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FRONTEIRA

Frota de aviões e imóveis são alvos de ação contra o tráfico

Três pessoas foram presas e 23 aeronaves foram apreendidas, além de duas áreas rurais e um apartamento avaliados em R$ 40 milhões
06/08/2020 11:11 - Nyelder Rodrigues


A Polícia Federal (PF) realizou nesta quinta-feira (6) em Mato Grosso do Sul e em Goiás a Operação Cavok, que resultou na prisão de três pessoas, apreensão de 23 aeronaves de pequeno porte e sequestro de bens avaliados em R$ 40 milhões - dois imóveis rurais e um apartamento de luxo, ambos localizados em território goiano.

O objetivo da ação foi desarticular economicamente uma organização criminosa que atua nos dois estados e tem suas atividades dedicadas ao tráfico de drogas. Em solo sul-mato-grossense, na fronteira entre Brasil e Paraguai, os policiais apreenderam a frota de aviões usados para transportar drogas do país vizinho para várias cidades brasileiras.

Aqui, também foram feitas duas prisões, uma em cumprimento de mandado de prisão preventiva e outra em flagrante, por posse de arma. A terceira prisão, em Goiás, aconteceu também em cumprimento de mandado de prisão preventiva. Todos foram expedidos pela 1ª Vara Federal de Ponta Porã, que faz fronteira com a paraguaia Pedro Juan Caballero.

 
 

Ao todo, aproximadamente 110 policiais da PF, Polícia Militar de Goiás e Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Deco) de Mato Grosso do Sul participaram da operação, que cumpriu 21 mandados de busca e apreensão durante esta manhã em vários locais. Receita Federal e outras instituições também colaboraram com o trabalho.

Eixo paraguaio

Já do lado paraguaio, a Polícia Nacional e o Ministério Público atuaram em conjunto com os brasileiros na investigação, tanto que durante o trabalho a polícia paraguaia interceptou em novembro do ano passado um avião com 130 kg de cocaína, em região rural conhecida como Fortuna Guazú, a 45 km de Pedro Juan Caballero.

Apesar do flagrante, o piloto da aeronave conseguiu fugir. Na semana passada, duas aeronaves também foram perseguidas em espaço aéreo sul-mato-grossense por caças Supertucano da Força Aérea Brasileira (FAB), sendo as duas interceptadas. Uma foi acompanhada e pousou em Rondonópolis (MT), com 450 kg de cocaína.

Enquanto isso, a segunda aeronave chegou a se aproximar do pouso em Três Lagoas, mas arremeteu e fugiu, parando apenas em Ivinhema. O equipamento foi abandonado pelo piloto com 700 kg de cocaína (somando 1,25 tonelada da droga), mas ele foi encontrado e preso posteriormente.

Quem pilotava o avião era Nélio Alves de Oliveira, de 70 anos, tendo Júlio Cesar Lima Benitez, de 41 anos, como seu copiloto. Nélio já foi vereador em Ponta Porã e vice-prefeito durante a gestão de Carlos Fróes, eleito em 1988. Em Rondonópolis, piloto e copiloto também foram presos. Os quatro ficaram sob custódia da Polícia Federal.

 

Felpuda


Comentários ouvidos pela “rádio peão”, em ondas curtas, são de que figurinha só ganharia apoio dos colegas caso pessoa agregada fosse “curtir a aposentadoria” de uma vez por todas. Como seu acordo político acabou naufragando nesta campanha, agora dito-cujo estaria querendo recuar e não ceder o lugar. 

Isso até poderia acontecer, se não fosse a sua, digamos, eminência parda. Afe!