Cidades

Cidades

Feriadão deixa três mortos em rodovias de MS

Feriadão deixa três mortos em rodovias de MS

Redação

03/04/2010 - 20h04
Continue lendo...

NADYENKA CASTRO

 

O feriadão de Páscoa — que se encerra no fim da noite de domingo — registrou mais uma morte em acidente em estrada de Mato Grosso do Sul. De quarta-feira à noite até ontem, já foram três vítimas. A maioria das colisões resultou de imprudência dos motoristas.

A morte mais recente aconteceu ontem, por volta das 7 horas, em colisão de caminhão com picape, na BR-262, a 60 quilômetros de Campo Grande, em trecho próximo de Ribas do Rio Pardo. Cléder Alves Batista, 27 anos, morreu na hora. Ele conduzia uma picape Fiat Strada, de Jardim, e estava sozinho no veículo. Três, das cinco pessoas que estavam no caminhão, ficaram feridas, mas sem gravidade. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a picape seguia no sentido Capital/interior e o caminhão, de placa de Campo Grande, na pista contrária.

Após ultrapassagem, Cléder Batista perdeu o controle do carro e invadiu a pista contrária, batendo de frente no outro veículo. No asfalto, há marcas que indicam que a picape saiu da pista na qual trafegava e entrou na outra.

Na colisão, o caminhão conduzido por Cláudio Longo Xavier, 46 anos, arrancou a carroceria do Fiat Strada, tombou e arrastou-se por cerca de 80 metros. O veículo parou com o lado direito na vegetação, às margens da rodovia. Fardos de sal grosso que eram transportados caíram.

O Fiat Strada ficou completamente destruído. As malas que Cléder levava caíram sobre o corpo dele. Roupas, calçados e até uma televisão nova, ainda na caixa, que estavam na picape, ficaram espalhados pela pista. O motorista do caminhão e a filha dele, uma criança, saíram ilesos. Já a esposa dele e mais dois filhos, sendo um adolescente e outra criança, ficaram feridos e foram levados para a Santa Casa de Campo Grande.

 

Balanço

A morte de Cléder já é a terceira neste início de feriadão de Páscoa. Por volta das 4h30min de quinta-feira, Benedito da Silva de Oliveira, 45 anos, morreu ao colidir o caminhão que trafegava, dos Correios, com outro veículo, na MS-162. No fim da tarde de quarta-feira, na BR-419, em Anastácio, o capotamento de um Bora, de placa de São Paulo, matou Alisson Victor Souza Martins, 11 anos. Ele era uma das cinco pessoas que estavam no carro. As outras quatro ficaram feridas.

Segundo a PRF, 85% dos acidentes que ocorrem nas rodovias federais que cortam Mato Grosso do Sul são causados pela imprudência dos motoristas. São excessos de velocidade (no Estado, são permitidos até 80 km/h), ultrapassagem forçada ou em local proibido e até conversão sem a devida atenção.

Orientação

Para evitar que se torne mais um na estatística da violência no trânsito, o condutor deve atentar-se a algumas dicas da PRF. Antes de qualquer viagem por rodovia, é necessário observar as condições do veículo: freios, pneus, faróis e lanternas. Dirigir a uma distância segura do veículo da frente também é fundamental: a ideal é aquela em que o motorista enxerga as rodas dianteiras do carro que segue à sua frente.

É importante não conduzir veículo após uma noite maldormida e sem bom estado físico. Os motoristas precisam observar a sinalização das vias e ficar mais atentos quando estiver chovendo. Sob chuva, o asfalto fica mais escorregadio e a visibilidade diminui. Não dirigir sob efeito de álcool e não manusear equipamentos de som, celular ou qualquer objeto durante a condução, também são dicas fundamentais que reduzem a possibilidade de acidentes.

PARALISAÇÃO DOS ÔNIBUS

Audiência termina sem conciliação e greve dos ônibus continua em Campo Grande

Motoristas ficaram indignados com a decisão judicial, a qual determina que 70% da frota volte a funcionar em horários de pico.

16/12/2025 19h22

Muitos motoristas do Consórcio Guaicurus compareceram à audiência no Tribunal Regional do Trabalho

Muitos motoristas do Consórcio Guaicurus compareceram à audiência no Tribunal Regional do Trabalho Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Continue Lendo...

Motoristas do transporte coletivo urbano de Campo Grande lotaram o plenário do Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região, na tarde desta terça-feira (16), para acompanhar a audiência que debateu sobre a greve que paralisou os ônibus desde segunda-feira (14).

A audiência terminou sem conciliação e possibilidades entre o Consórcio Guaicurus, Município de Campo Grande e os profissionais da categoria. No entanto, o desembargador César Palumbo Fernandes determinou que 70% da frota voltasse a funcionar nos horários de pico.

"Não pode existir greve de 100% dos serviços essenciais. A determinação judicial deve ser cumprida. Amanhã, no primeiro período, a categoria vai estar trabalhando. Amanhã, pela manhã, o sindicato vai garantir que haja no período compreendido entre 6h e 8h30, 70% da frota funcionando. De 8h30 a 17h, 50% da frota atendendo a população. Entre as 17h e as 20h, 70% da frota. E após, 50% da frota no horário normal.", disse o desembargador.

Além disso, a multa, caso os ônibus não voltem a circular na manhã de quarta-feira (17), imposta ao Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande, aumentou de R$ 100 mil para R$ 200 mil por dia de descumprimento da decisão.

Apenas metade da folha salarial de novembro foi paga, sendo que a outra parte não tem previsão de pagamento. Ao todo, a dívida em aberto chega a R$ 1,3 milhão líquidos a serem repassados aos trabalhadores.

Diante da decisão do desembargador, os profissionais da categoria se indignaram, levantaram e saíram da audiência. Demétrio Freitas, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e Urbano de Campo Grande (STCU-CG), disse que a greve está mantida por decisão dos próprios motoristas.

"A gente tá muito chateado com a Justiça do Trabalho por entender que quem paga a conta é sempre o trabalhador. No nosso entendimento, 70% ele simplesmente acabou com a greve. Infelizmente, vai continuar parado. Não é o que a gente quer, a população tá sofrendo muito, vai para três dias sem ônibus em Campo Grande, mas o trabalhador também precisa receber, todo mundo que trabalha precisa receber seus vencimentos", concluiu Demétrio Freitas.

O que disse o Município?

Na audiência, representando a Prefeitura de Campo Grande, a procuradora-geral do Município Cecília Saad afirmou que os repasses foram feitos pelo Executivo e, devidamente, depositados na conta do Consórcio Guaicurus.  De acordo com a representante, o valor destinado, na última sexta-feira (12), foi de R$  3.074.148,73.

Ela também relatou que, em junho/julho de 2024, foi publicado no Diário Oficial do Estado, que o governo se comprometeu em repassar quatro parcelas em torno de R$ 3 milhões, sendo duas no ano de 2025, e a terceira e a quarta em janeiro e fevereiro de 2026, respectivamente.

Diante destas afirmações, ela solicitou ao juiz o prazo de 24 horas para juntar a documentação e comprovar o pagamento ao Consórcio, o qual foi aceito pela autoridade.

Consórcio afirma que não tem dinheiro

Temis de Oliveira, presidente do Consórcio Guaicurus, confirmou o recebimento por parte da Prefeitura, mas alega que há outras pendências a serem pagas além da folha salarial, como os gastos com manutenção, diesel, mecânico, etc.  

"Hoje, o consórcio não tem caixa para pagar a parcela de 50% de novembro. Desses R$ 3 milhões (recebidos), haviam recursos que eram devidos de meses passados e a gente tinha outros compromissos".

"Sem aporte de alguma dessas verbas (cerca de R$ 4 milhões a serem recebidas pelo Consórcio), não temos mais saúde financeira, crédito nos bancos para poder buscar e resolver esses acordes", disse o prsidente Temis de Oliveira. Ele complementa: "Nós vamos procurar conversar com a Prefeitura para receber o que nós temos a receber ainda e negociar, negociar o tempo inteiro".

O presidente do Consórcio Guaicurus lembra que há o cumprimento do quarto termo aditivo do contrato, que precisa ser apurado mensalmente e um valor a ser recebido, algo que não ocorre desde 2022.

"Tem uma obrigação da AGEREG para, ao final de cada mês, fazer a apuração da diferença da tarifa pública para a tarifa técnica ou tarifa de remuneração e a prefeitura buscar os meios para pagar. Isso não tem sido pago desde 2022. Nós buscamos o recebimento dessas verbas também".

Assine o Correio do Estado

ALERTA

OMS emite alerta sobre falsificação de medicamento usado no tratamento do câncer de mama

De acordo com a OMS, os medicamentos falsificados foram identificados em países da África, do Mediterrâneo Oriental e da Europa

16/12/2025 19h00

O remédio, apresentado em cápsulas, é utilizado no tratamento do câncer de mama em estágio avançado

O remédio, apresentado em cápsulas, é utilizado no tratamento do câncer de mama em estágio avançado Divulgação

Continue Lendo...

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre a circulação de versões falsificadas do medicamento palbociclibe, comercializado sob o nome Ibrance.

O remédio, apresentado em cápsulas, é utilizado no tratamento do câncer de mama em estágio avançado.

De acordo com a OMS, os medicamentos falsificados foram identificados em países da África, do Mediterrâneo Oriental e da Europa.

Ao todo, nove lotes do produto foram relatados à organização em novembro deste ano, com registros na Costa do Marfim, Egito, Líbano, Líbia e Turquia.

Segundo o comunicado, os produtos falsificados foram oferecidos aos consumidores por meio de plataformas online e também encontrados em farmácias dessas regiões.

Fabricado pela Pfizer, o Ibrance tem alto custo. No Brasil, conforme dados da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), a menor dosagem do medicamento pode chegar a R$ 10.182.

Lotes falsificados

Os lotes confirmados como falsificados são: FS5173, GS4328, LV1850 e TS2190.

Já os lotes considerados suspeitos, ou seja, possivelmente falsificados, são: GK2981, GR6491, GT5817, HJ8710 e HJ8715.

A OMS classifica esses medicamentos como falsificados por apresentarem, de forma enganosa, informações sobre identidade, composição e origem.

Testes realizados pela Pfizer indicaram que as amostras analisadas não continham nenhum princípio ativo farmacêutico.

Além disso, foram identificadas discrepâncias nas embalagens. Alguns produtos falsificados chegaram a utilizar números de lote legítimos, mas apresentavam anomalias na embalagem, na serialização e na impressão das cápsulas.

Riscos e recomendações

De acordo com a OMS, o uso de medicamentos falsificados, como no caso do Ibrance, pode resultar em falha no tratamento, progressão descontrolada do câncer e aumento do risco de morte devido à ausência de efeito terapêutico.

A organização orienta que profissionais de saúde comuniquem quaisquer reações adversas inesperadas, ausência de resposta ao tratamento ou defeitos de qualidade às autoridades regulatórias nacionais ou aos sistemas locais de farmacovigilância. Em caso de identificação de lotes suspeitos ou falsificados, a recomendação é notificar a OMS.
 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).