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TOQUE DE RECOLHER

Nos fins de semana de junho, mais de 800 pessoas desobedeceram decreto

Bares e lanchonetes com música ao vivo voltaram a ficar lotados
22/06/2020 12:00 - Bruna Aquino


Prorrogado por pelo três vezes desde que se fez necessária, medidas de prevenção para deter o avanço do novo coronavírus em Campo Grande, o toque de recolher obrigatório por Decreto Municipal deixa dúvida quanto à eficácia no resultado.

Cultural ou não, as pessoas insistem em ficar nas ruas principalmente aos fins de semana, onde é considerado o maior fluxo conforme dados da Guarda Civil Metropolitana durante as fiscalizações. O Correio do Estado fez levantamento e apurou que em média, 879 pessoas estão “burlando” o toque de recolher até agora. 

Quase chegando ao fim, junho foi o mês em que mais pessoas saíram de casa, segundo balanço.  Bares e lanchonetes, principalmente aqueles com música ao vivo, voltaram a ficar lotados nas ruas da cidade, e as festas que antes eram divulgadas, hoje clandestinas, voltaram a todo vapor. 

Dentre às três semanas analisadas pela reportagem que totalizou mais de 2,6 mil pessoas nas ruas, a terceira semana que compreende os dias 19 à 21 de junho foram as que mais “deram trabalho” para a Guarda. Entre os dias citados acima, quase mil pessoas - ao todo foram 998 — desobedeceram ao decreto durante a madrugada. As outras semanas registraram 814 e 825 pessoas, respectivamente. 

RESPONSABILIDADE SOCIAL
Para a infectologista Rafaeli Cardoso, a falta do isolamento social preocupa, porque ajuda ainda mais a disseminar o vírus na cidade. “Nós precisamos ter consciência e senso de coletividade. Muitas pessoas se contaminarão pelo vírus terão a forma leve, porém outras precisarão de tratamento em unidade intensiva, ficarão entubadas por muitas semanas, ou até mesmo não vão resistir. Não podemos esperar que essas pessoas virem um rosto conhecido, ou seja, pessoas que amamos”, disse. 

Um dos estados que endureceu as medidas quanto ao isolamento social neste contexto foi o Paraná. Em vez de toque de recolher na cidade, o governador, Ratinho Júnior (PSD), decretou a recomendação para restringir a venda de bebidas alcoólicas e consumo nas ruas entre 22h e 6h em todo o estado.

AUMENTO DE CASOS
Sem medidas mais restritivas, os números de casos estão aumentando em Mato Grosso do Sul (que já passou mais de 5 mil casos), principalmente em Campo Grande. Dados do boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) apontam que a Capital já soma 1.232 casos positivos da covid-19. 

Para o secretário da pasta, Geraldo Resende, o isolamento social no Estado, principalmente em Campo Grande preocupa e incomoda o governo. “Estamos preocupados, ontem chegaram para nós, imagens de bares lotados, apesar da lei do uso obrigatório de máscara, e do não funcionamento de muitas das atividades não essenciais, os bares, estavam lotados, inclusive inauguração em plena pandemia”, finalizou.

 
 

Felpuda


Alguns pré-candidatos que estão de olho em uma cadeira de vereador vêm apostando apenas nas redes sociais, esperançosos na conquistados votos suficientes para se elegerem. A maioria pede apoio financeiro para continuar mantendo suas respectivas páginas, frisando que não aceita dinheiro público ou de político, fazendo com que alguns se lembrem daquela famosa marchinha de carnaval: “Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...”. Como diria vovó: “Essa gente perdeu o rumo e o prumo”.