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PREVISÃO

Frente fria continental com forte massa de ar frio derruba as temperaturas

Virada no tempo pode levar Mato Grosso do Sul a ter frio mais intenso do ano
19/08/2020 08:00 - Daiany Albuquerque


Uma intensa massa de ar frio avança de forma continental sobre a Argentina, o Uruguai e parte do Brasil, chegando a Mato Grosso do Sul a partir da sexta-feira (21). 

O frio deverá ser o mais forte já registrado no Estado neste ano, com a previsão de geada para vários municípios.

De acordo com dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS), a previsão inicial é que as temperaturas cheguem a 2ºC no sul do Estado e 5ºC em Campo Grande, entretanto, esses números podem ser menores que os demonstrados pelos modelos.

Este ano, o dia com a menor temperatura no Estado foi 8 de maio, com 1,1ºC em Iguatemi. Porém, a previsão desse dia indicava temperatura de 3ºC. 

“Isso é porque a gente já fez a previsão com um longe período de antecedência. Por enquanto tem tendência forte de bater a mais forte do ano e passar esse 1,1ºC”, afirmou Franciane Rodrigues, coordenadora do Cemtec-MS e especialista em meteorologia.

QUEDA

A queda acentuada começa na sexta-feira, que tem previsão de céu nublado em todas as regiões, com chuva no Pantanal, sudoeste, sul, centro e parte do bolsão do Estado. Podem ocorrer também chuvas intensas, ventos fortes e raios. 

A temperatura no Estado pode chegar a 5ºC. Na Capital, a mínima será de 8ºC e a máxima fica em 15ºC.

Já o sábado deverá ser o dia mais frio do ano para algumas cidades do Estado, como Amambai, que, segundo a coordenadora do Cemtec, pode chegar a 2ºC. 

Nesse dia, as chuvas diminuem em Mato Grosso do Sul e a previsão é de céu parcialmente nublado. 

A massa de ar frio de origem polar se intensifica, causando queda acentuada nas temperaturas, com possibilidade de geada em Campo Grande e na região sul do Estado.

Os ventos serão fracos em todas as regiões de MS e as temperaturas poderão variar entre de 2°C a 26°C em todo o Estado. Na Capital, a variação será entre 5 °C a 18 °C.  

 
 

ÚLTIMO REGISTRO

Ainda conforme o Cemtec, o último inverno mais rigoroso no Estado ocorreu em 2013, quando foram registradas cinco temperaturas negativas ao longo do mês e houve registro de neve generalizada no sul do Brasil. 

A menor temperatura histórica de agosto, pelos dados do centro, foi em Bela Vista, no dia 28, quando a cidade registrou -2,5 °C.

No ano passado, a menor temperatura de agosto em Mato Grosso do Sul ocorreu no dia 4, em Rio Brilhante que registrou -0,9ºC, “sendo a última temperatura negativa do mês de agosto registrada”, disse o centro em nota.

“É uma frente fria continental com forte massa de ar frio associada de origem polar, e poderá ser a mais forte do ano. O ar frio enfraquece a partir de terça-feira”, analisou a coordenadora do Cemtec.

Esses dados também são parecidos com os informados pelo meteorologista Natálio Abrahão, do Centro Meteorológico da Uniderp. 

Segundo ele, ainda é cedo para dizer que essa frente fria será a maior dos últimos anos, mas ele confirma que será a maior deste ano. “Tirem os casacos dos armários”, alertou.

CHUVA CONGELANTE

Em 2013, o ano que ocorreu o maior frio da séria histórica (de 2008 a 2020), as temperaturas baixas fizeram a formação de chuvas congelantes em Paranhos – a 462 quilômetros de Campo Grande. 

No dia 22 de julho daquele ano, o município registrou 0ºC, com sensação de -0,9ºC, e esse fenômeno fez muitos moradores acreditarem que estava nevando na cidade.

Porém, segundo Abrahão, para que ocorra neve é necessário que as temperaturas fiquem entre 0,2°C e -10ºC, com umidade acima de 90%, vento fraco e nuvens. 

“Se o céu estiver aberto, não é neve”.

“Ela desce em forma líquida e se congela ao atingir uma superfície qualquer. É semelhante, mas não é neve”, pontuou na época. 

O mesmo fenômeno teria ocorrido em Costa Rica, Figueirão, Juti, Jateí e Amambai naquele dia.

 

Felpuda


As eleições do segundo turno, encerradas no domingo (29), descortinaram panorama de como será a briga eleitoral em 2022.

Os partidos das chamadas extremas direita e esquerda, no cômputo geral, tiveram o repúdio das pessoas nas urnas, que contrariaram, nos dias das votações, o dito popular de que na briga entre o rochedo e o mar quem apanha são os mariscos. Desta feita, decidiram escolher ficar em águas mais tranquilas pelos próximos quatro anos, evitando extremistas.