor que representa 53% acima do esperado para o mês, o que faz deste um dos setembros mais chuvosos dos últimos 18 anos na Capital, como mostrou reportagem do Correio do Estado publicada ontem.

Os dados são alarmantes, já que o Inmet mantém alerta de temporal para a Capital até amanhã, com possibilidade de chuva e ventos fortes.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 08:15:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[HU notificou 12 vezes empresa por má qualidade de alimentação]]></title>
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				<description><![CDATA[O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), enviou 12 notificações à empresa responsável pelas refeições aos pacientes por má qualidade no serviço. Até por isso, a direção do hospital planeja lançar uma nova licitação ainda este ano.

A empresa responsável pela prestação do serviço de alimentação, nutrição e copeiragem hospitalar da instituição é a Cook Empreendimentos em Alimentação Coletiva Ltda., conhecida como Cook Brasil, de Belo Horizonte (MG). De acordo com o site da empresa, ela é especializada no fornecimento de refeições corporativas, empresariais e hospitalares.

Porém, ao que parece, este serviço de qualidade prometido pela empresa não está surtindo efeito no complexo do Humap. De acordo com Rosimeire Faccio, chefe do departamento de hotelaria da instituição, há denúncias que chegam à ouvidoria como temperatura inadequada e qualidade insatisfatória da refeição fornecida aos funcionários e pacientes.

“A equipe de fiscalização do Humap-UFMS abriu 12 processos sancionadores em desfavor à empresa Cook [Brasil] em razão ao não cumprimento de cláusulas contratuais. Além disso, há um termo de ajustamento de conduta [TAC] em desfavor à empresa Cook impetrado pela instituição, que fala sobre a inconformidades da prestação dos serviços de fornecimento de refeições”, disse à reportagem.

Diante deste cenário, o grupo fiscalizador das refeições, formada por nutricionistas, enfermeiras e assistentes administrativos, estão realizando visitas semanais à cozinha da empresa, a fim de verificar se estão sendo respeitados os critérios organolépticos, gastronômicos e higiênico-sanitários.

Além das visitas semanais, esta mesma equipe também faz a fiscalização das seis refeições diárias, que são o café da manhã, o lanche da manhã, o almoço, o lanche da tarde, o jantar e a ceia, dos quais todas devem atender as especificações dietéticas qualitativas e quantitativas contidas no Manual de Dietas do Humap.

Durante este período de reclamações e notificações, houve duas tentativas de processo licitatório para buscar uma nova empresa para realização do serviço, mas ambas resultaram em fracassadas “em virtude da não comprovação de documentação das licitantes”, conforme explica a chefe do setor de hotelaria do hospital.

Porém, há um novo processo licitatório em andamento, cuja abertura do certame está previsto para novembro. A tendência é que tenha prazo de vigência inicial de três anos e seja prorrogável até o limite de cinco anos. Ainda não foi confirmado o preço desse novo certame.

IMPEDIMENTO

O gerente administrativo do Humap-UFMS, Carlos Coimbra, afirmou ao Correio do Estado que, na penúltima notificação enviada, além do pedido de pagamento de multa, também solicitou que a Cook Brasil fosse impedida de participar da nova licitação.

Porém, a empresa judicializou e conseguiu uma liminar para que continuasse apta a participar da próxima disputa pelo serviço alimentício do hospital.

“Eles judicializaram e o juiz, liminarmente, deu para eles o direito de poder participar novamente do processo de licitação, só que o juiz também deu prazo para o hospital se manifestar, onde colocamos todos os nossos embasamentos. Então, talvez o juiz reveja a posição dele e determine o impedimento”, disse.

PROBLEMA ANTIGO

Em dezembro de 2019, quando já era responsável pelo fornecimento das refeições do Humap, a cozinha da Cook Brasil foi interditada por agentes da antiga Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Decco) por não possuir alvará de funcionamento.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 08:05:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Ambiente de informação deve piorar no mundo, alertam especialistas]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/ambiente-de-informacao-deve-piorar-no-mundo-alertam-especialistas/472887/</link>
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				<description><![CDATA[O ambiente de informação deverá se tornar pior no mundo no próximo ano. Essa é a análise feita por pesquisadores de 71 países em um relatório do Painel Internacional sobre o Ambiente da Informação divulgado esta semana. 

Entre maio e junho deste ano, o painel entrevistou 470 estudiosos e 76% deles estão pessimistas quanto à melhora no ambiente informacional.

Para a maioria dos pesquisadores entrevistados(78%), a maior ameaça à circulação de boas informações é a falta de responsabilização das plataformas digitais.

Em seguida, vem a desinformação (73%), a polarização (69%), o domínio de algumas plataformas de redes sociais (64%) e as chamadas “bolhas de filtro” ou “câmaras de eco” (53%), que é quando o usuário recebe apenas conteúdos que corroboram com seu ponto de vista.

Uso de Inteligência Artificial

O relatório também aponta que quase metade dos especialistas (47%) consideram a Inteligência Artificial (IA) generativa como uma ameaça ao ambiente informacional. Isso porque os resumos gerados por IA devem ajudar, cada vez mais, as pessoas a encontrar respostas rapidamente. 

O problema é que isso deve reduzir a utilização de sites de notícias e limitar a variedade de pontos de vista com os quais as pessoas se deparam.

Uma pesquisa do laboratório de ideias norte-americano Pew Research Center mostrou que, no início de 2026, 60% dos adultos nos Estados Unidos afirmaram que liam os resumos gerados por IA que agora aparecem no topo da maioria dos resultados de pesquisas.

Pressão e censura

Quase um terço dos especialistas entrevistados (60%) relataram que encontram dificuldades em seus países para encontrar informações importantes para pesquisas, já que grande parte dos dados são restritos. 

A pressão dos governos e empresas sobre investigações na área de informação também cresceram. Entre 2025 e 2026 a pressão para alinhar pesquisas à agenda dos governos subiu de 21% para 33% e a censura governamental de 11% para 23%.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 21:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Dino manda PF investigar relação de Vorcaro com cemitérios em SP]]></title>
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				<description><![CDATA[O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta quinta-feira (17) que a Polícia Federal (PF) e Comissão de Valores Imobiliários (CVM) investiguem a suposta relação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com as concessionárias que administram o serviço funerário do município de São Paulo.

A decisão foi tomada após matérias jornalísticas revelarem que o ministro André Mendonça, antigo relator do caso Master, teve um encontro com Vorcaro, em março de 2025.

Na semana passada, Mendonça confirmou a reunião com o ex-banqueiro e disse que o tema do encontro foi a tramitação de uma ação na qual o Master discutia no STF créditos de precatórios de fundos ligados ao banco.

De acordo com a reportagem, os fundos têm participação societária nas empresas que operam os cemitérios. O caso começou a tramitar em 2023 e está sob a relatoria da presidência do STF.

Decisão 

Ao determinar a investigação, Dino disse que a apuração deverá envolver somente a suposta relação entre o Master e as concessionárias e não poderá alcançar Mendonça sem autorização prévia do Supremo. 

Dessa forma, o ministro também enviou sua decisão para o presidente do STF, Edson Fachin, para as “medidas que considerar cabíveis".

Cabe ao presidente decidir sobre a abertura de investigação contra membros da Corte.

“Desde logo, esclareço ser vedado qualquer ato investigativo que possa atingir o ministro André Mendonça, pois este encaminhamento compete exclusivamente ao presidente do STF junto ao colegiado”, afirmou.

Cemitérios

Flávio Dino é relator da ação na qual o PCdoB contesta a legalidade dos preços cobrados pelas empresas que operam os cemitérios de São Paulo.

Em novembro de 2024, Dino determinou que sejam cobrados os valores dos serviços funerários praticados antes da concessão dos cemitérios à iniciativa privada.

Segundo levantamento do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep), antes da concessão o custo do pacote mais barato de serviços funerários era de R$ 428,04.

Depois da concessão das unidades à iniciativa privada, o menor valor de pacote aos clientes passou para R$ 1.494,14. 
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 19:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Uma semana após temporal, prejuízos com aparelhos ainda podem ser ressarcidos]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/uma-semana-apos-temporal-prejuizos-com-aparelhos-ainda-podem-ser/472884/</link>
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				<description><![CDATA[Uma semana após o temporal que deixou prejuízos em Campo Grande, consumidores que tiveram aparelhos eletrônicos danificados por oscilações ou interrupções no fornecimento de energia ainda podem pedir ressarcimento à Energisa. O prazo para fazer a solicitação é de até 90 dias após a ocorrência.

De acordo com informações da Energisa, para fazer a solicitação, o consumidor precisa informar a data e o horário em que percebeu o problema, o número da unidade consumidora, a marca e o modelo do aparelho e descrever o dano apresentado. O pedido pode ser feito pelo telefone 0800 722 7272, pelo aplicativo Energisa On ou presencialmente em uma das agências da empresa.

Em entrevista ao jornal Correio do Estado, o advogado especialista em direito do consumidor Leandro Provenzano, reforçou que a concessionária possui um procedimento próprio para verificar os danos relatados. Após a solicitação, pode ser enviado um técnico ao imóvel para avaliar os equipamentos.

“Normalmente, o problema não está simplesmente na falta de energia, mas na volta da energia com uma carga acima do normal, que pode causar a queima do aparelho”, explicou.

De acordo com o advogado, a principal dificuldade enfrentada pelo consumidor é demonstrar que o dano no equipamento ocorreu em razão da interrupção ou oscilação no fornecimento de energia. Por isso, registros do ocorrido e, quando possível, uma avaliação técnica podem ajudar na comprovação.

“É importante ter alguma forma de demonstrar que aquele aparelho estava funcionando e que o problema aconteceu justamente depois da oscilação ou da interrupção de energia”, afirmou Provenzano.

Caso o pedido administrativo não seja aceito pela concessionária, o consumidor ainda pode buscar a Justiça. O advogado explica que, nesses casos, a discussão passa principalmente pela comprovação da relação entre o problema no fornecimento e o dano causado ao equipamento.

Rastro de prejuízos

A chuva intensa veio acompanhada de granizo e fortes rajadas de vento, derrubou árvores, danificou estruturas e provocou interrupções no fornecimento de energia em diferentes regiões da Capital.

Segundo o Inmet, as rajadas chegaram a 83,88 km/h. O episódio foi acompanhado de intensa atividade elétrica, com mais de 3 mil raios registrados em apenas 36 minutos.

Os reflexos na rede elétrica permaneceram por vários dias. Em reportagem publicada pelo Correio do Estado na sexta-feira (11), moradores relatavam estar há quase 24 horas sem energia. Naquele momento, a Energisa informava que 77% dos clientes afetados já haviam tido o serviço restabelecido.

No sábado (12), o índice havia chegado a 95,9%. No domingo (13), a concessionária informou que 99,2% dos clientes afetados já estavam com energia, enquanto moradores de bairros como Jardim Vilas Boas e Vila Nogueira ainda enfrentavam apagões. Na segunda-feira (14), o percentual chegou a 99,9%, mas ainda havia registros pontuais de moradores sem fornecimento.

Chuva ainda pode voltar

O cenário de instabilidade não terminou com o temporal da semana passada. Na previsão mais recente, divulgada pelo Inmet nesta quinta-feira (17), Mato Grosso do Sul deve enfrentar aumento da instabilidade a partir de amanhã, sexta-feira (18), com previsão de chuva e trovoadas ao longo do dia.

O instituto emitiu aviso amarelo de perigo potencial para tempestades para todo o Estado na sexta-feira. A previsão indica possibilidade de chuva acompanhada de trovoadas, o que mantém a atenção para novos impactos sobre a rede elétrica e outros serviços.

O Inmet também aponta mínima de 17°C para Campo Grande na sexta-feira. A mudança está relacionada ao avanço de uma nova configuração atmosférica que deve favorecer a formação de áreas de instabilidade em MS.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 18:30:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Mineradora planeja expansão de R$ 1,9 bi no Pantanal sob denúncias de moradores]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/mineradora-planeja-expansao-de-r-19-bilhao-no-pantanal-em-meio-a/472779/</link>
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				<description><![CDATA[Enquanto moradores de Porto Esperança recorrem à Justiça alegando prejuízos provocados pela atividade minerária, a LHG Mining prepara uma expansão de R$ 1,9 bilhão no Terminal Privativo Gregório Curvo, instalado às margens do Rio Paraguai, em Corumbá. O empreendimento fica ao lado de Porto Esperança, distrito localizado a cerca de 80 quilômetros da área urbana de Corumbá, no Pantanal sul-mato-grossense.

Documentos do licenciamento ambiental analisados pelo Correio do Estado mostram que o projeto prevê intervenções de grande porte justamente em uma região onde a comunidade convive diretamente com a operação do porto.

O Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) da expansão coloca Porto Esperança no centro dos efeitos socioambientais do empreendimento.

Em um dos programas propostos, o próprio documento afirma que a comunidade será “mais impactada pelo empreendimento” e prevê ações específicas de acompanhamento da população. 

A proximidade aparece de maneira ainda mais concreta no estudo de ruído: segundo o Rima, os receptores de Porto Esperança mais próximos da área do projeto estão localizados a partir de aproximadamente 15 metros do empreendimento. A Área de Influência Direta (AID) para ruído foi estabelecida em um raio de 750 metros. 

É nesse cenário que o advogado Matheus Viana, responsável por 30 ações de moradores contra a mineradora por reparação de danos, classifica como insuficientes os benefícios que a empresa vem entregando à comunidade.

Para ele, as iniciativas representam “uma tentativa fajuta de tapar o sol com a peneira” diante das reclamações relacionadas à poeira, ao tráfego de carretas e às mudanças na rotina de quem vive no distrito.


“O apoio à comunidade ajuda, mas e a saúde das pessoas respirando por 24 horas o pó do minério que circula no ar e está impregnado nas casas?”, questiona Viana.

Advogado Matheus Viana conversa com moradora de Porto Esperança durante visita à comunidade, em Corumbá. Foto: Divulgação.



“Os moradores nunca tiveram acesso a uma consulta médica com pneumologista ou outro especialista para medir os efeitos físicos da poeira e iniciar um tratamento preventivo. A fiscalização também é omissa em relação ao impacto ambiental no Pantanal e no rio”, acrescenta.


As afirmações sobre eventuais consequências à saúde representam a posição do advogado e dos moradores que ele representa. Os documentos analisados pela reportagem não estabelecem, por si só, nexo causal entre a operação da mineradora e problemas de saúde na população.

Poeira é apontada como principal poluente do projeto

Embora não comprove as consequências à saúde alegadas pelos moradores, o próprio estudo ambiental reconhece a poeira como um dos pontos que precisam ser controlados.

No capítulo que delimita as áreas de influência da qualidade do ar, o Rima classifica a poeira como o “principal poluente do projeto” e apresenta uma modelagem computacional para estimar como o material particulado poderá se dispersar após a expansão do terminal. 

O documento também estabelece um Programa de Controle das Emissões Atmosféricas e Monitoramento da Qualidade do Ar, cuja justificativa inclui a geração de poeira e gases de combustão veicular pelas atividades previstas na ampliação.

Um dos pontos mais relevantes é que o monitoramento deverá ocorrer continuamente em Porto Esperança, justamente para avaliar a eficiência das medidas de controle e identificar eventuais alterações na qualidade do ar. 

Por outro lado, as projeções apresentadas no Rima indicam que, na operação futura, as médias anuais de concentração de poeira permanecerão abaixo dos limites legais.

O estudo também prevê redução das emissões quando parte significativa do transporte rodoviário for substituída pelo ferroviário.

Entre as medidas propostas estão aspersão das vias, cobertura das cargas e monitoramento da qualidade do ar. 

Porto deve movimentar 15 milhões de toneladas por ano

A LHG Mining, mineradora do grupo J&F, dos empresários Joesley e Wesley Batista, assumiu em 2022 ativos de mineração anteriormente pertencentes à Vale, entre eles a operação ligada ao Terminal Privativo Gregório Curvo, em Porto Esperança. Desde então, a companhia vem ampliando sua estrutura logística para escoar a produção de minério pelo Rio Paraguai.

Agora, o projeto submetido ao licenciamento prevê elevar a capacidade de embarque do terminal para 15 milhões de toneladas de minério por ano. O próprio Rima relaciona esse aumento à ampliação da logística ferroviária necessária para atender à operação.

O investimento previsto é de aproximadamente R$ 1,9 bilhão e envolve uma nova configuração logística, com pátios de estocagem, peneiramento, pera ferroviária, estruturas portuárias e píer.

O projeto passa pelo processo de licenciamento ambiental conduzido pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul).

Cabe ao órgão estadual analisar os estudos apresentados pela empresa, avaliar os impactos ambientais e as medidas propostas para evitá-los, reduzi-los ou compensá-los e decidir sobre a emissão das licenças necessárias para a implantação da expansão.

Como parte desse processo, o Imasul realizou, em 11 de junho de 2026, uma audiência pública para apresentação e discussão do Relatório de Impacto Ambiental (Rima) da ampliação do Terminal Privativo Gregório Curvo.

O encontro ocorreu no Centro de Convenções do Pantanal de Corumbá, Miguel Gómez, com participação presencial e virtual, e abriu espaço para que a população conhecesse o projeto e apresentasse dúvidas, críticas e sugestões.

A conclusão apresentada no Rima de que o empreendimento é ambientalmente viável, porém, não representa, por si só, autorização definitiva para a execução da expansão.

O estudo também não estabelece uma data para o início das obras nem informa quando a nova estrutura deverá ser concluída e alcançar a capacidade projetada de 15 milhões de toneladas por ano. A implantação depende do andamento do licenciamento ambiental.

A Área Diretamente Afetada (ADA), segundo o estudo, compreende terrenos da LHG onde serão instaladas essas estruturas.

Já a Área de Influência Direta engloba regiões onde os efeitos podem ser mais intensos, como ruído, poeira, alterações na drenagem superficial e interferências no trecho próximo do Rio Paraguai decorrentes de dragagem e movimentação de sedimentos.

A empresa projeta que o avanço da ferrovia reduzirá gradualmente a dependência de caminhões. Atualmente, porém, o transporte rodoviário é justamente um dos principais motivos de reclamação dos moradores

Compensação ambiental supera R$ 21 milhões

O processo de licenciamento da expansão avançou neste ano. Em termo assinado em 14 de agosto de 2026, o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) estabeleceu em R$ 21,5 milhões a compensação ambiental relacionada ao empreendimento da LHG Mining em Corumbá.

O documento oficial vincula a medida à atividade de porto fluvial com área útil superior a 100 mil metros quadrados e cita expressamente o Processo de Licença de Instalação (LI Ampliação) nº 486/2025, fundamentado no Estudo de Impacto Ambiental e no Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima).

Para calcular a compensação, o Imasul considerou como valor de referência do empreendimento cerca de R$ 1,9 bilhão e estabeleceu grau de impacto de 1,129%.

O resultado foi uma compensação ambiental de aproximadamente R$ 21,6 milhões, destinada a unidades de conservação. O termo tem vigência de 48 meses.

 “Estão entregando migalhas”

Enquanto avança com o projeto bilionário, a mineradora também passou a realizar intervenções comunitárias em Porto Esperança.

Em junho deste ano, a LHG implantou um playground, uma academia ao ar livre e um espaço de convivência no pátio que anteriormente integrava a área operacional da antiga estação ferroviária. Também participou, em parceria com a prefeitura, da reforma da escola municipal.

Playground está entre as melhorias realizadas na comunidade de Porto Esperança. Foto: Divulgação.

Entre outras ações divulgadas pela empresa estão a substituição da tubulação da rede de abastecimento de água, a reforma de uma ponte de madeira sobre um curso d’água e a entrega de materiais esportivos ao município.

Para Viana, porém, a dimensão das iniciativas não corresponde aos impactos relatados pela população.


“A mineradora está usando os canais da mídia para tentar limpar sua imagem com essas ações comunitárias. Enquanto isso, o tráfego de caminhões entre as minas e o porto se intensifica para cumprir metas de exportação a todo custo. Estão entregando migalhas à população, que está sendo sufocada e pressionada a deixar o lugar”, afirma.


Segundo ele, uma das medidas atualmente utilizadas para conter a poeira é o umedecimento da estrada de terra de acesso à comunidade.


“Na verdade, o que oferecem para os moradores não é nada diante da gravidade da situação exposta e do lucro substancial e exorbitante que obtém”, declara.


Rima prevê retirada de 66 hectares de vegetação

A documentação ambiental revela também a dimensão física das intervenções necessárias para ampliar o terminal. O Rima estima a retirada de aproximadamente 66,5 hectares de vegetação nativa, equivalentes a 2,3% das formações nativas existentes na área analisada. Desse total, 18,9 hectares correspondem a Áreas de Preservação Permanente (APPs).

Segundo o próprio estudo, a intervenção atingirá vegetação ciliar aluvial, formação vegetal encontrada às margens de rios e outros cursos d’água, em áreas que podem ficar alagadas em épocas de cheia, e poderá afetar espécies associadas a esses ambientes.

Estrada corta área de vegetação na região de Porto Esperança, em Corumbá. Foto: Divulgação.

O Rima é explícito ao reconhecer que, durante a implantação, haverá retirada de vegetação e intervenções em cursos hídricos, ações que provocarão mudanças e até perda de locais utilizados por animais e plantas. Como resposta, são previstos programas de resgate, manejo e monitoramento de fauna e flora. 

Corixos e Rio Paraguai estão na área de influência

Outro ponto chama atenção quando os documentos são confrontados com as preocupações apresentadas pelos moradores: os corixos, canais naturais fundamentais para a circulação da água na planície pantaneira.

Ao delimitar a influência da expansão sobre o relevo, os solos e os recursos hídricos, o estudo inclui expressamente corixos e áreas de vazante na porção terrestre sujeita à interferência direta do empreendimento.

No trecho fluvial, a Área de Influência Direta alcança a parte do Rio Paraguai onde são esperados efeitos da dispersão de sedimentos. A área indireta avança rio abaixo e alcança planícies de inundação onde poderão ocorrer efeitos associados a mudanças na circulação das águas. 

O próprio Rima destaca a importância dessa rede hídrica. Segundo o estudo, o Rio Paraguai funciona como a “espinha dorsal do Pantanal”, controlando os níveis da planície e conectando baías, lagoas, corixos e vazantes, dinâmica considerada essencial para a fauna da região. 

Dragagem e erosão serão monitoradas

A ampliação também envolve dragagens de manutenção do calado nas proximidades do terminal. Na prática, são retirados sedimentos acumulados no fundo do rio para manter a profundidade necessária à navegação e às manobras das embarcações que transportam o minério.

O estudo prevê que, durante a implantação, a movimentação de terra e a retirada de vegetação elevarão o potencial de erosão pela exposição do solo, principalmente no período chuvoso.

Na operação, as dragagens e a movimentação de sedimentos poderão provocar interferências pontuais nos recursos hídricos, incluindo aumento temporário da turbidez da água. 

Por causa desses riscos, a LHG propôs um Programa de Monitoramento Hidrossedimentológico, Controle de Processos Erosivos e Assoreamento.

O programa deverá acompanhar o trecho do Rio Paraguai influenciado pelo terminal para prevenir e mitigar erosão, assoreamento, alterações das margens e mudanças na qualidade da água.

Também deverá avaliar se dragagens, obras e circulação de embarcações influenciam os processos erosivos e a deposição de sedimentos. 

Outro programa prevê acompanhamento contínuo da qualidade da água superficial, incluindo corixos, Rio Paraguai e drenagens locais, e dos sedimentos de fundo da área portuária e adjacências.

O objetivo declarado é identificar se eventuais mudanças estão relacionadas às atividades do empreendimento. 

MPF investiga conflito entre mineradora e comunidade

As divergências entre a mineradora e os moradores já ultrapassaram as reclamações locais e chegaram ao Ministério Público Federal (MPF). Atualmente, há dois inquéritos civis distintos envolvendo a atuação da LHG Mining em Porto Esperança.

O primeiro teve a conversão em inquérito determinada pelo MPF em 2025 e foi publicado no Diário do Ministério Público Federal em 14 de agosto daquele ano.

O procedimento nº 1.21.004.000156/2024-51 apura uma possível invasão da área ocupada pela comunidade ribeirinha pela mineradora, inclusive com a instalação de cercas próximas às casas situadas na antiga vila ferroviária.

O MPF determinou novas diligências para obtenção de elementos de prova antes da eventual adoção de medidas judiciais.

Já em 2 de março de 2026, o MPF publicou a instauração de outro inquérito civil, originado da Notícia de Fato nº 1.21.004.000311/2024-39, após diligência realizada na comunidade.

Neste caso, a investigação é ambiental e apura possíveis danos relacionados às atividades da LHG, entre eles uso de rejeito de minério em estrada, supressão de vegetação em Área de Preservação Permanente (APP), soterramento de recursos hídricos, os chamados corixos, e erosão das margens do Rio Paraguai.

Os dois procedimentos permanecem no campo investigativo e não representam, por si só, conclusão de que as irregularidades tenham ocorrido ou atribuição definitiva de responsabilidade à mineradora.

Paralelamente, Matheus Viana afirma representar moradores em 30 ações contra a LHG, nas quais são pleiteadas reparações pelos danos que alegam ter sofrido.

Os processos foram extintos em primeira instância sem julgamento do mérito, mas, segundo o advogado, a discussão prossegue no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).

Porto Esperança sente transformação de perto

Porto Esperança, que reúne cerca de 121 moradores distribuídos em 54 famílias, nasceu no início do século passado em torno da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, às margens do Rio Paraguai. Com a perda da importância da ferrovia, o povoado enfrentou décadas de isolamento e encontrou na pesca e no turismo uma das alternativas de sobrevivência.

Agora, o distrito passa por outra transformação. Os moradores representados por Viana relatam aumento do fluxo de carretas, poeira sobre casas e ruas, perda do sossego e prejuízos às atividades ligadas ao turismo de pesca.

Moradores de Porto Esperança estão entre os que reclamam da poeira registrada na comunidade. Foto: Divulgação.

A preocupação com mudanças sociais provocadas pelo empreendimento também aparece no próprio Rima.

O Programa de Monitoramento de Indicadores Socioeconômicos foi criado para acompanhar alterações ambientais e o aumento da circulação de pessoas que possam provocar incômodos e pressão sobre os serviços públicos, além de mudanças em infraestrutura, emprego, renda e população vulnerável. 

O projeto também prevê prioridade na contratação de moradores de Porto Esperança e Albuquerque, além de um programa específico de gestão de tráfego e segurança nas vias de acesso ao terminal. 

No documento ambiental, a expectativa é que a utilização predominante da ferrovia na operação futura reduza a circulação de veículos pesados e, consequentemente, a emissão de poeira, ruído e vibrações. 

Até que essa mudança logística se concretize, entretanto, é o movimento rodoviário atual que alimenta parte das reclamações dos moradores.

Comunidade reconhece avanços, mas ainda cobra melhorias

Em conversa com o Correio do Estado, a presidente da Associação de Moradores da Comunidade Tradicional dos Corixeiros de Porto Esperança, Ingred Oliveira, avaliou que a comunidade atravessa um período de mudanças, com avanços recentes, mas ainda convive com demandas que precisam sair do papel, principalmente nas áreas de infraestrutura e educação.


“Hoje, vejo Porto Esperança vivendo um momento de mudanças importantes. Temos algumas demandas que ainda precisam avançar, principalmente relacionadas à infraestrutura e à educação, como a oferta de ensino médio para os nossos jovens. Mas também precisamos reconhecer que muitas coisas estão acontecendo e que algumas melhorias já podem ser percebidas no dia a dia”, afirmou.


Um dos pontos destacados pela presidente é a estrada de acesso à comunidade. Segundo ela, a umectação passou a ser realizada durante 24 horas, medida que reduziu os transtornos provocados pela poeira.

Apesar da melhora, Ingred reconhece que a situação ainda provoca divergências entre os próprios moradores, principalmente por causa da grande quantidade de carretas que circulam pelo local.


“A umectação 24 horas vem melhorando bastante as condições de acesso e trazendo mais tranquilidade para os moradores. Claro que ainda existe polêmica, porque é difícil agradar a todos. O que ainda pesa bastante é o fluxo de carretas, que é muito grande”, explicou.


Ingred disse ainda ter recebido informações de que a quantidade de caminhões circulando pela região deverá diminuir à medida que o projeto de expansão avance, diante da expectativa de retomada do transporte ferroviário de cargas.


“Hoje tive a informação de que, com o avanço da expansão, esse fluxo vai diminuir muito, até porque o trem de carga vai voltar a operar. É importante reconhecer quando uma demanda da comunidade começa a ser atendida e os resultados aparecem. Também não podemos fingir que nada está acontecendo”, acrescentou.


Além da situação da estrada, a representante dos moradores citou outras mudanças recentes em Porto Esperança, como a reforma da escola e intervenções no sistema de abastecimento de água.


“Tivemos recentemente a entrega da reforma da nossa escola, melhorias no abastecimento de água, com a renovação dos encanamentos pela Sanesul, além de ações importantes nas áreas de saúde, qualificação profissional e outras iniciativas. Para uma comunidade como Porto Esperança, essas melhorias têm um significado muito grande, porque beneficiam diretamente nossas crianças, nossas famílias e toda a população”, disse.


À frente da associação, Ingred afirma que tem buscado interlocução tanto com o poder público quanto com as empresas que atuam na região.

Segundo ela, a posição da entidade não é de oposição à atividade portuária ou à mineração, mas de cobrança para que o desenvolvimento também se reflita na vida de quem mora em Porto Esperança.


“Não somos contra o desenvolvimento e reconhecemos a importância das atividades portuárias e de mineração, mas queremos que quem mora aqui também seja ouvido, respeitado e beneficiado por esse crescimento. A nossa intenção é que o desenvolvimento da região aconteça junto com a comunidade”, ressaltou.


Sobre a relação com a LHG Mining, a presidente disse que existem reivindicações que permanecem em discussão, ao mesmo tempo em que reconheceu ações realizadas pela mineradora na comunidade.


“Com a LHG Mining, temos buscado manter justamente esse diálogo. Existem demandas que ainda precisam continuar sendo discutidas, mas também reconhecemos as ações e o apoio que a empresa vem dando à comunidade. Acredito que uma relação construída com diálogo, respeito e transparência é o melhor caminho para todos”, afirmou.


Ingred também destacou que considera papel da associação não apenas apresentar reclamações, mas acompanhar as transformações e reconhecer medidas consideradas positivas pelos moradores.


“Como presidente da associação, meu papel é ouvir os moradores, levar nossas reivindicações e também reconhecer aquilo que está sendo feito de positivo. A comunidade quer ser parceira, quer participar das decisões e quer ver Porto Esperança crescendo sem perder sua história e sua identidade”, pontuou.


Para os próximos anos, a expectativa, segundo ela, é que os investimentos realizados na região resultem em benefícios permanentes para os moradores, sobretudo em infraestrutura, oportunidades de trabalho e qualidade de vida.


“Queremos mais oportunidades, infraestrutura, qualidade de vida e, principalmente, um olhar permanente para as famílias que vivem aqui. Porto Esperança tem história, tem pessoas trabalhadoras, tem crianças e famílias que acreditam no futuro daqui. O que queremos é que esse futuro seja construído junto com a comunidade”, finalizou.


Estudo considera expansão ambientalmente viável

Apesar dos impactos identificados, o Rimaconclui que a área prevista para expansão não apresenta restrições ambientais legais impeditivas e considera viável a implantação do projeto.

O estudo sustenta que os efeitos negativos poderão ser prevenidos, mitigados ou acompanhados por meio dos programas ambientais previstos e destaca, como efeitos positivos, geração de empregos, movimentação econômica e ampliação da infraestrutura ferroviária. 

Essa conclusão integra o estudo apresentado pelo empreendedor no processo de licenciamento ambiental e será analisada pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), órgão responsável por decidir sobre a licença necessária para a ampliação do terminal.

O que diz a LHG

Em resposta ao Correio do Estado, a LHG Mining afirmou que mantém medidas permanentes para controlar a poeira provocada por suas operações. Segundo a companhia, entre as ações estão a umectação das vias e a implantação de um sistema fixo de aspersão na estrada.

A mineradora também declarou que mantém diálogo constante com os moradores de Porto Esperança, com o objetivo de ouvir as demandas da comunidade e aprimorar as medidas adotadas.

Em relação às ações realizadas na região, a LHG informou ter promovido a revitalização do posto de saúde, a restauração da ponte de acesso à comunidade e da praça, que conta com academia ao ar livre e parque infantil, além da realização de cursos de capacitação e da reforma da Escola Municipal Polo Porto Esperança.

A empresa acrescentou que foram viabilizadas a doação de 56 caixas-d’água e a implantação de 7 quilômetros de rede de abastecimento de água potável, em parceria com a Sanesul.


Leia, na íntegra, a nota da LHG Mining:

Nota - Correio do Estado

A Lhg Mining adota medidas permanentes para o controle de poeira em suas operações, incluindo a umectação de vias e a implantação de sistema de aspersão fixa na estrada.

A companhia mantém diálogo constante com a comunidade, com foco na escuta das demandas locais e no aprimoramento contínuo das medidas adotadas. 

Entre as iniciativas estão a revitalização do posto de saúde, a restauração da ponte de acesso à comunidade, da praça com academia ao ar livre e parquinho infantil, a realização de cursos de capacitação e a reforma da Escola Municipal Polo Porto Esperança.

Também foram viabilizadas a doação de 56 caixas d’água e a implantação de 7 km quilômetros de rede de abastecimento de água potável, em parceria com a Sanesul.

 

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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 18:13:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[PF apura trabalho escravo em fazenda de candidato a deputado federal em MS]]></title>
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				<description><![CDATA[Uma fazenda pertencente ao empresário Aparecido Carlos Bernardo (União Brasil), candidato a deputado federal por Mato Grosso do Sul nas eleições deste ano, foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta quinta-feira (17), em Porto Murtinho.

O próprio Carlos Bernardo confirmou ao Correio do Estado que é proprietário da fazenda alvo da ação. Ele, entretanto, negou qualquer vínculo com as armas encontradas no local e contestou as suspeitas relacionadas às condições de trabalho dos funcionários.

Durante a operação, agentes encontraram 23 trabalhadores em situação trabalhista irregular e apreenderam 14 armas de fogo de grosso calibre, além de munições. Parte do armamento estava em situação irregular e algumas armas apresentavam numeração suprimida.

A operação apura a possível submissão de trabalhadores a condições análogas à escravidão e a ocorrência de tráfico de pessoas para fins de exploração laboral.

Ao ser procurado pela reportagem, Carlos Bernardo confirmou ser dono da propriedade, mas afirmou que frequenta pouco a fazenda e que chega a passar cerca de seis meses sem ir ao local.

O candidato também afirmou desconhecer a existência das armas apreendidas e negou ser proprietário de qualquer uma delas.


“Eu não sou proprietário de armamento nenhum, eu não tenho arma, eu não uso arma. Eu vou nessa fazenda, às vezes demora até seis meses para eu ir nessa fazenda”, afirmou.


Bernardo também contestou a possibilidade de trabalhadores serem submetidos a condições análogas à escravidão na propriedade. Segundo ele, os funcionários possuem alojamentos climatizados e recebem alimentação ao longo do dia.


“Quando diz trabalho análogo, você conhece alguma fazenda que todos os funcionários que trabalham na fazenda, nos seus alojamentos, têm ar-condicionado? Pois é, na fazenda que foi mencionada, nossa, todos os funcionários têm ar-condicionado”, declarou.


Segundo o empresário, duas cozinheiras são responsáveis pela alimentação dos trabalhadores, com café da manhã, almoço, café da tarde e jantar.


“Todos os funcionários trabalham livres, têm alimento, têm duas cozinheiras. Elas preparam café da manhã bem cedo, bem reforçado, preparam almoço bem reforçado, café da tarde, a merenda bem reforçada, e à noite. O pessoal vem para tomar banho e eles que cuidam do quarto deles, mas todos os quartos têm ar-condicionado”, afirmou.


Carlos Bernardo classificou como injusta a associação da propriedade a trabalho em condições análogas à escravidão e disse que repudia esse tipo de prática.


“Agora vem dizer que é um trabalho análogo, sabe? É muita injustiça, porque eu sou contra isso, eu abomino isso. Eu não compactuo com isso”, declarou.


O candidato também atribuiu a repercussão do episódio a uma suposta perseguição política contra ele.

A afirmação é de Bernardo e não há, até o momento, elementos apresentados publicamente que comprovem motivação política para a operação.


“Meu nome está no meio por causa de perseguição política. Eu me sinto assim, não tem explicação. O meu erro maior, acho que agora, foi entrar na política e agora, muito mais com chance de me eleger, estou sofrendo uma implacável perseguição desleal”, disse.

Vista aérea da fazenda de Carlos Bernardo, em Porto Murtinho, alvo de operação da Polícia Federal e do Ministério do Trabalho. Foto: Divulgação/PF.


Bernardo afirmou ainda que não responsabiliza as forças policiais que participaram da ação e disse ter sido informado de que a investigação teria começado após denúncia.


“Hoje eu me surpreendi com esse ato. Não estou aqui culpando a polícia, as polícias que participaram desse ato. Estou dizendo o seguinte: foi uma denúncia, dizem que foi uma denúncia, ou duas, não sei”, declarou.


Bernardo nega ser dono das armas

Sobre as 14 armas encontradas durante a operação, Carlos Bernardo afirmou desconhecer o armamento e disse não saber em qual ponto da propriedade ele foi localizado.


“As armas que foram encontradas são armas que foram encontradas lá na fazenda. Ninguém sabe onde, porque não mostraram onde foram encontradas. Eu tenho desconhecimento dessas armas aí”, disse.

Armas, munições e dinheiro encontrados durante operação na fazenda de Carlos Bernardo, em Porto Murtinho. Foto: Divulgação/Polícia Federal.


O candidato afirmou que não possui arma registrada em seu nome e sustentou que não poderia responder por eventual armamento pertencente a funcionários da propriedade.


“Funcionários que trabalham por lá têm o direito de comprar e de fazer o que eles quiserem. Eu não tenho como me envolver com isso. Eu não tenho arma no meu nome”, declarou.


Bernardo também argumentou que propriedades rurais daquela região costumam manter armas em razão da distância dos centros urbanos e de ocorrências de furto de gado.


“Naquela região, para você ter ideia, todas aquelas fazendas têm armamento lá. Por quê? Porque o Estado não garante a segurança para nós lá. Está longe de tudo, está na divisa com outro país, é uma roubalheira de gado na região”, afirmou.


Ele acrescentou que ocorrências envolvendo furto de gado poderiam ser verificadas junto à delegacia de Porto Murtinho.


“Procura saber na delegacia de Porto Murtinho que você vai ver o quanto de boletim de ocorrência e fatos narrados por eles de ladrão de gado que tem naquela região. Você ter uma arma na fazenda é proteção, porque senão os caras invadem a tua fazenda, roubam de madrugada, roubam na tua frente”, declarou.


A Polícia Federal ainda não informou oficialmente a quem pertencem as armas encontradas na propriedade. Também não foram divulgados os modelos e calibres do armamento, a quantidade total de munições recolhidas nem quem seria responsável pela guarda das armas.

A existência de armas com numeração suprimida deverá ser investigada para determinar a origem do armamento e eventuais responsabilidades.

Estrangeiros teriam sido recrutados

Segundo a Polícia Federal, a investigação teve início a partir de informações de que trabalhadores estrangeiros estariam sendo recrutados informalmente e levados para a propriedade rural, onde seriam mantidos em situação de vulnerabilidade.

Entre os elementos investigados estão a ausência de registro trabalhista, possível retenção de pagamentos e restrições à liberdade dos trabalhadores para deixar a propriedade.

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, as equipes encontraram 23 trabalhadores em situação trabalhista irregular.

A nacionalidade deles não foi divulgada. Também não foi informado oficialmente há quanto tempo estavam na propriedade, quais funções desempenhavam ou de que maneira teriam sido recrutados.

Outro ponto que ainda deverá ser esclarecido é se os 23 trabalhadores foram formalmente reconhecidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego como vítimas de trabalho em condições análogas à escravidão.

A distinção é importante porque, até o momento, a Polícia Federal informou oficialmente que foram encontrados trabalhadores em situação trabalhista irregular, enquanto a possível submissão a condições análogas à escravidão permanece como objeto da investigação.

Carlos Bernardo rebateu a suspeita e afirmou que, nas empresas administradas por ele, as relações de trabalho seguem regras e princípios que, segundo ele, são incompatíveis com as práticas investigadas.


“Trabalho análogo à escravidão, eu abomino isso aí. É totalmente fora de contexto, não faz parte. Eu tenho o pessoal que trabalha comigo nas empresas que nós gestionamos, não existe essa de trabalho análogo. Tudo tem que ter o seu respeito, a sua ética, as suas regras, e regras têm que ser feitas para serem cumpridas”, declarou.


Candidato confirma propriedade da fazenda

A confirmação feita pelo próprio Carlos Bernardo reforça informações públicas que já relacionavam o empresário à atividade rural em Porto Murtinho.

Em junho, durante as comemorações pelos 114 anos do município, o site oficial do candidato informou que o empresário possui propriedade rural em Porto Murtinho e mantém investimentos na região.

Outra publicação registrou Bernardo como proprietário de empreendimento rural no município. Na ocasião, ele recebeu homenagem da Câmara Municipal de Porto Murtinho durante sessão solene alusiva ao aniversário da cidade.

Com a declaração concedida ao Correio do Estado, não há mais dúvida quanto ao vínculo do empresário com a propriedade alvo da operação: Bernardo confirmou ser o proprietário da fazenda, embora negue responsabilidade pelas armas encontradas e conteste as suspeitas relacionadas às condições de trabalho.

Bernardo contesta vínculo com universidade

Durante a entrevista, Carlos Bernardo também contestou informações relacionadas à Universidade Central do Paraguai (UCP).

O empresário afirmou que não é proprietário da instituição e disse que sua atuação esteve ligada à representação de estudantes brasileiros.


“Eu não sou dono dessa faculdade desde 2019. Eu nunca fui dono, na verdade. Eu era um dos diretores para representar o acadêmico brasileiro”, afirmou.


Segundo Bernardo, seu vínculo com a instituição terminou posteriormente e ele atualmente não integra a direção nem possui participação na universidade.


“Não faço parte do corpo diretivo, não sou proprietário dessa faculdade e muito menos de outra”, declarou.


A relação de Bernardo com a instituição já foi objeto de versões divergentes. O próprio site da UCP já o apresentou como CEO, enquanto a universidade declarou à imprensa paraguaia que ele não integra sua estrutura administrativa e que uma relação comercial mantida anteriormente teria terminado.

Bernardo afirmou ainda que sempre trabalhou desde a infância e negou envolvimento com atividades ilícitas.


“Eu fui de levantar cedo, seis horas da manhã, com seis anos de idade, enfrentando os frios do Paraná para trabalhar. Eu sempre trabalhei, eu sempre busquei, eu nunca me envolvi com coisa errada, eu nunca me envolvi com nada errado”, afirmou.


Rebanho milionário declarado à Justiça Eleitoral

Carlos Bernardo, de 60 anos, concorre a deputado federal pelo União Brasil com o número 4455. O empresário declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de aproximadamente R$ 28,7 milhões.

A maior parcela do patrimônio declarado está relacionada justamente à pecuária. São 4.544 cabeças de gado avaliadas em R$ 18,4 milhões.

A relação de bens informada à Justiça Eleitoral também inclui R$ 3 milhões em cotas da Bernardo Administração e Participações, um Porsche Cayenne avaliado em aproximadamente R$ 1,41 milhão, R$ 800 mil em cotas da KS Táxi Aéreo e R$ 500 mil declarados em dinheiro em espécie.

Em seu perfil oficial de campanha, Bernardo se apresenta como empresário e afirma possuir mais de 30 anos de experiência em gestão.

Ele já disputou uma vaga de deputado federal em 2022 e concorreu à Prefeitura de Ponta Porã em 2024. Neste ano, voltou a disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Investigação continua

A Polícia Federal informou que as investigações prosseguem para esclarecer as circunstâncias dos fatos e identificar eventuais responsáveis e outros envolvidos.

Com a confirmação do próprio Carlos Bernardo de que é proprietário da fazenda, permanecem pendentes outros pontos centrais da investigação, entre eles quem administrava diretamente o local, a nacionalidade dos trabalhadores, como ocorreu o recrutamento, por quanto tempo permaneceram na propriedade e quem seria o proprietário ou responsável pelas 14 armas encontradas.

Também deverá ser esclarecido se havia retenção efetiva de salários ou documentos, se existiam restrições à saída dos trabalhadores e se as irregularidades encontradas serão caracterizadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego como condições análogas à escravidão.

Em relação ao arsenal, Bernardo nega qualquer vínculo com as armas e afirma que não possui armamento em seu nome.

As circunstâncias da apreensão, a origem das armas e a eventual responsabilidade pela posse do material continuam sob investigação.

O que prevê a lei

Caso a investigação confirme a prática de trabalho em condição análoga à de escravo e haja condenação, os responsáveis podem responder pelo crime previsto no artigo 149 do Código Penal, cuja pena é de dois a oito anos de reclusão e multa, além da punição correspondente a eventual violência praticada.

Já o tráfico de pessoas para submissão a trabalho em condições análogas à escravidão, também investigado no caso, é previsto no artigo 149-A e tem pena de quatro a oito anos de reclusão e multa, com possibilidade de aumento em circunstâncias previstas em lei.

 
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 17:53:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Obra de asfalto em 23 ruas são paralisadas em três bairros de Campo Grande]]></title>
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				<description><![CDATA[Moradores de três bairros de Campo Grande que aguardam melhorias na infraestrutura terão de esperar mais pela conclusão das obras. A Prefeitura determinou a paralisação dos serviços de pavimentação e infraestrutura previstos para 23 ruas do Complexo Centro-Oeste, que abrange áreas do Ramez Tebet, Jardim das Macaúbas e Jardim Campo Nobre.

A interrupção atinge um contrato de aproximadamente R$ 9,8 milhões, firmado ainda em 2024, e acrescenta um novo capítulo a uma obra que já passou por ampliação de prazo antes de ser oficialmente paralisada.

A decisão consta na edição desta quinta-feira (17) do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande). A Ordem de Paralisação nº 09/2026, da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), foi formalizada em 28 de agosto e determinou que os trabalhos fossem interrompidos a partir de 1º de setembro.

A empresa responsável é a HF Engenharia e Construções Ltda., contratada para executar obras de infraestrutura para pavimentação do Complexo Centro-Oeste , Ramez Tebet, Etapa C, Jardim das Macaúbas e Jardim Campo Nobre. A determinação está vinculada ao Contrato nº 340/2024. 

Um dos principais pontos ainda sem resposta é justamente o motivo da paralisação. O ato publicado pela administração municipal determina a interrupção, mas não apresenta, no próprio extrato, justificativa para a medida.

Também não informa o percentual atualmente executado nem estabelece uma data para que as máquinas retornem às ruas. 

Quem passa atualmente pela região encontra sinais de que os serviços previstos ainda não foram totalmente concluídos.

Em algumas vias, apesar da presença de pavimentação, é possível observar trechos sem meio-fio e outros acabamentos de infraestrutura, cenário que reforça os questionamentos sobre o estágio em que a obra se encontrava quando foi determinada a paralisação. 

Obra começou com contrato milionário

O projeto remonta a 2024. A HF Engenharia venceu a concorrência realizada pelo município com proposta de aproximadamente R$ 9,8 milhões, abaixo do orçamento estimado para a contratação, que estava na casa dos R$ 10,8 milhões.

O pacote foi planejado para levar infraestrutura e pavimentação a 23 vias localizadas nos três bairros, na Região sul da Capital.

Entre as vias contempladas pelo projeto aparecem as ruas Alberto Teixeira, Almiro Nunes da Rocha, Antônio Nelson de Souza, dos Canutos, Martinez, Tamanduateí e Wanda.

A relação também inclui as travessas Benedito Gardial Filho, Geraldo Pereira de Oliveira, Jovita Pedroso da Cunha, Lúcio Alexandre, Ladislau Antunes da Rosa, Manoel Pedro da Cunha, Severino José de Souza, Rachid Abes, Abdon Bunazar, Francisco Bucker e Aristidia Ennes Bucker, além das vias Fidélis Bucker, Francisco da Gama Ennes, Eneas Francisco Bello, Olivério Rodrigues da Luz e Castorina Rodrigues da Luz.

A expectativa, quando o contrato foi celebrado, era de que os trabalhos fossem realizados em 270 dias. O projeto também tem participação de recursos federais destinados às intervenções na região.

A pavimentação desses bairros integra uma demanda antiga de moradores, principalmente em áreas onde a falta de asfalto interfere no deslocamento e se torna ainda mais sentida durante os períodos de chuva e seca.

Prazo já havia sido ampliado

A paralisação não é a primeira alteração no cronograma original. Em 2025, a administração municipal autorizou um termo aditivo que prorrogou por mais 120 dias o prazo de execução.

Com isso, o período estabelecido naquela alteração contratual passou de 20 de julho a 16 de novembro de 2025.

A extensão correspondia a aproximadamente quatro meses adicionais para a realização dos serviços. Mesmo depois desse período, porém, o contrato permaneceu em andamento administrativamente.

Em 2026, houve inclusive mudança na fiscalização responsável pelo acompanhamento dos trabalhos.

Agora, quase dois anos depois da contratação, a Prefeitura publica uma ordem determinando a paralisação da execução.

A sequência coloca no centro da apuração a situação atual do empreendimento: quanto efetivamente foi executado, quanto já saiu dos cofres públicos e quanto ainda falta para que todas as ruas previstas recebam as intervenções contratadas.

Moradores ainda aguardam conclusão

Além do tamanho do investimento, a quantidade de vias incluídas torna a paralisação relevante para quem vive na região.

O projeto alcança bairros localizados na região sul de Campo Grande e envolve não apenas a colocação de asfalto, mas serviços de infraestrutura necessários à urbanização das vias.

No caso do Ramez Tebet, o contrato contempla a chamada Etapa C. Outras etapas de infraestrutura do bairro já haviam sido executadas anteriormente.

No Jardim das Macaúbas, a reivindicação por pavimentação é ainda mais antiga. A melhoria de vias da região já apareceu entre demandas apresentadas pela população ao poder público municipal em anos anteriores.

Com a nova decisão, entretanto, o Diário Oficial não estabelece quando os serviços deverão ser retomados.

 Prefeitura movimenta recursos para infraestrutura

A paralisação também ocorre no momento em que a Prefeitura promove alterações no orçamento da área de infraestrutura.

Na mesma edição do Diogrande, o Executivo abriu R$ 5,68 milhões em crédito suplementar, por meio de remanejamento de dotações. Desse total, aproximadamente R$ 2,65 milhões são movimentados entre ações da Sisep e cerca de R$ 3,03 milhões envolvem dotações da Agetran.  

A publicação, porém, não estabelece relação direta entre esse remanejamento e a obra paralisada nos três bairros.

Motivo da paralisação ainda precisa ser esclarecido

A ordem publicada pela Sisep deixa uma série de questões em aberto. Entre elas estão o motivo que levou à interrupção, o percentual físico já executado, o montante efetivamente pago à HF Engenharia, quais das 23 vias tiveram os trabalhos concluídos e quantas permanecem pendentes.

Também falta esclarecer se a decisão decorre de questões financeiras, técnicas ou administrativas, se houve algum problema no cumprimento do cronograma e se haverá necessidade de novo aditivo contratual.

Outro ponto é saber quando as obras serão retomadas e qual é a nova previsão para conclusão.

O Correio do Estado procurou a Prefeitura de Campo Grande para obter esclarecimentos sobre os motivos da paralisação e a situação atual do contrato.  Até a publicação desta reportagem, não houve retorno.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 16:55:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Câmara aprova suspensão de consignados do CredCesta e Banco Master em Campo Grande]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/economia/camara-aprova-suspensao-de-consignados-do-credcesta-e-banco-master-em/472874/</link>
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				<description><![CDATA[Os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande aprovaram, nesta quinta-feira (17), projeto de lei que suspende o processamento dos descontos em folha de pagamento de servidores municipais relacionados ao CredCesta, Banco Master e instituições ou empresas ligadas às operações. 

A proposta, de autoria dos vereadores Jean Ferreira (PT) e Luiza Ribeiro (PT) abrange cartões de crédito consignado, cartão benefício, reserva de margem consignável (RMC), reserva de cartão consignado (RCC) e empréstimos consignados.

A suspensão também alcança operações relacionadas a instituições financeiras, empresas ou pessoas jurídicas que tenham sucedido, incorporado ou adquirido carteira de crédito das instituições envolvidas, além daquelas que mantenham vínculo societário ou operacional relacionado às operações citadas.

Conforme o projeto, os descontos ficam suspensos até que sejam apresentados ao servidor o contrato integral, o saldo devedor atualizado e a memória de cálculo da dívida, além da comprovação da legitimidade da instituição responsável pela operação e da regularidade da consignação junto à prefeitura. 

A proposta também prevê que, caso sejam encontradas irregularidades, ausência de documentação ou falta de autorização para o desconto, a prefeitura poderá cancelar a consignação e adotar as medidas cabíveis.

Na justificativa do projeto, o vereador Jean Ferreira afirma que o objetivo é proteger os servidores públicos municipais "diante das graves incertezas jurídicas envolvendo operações de crédito consignado vinculadas ao CredCesta, ao Banco Master S.A. e às instituições ou empresas relacionadas, cuja situação tem sido amplamente debatida em âmbito nacional e estadual".

O texto cita que vieram a público notícias acerca da liquidação extrajudicial, reorganização societária e controvérsias envolvendo contratos de crédito consignado administrados por essas instituições, além da existência de centenas de demandas judiciais questionando a transparência das operações, a ausência de disponibilização dos contratos, a dificuldade de acesso aos demonstrativos de saldo devedor e a legitimidade das cobranças.

"Nesse contexto, mostra-se imprescindível a adoção de medida cautelar destinada a preservar a segurança jurídica dos servidores públicos municipais enquanto não houver plena regularização da situação das consignações", diz o documento.

O vereador destaca que a proposição não interfere nas relações contratuais de direito privado, nem extingue obrigações assumidas pelos servidores perante instituições financeiras, limitando-se a disciplinar o sistema administrativo de consignações em folha de pagamento mantido pelo Município.

 
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				<category>Economia</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 16:15:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Trabalhadores da Caixa decidem na próxima semana sobre fim da greve]]></title>
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				<description><![CDATA[Em greve há uma semana, os empregados da Caixa Econômica Federal devem decidir na próxima segunda-feira (21) se retornam às atividades ou mantêm a paralisação. Nesta data, a categoria deverá votar se acata a nova proposta apresentada pelo banco para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028. 

O custeio do plano de saúde, o Saúde Caixa, é uma das principais pautas de reivindicação da categoria.

Os empregados pleiteiam o restabelecimento da proporção de 70% para a Caixa e 30% para os empregados. A proposta apresentada pela Caixa na madrugada desta quinta-feira (17) amplia de 6,5% para 9% da folha de pagamento o teto de participação do banco no custeio do Saúde Caixa, a partir de 2027.

Pela proposta, será mantido o modelo solidário do plano de saúde, sem cobrança diferenciada por faixa etária. O acordo prevê que não haverá reajuste das mensalidades em 2026, com a Caixa assumindo o déficit do plano.

A proposta também estabelece a presença de pelo menos um empregado dedicado em cada Gerência de Pessoas e Representação Regional de Pessoas (Repes) para trabalhar exclusivamente com o Saúde Caixa. Outro ponto previsto é a constituição, em até 60 dias, de grupo de trabalho para discutir um novo modelo de gestão do plano.

A coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) Juvandia Moreira avaliou como um avanço a nova proposta apresentada pela Caixa.

“A ampliação da participação da Caixa de 6,5% para 9% é um avanço importante, pois representa um aumento recorrente da participação da Caixa de cerca de R$ 900 milhões”, disse.

A Caixa disse que vai manter também todos os direitos já pactuados nos ACTs específicos e na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. Segundo Juvandia, a nova proposta é resultante da mobilização dos trabalhadores.

“A mobilização mostrou que era necessário colocar mais recursos da empresa no Saúde Caixa e preservar um princípio fundamental do nosso plano, que é o pacto intergeracional. E só conquistamos isso em mesa de negociações graças à mobilização dos trabalhadores”, completou.

Outras propostas

A negociação iniciada na última quarta-feira resultou também em alterações no programa de remuneração variável Super Caixa. Para o 2º semestre de 2026, a proposta aumenta de 25% para 50% a premiação inicial por habilitação.

Em relação ao Plano de Funções Gratificadas (PFG) , a Caixa assumiu o compromisso de criar espaços de escuta e discussão com a representação dos empregados, incluindo um debate em grupo paritário sobre o plano.

A Caixa manteve ainda a proposta de pagamento de um prêmio de R$ 3 mil por empregado, em reconhecimento à superação do Índice de Eficiência Operacional (IEO) de 2026, já atingido em junho 2026. 

Plenária 

 A greve dos empregados da Caixa foi deflagrada no último dia 10. A votação da proposta apresentada pela Caixa será realizada dia 21 de forma virtual, das 11h às 18h, com plenária para esclarecimento de dúvidas entre 9h e 11h.

Em caso de aprovação, o dia paralisado no dia 20 de agosto será abonado. Os dias úteis de greve devem ser compensados em até 180 dias.

A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com a Caixa para ter um posicionamento, mas não recebeu retorno até a publicação.
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				<category>Economia</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 15:31:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[IFMS destina R$ 22 mil para criar e fortalecer Empresas Juniores nos dez campi
]]></title>
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				<description><![CDATA[O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) vai destinar R$ 22 mil para incentivar a criação e o fortalecimento de Empresas Juniores ligadas aos cursos de graduação da instituição. O recurso será distribuído entre os dez campi por meio de um processo seletivo aberto para estudantes e professores orientadores.

Do total, R$ 12 mil serão destinados ao fortalecimento de Empresas Juniores já reconhecidas pelo IFMS. Nessa modalidade, poderão ser selecionadas até seis propostas, com auxílio de até R$ 2 mil para cada projeto.

Os outros R$ 10 mil serão destinados à criação de novas Empresas Juniores. Poderão ser aprovadas até quatro propostas, com repasse de até R$ 2,5 mil por projeto.

Os recursos poderão ser usados na compra de materiais de consumo, pagamento de taxas e contratação de serviços de terceiros. No caso das empresas já existentes, também será permitida a aplicação do dinheiro na regularização de pendências fiscais.

As Empresas Juniores são associações civis administradas por estudantes de graduação, voltadas ao desenvolvimento de projetos e serviços que contribuam para a formação acadêmica e profissional. A iniciativa também busca estimular o empreendedorismo e aproximar as atividades de ensino, pesquisa, extensão e inovação do setor produtivo.

Inscrições

As propostas devem ser cadastradas exclusivamente pelo Sistema Unificado de Administração Pública (Suap) entre 9 de setembro de 2026 e 31 de agosto de 2027.

O cadastro deverá ser realizado pelo professor orientador, responsável por apresentar informações sobre o projeto, integrantes da equipe, planos de aplicação e desembolso, além da documentação exigida pelo edital.

Para o fortalecimento de Empresas Juniores já reconhecidas, será necessário apresentar o Termo de Reconhecimento emitido pelo IFMS e o comprovante de inscrição e situação cadastral no CNPJ.

No caso de criação de novas empresas, entre os documentos exigidos estão o termo de compromisso dos estudantes, parecer da coordenação do curso autorizando a abertura e autorização para utilização de espaço físico e infraestrutura do campus.

Regras

O coordenador da proposta deve ser servidor docente do IFMS e dedicar entre cinco e oito horas semanais ao projeto. Também é necessário manter o currículo atualizado na Plataforma Lattes nos seis meses anteriores à inscrição e não ter pendências junto às áreas de ensino, pesquisa e extensão da instituição. Cada professor poderá apresentar apenas uma proposta.

A seleção será dividida em duas etapas. A primeira será eliminatória, com análise da documentação apresentada. Na segunda, as propostas serão classificadas de acordo com o mérito do projeto e o perfil do coordenador.

Entre os critérios de avaliação estão a organização da equipe, estratégias para garantir a sustentabilidade da Empresa Júnior, atendimento às demandas locais e regionais, formação empreendedora e utilização da infraestrutura tecnológica do campus. A nota final terá peso de 60% para o projeto e 40% para o currículo do coordenador.

O resultado provisório das inscrições deferidas será divulgado 10 dias após a submissão de cada proposta. Recursos poderão ser apresentados em até dois dias úteis. O resultado final será publicado quatro dias úteis depois.

Após a divulgação do resultado final, o Termo de Outorga deverá ser assinado em até 30 dias. O recurso será pago em parcela única na conta bancária cadastrada nos assentamentos funcionais do professor orientador.

Para os projetos de criação de novas Empresas Juniores, os estudantes deverão ainda providenciar documentos como estatuto social, atas de eleição e posse, CNPJ, cadastro tributário municipal e abertura de conta bancária.

Os projetos terão duração de 365 dias a partir da publicação do resultado final. O relatório parcial deverá ser apresentado após 180 dias de execução, enquanto o relatório final deverá ser enviado em até 60 dias após o encerramento do projeto.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 14:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Fumacê percorre 2 bairros após MS superar 10 mil casos de chikungunya]]></title>
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				<description><![CDATA[O fumacê percorre dois bairros de Campo Grande nesta quinta-feira (17), das 16h às 22h, em reforço ao combate ao Aedes aegypti, após Mato Grosso do Sul superar a marca de 10 mil casos confirmados de chikungunya em 2026.

A ação será executada pelas equipes da Gerência de Controle de Endemias Vetoriais (GCEV), da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), que percorrerão as ruas dos dois bairros no período previsto.

Segundo a Prefeitura, para aumentar a eficácia da aplicação, os moradores devem manter portas e janelas abertas durante a passagem do veículo. O inseticida é direcionado principalmente aos mosquitos adultos, especialmente as fêmeas, responsáveis pela transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya.

O serviço pode ser adiado ou cancelado caso haja chuva, vento ou neblina. As condições meteorológicas prejudicam a dispersão adequada do inseticida e podem comprometer a aplicação.

A orientação é que os moradores acompanhem a passagem do fumacê e mantenham os ambientes preparados para permitir que o produto alcance locais onde os mosquitos adultos possam estar.

O reforço ocorre em meio a um cenário de atenção para as arboviroses no Estado. Mato Grosso do Sul já registrava 10.041 casos confirmados de chikungunya e 30 mortes pela doença em 2026, segundo dados divulgados em setembro. O cenário levou o Estado a preparar profissionais da rede de saúde para possíveis mudanças epidemiológicas e eventual aumento da procura por atendimento.

Além da chikungunya, o Aedes aegypti também transmite dengue e zika. A Secretaria de Estado de Saúde mantém ações de vigilância e controle do mosquito por meio do programa estadual de combate às arboviroses.

Itinerário do fumacê

Los Angeles: aplicação das 16h às 22h.

Lageado: aplicação das 16h às 22h.

A programação pode sofrer alteração em caso de condições climáticas desfavoráveis.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 13:30:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Transporte do elefante Sandro até santuário no MT conta com apoio da PRF-MS]]></title>
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				<description><![CDATA[Com Mato Grosso do Sul no meio da rota entre o zoológico de Sorocaba e o Santuário de Elefantes Brasil (SEB), o transporte por aproximadamente 1,6 mil quilômetros desse espécime de 55 anos batizado de Sandro contará até mesmo com o apoio da Polícia Rodoviária Federal no Estado. 

Conforme repassado pela PRF-MS, esse deslocamento começou ainda ontem (16) e a previsão é que até sexta-feira (18) Sandro chegue ao santuário na Chapada dos Guimarães. Por volta de meio-dia e meia, pelo horário local, houve uma parada no Posto de Combustíveis Platinão, que fica no quilômetro 459 da BR-163.

Reprodução/SEB

Dr. Mateus Bianchini é médico veterinário do Santuário de Elefantes Brasil e, na manhã de hoje (17), deu detalhes sobre o segundo dia de viagem de Sandro, sanando dúvidas principalmente quanto à alimentação desse animal durante o transporte. 

"A gente não mudou a dieta principal, ele vem comendo aquele mesmo misturado que faziam de capim com os vegetais e estamos testando outras coisas também para a gente avaliar o comportamento dele, como está reagindo durante a viagem".

Com um apetite mais "caprichoso" durante a viagem, Sandro têm recebido algumas frutas inteiras, mantendo o padrão das refeições que recebia no zoológico até então. 

"Ele tinha interesse algumas vezes por algumas frutas, frutas inteiras que nem maçãs, ele comia melão lá também, ele comia mamão, mamão inteiro, muitas vezes usado para dar as medicações dele, colocava uma medicação dentro de um mamão inteiro para ofertar para ele", conclui o médico em boletim. 

Elefante Sandro

Acompanhado durante o transporte por câmeras instaladas em sua caixa climatizada, esse animal tem suas origens datada há mais de meio século, sendo capturado na Ásia ainda bebê, em 1971, levado até um zoológico holandês em Cauberg para ser adestrado por um "famoso treinador de elefantes", que foi contratado neste mesmo ano para vir ao Brasil junto de Sandro e dois outros elefantes. 

Sandro passou cerca de uma década como atração de circos itinerantes, negociado posteriormente e enviado até o Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros em Sorocaba, em 1982.

Depois de mais de dez anos sozinho, em 1995 Sandro recebeu a companhia de Haisa, uma elefante asiática que havia saído do zoológico Beto Carrero e viveu até 2020, com a artrose ligada ao confinamento estando intimamente ligada a sua morte, como apontaram resultados de necrópsia. 

Importante frisar que Sandro não está sedado para o transporte, uma vez que devido à sensibilidade e inteligência desses animais eles acabam lidando melhor com a viagem quando estão conscientes de tudo ao redor. 

Essa transferência só acontece após determinação judicial, na caixa que pesa cerca de 10 toneladas e conta com cinco metros de comprimento, 3,5 de altura e 2,25 metros de largura. 

“Em uma transferência como essa, não é o relógio que determina o ritmo. É o elefante. Todo o planejamento existe para que possamos adaptar a operação às necessidades de Sandro e fazer o percurso da forma mais segura possível”, esclarece em nota o biólogo e diretor do Santuário de Elefantes Brasil, Daniel Moura.

Assim que chegar ao Santuário, Sandro não será imediatamente colocado junto dos demais animais, com sua aproximação com as seis elefantes asiáticas do local, Maia, Rana, Mara, Bambi, Guillermina e Baby acontecendo de forma gradual. 

Realidade desde 2016, o santuário localizado na Chapada dos Guimarães conta com aproximadamente 1,2 mil hectares de área, possuindo equipe especializada dedicada ao acompanhamento dos animais.

 

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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 13:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Incra dá últimos passos para assentar 300 famílias em fazenda de MS]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/incra-da-ultimos-passos-para-assentar-300-familias-em-fazenda-de-ms/472868/</link>
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				<description><![CDATA[O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) avança nos procedimentos para transformar a Fazenda Paraíso, em Jaraguari, em um novo assentamento rural com capacidade estimada para receber cerca de 300 famílias.

Representantes da autarquia estiveram na propriedade para fazer o reconhecimento da área e, na próxima semana, o imóvel deverá receber integrantes de movimentos sociais e da comunidade local. A visita antecede os procedimentos para a criação do projeto de assentamento.

A nova etapa foi anunciada pelo superintendente regional do Incra em Mato Grosso do Sul, Paulo Roberto da Silva, o Paulinho do PT, em vídeo publicado nas redes sociais.

“Viemos aqui hoje conhecer a área, fazer o reconhecimento para que na semana que vem a gente possa trazer os movimentos e a comunidade local para conhecer esse espaço”, afirmou o superintendente.

No vídeo, Paulo Roberto aparece acompanhado de integrantes da superintendência do Incra no Estado durante a visita à Fazenda Paraíso. Segundo ele, a intenção é, após o reconhecimento, iniciar os procedimentos para a criação do novo assentamento.

A movimentação representa um avanço em relação à situação registrada em julho, quando o governo federal autorizou a aquisição da propriedade para incorporá-la ao Plano Nacional de Reforma Agrária (PNRA).

Enquanto avança na implantação do projeto em Jaraguari, o Incra também conduz processos de seleção de beneficiários para assentamentos já existentes em outras regiões de Mato Grosso do Sul.

Em outra publicação nas redes sociais, Paulo Roberto afirmou que a superintendência estava finalizando uma série de procedimentos relacionados à seleção de famílias em Ponta Porã, Sidrolândia e Terenos.

“Hoje nós estamos finalizando a elaboração e a publicação de uma série de editais para a seleção de famílias nos municípios de Ponta Porã, município de Sidrolândia e no município de Terenos, aqui no Mato Grosso do Sul, para ingresso de cerca de 600 famílias para o Programa Nacional de Reforma Agrária”, declarou.

Durante a visita à Fazenda Paraíso, Paulo Roberto afirmou ainda que o projeto será “o primeiro assentamento criado no Mato Grosso do Sul obtido pelo Incra em 15 anos”.

R$ 95,7 milhões

Localizada em Jaraguari, a Fazenda Paraíso possui pouco mais de 1,9 mil hectares. A compra foi autorizada pela Portaria nº 37/2026 pelo valor de R$ 95.701.908,44.

O imóvel passou anteriormente por avaliação do Incra. No laudo referente à Fazenda Paraíso, publicado em abril, a autarquia avaliou a propriedade dentro do processo de obtenção de terras para a reforma agrária.

A estimativa divulgada durante o processo é de que a área tenha capacidade para receber aproximadamente 300 famílias. O número definitivo de beneficiários, entretanto, ainda depende da criação e do planejamento do projeto de assentamento.

Na época em que a compra foi autorizada, a transferência da propriedade ainda dependia do cumprimento das exigências documentais e da formalização da escritura.

Informações mais recentes apontam que os R$ 95,7 milhões destinados à Fazenda Paraíso já foram pagos e que a portaria de criação do assentamento estava entre as próximas etapas previstas pelo Incra.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 12:45:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Estado destina R$ 1,2 milhão para iluminar e reduzir acidentes em MS-156]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/estado-destina-r-1-milhao-para-iluminar-e-reduzir-acidentes-em-ms-156/472848/</link>
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				<description><![CDATA[O Governo de Mato Grosso do Sul irá destinar R$ 1,2 milhão para iluminar a MS-156, no trecho entre as rotatórias da BR-163 e entrada para a região residencial Greenville, em Dourados, a cerca de 226 quilômetros de Campo Grande.

A empresa responsável por implantar a iluminação será escolhida por meio de concorrência eletrônica nº 122/2026, em modo aberto e sob critério de menor preço.

O aviso de licitação foi divulgado pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos, a Agesul, na edição do Diário Oficial do Estado (DOE) desta quinta-feira (17), com o processo administrativo nº 79.005.195-2026.

As empresas interessadas poderão realizar suas ofertas e propostas, a partir das 08h30 (horário de MS), no dia 05 de outubro pelo site oficial de licitação da Agesul.

Segundo o documento, a previsão de valor destinado para a implantação é estimado em R$ 1.223.699,15.

O trecho da rodovia estadual fica em área urbana e devido a um número expressivo de acidentes no encontro entre rodovia estadual com a federal BR-163, foi construído um viaduto em 2022, que da acesso a área residencial Greenville e demais bairros populosos na região como Jardim Guaicurus e Vival dos Ipês.

A distância entre uma rotatória e outra é pouco mais de 40 metros de extensão, comprimento do viaduto que agora divide as rodovias.

A divisão no trecho urbano em meio as rodovias busca reduzir e prevenir acidentes, que ao longos dos anos ocorrem devido ao intenso volume de tráfego, incluindo o alto fluxo de veículos pesados e pela falta de iluminação.

Há quase um ano, em outubro de 2025, um homem morreu atropelado por um caminhão ao tentar atravessar a rodovia estadual, exatamente no trecho que acontecerá as obras.

Na ocasião, Nivaldo Inácio Dias, de 67 anos, tentou atravessar a MS-156 e foi atingido por um caminhão carregado com mais de 4 mil frangos que estavam sendo levados para o abate.

O motorista do veículo disse em depoimento que não viu o pedestre, e que tentou frear quando o notou, mas não foi possível impedir a colisão.

Na época, por meio de manifestações nas redes sociais os moradores da região confirmam que o local é escuro e não possui iluminação suficiente na via.

Em resposta a reportagem, a Agesul também confirmou que o sistema de iluminação no local é insuficiente e por isso ocorrerá a intervenção.

Recentemente uma travessia para pedestre foi recém-construída na MS-156, área principal que receberá a iluminação no trecho. Os links para editais e seus anexos estão disponíveis nos sites: https://www.agesul.ms.gov.br/ e https://www.gov.br/pncp/pt-br
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 12:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Telegram e Instagram também foram usados para transmitir morte de Lívia]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/telegram-e-instagram-tambem-foram-usados-para-transmitir-morte-de/472864/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/cidades/telegram-e-instagram-tambem-foram-usados-para-transmitir-morte-de/472864/</guid>
				<description><![CDATA[As plataformas Instagram, Telegram e Zangi foram usadas para transmitir a morte de Lívia, de 13 anos, em Naviraí. Até então, apenas o Discord era apontado como o meio para transmissão do caso. Anne Karine Trevizan, titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), confirmou a informação durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira (17), na Delegacia-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.

De acordo com a delegada, a Zangi Private Messenger era a principal plataforma usada pelos membros dos clãs para ameaçar as vítimas. Todo comando das ações e as ameaças a Lívia ocorreram através do Zangi. O vídeo do suicídio da jovem foi circulado e transmitido ao vivo no Discord e Instagram. O Telegram também foi mencionado como plataforma de uso.


"Nós verificamos também que não existe uma única panela, existem várias panelas e no momento da morte da Lívia, duas se uniram para formar uma plateia em que pudessem assistir ao vivo a morte dela. Nós já temos conhecimento que o vídeo foi circulado em algumas plataformas, o vídeo e a combinação do evento morte dela, como eles falam. Foi utilizado o Zangi, muito utilizado por esses adolescentes para praticar atos criminosos, o Telegram, o Discord e o Instagram também. No Instagram e no Discord foi veiculado o vídeo dela se matando", disse a delegada Anne Trevizan.


Um dos integrantes da comunidade conseguiu muitas informações a respeito de Lívia, então ela era ameaçada através de fotos dos pais, da mãe e coisas privadas da vida dela.

A segunda fase da "Operação Lívia" prendeu mais seis adolescentes, todos apontados como chefes de comunidades da rede criminosa envolvida na coação de vítimas para atos de automutilação e suicídio. A ação se deu após a extração de dados dos celulares apreendidos na primeira fase. Ao todo, 12 pessoas já foram apreendidas, sendo 11 adolescentes e apenas um adulto, de 18 anos.

A segunda fase aconteceu no Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Bahia. O crime foi classificado como torpe e de niilismo extremo, caracterizado por violência digital dentro de ambientes virtuais.

Por se tratar de menores de idade, os crimes são considerados como atos infracionais análogos a homicídio qualificado, organização criminosa e maus-tratos contra animais (em atos de automutilação).

A internação provisória para adolescentes é de 45 dias, ficando o tempo final a critério do Poder Judiciário.

Embora os pais dos infratores geralmente não tivessem conhecimento das práticas, há a possibilidade de responsabilização posterior, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital, que atribui à família, ao Estado e à sociedade o cuidado com o que os filhos consomem na internet.

Panelas

Os adolescentes formavam grupos abertos em plataformas digitais, que denominavam "panelas". Quanto mais atos de violência praticavam, mais subiam de cargo na hierarquia.

Os adolescentes apreendidos tinham idades entre 13 e 17 anos, sendo todos apontados como lideranças e "donos" ou "subdonos" dessas comunidades. Eles determinavam a ocorrência, data e convidados para os "eventos".

O recrutamento de membros, principalmente homens, era através de comunidades abertas com temas como misoginia e nazismo. O aumento de vítimas trazidas e a prática de violência elevavam o nível do membro no grupo.


"Como são comunidades públicas, tem muita situação relacionada com misoginia, relacionado a nazismo, então esses adolescentes acabam procurando, se interessando pela matéria. Os donos das panelas, os proprietários, eles começam a bater papo, conversar e ver se tem um perfil pra entrar no grupo, para pertencer a essa panela", explica a delegada Anne Trevizan


A finalidade do grupo era a "satisfação na violência pela violência", e não havia ganho financeiro envolvido. A fama da "panela" aumentava com a violência praticada.

As vítimas, a maioria meninas, eram levadas a grupos onde eram instruídas a praticar automutilação, como cortar-se e escrever o nome de seus "donos" com sangue em objetos como bíblias, banheiros e camas.

 

A polícia segue na extração de dados do material apreendido para identificar outros participantes e vítimas.

 
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 12:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Evento que reúne 70 brechós muda de local após estragos do temporal]]></title>
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				<description><![CDATA[28ª edição do &#39;Desapega Campo Grande&#39;, evento que reúne70 brechós em um só lugar, mudou de local.

Agora, o evento ocorrerá no Parque Jacques da Luz, localizado na rua Barreiras, bairro Moreninhas III, em Campo Grande. A data continua a mesma: sábado, 19 de setembro, ds 8h às 16h.

Anteriormente, o evento iria ocorrer no Parque Ayrton Senna, mas, as quadras esportivas do local estão temporariamente interditadas devido ao temporal que atingiu a Capital na quinta-feira (10). 

A Fundação Municipal de Esportes (Funesp) o impossibilitou o uso do local por motivos de segurança e preservação do espaço público.

“A gente sabe que é uma mudança em cima da hora e sentimos muito por isso. Até ontem estava tudo certo, colocamos faixa, organizamos tudo e estávamos divulgando a feira a todo vapor. Agora precisamos correr contra o tempo para fazer o novo endereço chegar a todos. Mudou o endereço, mas o garimpo continua. Contamos com a colaboração de todo mundo para compartilhar essa informação e avisar quem estava esperando pelo Desapega CG”, explica a organização do Coletivo Nós Amamos Brechó, por meio de nota enviada à imprensa.

ENCONTRO DE 70 BRECHÓS

28ª edição do &#39;Desapega Campo Grande&#39; reunirá mais de 70 brechós, neste sábado (19), no Parque Jacques da Luz.

São mais de 25 mil itens à venda, como:


	
	Roupas (masculino, feminino e infantil): blusa, camiseta, camisa, suéter, casaco, calça, saia, vestido, meia calça, touca, luva, jaqueta, meias, cachecóis, blazer, bermuda, cropped, pijama, roupão, paletó, entre outros
	



	
	Acessórios (feminino, masculino e infantil): bolsa, colar, pulseira, relógio, anel, cinto, brinco, lenço, chapéu, tornozeleira, etc
	
	
	Sapatos (feminino, masculino e infantil): sapatilha, rasteira, bota, tênis, salto, sandália, chinelo, chuteira, etc
	
	
	Plantas: suculentas, ramos, ervas, árvores frutíferas, flores, etc
	
	
	Decoração: quadros, objetos decorativos, plantas, livros, vasos, almofadas, esculturas, bandejas, cestos, caixas, luminárias, brinquedos, entre outros
	


O preço mínimo é de R$ 2,00. Serão vendidas desde peças simples à peças de grife. Os itens são usados, mas em ótimo estado de conservação.

Confira alguns dos brechós que participarão do evento:

@garagebrecho
@coletivodebrechos
@Divina2mao
@carmozitabrecho
@brecho_chicamariia
@compreis_delas 
@dm_brecho10
@katiuscia_brecho_
@bazardelas_cg
@Novo_de_novo_brechocg
@donachiccg 
@pink_brecho_modasustentavel
@mariaabellabrecho 
@madamebiubrecho    
@reuse_bazar_marlene 
@reis_brecho_
@madamebellabrecho
@ruthmagdabrecho
@ilovebrechoms
@mesalva.brecho
@sinhaoncabrechoms
@tcheplantaneira
@brecho_da_wall
@marasilviaribeirodamata
@marybrechocg
@mamae.loua
@vivalilow
@sonhodecabide_
@brechando_cg
@eita_vendi

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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 11:45:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Agesul exclui empreiteira do tapa-buraco de licitação de R$ 1,9 bilhão]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/pivo-de-escandalo-empreiteira-perde-1o-round-de-licitacao-bilionaria/472865/</link>
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				<description><![CDATA[Pivô de um escândalo que revelou um suposto esquema de desvios milionários nos serviços de tapa-buracos nas ruas de Campo Grande, a empreiteira Rial, que mudou de nome e agora se chama Força, foi excluída da disputa de um dos 18 lotes da série de licitações que preveem pagamento de até R$ 1,9 bilhão para manutenção de estradas com e sem asfalto em praticamente todo o estado de Mato Grosso do Sul.

A licitação começou ainda em maio e, mesmo preso, o empreiteiro Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa providenciou a inscrição de sua empresa em três  dos lotes, nas regionais de Jardim, Camapã e Ribas do Rio Pardo. Caso saísse vencedor, a empreiteira poderia faturar até R$ 315 milhões somente nos primeiros três anos nestas três regiões.

Porém, o edital prevê que os contratos podem ser renovados por até dez anos. Sendo assim, nos dez anos seguintes poderia faturar mais de R$ 1 bilhão, sem contabilizar os aditivos e a correção do valor inicial. 

Dos 18 lotes da série de licitações que estão em andamento desde o dia 8 de junho, em somente quatro foi dado o segundo passo. Destes quatro, a Rial (Força) estava na disputa para tentar assinar um contrato de até R$ 98.654.090,46 para fazer a manutenção das estradas na região de Ribas do Rio Pardo.

Porém, no começo de setembro foi dado o segundo passo e a empreiteira foi excluída do certame porque não entregou a documentação exigida. Ela estava na disputa com outras 19 empresas. Assim como a Força (Rial), ao menos outras três também não entregaram a documentação no prazo exigido e estão fora da disputa.

Por enquanto,  a Agesul ainda não divulgou a data para dar o segundo passo nos certames relativos às regionais de Jardim (R$ 119,4 milhões) e de Camapuã (R$ 97,5 milhões), nas quais a Força também está inscrita. Também não divulgou a data para ratificar a habilitação das empreiteiras que seguem na disputa pela manutenção das estradas da região de Ribas do Rio Pardo.

O controlador da Força, Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, foi preso no dia 12 de maio e colocado em liberdade somente um mês depois, em 11 de junho. Ele foi acusado pelo Ministério Público de ter pagado propina para servidores públicos para receber recursos públicos sem fazer os serviços de tapa-buracos em quatro das sete regiões de Campo Grande.

O empresário foi preso juntamente com outras seis pessoas durante a operação "Buracos Sem Fim", realizada em um período em que as ruas de Campo Grande enfrentavam buraqueira sem precedentes. De acordo com o MPMS, entre 2018 e 2025 a empresa assinou contratos e aditivos que ultrapassam os R$ 113 milhões. 

Depois da operação, a administração municipal de Campo Grande rompeu os contratos com a empreiteira. Mas, ela manteve os contratos com a administração estadual, que também são para serviços de tapa-buracos, mas em estradas, nas regiões de Costa Rica e Três Lagoas. 

No dia 12 de fevereiro  o empreiteiro renovou, por R$ 9,9 milhões, contrato para fazer a manutenção de 417 quilômetros de estradas com e sem asfalto na região de Camapuã.  O contrato foi assinado pelo então diretor da Agesul, Rudi Fiorese, que também foi preso em 12 de maio por suposto recebimento de propina nos contratos relativos aos serviços de Campo Grande.

Depois disso, no dia 14 de março, o Estado renovou com a Rial o contrato para manutenção de vias com e sem asfalto na regional de Três Lagoas. O contrato garantiu à construtora um faturamento de R$ 11,5 milhões ao longo de um ano, a não ser que a nova licitação seja concluída antes disso.

Também em março, no dia 13, foi divulgada a assinatura de contrato para pavimentação de ruas na cidade de Jaraguari. O valor é de R$ 4,7 milhões e já foi firmado sob a gestão de Rudi Fiorese no comando da Agesul. Depois do escândalo, Fiorese foi afastado do comando da autarquia estadual. 
 
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 11:19:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[PF cumpre mandado e bloqueia até R$ 1 milhão em Campo Grande]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/mpms-obtem-condenacao-de-reincidente-a-15-anos-por-matar-companheiro/472858/</link>
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				<description><![CDATA[A Polícia Federal realizou na manhã desta quinta-feira (17), mais uma fase da Operação Descaminho, voltada ao combate da importação e da comercialização irregular de produtos eletrônicos oriundos do Paraguai. 

A ação realizada em Campo Grande, busca desarticular toda uma estrutura suspeita de adquirir, transportar e vender mercadorias estrangeiras sem cumprir as exigências legais e sem o recolhimento dos tributos devidos. 

A Justiça Federal determinou um mandado de busca e apreensão, a decisão também autorizou o sequestro ou bloqueio de bens e valores pertencentes a duas pessoas físicas e duas empresas, até o limite de R$ 1 milhão. 

De acordo com a Polícia Federal, os investigados utilizavam redes sociais e aplicativos de mensagens para divulgar os produtos, captar os clientes, organizar pedidos e negociar as vendas. A investigação também identificou uma possível divisão de tarefas entre os envolvidos. 

Segundo os elementos reunidos no inquérito, o grupo teria pessoas responsáveis pela aquisição e pelo financiamento das mercadorias, enquanto outras atuariam na divulgação, no transporte e na comercialização dos produtos na Capital. 

De acordo com a Polícia Federal, os investigados utilizavam redes sociais e aplicativos de mensagens para divulgar os produtos, captar clientes, organizar pedidos e negociar as vendas. A investigação identificou uma possível divisão de tarefas entre os envolvidos.

A investigação apura se os aparelhos eletrônicos eram trazidos do Paraguai para o Brasil, porém sem o cumprimento dos procedimentos de importação e sem o pagamento dos impostos correspondentes. 

Dessa forma, a conduta pode se caracterizar como crime de descaminho, que consiste em iludir o pagamento de tributos devidos sobre mercadorias permitidas. 

A Polícia Federal informou que as investigações continuam para esclarecer integralmente o funcionamento do esquema e identificar outros possíveis envolvidos. 

Até o presente momento, o comunicado oficial não informou a ocorrência de prisões durante a operação nem detalhou quais produtos, documentos ou equipamentos foram apreendidos no endereço investigado. 

A medida de bloqueio patrimonial têm o objetivo de preservar recursos que possam estar relacionados às atividades investigadas.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 11:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Campo Grande libera R$20 milhões para alimentar usina de asfalto]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/campo-grande-libera-r20-milhoes-para-alimentar-usina-de-asfalto/472860/</link>
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				<description><![CDATA[Através da edição extra do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) de quarta-feira (16), o Executivo da Capital publicou o extrato de contrato com o Consórcio Intermunicipal que libera R$20 milhões para alimentar a usina que promete asfaltar uma rua inteira em dois dias, na tentativa de lidar com a buraqueira na Cidade Morena.  

Ainda em 1° de julho o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) pediu que Adriane Lopes explicasse a atual situação da buraqueira enfrentada pelo campo-grandense, diante do vencimento iminente de dois contratos que garantiam a manutenção do pavimento asfáltico em sete regiões da Capital. 

Há quase um ano, vale lembrar, o próprio então secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Ednei Marcelo Miglioli, veio à público "ignorando a vida real" para dizer que a buraqueira de Campo Grande seria um "problema histórico", que segundo ele à época ainda levaria tempo para se resolver. 

Em resposta, Adriane Lopes indicou ao TCE que trataria a buraqueira da Capital economizando quase R$3 milhões, através do uso de credenciamento conduzido pelo Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul  (Central-MS). 

Nesse sentido, conforme consta na edição extra do Diogrande de ontem (16, o montante liberado soma exatos R$20.572.674,25, com quase R$2,4 mi desprendidos ainda neste ano e os 18 milhões restantes desembolsados para 2027. 

Entenda

Em fevereiro de 2023 houve a aprovação e já em dezembro daquele ano começou a ser instalada, no Indubrasil, a chamada usina móvel de pavimentação asfáltica mais pá carregadeira, que custou R$ 5 milhões - com promessa de reduzir custos e "asfaltar uma rua inteira em dois dias" -,  

Essa compra, vale lembrar, foi feita através do  Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul, presidido pela prefeita da Capital, Adriane Lopes, que envolve: 


	Campo Grande 
	Jaraguari
	Dois Irmãos do Buriti
	Terenos 
	Sidrolândia


Entre esses cinco municípios, a Cidade Morena foi quem arcou com a maioria dos custos (80%), destinando R$4 milhões, uma vez que os investimentos foram proporcionais com as Receitas Correntes Líquidas de cada um dos municípios. Os demais foram: 


	R$494,1 mil - Sidrolândia
	R$224,1 mil - Terenos 
	R$156,6 mil - Dois Irmãos do Buriti
	R$125,2 mil - Jaraguari


Com capacidade mínima de processamento de 100 a 110 toneladas por hora, segundo o Executivo da Capital, esse modelo surgiu com intuito de sanar problemas de várias áreas, desde resíduos sólidos, estradas vicinais e recapeamento.

Economia de milhões

Campo Grande conta com uma extensão de malha viária que ultrapassa os 4.000 km, dos quais mais de três mil quilômetros seriam vias pavimentadas e distribuídas pelas mais diversas regiões da Cidade Morena. 

Diante das dimensões da Capital e com os contratos prestes a vencer, sendo que inclusive um certame não levaria menos de 30 dias para ser concluído, Campo Grande estava sob o risco de  ficar um período sem o serviço em todas as regiões enquanto se via também envolta em escândalos e tomada pelos buracos. 

Antes mesmo dos prazos finais de alguns contratos, vale lembrar que em quatro localidades o serviço já estava paralisado por se tratarem de contratos com a Construtora Rial, - empresa da "mafia do tapa-buraco" que, como abordado no Correio do Estado, inclusive mudou de nome recentemente -, que foi alvo da Operação Buraco Sem Fim do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Em 12 de maio, quando houve essa operação, a própria empresa teria solicitado, conforme repassado pela prefeitura, a paralisação dos serviços e, posteriormente, o município também decidiu pela suspensão do contrato.

Através deste credenciamento de empresas para execução de serviços de restauração e manutenção de pavimentos em vias urbanas, Campo Grande espera que a iniciativa privada entre com a mão de obra, equipamentos, transporte e demais meios necessários à execução dos serviços, enquanto o Executivo, por meio do Consórcio, se encarregará de fornecer o chamado Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ).

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Ou seja, enquanto o fornecimento do chamado CBUQ será de responsabilidade exclusiva do Consórcio Central-MS, as empresas, com frota própria, ficam encarregadas de retirar e transportar esse material diretamente na usina, bem como fornecer os demais insumos necessários à execução dos serviços. 

Baseado nos valores do certame nº 005/2022, voltado para empresas especializadas para manutenção de pavimento asfáltico, recomposição de capa asfáltica e recomposição da estrutura do pavimento nas regiões urbanas do Município, a comparação de preço dos sete lotes por esse processo de licitação e o valor a ser desprendido através do Consórcio Central, evidenciam uma economia constatada de quase trinta por cento (28,83%). 

Se comparada o preço do tal concreto betuminoso fornecido através do Consórcio e o valor de referência conforme o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), a diferença entre ambas as referências é de 30,79%. 

Na ponta do lápis, isso representaria uma diferença de quase três milhões de reais (economia de R$2.943.253,64) em favor do Consórcio Central-MS para ampliar essa capacidade operacional e reduzir os riscos de descontinuidade na manutenção da pavimentação asfáltica. 

 

Assine o Correio do Estado
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 10:34:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Saúde manda R$10 milhões de cirurgias cardíacas para procedimentos ortopédicos]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/ses-remaneja-r-103-milhoes-para-ampliar-cirurgias-ortopedicas-em/472861/</link>
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				<description><![CDATA[A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) decidiu remanejar R$ 10,36 milhões que estavam destinados à realização de cirurgias cardíacas eletivas no Hospital Regional de Três Lagoas Magid Thomé para ampliar a oferta de procedimentos ortopédicos no Hospital Regional de Dourados.

A mudança tem como justificativa a diferença entre a demanda pelos dois tipos de atendimento. 

Segundo a resolução, o Hospital Regional de Três Lagoas apresenta perfil predominantemente voltado aos atendimentos cardiológicos de urgência e emergência e registra baixa procura por procedimentos cardíacos eletivos. Com isso, parte da programação financeira destinada especificamente a essas cirurgias estava sendo subutilizada. 

Por essa razão, a SES apontou a existência de uma demanda reprimida por cirurgias ortopédias em Mato Grosso do Sul. O Hospital Regional de Dourados, conforme a pasta, possui capacidade operacional e assistencial para absorver e ampliar a realização desses procedimentos.

Ao todo, serão transferidos R$ 10.369.590,00 para Dourados. O dinheiro deverá ser utilizado exclusivamente na execução de procedimentos da linha de cuidado de Ortopedia.

A medida integra o componente cirúrgico do programa federal atualmente denominado Agora Tem Especialistas, anteriormente chamado de Programa Mais Acesso a Especialistas, que busca ampliar o acesso da população a consultas, exames e cirurgias especializadas.

Apesar da retirada dos recursos destinados às cirurgias cardíacas eletivas, a resolução estabelece que os atendimentos cardiológicos de urgência e emergência em Três Lagoas serão mantidos.

De acordo com a SES, o remanejamento não deverá provocar desassistência aos pacientes que necessitem desse tipo de atendimento, já que a alteração atinge especificamente a programação financeira destinada às cirurgias eletivas.

Os demais hospitais e prestadores contemplados na pactuação estadual também não serão afetados. Os tetos financeiros e os procedimentos anteriormente definidos permanecem mantidos.

Habilitação temporária

Para que o Hospital Regional de Dourados possa executar os procedimentos com os recursos transferidos, a CIB também autorizou, em caráter excepcional e temporário, sua habilitação no código 29.02, referente ao componente de cirurgias do Programa Mais Acesso a Especialistas.

A habilitação será válida exclusivamente durante o período de vigência do programa.

O Hospital Regional de Dourados já integra as Ofertas de Cuidado Integrado (OCI) da Região de Saúde Centro-Sul e está previsto no Plano de Ação Regional para a execução de procedimentos relacionados à linha de cuidado em Ortopedia.

A SES sustenta que a redistribuição dos recursos segue critérios de necessidade assistencial e capacidade de execução e busca evitar que valores destinados a procedimentos com baixa demanda permaneçam subutilizados enquanto há pacientes aguardando atendimento em outras especialidades.

Os valores utilizados nos procedimentos deverão seguir os parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde para Mato Grosso do Sul, inclusive quanto aos limites máximos de complementação previstos para o Estado.

 
]]></description>
				
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 09:45:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[PM aposentado morre após ser baleado por tenente dentro do quartel em MS]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/pm-aposentado-morre-apos-ser-baleado-por-tenente-dentro-do-quartel-em/472845/</link>
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				<description><![CDATA[Resoaldo Gomes dos Santos, policial militar da reserva, morreu no Hospital Regional de Ponta Porã, após ter sido baleado duas vezes, na madrugada de ontem (16), pelo 2º tenente Carlos Eduardo da Silva. O crime ocorreu dentro do 4º Batalhão da Polícia Militar.

Segundo informações do portal Ponta Porã News, Resoaldo cumpria detennção de dez dias no alojamento do batalhão, quando foi alvejado com dois tiros, um no rosto e outro no abdômen. Por volta de 1h30 da madrugada, o tenente Carlos Eduardo foi até o local onde estava o PM aposentado para fiscalizá-lo, porém relatos apontam que não havia justificativa regimental para checagem naquele momento.

A Polícia Civil e a perícia foram até o quartel para averiguar a situação. Durante o interrogatório, o tenente não se manifestou e se manteve em silêncio durante todo o momento. Ele foi preso em flagrante pelo crime de homicídio.

O armamento do oficial foi apreendido para exames periciais e ele foi transferido para o Presídio Militar Estadual, em Campo Grande. A transferência foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), na edição desta quinta-feira (17). A investigação está sob responsabilidade da Corregedoria-Geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.

Resoaldo já havia sido preso em novembro do ano passado, ao ser flagrado transportando um fuzil M4 calibre .556, uma pistola e carregadores. Além disso, ele desobedeceu a ordem de parada e ameçou a equipe policial durante a abordagem. O caso foi registrado como posse ilegal de arma de fogo, tentativa de homicídio e direção perigosa.
]]></description>
				
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 09:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Mulher atropelada pelo marido em MS é a 27ª vítima de feminicídio]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/mulher-atropelada-pelo-marido-em-ms-e-a-27a-vitima-de-feminicidio/472844/</link>
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				<description><![CDATA[Wandete Gois da Silva, de 58 anos, atropelada na noite do dia 2 de agosto na BR-463, em Ponta Porã, passou integrar a lista de vítimas de feminicídio em Mato Grosso do Sul. Inicialmente, o caso foi tratado como homicídio culposo na direção de veículo automotor, tendo como principal suspeito o marido da mulher.

Segundo a Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Ponta Porã, a mudança no registro ocorreu após novas análises nas imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas. Com isso, Mato Grosso do Sul passa a ter 27 casos de feminicídio em 2026, sendo oito em agosto, o maior número registrado em um mês.

Wandete morreu após ser atropelada por um caminhão na BR-463, na região de Santa Puitã, em Ponta Porã. O marido se apresentou na delegacia junto com seus advogados e foi preso em flagrante.

Segundo as testemunhas, o suspeito havia ingerido bebida alcoólica antes do caso e o casal participava de um encontro de caminhoneiros nas proximidades do distrito.

A delegacia responsável pelo caso mantém as investigações sob sigilo para não prejudicar no decorrer das diligências que ainda estão em andamento.

O caso

Wandete Gois da Silva, de 58 anos, morreu após ser atropelada por um caminhão na noite do dia 2 de agosto, no km 102 da BR-463, no região do trevo de Santa Puitã, município de Ponta Porã. O principal suspeito é o marido da vítima, de 49 anos.

Durante a perícia, foi encontrado ao lado do corpo um pedaço de plástico que aparentava ser parte do para-lama do veículo envolvido no atropelamento.

Diante da suspeita de que o fragmento encontrado no local pudesse pertencer ao caminhão do marido da vítima, policiais civis foram até a residência do casal. O caminhão estava estacionado na rua. Durante a verificação, os policiais perceberam que o para-lama estava quebrado, justamente a peça que encontraram na cena do crime.

A perícia foi acionada novamente e, após análise técnica, confirmou que a peça recolhida na rodovia pertencia ao caminhão conduzido pelo suspeito.

Mais tarde, o homem se apresentou na delegacia acompanhado de dois advogados e foi preso em flagrante.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 08:45:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Homem que apontou arma para policiais é o 136° morto em confronto em 2026]]></title>
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				<description><![CDATA[Dionatan Ribeiro de Souza, de 28 anos, apelidado de “Coringa”, morreu em confronto com policiais militares do Batalhão de Choque (BPMChoque), na noite desta quarta-feira (16), na rua Cristóvão Lechuga Luengo, Mata do Jacinto, em Campo Grande.

Ele tem passagens pela polícia por vias de fato, lesões corporais recíprocas, resistência/desobediência, porte de droga, tráfico de droga, violência doméstica, dano, medida protetiva, ameaça e homicídio qualificado tentado.

Conforme apurado pela reportagem, O Batalhão de Choque recebeu uma denúncia anônima de que dois indivíduos estavam perto do Parque do Sóter, sendo que um estava armado para dar suporte a um roubo.

Com isso, os militares foram até o local e visualizaram ambos com características compatíveis com as repassadas.

Eles deram voz de abordagem aos dois rapazes, sendo que um obedeceu, mas o outro sacou uma arma e apontou em direção aos policiais.

Os miliares reagiram, balearam e desarmaram o indivíduo. Ele foi socorrido e encaminhado a uma unidade de saúde, mas, não resistiu aos ferimentos e faleceu.

Polícia Civil e Polícia Científica foram acionadas para realizar os procedimentos judiciais, legais e periciais.

De acordo com o Choque, foram apreendidos um revólver calibre 32 e 5 munições. O prejuízo estimado ao crime organizado é de R$ 3.500,00.

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (DEPAC-CEPOL) como:


	Desobediência
	Resistência
	Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido
	Homicídio simples na forma tentada contra agente de segurança pública
	Homicídio decorrente de oposição a intervenção de agente legal do estado


ESTATÍSTICA

Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 136 pessoas morreram em confronto com agentes de Estado, entre 1º de janeiro e 17 de setembro de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Das 136 mortes,


	12 ocorreram em janeiro
	5 em fevereiro
	8 em março
	14 em abril
	17 em maio
	17 em junho
	26 em julho
	31 em agosto
	6 em setembro
	128 são homens
	4 são mulheres
	4 não tiveram o sexo divulgado
	59 são adultos
	62 são jovens
	5 são idosos
	10 são adolescentes


Em 2025, 73 pessoas morreram em confronto com a polícia.

Mortes registradas em confronto policial são classificadas como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.

De acordo com a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS), confronto entre forças de segurança e grupos armados ocorre em situações de abordagem policial, roubos, flagrantes de tráfico de drogas, policiamento preventivo/ostensivo em bairros, entre outras ocorrências.

@@NOTICIAS_RELACIONADAS@@
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				<category>Polícia</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 08:25:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Super-El Niño já contribuiu para alta de 53% nas chuvas de Campo Grande]]></title>
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				<description><![CDATA[Mesmo que ainda não esteja no seu ápice, o super-El Niño já ajudou a trazer para Campo Grande mais de 118 milímetros de chuva neste mês. Os dados indicam aumento de 53% com relação ao esperado para os 30 dias de setembro, o que coloca o mês entre os mais chuvosos dos últimos 18 anos.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a Capital registrou 118,4 milímetros em 16 dias, na região da Vila Popular, onde fica a estação da Embrapa.

Em outras regiões, a precipitação foi ainda maior, como no Jardim Panamá (146 mm), no Bairro Universitário (155,4 mm), na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) (158 mm) e no Córrego Anhanduizinho (172,4 mm).

Independente da área, Campo Grande passou sua própria média histórica do mês, que é de 77,6 milímetros. O cenário atual fica mais expressivo quando comparado com setembro de outros anos. Conforme o banco de dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS), este já é o quarto setembro mais chuvoso da Capital desde 2008, com expectativa de entrar no “pódio” nos próximos dias.

Ontem, a Defesa Civil divulgou alerta amarelo para risco de tempestade, com base em informações do Inmet.

O aviso começa às 23h de hoje e permanece válido até as 22h59min de amanhã. O alerta diz que são esperados volumes de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros ao longo do dia, acompanhados de ventos intensos.

Em conversa com a reportagem, o meteorologista Diego Silva, do Instituto de Física da UFMS, revela que este quadro de chuvas acima do normal está relacionado com o El Niño de alta intensidade que está cada dia mais forte. A precipitação aumenta com a aproximação da primavera, que vai começar na terça-feira.

Ele explica que, especialmente na região Centro-Sul do Estado, onde está localizada a Capital, o comportamento do clima e tempo tende a ficar mais semelhante ao observado nas Regiões Sul e Sudeste do Brasil, ou seja, uma situação favorável ao acontecimento de tempestades, rajadas fortes e descargas elétricas.

“O El Niño entra nesse processo como um modulador da circulação de grande escala. Ele não cria sozinho a tempestade que acontece em Campo Grande numa determinada tarde, mas pode favorecer uma configuração atmosférica mais recorrente para passagem e manutenção desses sistemas sobre o Centro-Sul do continente”, disse.

Mesmo que por enquanto as chuvas estejam caracterizando o começo do último trimestre do ano, a tendência é de que a ausência delas comece a ser sentida a partir de outubro, com estiagem e ondas de calor extremas, o que favorece o aumento de queimadas florestais e a preocupação ao redor do Pantanal.

“Com a aproximação da primavera, acrescentamos o aumento progressivo do aquecimento e da disponibilidade de energia na atmosfera. Quando esse aquecimento encontra umidade elevada e sistemas frontais ainda frequentes, cresce o potencial para convecção mais intensa”, explica o meteorologista.



TEMPORAL

Desde o dia 10, quando uma tempestade com vendaval atingiu a Capital, a Prefeitura de Campo Grande registrou 450 ocorrências, sendo 423 envolvendo quedas de árvores e galhos. Em razão dos estragos, foi decretada situação de emergência, reconhecida ontem pelo governo federal.

O prejuízo provocado pelo temporal é estimado inicialmente em, pelo menos, R$ 40 milhões, segundo a prefeita Adriane Lopes, mas o valor ainda pode aumentar à medida que avançam os levantamentos dos danos.
Entre os estragos contabilizados estão 37 escolas destelhadas, além da Esplanada Ferroviária e da Unidade de

Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Universitário. Dezenas de famílias também foram atingidas, enquanto quedas de árvores e danos à rede elétrica deixaram moradores sem energia durante o fim de semana.

A situação foi tão alarmante que a Prefeitura de Campo Grande decretou situação de emergência, sob prazo de 180 dias e alcance às áreas comprovadamente afetadas pelo fenômeno classificado como tempestade local. O decreto determina que a extensão dos prejuízos seja detalhada em levantamento da Defesa Civil.

Na prática, a declaração permite que a Prefeitura concentre e mobilize estruturas para responder aos danos. O artigo 2º autoriza a mobilização de todos os órgãos municipais, sob coordenação da Defesa Civil, enquanto o artigo 3º prevê atuação integrada com órgãos estaduais e federais, Corpo de Bombeiros e concessionárias.

O texto também permite a convocação de voluntários e a realização de campanhas de arrecadação para atendimento das pessoas atingidas.

Ontem, o governo do Estado reconheceu a medida e autorizou uma série de ações excepcionais para auxiliar na recuperação da Capital.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 08:05:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Emendas Pix para MS têm desperdício e superfaturamento, diz CGU]]></title>
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				<description><![CDATA[A Controladoria-Geral da União (CGU) concluiu neste mês um rigoroso pente-fino sobre a aplicação de recursos federais repassados por meio de transferências especiais, as chamadas emendas Pix, destinadas ao Estado de Mato Grosso do Sul. Ao todo, a auditoria analisou um conjunto de 30 emendas parlamentares, que somam R$ 136,2 milhões em recursos federais, enviadas ao governo estadual entre os exercícios de 2021 e 2024. 

A investigação atendeu a determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 7.688 e da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 854, relatadas pelo ministro Flávio Dino, que visam garantir a transparência, a legalidade e a rastreabilidade na execução das emendas individuais repassadas diretamente aos cofres estaduais sem celebração de convênios.

Os indícios de superfaturamento e desperdício de dinheiro público foram encontrados em emenda de R$ 18,1 milhões, de autoria da senadora Soraya Thronicke, destinada ao governo do Estado de Mato Grosso do Sul. Houve superfaturamento, segundo a CGU, de R$ 822,7 mil.

A emenda parlamentar analisada pela CGU foi distribuída em quatro unidades administrativas do governo: a Secretaria de Estado de Educação (SED), contemplada com R$ 7,3 milhões; a Agência de Habitação Popular do Estado de Mato Grosso do Sul (Agehab), com R$ 9 milhões; a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), com R$ 1,1 milhão; e a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), receptora de R$ 700 mil. 

Irregularidade

Foi na auditoria de campo sobre as compras vinculadas a essa emenda que a CGU encontrou um rastro de graves irregularidades, superfaturamento e ineficiência administrativa.

Os R$ 822,7 mil superfaturados, segundo a CGU, são resultado de aquisições com preços inflacionados e pagamentos efetuados por itens pedagógicos que jamais chegaram às escolas públicas.

Em trecho central do relatório técnico, os auditores registraram que houve “superfaturamento identificado de ao menos R$ 822.792,93 em materiais pedagógicos (sobrepreço e itens pagos não entregues) e impossibilidade de verificação da adequação dos preços pagos pelas lousas digitais aos valores de mercado”. Deste valor, R$ 748,2 mil referem-se exclusivamente a superfaturamento por sobrepreço em aquisições conduzidas por Associações de Pais e Mestres (APMs). 

Nas unidades municipais de educação infantil de Maracaju, contempladas com recursos repassados pela SED, a análise de uma amostra de 22 itens revelou um sobrepreço médio de 83,09% em relação aos preços referenciais do mercado. Já na Escola Estadual Silvio de Oliveira dos Santos, em Campo Grande, a compra de móveis e equipamentos gerou um sobrepreço de 98,43%.

Além dos valores inflacionados, a auditoria constatou R$ 74,4 mil referentes a superfaturamento por quantidade, caracterizado pelo pagamento por bens que não foram entregues pelas empresas contratadas.

Sumiço

Durante inspeções físicas presenciais em creches de Maracaju, os auditores federais verificaram que diversos brinquedos e produtos pedagógicos comprados da Nogueira Brinquedos Lúdicos não estavam nos estabelecimentos. Entre os itens faturados e não localizados constavam varais numéricos, tobogãs infláveis com piscina de bolinhas, palhaços com bola e camas elásticas. 

O relatório também apontou a ausência de processos administrativos formais para instruir as compras das Associações de Pais e Mestres, que mantinham apenas notas avulsas e sem autuação, expondo a gestão pública a elevados riscos de descontrole e desvio.

Desperdício

A investigação da CGU revelou também episódios de desperdício de dinheiro público causados pelo superdimensionamento das compras e pela subutilização de equipamentos. De acordo com os auditores, foram verificadas “aquisições superdimensionadas, evidenciadas por brinquedos lúdicos mantidos em caixas e lousas digitais não destinadas às escolas há mais de dois anos”. 

Em Maracaju, o lote de brinquedos e materiais pedagógicos no valor de R$ 192,9 mil permaneceu trancado dentro de caixas em razão da falta de espaço nas instalações das creches, enquanto brinquedos de grande porte, como playgrounds, foram instalados de forma improvisada em corredores.

Em outro contrato de R$ 4,9 ilhões, destinado à compra de 91 lousas digitais para a rede estadual de ensino, a fiscalização encontrou 14 lousas interativas, avaliadas em R$ 763 mil, abandonadas e acumulando poeira no almoxarifado da SED desde novembro de 2023, sem nenhuma utilização ou distribuição para as escolas.

Na contratação das lousas digitais, a auditoria identificou graves incoerências no processo de adesão à Ata de Registro de Preço nº 14/2022 do consórcio de municípios Amesp, vencida pela empresa MKS Soluções Comerciais e Distribuição de Materiais Ltda. A CGU constatou que as “pesquisas de preços foram realizadas pró-forma, uma vez que a adesão já havia sido autorizada pelo menos um mês antes”, infringindo normativos estaduais de pesquisa mercadológica e inviabilizando a comprovação da vantajosidade econômica para o Estado. 

Opacidade

No relatório, os auditores destacaram a “ausência de transparência na divulgação da aplicação dos recursos, inviabilizando o controle social e o cumprimento da notificação obrigatória aos conselhos locais”. 

Das 30 emendas parlamentares analisadas, 14 apresentaram planos de trabalho inadequados ou genéricos. Além disso, em 24 emendas o governo estadual não comprovou a notificação obrigatória aos conselhos locais de fiscalização, e 11 emendas permaneceram pendentes da apresentação de seus relatórios de gestão no portal Transferegov.br.

Por fim, ao inspecionar o Portal de Transparência do governo do Estado de Mato Grosso do Sul, a equipe de auditoria constatou que o site não disponibiliza dados sobre licitações, contratos, notas fiscais, relatórios de execução ou fornecedores referentes às emendas federais, limitando-se a redirecionar o cidadão para a página federal, que exibe apenas o montante repassado. 

Outro lado

A CGU informou no relatório que, em relação ao superfaturamento e às irregularidades na compra das lousas digitais, a administração estadual e a Secretaria de Estado de Educação não apresentaram manifestação formal ou defesa sobre o sobrepreço de R$ 748,3 mil nas aquisições conduzidas por Associações de Pais e Mestres nem sobre os R$ 74,4 mil pagos por materiais pedagógicos que não foram entregues. 

Quanto à contratação das 91 lousas digitais via adesão à ata de registro de preços, a SED sustentou que o processo contou com parecer jurídico favorável e atendeu aos critérios de transparência e legalidade, justificando que a escolha pela adesão decorreu da urgência no atendimento às escolas – o que inviabilizaria o tempo de tramitação de um novo pregão – e descartando a locação por conta do custo-benefício desfavorável. 

Sobre as 14 lousas mantidas no almoxarifado, a secretaria alegou tratar-se de uma questão operacional de distribuição, afirmando que os equipamentos foram reservados para a Escola Estadual Manoel da Costa Lima, em Bataguassu, e que a entrega atrasou em razão das obras de adequação física na unidade escolar.

Quanto à transparência, a Ouvidoria-Geral do Estado argumentou que o Estado alcança posição de destaque em avaliações nacionais de transparência pública, ressaltando que foram criados canais específicos. O órgão alegou ainda que o redirecionamento das consultas ao portal de transparência federal não gera responsabilidade para o Estado.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 04:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[PRF estabelece regras para evitar bloqueios nas eleições de 2026]]></title>
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				<description><![CDATA[Uma portaria conjunta da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece regras para a atuação dos órgãos de segurança pública durante as Eleições Gerais de 2026.

O texto prevê restrições a abordagens e ações de policiamento e fiscalização que possam criar obstáculos ao trânsito de eleitores. O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro e o segundo, em 25 de outubro.

De acordo com o normativo, a abordagem de veículos fica restrita a “situações que representem risco concreto e iminente à vida ou à integridade física das pessoas”.

Eventuais bloqueios em rodovias federais deverão ser comunicados previamente ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) competente, com justificativa para a medida e indicação de rotas alternativas. A comunicação prévia será dispensada em casos de flagrante delito ou infração às normas de segurança do trânsito. 

Código Eleitoral

De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a norma complementa o artigo 236 do Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965), que estabelece restrições à prisão ou detenção de eleitores e candidatos em períodos próximos ao pleito.

Eleitores não podem ser presos ou detidos nos cinco dias que antecedem as eleições até 48 horas depois do encerramento da votação. Para candidatos, a proteção começa 15 dias antes do pleito.

A legislação prevê exceções à regra, como os casos de flagrante delito e de sentença criminal condenatória por crime inafiançável.

Além do patrulhamento usual, a PRF prestará suporte logístico à Justiça Eleitoral, mediante solicitação, no transporte de materiais e urnas eletrônicas e na segurança de instalações.

Bloqueios em 2022

No segundo turno das eleições de 2022, a PRF realizou operações em rodovias, principalmente no Nordeste, para fiscalizar ônibus que transportavam eleitores. As ações ocorreram mesmo após determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que a corporação não dificultasse o transporte de eleitores.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), as operações foram direcionadas a regiões onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva havia obtido mais votos no primeiro turno.

Em dezembro de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o então diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, a 24 anos e seis meses de prisão, no processo sobre a trama golpista. Segundo a acusação, Vasques tentou interferir no processo eleitoral ao dificultar o deslocamento de eleitores de Lula no segundo turno. A defesa negou a acusação.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 23:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Anvisa proíbe caneta emagrecedora vinda do Paraguai]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/anvisa-proibe-caneta-emagrecedora-vinda-do-paraguai/472824/</link>
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				<description><![CDATA[A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a importação, o armazenamento, a distribuição, a comercialização, a propaganda e o uso do medicamento T36, da classe de agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

A resolução da Anvisa foi publicada nesta quarta-feira (16) no Diário Oficial da União. Em nota, a agência informou que o medicamento não possui registro sanitário e não teve segurança e eficácia avaliadas no Brasil.

Site de vendas

No último dia 8, a Anvisa proibiu a comercialização de canetas emagrecedoras por meio do site www.gopharma.shop. Segundo a agência, o site anunciava medicamentos sem registro no Brasil à base de tirzepatida ou que alegavam ter como princípio ativo a retatrutida, substância ainda sem registro em nenhum país do mundo. 

Alguns dos produtos anunciados, como T.G. 15 miligramas (mg), Tirzec 15 mg e Lipoless MD 15 mg, já possuíam proibição expressa de ingresso no Brasil.  Além de proibir a comercialização, a distribuição, a importação, a propaganda e o uso dos produtos anunciados pelo site, a Anvisa determinou ainda que eles sejam apreendidos. 

“É importante esclarecer que sites em geral não podem vender medicamentos para qualquer indicação, em nenhuma hipótese. Isso não é novidade: a comercialização de medicamentos no Brasil é privativa de farmácias e drogarias regularizadas, por meio de suas lojas físicas ou sites e canais digitais oficiais”, reforçou a agência no comunicado. 

“Além da comercialização de medicamentos ser proibida fora dos ambientes e canais oficiais de farmácias e drogarias, o risco é grande: qualquer produto adquirido fora desses ambientes não tem qualquer garantia de procedência, composição ou conservação, o que compromete a qualidade, a segurança e a própria eficácia dos medicamentos”, concluiu.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 21:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Produtor de soja de Sidrolândia pede recuperação judicial de R$ 12,1 milhões]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/produtor-rural-de-ms-acumula-divida-de-r-121-milhoes-e-entra-em/472822/</link>
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				<description><![CDATA[A Justiça de Mato Grosso do Sul autorizou o processamento da recuperação judicial do produtor rural Fabiano Martins Galvão, que declarou um passivo estimado em aproximadamente R$ 12,1 milhões. Com atuação em Sidrolândia. Ele trabalha principalmente com o cultivo de soja e milho e afirma enfrentar uma grave crise econômico-financeira.

A decisão consta no Diário da Justiça Eletrônico desta quarta-feira (16) e foi proferida no processo nº 0829484-09.2026.8.12.0001.

Entre os envolvidos no processo aparecem o Banco do Brasil e o Banco CNH Industrial Capital, além da Procuradoria da Fazenda Nacional, Estado de Mato Grosso do Sul e municípios de Campo Grande e Sidrolândia. 

Segundo os argumentos apresentados pelo produtor à Justiça, a crise foi provocada por uma combinação de fatores que atingiram a atividade rural: redução da produtividade, aumento dos custos de produção, encarecimento do crédito rural, oscilações no mercado de commodities e dificuldades de comercialização. Apesar da dívida milionária, ele sustenta que a atividade continua economicamente viável. 

A situação financeira, conforme consta na ação, teria se deteriorado gradativamente. Antes de recorrer à recuperação judicial, o produtor relata que buscou alongar e renegociar obrigações bancárias.

Depois, passaram a surgir processos relacionados à prorrogação de dívidas rurais, superendividamento e busca e apreensão de máquinas agrícolas, além de execuções promovidas por fornecedores, protestos, restrições de crédito e uma execução fiscal estadual. 

Com o avanço das cobranças, Galvão recorreu à recuperação judicial na tentativa de reorganizar os R$ 12,1 milhões em compromissos e impedir, segundo os argumentos apresentados no processo, que execuções individuais provoquem a desagregação do patrimônio utilizado na produção.

O pedido incluiu a suspensão de ações e execuções, proteção de bens considerados essenciais à atividade rural, nomeação de administrador judicial e tentativa de suspensão dos efeitos de protestos e registros negativos, além de prazo para apresentação de um plano de recuperação. 

Justiça reconhece viabilidade da atividade

Antes da decisão, o processo passou por uma constatação prévia para verificar se estavam preenchidos os requisitos necessários para a recuperação judicial. O laudo complementar concluiu que as exigências legais para o processamento haviam sido atendidas. 

Ao analisar o caso, a Justiça considerou que o produtor exerce atividade agrícola há mais de dois anos e concluiu pela inexistência, naquele momento, de impedimento legal para o processamento da recuperação.

Com isso, foi deferida a recuperação judicial de Fabiano Martins Galvão, sob o fundamento, entre outros pontos, do princípio da preservação da atividade econômica. 

A decisão também chama atenção para o impacto econômico que uma eventual interrupção das atividades poderia produzir.

Ao tratar do agronegócio e da situação apresentada no processo, o juízo considerou a geração de empregos, renda, tributos e a manutenção da cadeia produtiva na análise da possibilidade de recuperação. 

Máquinas ficam protegidas

Outro ponto importante da decisão envolve os equipamentos usados na produção agrícola. A Justiça reconheceu como essenciais à continuidade da atividade os bens móveis relacionados no processo.

A decisão registra que a retirada desses equipamentos poderia provocar paralisação ou até encerramento das atividades do produtor. 

A proteção é particularmente relevante porque o processo relata a existência de ações de busca e apreensão de maquinários e inclui o Banco CNH Industrial Capital entre os terceiros interessados. 

Pela legislação de recuperação judicial citada na própria decisão, mesmo determinados bens dados em garantia não podem ser retirados do estabelecimento durante o período de suspensão quando forem considerados bens de capital essenciais ao funcionamento da atividade. 

Isso não significa, porém, que as dívidas ou garantias tenham sido automaticamente extintas. A recuperação abre um procedimento para reorganização dos compromissos financeiros e estabelece regras específicas para a cobrança pelos credores.

Nome continua sujeito a protestos e restrições

Nem todos os pedidos apresentados pelo produtor foram aceitos. A Justiça negou a retirada imediata de protestos e registros em órgãos de proteção ao crédito.

O entendimento adotado foi de que o simples processamento da recuperação judicial não provoca a novação das dívidas e, portanto, não elimina automaticamente as restrições existentes.

Segundo a decisão, a permanência dessas informações também permite que terceiros tenham conhecimento da situação econômico-financeira do devedor antes de realizar novas operações.

A eventual exclusão poderá ocorrer posteriormente, após a homologação do plano e a novação dos créditos. 

Plano terá de mostrar como dívida será paga

A abertura da recuperação judicial inicia agora uma nova etapa do processo. O produtor terá de apresentar plano de recuperação judicial em até 60 dias, contados da publicação da decisão no Diário da Justiça.

O documento deverá vir acompanhado de projeção do fluxo de caixa e detalhar recebimentos e pagamentos durante o período previsto para a reorganização financeira. 

Também deverão ser apresentadas contas mensais enquanto durar a recuperação. União, Estado e municípios onde houver estabelecimentos deverão ser comunicados para informar eventuais créditos existentes. 

A administração judicial ficará a cargo da Britto, Taveira e Simões Administração Judicial Ltda. O juízo fixou provisoriamente remuneração de R$ 10 mil mensais para a administradora, valor que posteriormente será descontado dos honorários definitivos. 

Após a publicação do edital, os credores poderão conferir os valores relacionados, apresentar divergências ou habilitações e, posteriormente, se manifestar sobre o plano apresentado para a recuperação. A relação nominal deverá indicar o valor atualizado e a classificação de cada crédito. 

O caso, portanto, ainda está em fase inicial. O deferimento do processamento não significa que a dívida de R$ 12,1 milhões foi perdoada, mas abre caminho para que o produtor negocie a reorganização do passivo sob supervisão judicial e tente manter a produção de soja e milho enquanto discute com os credores a forma de pagamento
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 18:36:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Uma semana após temporal que causou estragos, Campo Grande tem novo alerta para tempestades]]></title>
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				<description><![CDATA[Uma semana após ser atingida por um temporal com ventos de quase 90 km/h, Campo Grande tem novo alerta vigente para o risco de tempestades e vendaval. O temporal do dia 10 de setembro causou diversos estragos e levou a prefeitura a decretar situação de emergência.

Nesta quarta-feira (16), a Defesa Civil divulgou alerta amarelo para risco de tempestade, com base em informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).  O aviso começa às 23h desta quinta-feira (17) e permanece válido até as 22h59 de sexta-feira (18).

De acordo com o alerta, são esperados volumes de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros ao longo do dia, acompanhados de ventos intensos.

Entre os possíveis impactos estão baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos e árvores, alagamentos e descargas elétricas.

A Defesa Civil orienta a população a redobrar a atenção durante o período de instabilidade e evitar situações de exposição a riscos, especialmente durante a ocorrência de raios, ventos fortes e alagamentos.

Em caso de necessidade, a população pode acionar os serviços pelos seguintes números:


	156 – Solicitação de serviços;
	193 – Em caso de risco elétrico;
	199 – Defesa Civil.


Temporal

Desde a última quinta-feira (10), quando uma tempestade com vendaval atingiu Campo Grande, a Prefeitura da Capital registrou 450 ocorrências, sendo 423 envolvendo quedas de árvores e galhos. Devido aos estragos, foi decretada situação de emergência, reconhecida nesta quarta-feira pelo governo federal.

O prejuízo provocado pelo temporal é estimado inicialmente em pelo menos R$ 40 milhões, segundo a prefeita Adriane Lopes, mas o valor ainda pode aumentar à medida que avançam os levantamentos dos danos.

ara contar e reparar os danos, uma força-tarefa foi montada na semana passada, com equipes focadas em corte de árvores, recolhimento de entulhos e desobstrução de bueiros, além da atuação da Defesa Civil.

A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) também atua com desvios de rota, auxílio aos condutores e reparo de 213 semáforos. Sete grupos atuam no conserto dos equipamentos semafóricos, além do efetivo da Guarda Civil Metropolitana na ordenação do fluxo de veículos.

No âmbito operacional, foram concluídas 118 ações emergenciais pela Agência Municipal de Habitação (Emha). Moradores das comunidades Nova Esperança, Jardim Seminário e Moreninhas precisaram de lonas em residências que sofreram destelhamentos durante as chuvas.  

A força-tarefa também inclui a área de assistência, com todos os 26 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) com as portas abertas para acolhimento da população e distribuição de cestas básicas, cobertores e colchões em algumas unidades.

A ação conta com parceria Governo de Mato Grosso do Sul, por meio do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil Estadual e da Secretaria de Obras, além das concessionárias Energisa e Águas Guariroba.

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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 17:00:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Homem mata irmã a tiro e se mata em seguida em Campo Grande]]></title>
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				<description><![CDATA[Um homem matou a irmã, Vera Lucia Rossatte da Cunha, 59 anos, a tiros, na tarde desta quarta-feira (16), no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. Na sequência, o homem se matou.

De acordo com a delegada Analu Ferraz, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), o caso é tratado perliminarmente como femincídio seguido de suícidio.

Conforme ela, o homem era dependende químico e teria sido internado em uma clínica de reabilitação pela irmã, contra sua vontade, há alguns anos, e ainda guardava mágoa pela situação.

"Já faz tempo que ele teve alta, mas ele culpava a irmã dele por conta disso", disse a delegada.

Nesta tarde, ele foi até a loja de aviamentos e cosméticos que Vera era proprietária, na Rua Sagarana, e atirou contra ela com um revólver calibre .38, cometendo o suícidio em seguida.

Uma vizinha, de 57 anos, ouviu os disparos e ao chegar ao local encontrou a mulher já morta, enquanto o homem estava agonizando.

O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas ao chegar ao local ambos já estavam em óbito.

A vizinha da vítima disse ao Correio do Estado que o homem ameaçava a irmã constantemente e que já havia prometido vingança pela internação compulsória.

Não havia, no entanto, nenhum boletim de ocorrência registrado contra o suspeito, assim como ele não tinha passagens, segundo a delegada.

A delegada informou que familiares e demais testemunhas serão ouvidas, assim como câmeras de segurança do comércio da vítima serão analisadas.

A mulher disse ainda que Vera era querida por todos no bairro, onde morava há mais de 25 anos. Ela deixa dois filhos.

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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 16:33:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Testes clínicos fase 1 da polilaminina começam este mês]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/testes-clinicos-fase-1-da-polilaminina-comecam-este-mes/472819/</link>
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				<description><![CDATA[A primeira fase dos estudos clínicos com a polilaminina será iniciada no dia 24 deste mês, de acordo com a farmacêutica Cristália, que desenvolve o medicamento em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A substância tem potencial de ajudar pessoas com lesão na medula a recuperarem seus movimentos. 

A partir desta data, os pesquisadores vão recrutar cinco pacientes voluntários, de 18 a 72 anos, para receber a polilaminina, com o objetivo de comprovar que ela é segura para humanos e não oferece mais danos do que benefícios. Somente em fases posteriores será testada a eficácia do medicamento. 

Conforme autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), todos os pacientes devem apresentar lesão medular completa entre as vértebras T2 e T10, após sofrer algum trauma. Também é preciso que o ferimento tenha ocorrido há menos de 72 horas, e que esses pacientes tenham indicação de cirurgia para descompressão medular.

Eles serão atendidos no Hospital das Clínicas e na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com equipes cirúrgicas treinadas para a aplicação da substância diretamente na medula durante a cirurgia. Depois do procedimento, eles passarão por reabilitação na AACD, e serão acompanhados pela equipe de pesquisa por seis meses. 

O que é a polilaminina

A polilaminina é uma substância desenvolvida em laboratório a partir da laminina, uma proteína encontrada naturalmente no corpo humano. Ela foi descoberta pela professora e pesquisadora da UFRJ Tatiana Sampaio, que investiga seu potencial há mais de 20 anos. 

No sistema nervoso, a laminina atua como base para a movimentação dos axônios, partes dos neurônios responsáveis pela transmissão de sinais elétricos e químicos. Por isso, acredita-se que a polilaminina pode reestabelecer a conexão interrompida quando há lesão na medula. 

Depois de obter resultados positivos em ratos, os pesquisadores realizaram um estudo-piloto, entre os anos de 2016 e 2021, aplicando a substância em oito pessoas que também passaram por cirurgia de descompressão. 

Três faleceram em decorrência das lesões, mas os cinco que se recuperaram apresentaram algum ganho motor. No entanto, ainda não é possível afirmar que isso é resultado direto da polilaminina, por isso, a substância ainda precisa ser testada em ensaios clínicos controlados.

No entanto, a divulgação dos resultados preliminares gerou grande comoção, e dezenas de pessoas receberam autorização para usar a substância de forma compassiva, uma licença especial concedida pela Anvisa para o uso de substâncias experimentais, em casos de grande gravidade. 

Como essas aplicações não foram realizadas sob protocolo científico, não é possível atestar se a polilaminina funcionou ou não.

O vice-presidente de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação do Cristália Rogério Almeida, garantiu que o laboratório está comprometido com a ciência, as boas práticas clínicas e o rigor regulatório. 

"Trabalhamos em total alinhamento com a Anvisa e com todos os parceiros envolvidos, sempre com o mesmo objetivo: proteger os pacientes e gerar evidências científicas robustas de segurança e eficácia. Nosso foco agora é conduzir o estudo clínico com a máxima qualidade e no menor prazo possível", acrescentou. 

Se a substância for bem sucedida na fase 1, a equipe poderá pedir autorização à Anvisa para dar seguimento aos testes em humanos. Nas fases 2 e 3, o número de participantes aumenta e pesquisadores podem avaliar se a substância realmente funciona e produz resultados superiores aos tratamentos disponíveis atualmente.

Somente após a conclusão de todas as fases de testes, é que o medicamento pode ser registrado e disponibilizado para a população. 
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 16:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Justiça condena Olarte, ex-secretários e empresários por esquema de fraude no tapa-buraco]]></title>
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				<description><![CDATA[O juiz da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande condenou o ex-prefeito de Campo Grande, Gilmar Antunes Olarte, os ex-secretários municipais de Obras, Semy Ferraz, João Antônio de Marco e Valtemir Alves de Brito, e quatro empresários por improbidade administrativa relacionadas a esquema de fraude em contratos do tapa-buraco.

Conforme denúncia do Ministério Público Estadual (MPMS), um inquérito civil apontou que havia esquema de desvio de recursos públicos municipais por meio do serviço de tapa-buracos, com participação de servidores públicos municipais e empresários.

O esquema era destinado a desviar recursos públicos por meio do direcionamento de licitações para determinadas empresas, através da adoção de cláusulas restritivas para habilitação aos certames, sobrepreço dos serviços contratados, execução fraudulenta dos serviços pelas empresas e prestação mais cara que a normal.

A sentença também aponta que um grupo reduzido de empresas, cujos proprietários ou representantes mantinham ligações com agentes públicos, se revezava nos processos licitatórios e na apresentação das propostas vencedoras. 

Depois da contratação, os serviços teriam sido realizados em desacordo com as especificações previstas, enquanto medições eram aprovadas e pagamentos autorizados.

Condenados

O ex-prefeito Gilmar Olarte, conforme a sentença, atuou para beneficiar terceiros em prejuízo aos cofres públicos, praticando com isso o ato de improbidade administrativa que causa dano ao erário.

Ele foi condenado a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por 8 anos, multa de R$ 300 mil, proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios e incentivos por 8 anos.

Os ex-secretários João Antônio de Marco, Semy Alves Ferraz e Valtemir Alves de Brito deflagraram licitações sem o mínimo de documentação exigida pela legislação e contendo cláusulas restritivas, sendo imputada-lhes a prática do ato de improbidade administrativa doloso.   

Os três foram condenados a perda da função pública.

 De Marco terá suspensão dos direitos políticos por 10 anos, multa de R$ 500 mil e proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios e incentivos por 10 anos. Para Semy Ferraz e Brito a multa é de R$ 300 mil e a perda dos direitos políticos e proibição de contratar é por 8 anos.

Sylvio Darilson Cesco e João Parron Maria foram condenados pela prática de ato de improbidade administrativa que importa em enriquecimento ilícito. João Parron Maria era engenheiro civil e servidor da prefeitura e foi responsável pela fiscalização de contratos de tapa-buraco

Já Sylvio Darilson Cesco ocupava, à época dos fatos, o cargo de chefe da Divisão de Manutenção de Vias Pavimentadas e era um dos servidores diretamente envolvidos na área responsável pelos contratos de tapa-buraco.

A pena de Cesco é de perda do acréscimo patrimonial ilícito, perda da função pública; suspensão dos direitos políticos por 12 anos, multa de R$ 600 mil, proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios e incentivos por 12 anos.

A de Parron Maria é erda do acréscimo patrimonial ilícito, perda da função pública; suspensão dos direitos políticos por 10 anos, multa de R$ 400 mil, proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios e incentivos por 10 anos.

Os irmãos Luciano Potrich Dolzan e Lucas Potrich Dolzan aparecem na ação como empresários ligados à LD Construções Ltda., empresa que executava serviços de tapa-buraco em Campo Grande e que teria sido beneficiada no esquema.

Ambos receberam a pena de suspensão dos direitos políticos por 10 anos, multa de R$ 600 mil, proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios eincentivos por 10 anos.

Além das pena individuais, a sentença determinou que os oito condenados respondam solidariamente pelos danos materiais causados ao patrimônio do município, decorrentes da execução deficiente dos serviços. O valor será apurado posteriormente, na fase de liquidação.

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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 15:30:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Super El Niño e aquecimento global são eventos comprovados, ao contrário do que diz meteorologista]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/super-el-nino-e-aquecimento-global-sao-eventos-climaticos-comprovados/472813/</link>
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				<description><![CDATA[Ao contrário do que afirma um meteorologista em uma entrevista para um canal no YouTube, o aquecimento global e o fenômeno conhecido como Super El Niño possuem fundamentação científica consolidada e sofrem influência direta da ação humana. No conteúdo investigado, o profissional minimiza a ação antrópica no clima e atribui o aquecimento anormal do Oceano Pacífico a um terremoto ocorrido no Japão.

Em sua fala, Luiz Carlos Molion argumenta que a humanidade é incapaz de alterar as temperaturas da Terra porque manipula ativamente apenas 6% da superfície do planeta, em contraste com os 71% cobertos por oceanos. Ele também alega que a principal influência climática vem do espaço – prevendo um resfriamento global entre 2030 e 2040 devido à baixa atividade solar – e que o recente deslocamento de águas quentes até o Polo Sul foi um evento sísmico aleatório, sem relação com a formação normal do El Niño.

Para checar as afirmações de Molion, o Comprova entrevistou Higo José Dalmagro, professor da Unic/Uniderp e doutor em Física Tropical pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Ele explica que a ciência aponta para um El Niño muito forte, com sinais de resposta atmosférica ao aquecimento do Pacífico. “O Molion é bastante crítico em relação às mudanças climáticas e costuma questionar modelos e interpretações que hoje têm amplo respaldo na comunidade científica”, acrescenta. Dalmagro reflete ainda que não se deve usar a explicação de Molion para colocar em dúvida todo o conjunto de evidências científicas que temos hoje.

Ainda em contraste com o que é dito no vídeo, especialistas entrevistadas pelo Estadão Verifica elucidam que a interferência humana não se limita à porcentagem de área territorial ocupada. A explicação foi dada por Sonaira Silva, doutora em Ciências de Florestas Tropicais pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e afiliada à Academia Brasileira de Ciências, e Eliana Fonseca, pesquisadora do Centro Polar e Climático e da iniciativa MapBiomas. Elas sustentam que o desmatamento e a queima contínua de combustíveis fósseis liberam grandes quantidades de gases de efeito estufa. O excesso de dióxido de carbono (CO) retém calor na atmosfera e contribui para o aumento da temperatura do planeta.

Esse acúmulo de calor também afeta os oceanos e pode intensificar fenômenos naturais e cíclicos, como o Super El Niño, que é monitorado internacionalmente e registrado há séculos. A classificação é usada quando o aquecimento das águas do Pacífico equatorial ultrapassa 2 °C em relação à média histórica. Temperaturas dos oceanos e dos continentes são monitoradas continuamente por satélites e medições são feitas em diferentes locais por agências meteorológicas nacionais e internacionais. Esses dados mostram uma elevação das temperaturas e sustentam a conclusão científica de que as atividades humanas alteram a dinâmica de troca de energia da Terra.

Quem criou o conteúdo investigado pelo Comprova 

Luiz Carlos Molion é graduado pela Universidade de São Paulo (USP), com doutorado em Meteorologia pela University of Wisconsin e pós-doutorado em Hidrologia de Florestas pelo Instituto de Hidrologia do Reino Unido, além de ter sido bolsista em uma instituição na Alemanha. Também atua como pesquisador e professor, dentro e fora do Brasil.

Esta não é a primeira vez que suas afirmações são verificadas. Molion é apontado por pesquisadores e jornais como um dos principais nomes da desinformação e do negacionismo climático no Brasil. De acordo com investigações detalhadas em uma reportagem da BBC News Brasil, o meteorologista mantém uma agenda ativa de cerca de 50 palestras anuais, e cerca de 85% dessas apresentações são financiadas por entidades, sindicatos e cooperativas do agronegócio. 

As alegações de Molion também têm sido contestadas pelo consenso científico. Conforme registrado pela Academia Brasileira de Ciências (ABC), o Estadão Verifica submeteu as declarações do meteorologista feitas em uma entrevista de 2010 à análise do climatologista Carlos Nobre e do glaciologista Jefferson Cardia Simões, que apontaram sérios erros conceituais e distorções nas declarações de Molion. 

Ainda, conforme exposto em reportagens da Agência Pública e do portal ClimaInfo, Molion é um nome em destaque no cenário negacionista brasileiro. Ele também foi checado em 2024 pelo Estadão Verifica, quando uma de suas postagens, que utilizava um gráfico desatualizado para negar o aquecimento global, foi classificada como falsa. Molion foi procurado pelo Comprova, mas não respondeu até a publicação deste texto

Cortes da entrevista foram publicados no Instagram e já alcançaram, até 11 de setembro, mais de 10 mil curtidas e 120 mil visualizações. No YouTube, a entrevista completa teve 23 mil visualizações. O canal onde ela foi veiculada possui mais de 2 mil inscritos no YouTube e 11,2 mil em seu perfil no Instagram.

Por que as pessoas podem ter acreditado

A declaração combina a autoridade atribuída a um meteorologista com termos técnicos, dados históricos e informações verdadeiras sobre fenômenos climáticos. O discurso também apresenta explicações com relações de causa e efeito aparentemente simples, o que pode facilitar a compreensão de um tema complexo.

Por exemplo, ao mencionar enchentes e secas registradas antes da urbanização em massa, ele usa dados reais para chegar a conclusões que precisam ser analisadas separadamente. A ocorrência desses eventos no passado não é, por si só, suficiente para determinar quais fatores influenciam nos eventos atuais. A presença de números e conceitos científicos pode dar ao argumento uma aparência de precisão.

Para climatologista, há, sim, bases científicas que apontam para Super El Niño
O Projeto Comprova entrevistou o climatologista Higo José Dalmagro, professor da Unic/Uniderp e doutor em Física Tropical pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Ele reforça que há evidências científicas e dados de modelos meteorológicos que indicam um Super El Niño neste fim de 2026.

Na avaliação do especialista, a publicação com a fala de Molion é enganosa porque tira de contexto sua análise. “Parece que o professor Molion está simplesmente dizendo que ‘não existe El Niño’, sem mostrar o restante da explicação dele.”

Segundo Dalmagro, na entrevista completa, disponível no YouTube, Molion acerta ao dizer que é preciso haver um acoplamento entre o aquecimento das águas do Pacífico e a atmosfera para que o El Niño se estabeleça e produza seus efeitos. Contudo, o climatologista analisa que “o aquecimento da água, sozinho, não explica tudo; é preciso haver também uma resposta da atmosfera”.

Dalmagro também discorda das conclusões de Molion, que questiona modelos e interpretações com amplo respaldo na comunidade científica. Segundo ele, o conjunto de evidências aponta para um El Niño muito forte, com sinais de resposta atmosférica ao aquecimento do Oceano Pacífico.

Fontes que consultamos: O Comprova analisou o vídeo original da entrevista e os cortes publicados no Instagram para entender quais alegações foram feitas. Com o Google, foi realizada uma busca sobre a biografia do meteorologista, notícias e outras checagens sobre o tema. Especialistas foram procurados para analisarem as afirmações e darem seu parecer científico sobre o tema.

Por que o Comprova investigou essa publicação: O Comprova monitora conteúdos suspeitos publicados em redes sociais e em aplicativos de mensagens sobre políticas públicas, saúde, mudanças climáticas, eleições e golpes virtuais e abre investigações sobre aquelas publicações que obtiveram maior alcance e engajamento. Você também pode sugerir verificações pelo WhatsApp +55 11 97045-4984.

Outras checagens sobre o tema: Como afirmado acima, o Estadão Verifica também checou que o Super El Niño não é invenção; fenômeno pode ser medido e sofre influência de atividades humanas. O Comprova já explicou que  é consenso científico que ação humana causa mudanças climáticas e checou que o aquecimento global é uma realidade e tem impacto severo, diferentemente do que alega Donald Trump.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 14:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Dupla sertaneja recebe reajuste de quase 30% em cachê]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/dupla-sertaneja-recebe-reajuste-de-quase-30-em-cache/472800/</link>
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				<description><![CDATA[A dupla sertaneja Jads e Jadson em sua quarta contratação no ano pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) teve um reajuste de quase 30% no cachê, para shows com duração de 1h30min. O valor pago aos cantores pelos cofres públicos teve acréscimo de R$ 20 mil em menos de duas semanas de uma contratação para outra.

A mais recente foi divulgada no Diário Oficial do Estado (DOE) de hoje (16), anunciando a participação da dupla no "5º Rodeio Fest de Figueirão", com uma apresentação de 1h30min pelo valor de R$ 180 mil.

O show está marcado para acontecer na próxima semana, no dia 24 de setembro, em Figueirão, município sede do evento, a partir das 22h.

As outras três contratações dos cantores durante o ano, também divulgados pelo DOE, expõe que o valor inicial do cachê pago pela FCMS era de R$ 140 mil em janeiro e teve dois acréscimo até chegar ao valor atual.

Conforme apuração da reportagem, os nomes dos cantores aparecerem quatro vezes nas edições do Diário Oficial deste ano como contratações pelo "Projeto Ações Culturais Para o Fortalecimento de Mato Grosso do Sul".

No DOE de 13 de janeiro, a dupla foi contratada para realizar uma apresentação na "36ª Edição do Encontro de Clubes de Laço", realizado no município de Antônio João no dia 25 de janeiro, com a duração de 1h30min, mas o valor pago foi de R$ 40 mil a menos do cobrado atualmente.

Em 1º de abril, a publicação do DOE registrou a segunda contratação dos cantores para um show em Ribas do Rio Pardo, na "Exporibas 2026", no dia 19 de abril. Neste evento, o cachê da dupla teve o primeiro reajuste, de R$ 140 mil para R$ 160 mil.

E em menos de 15 dias, na edição de 14 de abril do DOE, a dupla aumentou o valor para apresentações de 1h30min em mais R$ 20 mil, passando de R$ 160 mil para o valor atual, de R$ 180 mil.

Na ocasião a contratação foi para um show na "Expogrande 2026". O curioso é que ao que parece a contratação ocorreu às pressas, visto que a data de publicação do contrato era para um show que aconteceria dentro de três dias, em 19 de abril.

Donos de sucessos sertanejos como "Ressentimento", "Colo" e "Jeito Carinhoso", a dupla até então mantém o valor de R$ 180 mil para shows com duração de 1h30min, mas em vista do histórico de acréscimos, a previsão é que o próximo reajuste aumente o cachê de R$ 180 mil para R$ 200 mil.

Todos os contratos tiveram como ordenador de dispesas o Diretor Presidente da Fundação de Cultura, Eduardo Mendes Pinto, com exceção do último, que teve Carlos Heitor Santos da Silva, Diretor Adjunto como ordenador por estar em Exercício no cargo de Diretor Presidente da FCMS.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 12:45:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Prefeitura cria lei que proíbe estacionamento de patinetes em calçadas]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/prefeitura-cria-lei-que-proibe-estacionamento-de-patinetes-em-calcadas/472809/</link>
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				<description><![CDATA[A Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), sancionou uma lei complementar para disciplinar o estacionamento de patinetes elétricos nas vias públicas da cidade. A publicação foi feita no Diário Oficial do Município (Diogrande), em edição desta quarta-feira (16).

A nova norma altera a Lei n. 2.909, de 28 de julho de 1992, que institui o Código de Polícia Administrativa do Município de Campo Grande.

Com isso, o estacionamento e a disposição de veículos de micromobilidade, como patinetes elétricos e bicicletas compartilhadas sem estação física, conhecidas como dockless, não poderão obstruir a livre circulação de pedestres, devendo observar as seguintes regras:

I - é vedado o abandono ou estacionamento desses equipamentos na faixa livre destinada à circulação de pedestres, que deve manter a largura mínima estabelecida nas normas de acessibilidade vigentes no Código;

II - o Executivo Municipal poderá delimitar zonas de “Proibido Estacionar” para veículos de micromobilidade em calçadas ou em locais de grande fluxo de pedestres;

III - as empresas operadoras desses serviços são direta e objetivamente responsáveis pela remoção e organização dos equipamentos que estiverem em desacordo com este artigo, sujeitando-se às penalidades de apreensão e multa previstas no art. 156 desta Lei.

Na manhã desta quarta-feira (16), a reportagem do Correio do Estado flagrou 11 patinetes eléticos parados na esquina da avenida Calógeras com a rua 26 de agosto.

Além da violação das novas diretrizes, os veículos estavam sobre o piso tátil, utilizado por deficientes visuais, e também estavam estacionados na frente de rampas, o que pode dificultar a passagem de cadeirantes e carrinhos de bebês.



Patinetes elétricos estacionados de forma irregular na esquina da Calógeras com a 26 de agosto / Foto: João Pedro Flores

A lei entra em vigor a partir desta quarta-feira (16) e a Prefeitura regulamentará os detalhes operacionais dispostos na nova legislação.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 12:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Obra que leva asfalto até perto do ET Bilu fica 13% mais cara em um ano]]></title>
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				<description><![CDATA[Pavimentação de 23 quilômetros da MS-244, que liga a MS-080 ao distrito de Taboco, no município de Corguinho, a obra conhecida como a empreitada que levará asfalto até perto do "ET Bilu" já está 13% mais cara no intervalo de quase um ano desde que o contrato foi firmado.

Conforme informações divulgadas no Portal da Transparência do Estado de Mato Grosso do Sul, esse acordo entre a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) com a Construtora Tripolo foi inicialmente firmado pela quantia de R$77.776.882,46. 

Através de seu Diário Oficial Eletrônico, o Governo do Estado indica o que seria um primeiro termo aditivo que faz o contrato atingir a quantia de R$87.916.890,12. Na ponta do lápis, isso indicaria um aumento de 13% no valor do acordo publicado originalmente em 25 de setembro de 2025 que foi assinado digitalmente entre as partes cerca de três dias antes. 

Entretanto, ainda que tenha sido aprovado pela quantia de R$77,7 milhões, como mostra a publicação de hoje (16) do Diário Oficial, o montante já teria passado por uma correção de cerca de 1,5%, pois aparece com o valor inicial fixado em R$78.965.845,73.

Ainda conforme consta no Portal da Transparência, a contratação aparece com situação ativa vigente para o período entre 09 de outubro de 2025 até 27 de novembro do ano que vem, o que tecnicamente indicaria uma obra 13% mais cara 11 meses após a data inicial do acordo. 

Esse percentual estaria acima, inclusive, do próprio Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre), que atingiu a taxa acumulada de 6,56% em 12 meses. 

Relembre

Como bem acompanha o Correio do Estado a empresa com sede em Rondonópolis, no Mato Grosso, Tripolo foi quem venceu a licitação que prevê pavimentação de 23 quilômetros da MS-244, que liga a MS-080 ao distrito de Taboco, no município de Corguinho, região popularmente conhecida por uma série de atrativos naturais e como a "terra do ET Bilu". 

Depois de pronta, porém, essa nova rodovia não chega até a chamada cidade de Zigurats, mas reduz os trechos de rodovia sem asfalto até os atrativos, onde famílias de uma infinidade de estados e países decidiram fixar residência.

Cabe frisar que esta é a nona construtora diferente a vencer a licitação do pacote de obras que está sendo bancado com os R$2,3 bilhões liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para Mato Grosso do Sul. 

O lance máximo para a obra havia sido estipulado em R$ 79,52 milhões, mas a Construtora Tripolo ofereceu deságio de 2,2% e venceu a disputa ao se oferecer a fazer o asfalto por R$ 77,77 milhões, conforme publicação do diário oficial do Governo do Estado desta quarta-feira (3). 

Com o distrito de Taboco localizado a 46 quilômetros da MS-080 (saindo das imediações de Rochedo). A licitação concluída, porém, é relativa somente ao primeiro lote e para que o asfalto chegue aos moradores do distrito será necessário pavimentar outros 23 quilômetros.

"Que busquem conhecimento"

Há mais de uma década, nacionalmente, emissoras de TV rondavam a região de Corguinho, onde há aproximadamente 29 anos começou a ser erguida a cidade de Zigurats. 

Na oportunidade, em um intervalo de 12 meses, tanto a Bandeirantes (com o diário Custe o Que Custar "CQC"), quanto a Record (no semanal Domingo Espetacular), passaram pelas instalações para apurar a presença do extraterrestre chamado ET Bilu.  

Além de um momento icônico para a história da televisão brasileira, no informativo da Record, a peculiar figura deixou cravada sua mensagem para toda a humanidade terrestre: "apenas que... busquem conhecimento". 

Conforme destaque da Agência Senado, o Brasil desponta no cenário ufológico como a primeira nação a admitir oficialmente que os Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs) de procedência extraterrestre existem de fato. 

@@NOTICIAS_RELACIONADAS@@

Ainda, no Brasil, é possível encontrar mais de 20 mil páginas - divulgadas pela Aeronáutica e governo brasileiro -, expostas no Arquivo Nacional (Brasília), que evidenciam casos de aparições não compreendidas.

Como já citado no Correio do Estado, Zigurats estrutura-se para a sustentabilidade e independência, pois possui sistema econômico (BDM Digital e Bank), além de empreendimentos como loja de materiais de construção, comercialização de vinhos, cosméticos, hotelaria e até empresa de viagens. 

Além disso, o jornal já abordou também os avanços no planejamento de até mesmo uma universidade própria, com base na ciência Lilarial, em Zigurats, que o instituto Think Tank Dakila Pesquisas classifica como algo "muito além da nossa ciência tradicional", definida como "processo pelo qual o Ser humano se relaciona com a natureza" e englobando disciplinas como: antropologia, arqueologia, geografia, astronomia e mais. 

Importante frisar que, no caminho pela educação, além das possíveis disciplinas que estudam o cosmos, e demais assuntos que movem a comunidade ufológica, foi reconhecido em Taboco distrito da região, desenhos rupestres catalogados inclusive na revista científica Clio Arqueológica, prato cheio para a grade da instituição. 

Mestre em histórias que brincam com o imaginário popular, Urandir Fernandes de Oliveira, diretor do longa-metragem "Terra Convexa" e responsável por propagar o ET Bilu, de Corguinho para o mundo, e voltou aos holofotes da mídia com a "revelação de Ratanabá", a cidade perdida no meio da Amazônia que convenceu até mesmo o ex-secretário Especial da Cultura, Mario Frias. 

 

Assine o Correio do Estado
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 11:25:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Circuito Sesc leva corrida de rua à região norte de Campo Grande]]></title>
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				<description><![CDATA[Cerca de 800 pessoas são esperadas para uma etapa do Circuito Sesc de Corridas que será realizada no dia 27 de setembro, no bairro Santa Inês, região norte de Campo Grande.

A prova começa às 7h, com largada em frente ao Parque Villaggio Santa Inês. Serão dois percursos: corrida de 5 quilômetros e caminhada de 3 quilômetros. As inscrições estão abertas.

Esta será a segunda edição realizada no Santa Inês. O bairro recebeu o circuito pela primeira vez no ano passado e, conforme a organização, a avaliação do percurso pelos corredores levou à escolha do local novamente neste ano.

“A região foi muito elogiada pelos participantes, principalmente pela organização, pelas ruas limpas e pelo asfalto novo, que proporcionam um percurso muito agradável e seguro para a corrida de rua. Aguardamos 800 inscritos para essa nova etapa”, afirmou Ygor Yohannes Bueno Barbosa, sócio da Pantanal Race e organizador do evento.

Além da corrida de 5 km, haverá caminhada de 3 km, opção voltada também a quem não participa habitualmente de provas de rua.

Premiação

A competição terá premiação para os cinco primeiros colocados na classificação geral e também entre os comerciários.

Os participantes ainda serão separados em categorias por idade, divididas em intervalos de cinco anos, com premiação também até a quinta colocação.

Para Cintia Maria Caleffi, diretora da Santa Inês Empreendimentos, receber novamente a corrida ajuda a movimentar a região norte da Capital.

“O esporte tem esse poder de reunir pessoas, promover saúde, bem-estar e, principalmente, ocupar e valorizar os espaços da cidade”, afirmou.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 11:15:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Sem licitação, Sanesul contrata consultoria por R$ 1,3 milhão]]></title>
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				<description><![CDATA[Sem licitação, a empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul) contratou por R$ 1,346 milhão uma empresa de consultoria paulista para ajudar a estruturar os serviços de tratamento de lixo urbano nos sete municípios da região sudoeste do Estado nos quais a empresa, que historicamente se dedicou à distribuição de água e tratamento de esgoto, assumiu este novo papel. 

Conforme publicação do diário oficial do Governo do Estado desta quarta-feira (16), a consultoria será feita pela Fundação Carlos Alberto Vanzolini, ligada a professores do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). No ano passado esta mesma empresa já havia sido contratada sem licitação e faturou R$ 2,7 milhões.

Ainda de acordo com a publicação, a Sanesul assumiu a tarefa de tratar o lixo das cidades de Bonito, Caracol, Guia Lopes da Laguna, Jardim, Miranda, Nioaque e Porto Murtinho desde o dia 25 de agosto deste ano e pretende estender essa atividade por 30 anos.

Pelo menos por enquanto, a coleta do lixo urbano segue sob responsabilidade das prefeituras, cabendo à Sanesul a tarefa de administrar a estação de tratamento destes resíduos, que já estava sendo depositado pelas prefeituras neste mesmo local, no município de Caracol.

No convênio firmado entre a Sanesul e as prefeituras está previsto que a partir do próximo ano haverá cobrança de taxa de lixo juntamento com as contas de água e esgoto, que já são emitidas pela Sanesul nestas cidades.

CONTROVÉRSIA

Mas, de acordo com Lázaro de Godoy, presidente do Sindágua, o sindicato que representa trabalhadores da Sanesul e de outras empresas do setor, a legislação federal (14026) determina que as prefeituras façam licitação para terceirizar esse tipo de serviço público. No caso do repasse desta atividade para a Sanesul, tudo ocorreu por meio de um simples convênio, segundo o sindicalista.

O Correio do Estado procurou a Sanesul em busca de informações sobre as atribuições exatas desta consultoria que consumirá R$ 1,3 milhão em um ano. Porém, até a publicação da reportagem não havia obtido retorno.

Mas, para Lázado de Godoy, este parece ser o primeiro passo para uma futura quarteirização desta atividade. De acordo com ele, o grupo Aegea, que desde 2021 presta trata o esgoto coletado pela Sanesul em 68 municípios também passe a fazer o tratamento do lixo recentemente passou para as mãos da empresa estatal.

Esta convicção, segundo ele, está baseada no fato de a grupo empresarial ter assumido, há algumas semanas, as atividades de tratamento de um dos maiores aterros sanitários do Brasil, no Rio de Janeiro. De acordo com Lázaro, os trabalhadores são até favoráveis à entrada da Sanesul nesta nova atividade de tratamento de lixo, já que esta será uma nova fonte de receita e de fortalecimento da estatal. O que não querem, explica, é que a atividade também seja repassada para a iniciativa privada depois de ser estruturada com recursos públicos. 

SEGUNDO CONTRATO

Em julho do ano passado, esta mesma empresa de consultoria já havia sido contratada pela Sanesul, por R$ 2,7 milhões, sem licitação, para "avaliação de viabilidade técnica e econômico-financeira para os serviços de gestão, operação e manutenção dos aterros sanitários nos municípios de Corumbá - Ladário e Consórcio CIDEMA, com a implementação de um programa de capacitação técnico-operacional para os empregados da Sanesul envolvidos na gestão dos resíduos sólidos urbanos".

Os sete municípios envolvios nesta segunda contratação, por R$ 1,3 milhão, também fazem parte do consórcio Cidema, que engloba 14 municípios da região sudoeste e oeste de Mato Grosso do sul


 
]]></description>
				
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 11:05:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Suspeita de integrar esquema do "falso cafetão faccionado" é presa em Dourados]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/policia-civil-prende-mulher-suspeita-de-ser-operadora-financeira-de/472803/</link>
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				<description><![CDATA[A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul cumpriu, na manhã da última terça-feira (15), um mandado de prisão temporária contra uma mulher suspeita de participar de um esquema de extorsão praticado por meio de um site de acompanhantes.

A investigada foi presa em Dourados. A ação foi realizada pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (DERF).

De acordo com a polícia, o golpe começava quando a vítima acessava anúncios de acompanhantes publicados na plataforma HotMS. Após o acesso, ela passava a receber mensagens de pessoas desconhecidas.

Os interlocutores afirmavam ser integrantes de organizações criminosas e diziam que o usuário teria causado prejuízo a uma garota de programa ou ao suposto “cafetão” responsável pelo anúncio.

Na sequência, os suspeitos faziam ameaças contra a vítima e seus familiares e exigiam pagamentos imediatos por meio do Pix. Segundo a DERF, os criminosos citavam nomes de facções conhecidas para aumentar o medo durante as cobranças.

A prática é investigada como uma modalidade que a polícia chama de “golpe do falso cafetão faccionado”.

Durante as investigações, a DERF identificou indícios de que contas bancárias de terceiros eram utilizadas para receber e transferir os valores obtidos por meio das extorsões.

A polícia apura se a investigada participava dessa estrutura financeira e atuava no recrutamento de pessoas dispostas a disponibilizar suas contas para o recebimento dos pagamentos. Além disso, a investigação considera a possível participação de uma pessoa que está presa no sistema penitenciário.

A suspeita permanece em prisão temporária e ainda será interrogada. As investigações continuam para identificar outros possíveis participantes e detalhar o fluxo financeiro do esquema.
]]></description>
				
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 11:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Ausência de oftalmologistas em rede pública é acompanhada por MPE]]></title>
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				<description><![CDATA[Após denúncia de ausência de oftamologistas na rede pública de saúde do município de Dourados, no interior de Mato Grosso do Sul, o Ministério Público do Estado (MPE) instaurou um Procedimento Administrativo para acompanhar a situação dos pacientes que aguardam em fila de espera.

A fiscalização e acompanhamento dos serviços especializados na área oftamológica exigiu urgência do órgão ministerial, uma vez que a denunciante corria risco de perder a visão por estar refém do sistema público de saúde da cidade e sem previsão de reduzir a espera, uma vez que não havia profissionais destinados para o cargo.

A investigação inicial do MPE para dar prosseguimento a denúncia apurou que a insuficência na oferta dos serviços eram contraditórias a adoção de medidas tomadas pelo município para ampliar o atendimento especializado na rede pública.

Nos autos, a resposta da Secretaria Municipal de Saúde relatou que os serviços de oftamologia funcionam de forma descentralizada por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), integrado a rede municipal, bem como ao Hospital Universitário da UFGD.

Além ter o encaminhamento de pacientes pelo Tratamento Fora do Domicílio (TFD), a Secretaria afirmou em documento que as consultas especializadas "são executadas no ambulatório do Posto de Assistência Médica PAM, no Hospital Universitário da UFGD (HU-UFGD) e na Fundação Cardiogeriátrica de Dourados FUNPEMA", a depender do porte do exame, cirurgia ou procedimento.

Ainda neste ano, Dourados teve um investimento de cerca de R$ 22,6 milhões direcionados a construção da Policlínica Regional que substituiria os atendimentos especializado no Pronto Atendimento Médico (PAM), afim de ampliar o acesso à população e desafogar as filas de espera do Hospital Nova Vida.

Sendo R$ 5,6 mil de recursos da Prefeitura e outros R$ 17 mil do Governo Federal, via Novo PAC Saúde.

No entanto, os dados analisados pelo MPE indicaram que a demanda ainda permanece elevada mesmo após tantas medidas tomadas e até suspeita, uma vez que a denunciante foi informada que não havia profissionais para a prestação de serviço.

De acordo com a 10ª Promotoria de Justiça de Dourados inúmeros pacientes permanecem em fila de espera por períodos excessivos.

Com o Procedimento Administrativo o MPE deve acompanhar o funcionamento das medidas adotadas anteriormente e à redução das filas de espera, a partir da realização de consultas, exames, cirurgias, e outros procedimentos ofertados em quantidade compatível com a demanda e dentro de prazo razoável.

Novas medidas

O acompanhamento do MPE aos atendimentos solicitou também algumas medidas destinadas à Prefeitura de Dourados.

Foi pedido uma apresentação detalhada de informações sobre a situação da rede de atendimento oftalmológico dentro do prazo de 20 dias úteis. O relatório deverá conter dados sobre a demanda reprimida especificando:


	tempo médio de espera;
	capacidade assistencial disponível;
	e o número de profissionais em atividade;


Ainda foi solicitado um plano de ação específico para ampliar a oferta de consultas, exames e cirurgias, com metas, cronograma e estimativa de impacto na redução das filas.

Além de informar ao MPE eventuais mutirões, ampliação de turnos, contratação ou credenciamento de profissionais, além da celebração ou ampliação de convênios voltados ao atendimento oftalmológico.

Conforme a solicitação, a FUNPEMA, responsável por procedimentos especilizados e cirurgias de catarata para moradores de Dourados, terá o acompanhamento do órgão para fiscalizar a execução do convênio, bem como deverão realizar o envio de dados atualizados com a quantidade de atendimentos realizados e medidas adotadas para ampliar a rede municipal e regional.

O procedimento deve ainda monitorar as iniciativas desenvolvidas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), órgãos de pactuação regional e prestadores de referência com objetivo de ampliar a oferta de atendimentos via Programação Pactuada Integrada (PPI) e Tratamento Fora do Domicílio (TFD).

As medidas solicitadas pelo MPE buscam garantir o direito à saúde da população e acompanhar a adoção de soluções concretas para reduzir o tempo de espera dos pacientes que dependem dos serviços oftalmológicos na região.
]]></description>
				
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 10:40:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Após temporal seguido de frio, temperaturas voltam a subir nesta quarta]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/apos-temporal-seguido-de-frio-temperaturas-voltam-a-subir-nesta/472799/</link>
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				<description><![CDATA[Após dias de chuva, frio e temporal, o calor retorna a partir desta quarta-feira (17) em Mato Grosso do Sul.

O temporal de quinta-feira (10), que causou diversos estragos e resultou em decreto de emergência em Campo Grande, anunciou a chuvarada dos últimos dias.

Quinta-feira (10), sábado (12), domingo (13) e segunda-feira (14) foram extremamente chuvosos. De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec-MS), 99,2 milímetros foram registrados, neste fim de semana, em Campo Grande.

Os ultimos dias foram de temperaturas amenas. Confira o mapa elaborado pelo Cemtec-MS:



Na sexta-feira (11), o tempo permaneceu firme, com sol, calor, altas temperaturas e céu limpo. Nesta quarta-feira (17), temperaturas voltam a subir, o sol reaparece sem nuvens e o céu permanece limpo. Não há previsão de chuva para os próximos dias.

“O sol está aparecendo e daqui a pouco nem nuvens vão atrapalhar. As temperaturas sobem aos poucos e à tarde estará bem quentinha. Não chove”, detalhou o meteorologista Natálio Abrahão ao Correio do Estado.

Confira temperaturas nos principais municípios do Estado:

CAMPO GRANDE


	
		
			
			DIA DA SEMANA
			
			
			TEMPERATURA MÍNIMA E MÁXIMA
			
		
		
			
			Quarta-feira, 16 de setembro
			
			
			16°C / 26°C
			
		
		
			
			Quinta-feira, 17 de setembro
			
			
			17°C / 29°C
			
		
		
			
			Sexta-feira, 18 de setembro
			
			
			18°C / 31°C
			
		
		
			
			Sábado, 19 de setembro
			
			
			21°C / 30°C
			
		
	


*FONTE: INMET

DOURADOS


	
		
			
			DIA DA SEMANA
			
			
			TEMPERATURA MÍNIMA E MÁXIMA
			
		
		
			
			Quarta-feira, 16 de setembro
			
			
			16°C / 26°C
			
		
		
			
			Quinta-feira, 17 de setembro
			
			
			18°C / 26°C
			
		
		
			
			Sexta-feira, 18 de setembro
			
			
			16°C / 27°C
			
		
		
			
			Sábado, 19 de setembro
			
			
			17°C / 31°C
			
		
	


*FONTE: INMET 

PONTA PORÃ


	
		
			
			DIA DA SEMANA
			
			
			TEMPERATURA MÍNIMA E MÁXIMA
			
		
		
			
			Quarta-feira, 16 de setembro
			
			
			15°C / 26°C
			
		
		
			
			Quinta-feira, 17 de setembro
			
			
			16°C / 26°C
			
		
		
			
			Sexta-feira, 18 de setembro
			
			
			15°C / 29°C
			
		
		
			
			Sábado, 19 de setembro
			
			
			17°C / 32°C
			
		
	


*FONTE: INMET

CORUMBÁ


	
		
			
			DIA DA SEMANA
			
			
			TEMPERATURA MÍNIMA E MÁXIMA
			
		
		
			
			Quarta-feira, 16 de setembro
			
			
			15°C / 35°C
			
		
		
			
			Quinta-feira, 17 de setembro
			
			
			18°C / 35°C
			
		
		
			
			Sexta-feira, 18 de setembro
			
			
			17°C / 38°C
			
		
		
			
			Sábado, 19 de setembro
			
			
			21°C / 39°C
			
		
	


*FONTE: INMET

 TRÊS LAGOAS


	
		
			
			DIA DA SEMANA
			
			
			TEMPERATURA MÍNIMA E MÁXIMA
			
		
		
			
			Quarta-feira, 16 de setembro
			
			
			15°C / 30°C
			
		
		
			
			Quinta-feira, 17 de setembro
			
			
			19°C / 29°C
			
		
		
			
			Sexta-feira, 18 de setembro
			
			
			14°C / 33°C
			
		
		
			
			Sábado, 19 de setembro
			
			
			17°C / 35°C
			
		
	


*FONTE: INMET

BONITO


	
		
			
			DIA DA SEMANA
			
			
			TEMPERATURA MÍNIMA E MÁXIMA
			
		
		
			
			Quarta-feira, 16 de setembro
			
			
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			Quinta-feira, 17 de setembro
			
			
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			Sexta-feira, 18 de setembro
			
			
			17°C / 32°C
			
		
		
			
			Sábado, 19 de setembro
			
			
			19°C / 35°C
			
		
	


 *FONTE: INMET
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 10:30:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Novos radares da BR-163 fiscalizam velocidade média em MS]]></title>
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				<description><![CDATA[O trecho entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163, no município de São Gabriel do Oeste, recebeu um projeto-piloto de radares para monitorar a velocidade média dos veículos. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou a implantação do teste, que não terá aplicação de multas nesta etapa.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira (11) e já está em vigor. A ANTT deu um prazo inicial de 180 dias, contados a partir da instalação dos equipamentos, com possibilidade de prorrogação ou encerramento antecipado, conforme a avaliação dos resultados.

Por enquanto, a medida tecnológica é de caráter educativo e experimental. O projeto deverá verificar a confiabilidade do sistema e reunir informações sobre sua possível utilização futura nas rodovias, inclusive antes de eventual adoção para aplicação de penalidades.

Um dos objetivos do projeto-piloto é observar o comportamento dos motoristas ao terem conhecimento sobre a velocidade média. Placas de sinalização serão instaladas no trecho da BR-163.

Relatórios

A ANTT vai acompanhar os resultados dos testes antes de avaliar eventuais aplicações futuras da solução. As concessionárias responsáveis pelos trechos deverão encaminhar mensalmente os resultados à Superintendência de Infraestrutura Rodoviária (SUROD). Em MS, a Motiva Pantanal, que administra a BR-163, terá que cumprir esta função.

Nos documentos deverão constar informações sobre o funcionamento dos equipamentos, a qualidade dos dados registrados, o comportamento dos condutores e outros aspectos relacionados à execução do projeto. 

A SUROD poderá solicitar informações, dados, relatórios ou avaliações complementares sempre que necessário para acompanhar o experimento.

A agência poderá acompanhar os resultados durante todo o período e definir os próximos passos com base nas informações obtidas.

Como funciona

O controle de velocidade média é diferente do modelo tradicional, que verifica a velocidade de um veículo em um único ponto da rodovia.

No novo formato, o sistema considera a distância percorrida e o tempo gasto pelo veículo entre dois pontos de monitoramento. Com essas informações, é calculada a velocidade média no trecho.

Com isso, os motoristas não poderão mais frear em cima ou diminuir a velocidade quando estiver perto do equipamento, já que o monitoramento ocorre ao longo do segmento da rodovia, e não apenas em um ponto. A sinalização deverá informar os usuários sobre a realização do experimento.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 10:15:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Estado reconhece emergência em Campo Grande por 180 dias após temporal]]></title>
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				<description><![CDATA[Cinco dias depois de a Prefeitura de Campo Grande decretar situação de emergência por causa dos estragos deixados pelo vendaval que atingiu a cidade, o Governo de Mato Grosso do Sul reconheceu a medida e autorizou uma série de ações excepcionais para auxiliar na recuperação da Capital.

O decreto assinado pelo governador Eduardo Riedel e publicado nesta quarta-feira (16), reconhece a situação de emergência pelo prazo de 180 dias nas áreas comprovadamente atingidas pelo temporal da noite de quinta-feira (10).

Na prática, a medida permite mobilizar órgãos estaduais para atuar na resposta ao desastre e na reconstrução das áreas atingidas, além de autorizar contratações emergenciais sem licitação, convocação de voluntários e campanhas de arrecadação para assistência às famílias afetadas.

A publicação ocorre no mesmo dia em que o governo federal também oficializou o reconhecimento da situação de emergência em Campo Grande, anunciado pela prefeita Adriane Lopes (PP) na terça-feira (15), depois de uma agenda em Brasília.

O prejuízo provocado pelo temporal é estimado inicialmente em pelo menos R$ 40 milhões, segundo a prefeita, mas o valor ainda pode aumentar à medida que avançam os levantamentos dos danos.

Entre os estragos contabilizados estão 37 escolas destelhadas, além da UPA do Bairro Universitário e da Esplanada Ferroviária. Dezenas de famílias também foram atingidas, enquanto quedas de árvores e danos à rede elétrica deixaram moradores sem energia durante o fim de semana.

No documento, o governo estadual considera que o temporal provocou “expressivos danos materiais, ambientais, econômicos e sociais”, com impactos em imóveis públicos e particulares, infraestrutura urbana e vias públicas.

Com o reconhecimento, todos os órgãos estaduais poderão ser mobilizados para atuar sob coordenação da Defesa Civil estadual nas ações de resposta ao desastre, reabilitação dos locais atingidos e reconstrução.

O decreto também permite a convocação de voluntários para reforçar o atendimento e autoriza campanhas de arrecadação de recursos junto à comunidade para auxiliar a população atingida.

Dispensa de licitação

Entre as medidas previstas no decreto está a possibilidade de contratação emergencial sem licitação para atender situações diretamente relacionadas ao desastre.

A dispensa poderá ocorrer quando houver urgência e risco de prejuízo ou comprometimento da continuidade dos serviços públicos, da segurança de pessoas, obras, equipamentos e outros bens públicos ou particulares.

Isso não significa, porém, uma autorização genérica para contratar sem licitação. O próprio decreto restringe a medida aos bens necessários ao atendimento da emergência e às parcelas de obras e serviços relacionadas à situação emergencial.

As obras e os serviços contratados nessa modalidade deverão ser concluídos em até um ano, contado da ocorrência da emergência, e os contratos não poderão ser prorrogados nos termos previstos pelo decreto.

O texto ainda prevê medidas para situações em que exista risco iminente à população.

Nesses casos, autoridades administrativas e agentes da Defesa Civil diretamente responsáveis pelas ações de resposta poderão entrar em imóveis para prestar socorro ou determinar a evacuação imediata dos ocupantes.

Também fica autorizado o uso de propriedade particular em caso de iminente perigo público. Se houver dano ao patrimônio utilizado durante a operação, o proprietário terá direito a indenização posterior.

O decreto estabelece ainda que agentes da Defesa Civil ou autoridades administrativas poderão ser responsabilizados caso se omitam de obrigações relacionadas à segurança da população.

o governo federal também formalizou nesta quarta-feira o reconhecimento da situação de emergência.

A Portaria nº 3.065, de 15 de setembro de 2026, foi publicada no Diário Oficial da União e assinada pelo secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff Barreiros.

A publicação identifica Campo Grande, enquadra o desastre como vendaval, registra o Decreto Municipal nº 16.735 e informa que o pedido tramita sob o processo federal.

Município

O reconhecimento federal havia sido antecipado por Adriane Lopes na terça-feira, após reunião em Brasília para pedir celeridade na análise do pedido.

A agenda teve a participação do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e foi intermediada pelo deputado federal Vander Loubet (PT). Também participaram do encontro vereadores da Capital e representantes políticos de Mato Grosso do Sul.

“Nosso pedido foi prontamente atendido. Conseguimos o reconhecimento de emergência e vamos trabalhar com a recuperação dos estragos causados pelo temporal”, afirmou Adriane após a reunião.

A expectativa da administração municipal é de que o reconhecimento federal facilite a busca por ajuda humanitária e recursos destinados à recuperação dos danos.

 
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 09:45:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Traficantes em Campo Grande ostentavam relógios de até R$ 100 mil]]></title>
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				<description><![CDATA[Em Campo Grande, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul (FICCO/MS) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (16), a Operação Old School. Ao todo, são cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. 

A investigação apura a atuação de um grupo criminoso dedicado ao tráfico de drogas e lavagem de capitais. Além dos mandados, também foi determinado o sequestro de bens e valores dos investigados, no montante de R$ 75 milhões.

Durante a investigação, foram apreendidos mais de 250 kg de cocaína e 60 kg de haxixe. As imagens divulgadas pela Polícia Federal mostram também espingardas, revólver, uma grande quantidade de dinheiro, inclusive escondido em uma bota, munições, correntes de ouro e relógios de luxo da marca Rolex, modelo Submariner Date, avaliados em torno de R$ 75 mil (seminovo) e R$ 100 mil.

@@NOTICIA_GALERIA@@

A FICCO/MS é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Militar, pela Polícia Penal Estadual, pela Polícia Civil, pela Polícia Penal Federal, pela Secretaria Nacional de Políticas Penais e pela Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande.

Força Integrada IV

A Operação Força Integrada IV é uma ação nacional realizada simultaneamente em 24 estados da Federação, na manhã desta quarta-feira (16). As decisões judiciais determinaram bloqueios, sequestros e restrições patrimoniais superiores a R$ 508 milhões, incluindo imóveis, veículos, ativos financeiros e outros bens vinculados a organizações criminosas investigadas.

As forças de segurança miram alvos envolvidos no tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro, formação de organizações criminosas violentas e a outros delitos do crime organizado.

São cumpridos 173 mandados de busca e apreensão e 106 de prisões, além de medidas cautelares patrimoniais e investigativas.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 09:15:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Gigante da Mineração banca revitalização de escola em comunidade vizinha de jazida]]></title>
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				<description><![CDATA[A comunidade de Porto Esperança, em Corumbá, celebrou nesta quarta-feira, 16 de setembro de 2026, a conclusão das obras de revitalização da Escola Municipal Rural de Educação Integral Polo Porto Esperança e Extensões. A reforma da unidade escolar foi realizada pela Prefeitura de Corumbá em parceria com a Lhg Mining, mineradora que atua no maciço de Urucum.

Além da reestruturação do prédio escolar, a solenidade marcou a entrega de aproximadamente 7 quilômetros de nova tubulação para a rede de distribuição de água potável da localidade, implantada pela Sanesul também em parceria com a companhia. A intervenção garante o atendimento integral da rede de abastecimento de água potável para os moradores da região. Como ação complementar, foram disponibilizadas 56 caixas d’água de mil litros para famílias cadastradas no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) que não contavam com reservatórios em suas casas.

No prédio escolar, a revitalização abrangeu as quatro salas de aula, com a reestruturação de paredes, pintura interna e externa, além da substituição de portas e janelas. O imóvel recebeu a substituição integral do telhado e a renovação de toda a rede hidráulica. Os dois banheiros do estabelecimento foram reformados, contando agora com novos vasos sanitários, chuveiros e boxes.

O diretor-executivo de Operações da Lhg Mining, Lúcio Cavalli, ressaltou que a melhoria da estrutura escolar proporciona um ambiente mais adequado para alunos e professores, destacando a relevância da união de esforços para atender demandas essenciais da população.

A entrega da escola e da rede de água integra um conjunto de iniciativas desenvolvidas em Porto Esperança a partir do diálogo entre comunidade, poder público e parceiros. Desde 2025, a localidade recebeu outras melhorias, como a reforma do posto de saúde, a restauração da ponte de acesso, a realização de curso de higienização e manipulação de alimentos, e a criação de um espaço de convivência com parque infantil e academia ao ar livre.

A cerimônia de inauguração reuniu moradores, lideranças comunitárias e representantes da Prefeitura de Corumbá, da Sanesul e da Lhg Mining. A empresa atua na extração de minério de ferro e manganês nas minas de Urucum e Santa Cruz, localizadas nos municípios de Corumbá e Ladário.
 
]]></description>
				
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 09:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Uma pessoa morre e outra fica presa às ferragens em acidente na MS-157]]></title>
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				<description><![CDATA[Um grave acidente envolvendo um caminhão e uma carreta deixou uma pessoa morta e outra gravemente ferida, na manhã desta quarta-feira (16), na rodovia MS-157, que liga O município de Itaporã a Maracaju.

As informações preliminares divulgadas por um site local apontam que o acidente aconteceu próximo ao trevo que dá acesso ao distrito de Santa Terezinha. A pessoa que ficou gravemente ferida estava presa às ferragens. Equipes do Corpo de Bombeiros de Dourados foram acionadas para atender a ocorrência.



No momento do acidente, a região era atingida por um forte nevoeiro. Com isso, a visibilidade ficou reduzida na rodovia.

As circunstâncias da colisão ainda não foram esclarecidas. Equipes de atendimento e autoridades apuram o que aconteceu.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 08:15:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Prefeitura estima gastar R$ 40 milhões com estragos deixados por vendaval]]></title>
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				<description><![CDATA[Campo Grande teve um prejuízo estimado em R$ 40 milhões com as chuvas e os fortes ventos que atingiram a cidade na semana passada. Por conta disso, no fim de semana, a prefeita Adriane Lopes (PP) decretou situação de emergência, que foi reconhecida pelo governo federal e deve ser publicada hoje no Diário Oficial da União, segundo informações da chefe do Executivo municipal ao Correio do Estado.

Adriane Lopes viajou a Brasília (DF) para pedir celeridade na apreciação do pedido e foi prontamente atendida pelo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães. A reunião foi intermediada pelo deputado federal e candidato ao Senado, Vander Loubet (PT).

Também participaram do encontro os vereadores Beto Avelar (PP), líder da gestão municipal na Câmara Municipal de Campo Grande, e Landmark Rios (PT).

“Nosso pedido foi prontamente atendido. Conseguimos o reconhecimento de emergência e vamos trabalhar com a recuperação dos estragos causados pelo temporal”, afirmou a prefeita.

A estimativa inicial de Adriane Lopes é de que os prejuízos do vendaval cheguem a, pelo menos, R$ 40 milhões, número que pode subir à medida que a atuação da Defesa Civil e de outros órgãos municipais avançarem.

“Tivemos muitos estragos: 37 escolas destelhadas, dezenas de famílias desabrigadas, a UPA do Bairro Universitário e a Esplanada Ferroviária também foram destelhadas”, enumera Adriane Lopes.

Segundo ela, agora haverá um trabalho conjunto da Defesa Civil Nacional com o órgão homólogo do município. “Assim, conseguiremos dar uma resposta mais rápida e conseguir ajuda humanitária”, explica.

Na prática, o reconhecimento do decreto de emergência possibilita que o município faça a contratação emergencial de serviços e obras relacionadas ao evento que motivou a solicitação, no caso, o vendaval de quinta-feira, que registrou ventos de quase 90 km/h e deixou um rastro de destruição pela cidade.

O decreto também facilita o acesso do município a recursos federais destinados exclusivamente a mitigar os danos do vendaval.

Prefeita Adriane Lopes se reuniu ontem com o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães - Foto: Divulgação

Os efeitos do vendaval foram sentidos pela população de Campo Grande durante todo o fim de semana. Na manhã de segunda-feira, 36 horas após o temporal, ainda havia moradores sem energia elétrica, por exemplo.

ÁRVORES CAÍDAS

Segundo um levantamento feito pela Prefeitura e divulgado segunda-feira, a Capital registrou 450 ocorrências, sendo 423 envolvendo quedas de árvores e galhos. Na segunda-feira, 35 equipes continuavam mobilizadas em todas as regiões da cidade para fazer os reparos.

Conforme o Executivo Municipal, a região central concentrou o maior volume de chamados, com mais de 120 registros.

“Desde quinta-feira, nossas equipes estão nas ruas trabalhando de forma ininterrupta para minimizar os impactos causados pelas chuvas. Foram centenas de árvores caídas, e nossa prioridade, desde o primeiro momento, foi desobstruir as vias, garantir a segurança da população e restabelecer a normalidade na cidade”, disse a prefeita.

Para contar e reparar os danos, uma força-tarefa foi montada na semana passada, com equipes focadas em corte de árvores, recolhimento de entulhos e desobstrução de bueiros, além da atuação da Defesa Civil.

A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) também atua com desvios de rota, auxílio aos condutores e reparo de 213 semáforos. Sete grupos atuam no conserto dos equipamentos semafóricos, além do efetivo da Guarda Civil Metropolitana na ordenação do fluxo de veículos.

No âmbito operacional, foram concluídas 118 ações emergenciais pela Agência Municipal de Habitação (Emha).

A força-tarefa também inclui a área de assistência, com todos os 26 Centros de Referência de Assistência Social (Cras) abertos para acolhimento da população.

A ação conta com o apoio do governo do Estado, por meio do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil Estadual e da Secretaria de Obras, além das concessionárias Energisa e Águas Guariroba.

* Saiba 

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), de quinta-feira até segunda-feira, o acumulado de chuvas ultrapassou os 102 milímetros, quase 40% acima da média histórica para setembro.
]]></description>
				
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 08:10:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Polícia já identificou 12 envolvidos em suicídio de adolescente em MS]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/policia-ja-identificou-12-envolvidos-em-suicidio-de-adolescente-em-ms/472786/</link>
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				<description><![CDATA[A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul identificou, em um mês e meio de investigação, 11 adolescentes, de 14 anos a 17 anos, e um adulto de 18 anos que teriam participado diretamente da morte da menina Lívia, de 13 anos, encontrada sem vida em Naviraí, no fim de julho, após ser incitada ao suicídio por grupos extremistas durante transmissão ao vivo.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a partir de apuração da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, deflagrou ontem a segunda fase da Operação Lívia, com o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão domiciliar e seis medidas cautelares de busca e apreensão envolvendo adolescentes, em quatro estados e no Distrito Federal.

“A análise dos equipamentos eletrônicos, telefones celulares e demais mídias apreendidos permitiu avançar na identificação de outros suspeitos de integrar comunidades virtuais investigadas pela prática de crimes de ódio, misoginia, crueldade contra animais, coerção psicológica e indução à automutilação e ao suicídio, tendo crianças e adolescentes entre os principais alvos”, disse o Ministério.

Todos os alvos desta nova operação teriam participado do dia da morte da adolescente e acompanhado a transmissão da menina ao vivo.

“Entre as práticas investigadas está a chamada ‘escravidão digital’, termo técnico utilizado para descrever uma dinâmica de coerção, chantagem e controle exercida no ambiente virtual, na qual vítimas são submetidas a ameaças e pressões para cumprir determinações dos integrantes desses grupos, inclusive relacionadas à automutilação e a outros atos de violência”, explica o MJSP.

Além disso, o órgão federal afirma que, dentre os novos jovens apreendidos, há suspeitos de terem atuado na administração e moderação de comunidades virtuais utilizadas para abordar, coagir e chantagear vítimas em situação de vulnerabilidade, como se fosse uma espécie de rede de violência virtual.

Amanhã, às 10h, a delegada Anne Karine Sanches Trevisan Duarte, titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), vai conceder coletiva de imprensa para apresentar mais detalhes desta segunda fase.

PRIMEIRA FASE

A primeira fase da Operação Lívia foi deflagrada no dia 4 de agosto, menos de duas semanas depois da morte da menina vir à tona. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em seis locais distintos no Rio de Janeiro, no Ceará, em Minas Gerais, no Pará e em Mato Grosso do Sul contra jovens de 14 anos a 18 anos.

Conforme Anne Trevisan, a investigação dessa organização começou no dia 22 de julho, quando a polícia tomou conhecimento que o suicídio de uma adolescente havia sido transmitido ao vivo pela plataforma de comunicação Discord, muito popular entre os adolescentes.

“Durante a investigação, a gente verificou que não foi um suicídio, mas foi realmente um homicídio. Com isso, nós identificamos os alvos, os autores, ao todo cinco adolescentes e um adulto, em vários locais do País. Nós representamos pela prisão e apreensão deles e a busca domiciliar”, declarou a delegada.

No dia da morte de Lívia, o grupo teria ficado cerca de duas horas pressionando a jovem até que ela decidisse cometer o suicídio, que teria sido um “castigo” por não ter cumprido uma tarefa passada pelos administradores do que eles chamavam de “panela”.

A jovem teria que fazer o que eles chamam de “luz”, que seria matar o próprio gato. Com a recusa dela de machucar o animal, os administradores e também expectadores, segundo a delegada, teriam pressionado a jovem a cometer suicídio.

“É como se eles estivessem jogando um videogame, tem que passar de fase. Então, assim, é uma frieza muito grande, é uma violência muito grande, é desconsiderar a vida humana de forma absurda. Eles têm satisfação com esse resultado. Várias pessoas assistindo e incentivando que praticassem a automutilação, em outros casos, a morte mesmo em si”, contou a delegada.

Ainda conforme a delegada, o adolescente infrator de 14 anos apreendido na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, foi quem determinou “todas as coordenadas” que a adolescente que morreu em Naviraí devia seguir para se suicidar. Durante o caso de MS, outro “evento”, como eles chamam esses episódios, era transmitido simultaneamente em outro estado.

DISCORD

No dia 12 de agosto, pouco tempo depois da primeira fase, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) expediu uma medida preventiva determinando que a plataforma Discord suspendesse a funcionalidade de transmissão ao vivo, no Brasil, em três dias úteis.

No dia 17 de agosto, a empresa anunciou que interrompeu, por tempo indeterminado, a possibilidade dos usuários transmitirem vídeos usando o aplicativo. 

Segundo a empresa, a suspensão das transmissões ao vivo e de compartilhamentos de vídeos não afeta as comunicações por texto e áudio e outros recursos da plataforma. Além disso, a companhia afirma que está “dialogando” com representantes da ANPD em busca de uma solução que lhe permita restabelecer as transmissões de vídeo para os usuários brasileiros.

“O vídeo é uma parte importante e muito valorizada da experiência no Discord, permitindo que nossos usuários se comuniquem e criem conexões significativas ao compartilhar experiências, jogar juntos e manter contato com amigos e familiares”, acrescentou a empresa.

O Discord classificou a morte da adolescente de Naviraí como “um caso devastador”, resultado de uma “situação muito séria”, uma “campanha coordenada de violência extrema conduzida em múltiplas plataformas” digitais.

* Saiba 

Conforme a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), menores de 18 anos são penalmente inimputáveis.

Isso significa que eles não cometem crimes no sentido técnico da lei penal, mas sim atos infracionais.

Portanto, os 11 jovens, de 14 anos a 17 anos, apreendidos nas duas fases da operação vão responder a um procedimento especial e cumprir medidas socioeducativas, em vez de serem presos.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 07:50:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Toda empresa precisa pensar como uma marca presente em vários canais]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/noticias-assinantes/toda-empresa-precisa-pensar-como-uma-marca-presente-em-varios-canais/472769/</link>
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				<description><![CDATA[Durante muito tempo, muitas empresas trataram marketing como uma escolha de canal.

Ou investiam em tráfego pago, ou produziam conteúdo. Ou apostavam nas redes sociais, ou buscavam aparecer em portais e veículos de imprensa. Em alguns casos, toda a estratégia ficava concentrada em uma única plataforma.

Esse modelo está ficando cada vez mais limitado.

Hoje, uma marca precisa pensar em presença.

O consumidor pode conhecer uma empresa no Instagram, pesquisar depois no Google, encontrar uma matéria em um portal, acessar o site, assistir a um vídeo, ler avaliações, perguntar sobre a empresa em uma ferramenta de inteligência artificial e só então entrar em contato pelo WhatsApp.

A decisão deixou de acontecer em um único lugar.

Por isso, crescer exige aprender a atuar em vários canais de forma coerente.

Isso não significa estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Significa entender quais pontos de contato realmente fazem parte da jornada do seu público e construir presença nesses ambientes.

O tráfego pago continua tendo um papel importante. Ele permite acelerar alcance, testar ofertas, gerar oportunidades e colocar uma mensagem diante de públicos específicos.

Mas mídia paga funciona ainda melhor quando encontra uma marca que já possui presença.

Quando o consumidor vê um anúncio e depois pesquisa a empresa, o que encontra?

Um site atualizado?

Conteúdo relevante?

Matérias e menções em veículos?

Avaliações?

Redes sociais consistentes?

Uma marca reconhecível?

Essa construção influencia a confiança.

E confiança influencia decisão.

É por isso que tráfego pago, conteúdo próprio e mídia externa não deveriam ser tratados como concorrentes.

Eles cumprem funções diferentes dentro da mesma estratégia.

O anúncio compra distribuição.

O conteúdo próprio constrói relacionamento.

O site organiza autoridade e informação.

Google ajuda na descoberta.

Redes sociais mantêm frequência e proximidade.

Jornais, portais e blogs ampliam reputação, contexto e alcance em ambientes que a própria empresa não controla.

Cada canal adiciona uma camada.

O erro está em acreditar que um deles, sozinho, será responsável por todo o crescimento.

A inteligência artificial acelerou ainda mais essa transformação. Hoje, empresas conseguem produzir textos, vídeos, análises e campanhas em uma velocidade muito maior. Isso ampliou enormemente a quantidade de conteúdo disponível.

Como consequência, simplesmente publicar deixou de ser suficiente.

A empresa precisa ser reconhecível.

Precisa ter uma linha de comunicação.

Precisa defender ideias.

Precisa aparecer de maneira consistente em diferentes ambientes sem parecer uma marca diferente em cada um deles.

É aí que o conceito de marca ganha força.

Uma empresa presente em vários canais não é aquela que repete a mesma propaganda em todos eles.

É aquela que mantém a mesma essência enquanto adapta a linguagem ao contexto.

Uma matéria em um jornal não deve ser tratada como um anúncio de Instagram. Um vídeo curto possui outra função. Um artigo no blog permite aprofundamento. Uma campanha paga pode trabalhar conversão. Um evento gera relacionamento. Um podcast cria contexto e autoridade.

A força está justamente na combinação.

Esse também é um dos motivos pelos quais empresas precisam começar a pensar cada vez mais como produtoras de conhecimento e comunicação.

Uma indústria possui conhecimento sobre seu mercado.

Uma clínica possui conhecimento sobre saúde.

Uma empresa de tecnologia possui conhecimento sobre inovação.

Um escritório possui conhecimento sobre sua especialidade.

Transformar esse repertório em conteúdo permite que a marca esteja presente antes mesmo do momento da venda.

Mas conteúdo próprio não elimina a importância de ambientes externos.

Pelo contrário.

Quando uma empresa aparece apenas nos próprios canais, ela está sempre falando sobre si mesma dentro de espaços que controla.

A presença em jornais, portais, eventos, podcasts, associações e outros ambientes adiciona novas formas de distribuição e construção de reputação.

No marketing atual, o desafio não é escolher entre mídia própria, mídia paga ou mídia conquistada.

É fazer com que elas trabalhem juntas.

A empresa pode publicar um estudo no próprio site, transformar as principais ideias em vídeos, impulsionar alguns conteúdos, discutir o tema em um podcast e contribuir com um artigo para um veículo de comunicação.

Uma mesma ideia passa a circular por diferentes ambientes.

E cada contato reforça o anterior.

Esse é o ponto central: frequência isolada não constrói necessariamente presença. Presença surge quando diferentes canais começam a reforçar a mesma percepção de marca.

Por isso, antes de perguntar qual é a melhor rede social ou quanto investir em tráfego pago, talvez o empresário devesse responder outra pergunta: em quais lugares meu cliente precisa encontrar minha empresa para confiar nela?

A resposta provavelmente envolverá mais de um canal.

O crescimento digital tende a pertencer cada vez menos às empresas que dependem de uma única plataforma e cada vez mais às marcas capazes de construir um ecossistema de presença.

Não é abandonar jornal pelo Instagram.

Não é substituir o site pelo TikTok.

Não é trocar conteúdo por tráfego pago.

É conectar tudo isso.

Porque o consumidor já transita entre vários canais.

As empresas precisam aprender a fazer o mesmo.
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				<category>Exclusivo para Assinantes</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 00:03:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Paulo Gonet nega proximidade com Daniel Vorcaro]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/paulo-gonet-nega-proximidade-com-daniel-vorcaro/472768/</link>
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				<description><![CDATA[O procurador-geral da República, Paulo Gonet, negou nesta terça-feira (15), durante sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), vínculos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.  

"Não existe nem tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro. O único encontro que eu tive com o senhor Vorcaro se deu, com várias autoridades, em abril de 2024. A única ligação, intermediada por advogado, foi brevíssima e banal", disse Gonet.

Ele se manifestou durante o julgamento sobre uma possível abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, também por sua suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O nome do procurador-geral da República, Paulo Gonet, aparece em mensagens recuperadas pela Polícia Federal (PF) a partir do celular de Vorcaro, principal investigado na Operação Compliance Zero, que está preso desde o ano passado por fraudes financeiras e corrupção. O material foi divulgado pelo ministro André Mendonça, então relator do caso Master.

Segundo o relatório da PF, Gonet é citado em conversas de Vorcaro com terceiros, e não em mensagens identificadas como trocadas diretamente entre o ex-banqueiro e o procurador-geral. Em uma conversa de 2024, um interlocutor identificado como Ciro Soares afirma a Vorcaro que "Gonet é firme".

Há ainda uma mensagem de 15 de novembro de 2025, dois dias antes da prisão de Vorcaro, na qual o ex-banqueiro demonstra preocupação com o avanço das investigações e pergunta se seria possível "reverter isso com Paulo ou Andrei". De acordo com os investigadores, as referências seriam ao procurador-geral Paulo Gonet e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

A mensagem, entretanto, não demonstra que Gonet tenha sido procurado ou que tenha efetivamente atuado para interferir na investigação.

"Eu fico feliz que o ministro André Mendonça afirmou que não tenha nada que foi colhido que pudesse induzir a algum ilícito por parte do procurador-geral da República", comentou Gonet em seguida.

A manifestação ocorreu no contexto de uma questão de ordem levantada no início do julgamento, ainda durante a manhã, pelo ministro Gilmar Mendes, que pediu para incluir a análise pelo plenário das supostas irregularidades que teriam sido cometidas por Mendonça na condução das investigações. 

Durante a sessão, o ministro Flávio Dino pediu vista do julgamento. A análise do caso não tem data para ser retomada. O placar parcial do julgamento ficou em 4 votos a 3.

Os votos pelo julgamento conjunto foram proferidos pelos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Apesar de ter defendido o julgamento conjunto, Dino pediu para não computar sua posição no placar provisório por ter pedido vista. 

O presidente do STF, Edson Fachin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e André Mendonça votaram pelo julgamento separado.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 21:00:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Cirurgias eletivas pelo SUS passam de 7,5 milhões no primeiro semestre]]></title>
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				<description><![CDATA[O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou mais de 7,5 milhões de cirurgias eletivas realizadas no primeiro semestre deste ano. O número representa um aumento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado. Foram, segundo o governo federal, 608 mil procedimentos a mais.

“O resultado mantém a trajetória de crescimento registrada nos últimos anos e ocorre após o país alcançar, em 2025, 14,9 milhões de cirurgias eletivas”, afirmou o governo federal, em nota.

O aumento no número de cirurgias foi registrado em 20 estados. Os maiores crescimentos foram vistos no Distrito Federal (31%), Sergipe (25%), Paraíba (23%), Bahia (20%) e Ceará (20%). Também apresentaram altas relevantes Amapá (18%), Alagoas (15%), Piauí (15%), Roraima (14%), Minas Gerais (13%), Goiás (12%), Rio de Janeiro (11%) e Rio Grande do Sul (11%).

Parte dos procedimentos foram realizados no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, representando 2,92 milhões de cirurgias entre janeiro e junho de 2026. O programa tem como objetivo reduzir o tempo de espera por atendimentos de média e alta complexidade no SUS, por meio de ampliação de mutirões assistenciais, utilização de unidades móveis de saúde (carretas), aquisição de transporte sanitário e fortalecimento da Telessaúde.

A projeção do Ministério da Saúde é de que o SUS ultrapasse o número de 15 milhões de cirurgias eletivas em 2026, acima dos 14,9 milhões registrados em 2025.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 19:00:00 -0400</pubDate>
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