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Fundador do WikiLeaks arrecadou metade da fiança, diz advogado

Fundador do WikiLeaks arrecadou metade da fiança, diz advogado

REUTERS

15/12/2010 - 13h12
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Um advogado de Julian Assange, fundador do site WikiLeaks, disse nesta quarta-feira que seus apoiadores já arrecadaram cerca de metade da fiança de 200 mil libras estipulada por um juiz britânico para que ele aguarde em liberdade o processo que pode levar à sua extradição para a Suécia, onde é acusado de crimes sexuais.

Um tribunal decidirá na quinta-feira sobre um recurso da promotoria sobre a concessão de liberdade a Assange sob fiança.

O advogado Mark Stephens disse que pessoas comuns pediram para contribuir com o pagamento da fiança - equivalente a 317,4 mil dólares.

Assange, que tem irritado os EUA por causa da divulgação de milhares de comunicações diplomáticas secretas, poderá ser libertado na audiência na quinta-feira à noite. Ele nega as acusações de crimes sexuais, que diz serem politicamente motivadas.

"Temos de aparecer (na audiência judicial) com 200 mil libras, em notas de libras, e isso é difícil de conseguir", disse Stephens à BBC News. "Já temos cerca de metade disso, mas é claro que as pessoas vão entender que mesmo pessoas ricas não mantêm uma quantia dessas solta por aí."

Personalidades como o cineasta norte-americano Michael Moore, o jornalista australiano John Pilger e o escritor britânico Hanif Kureishi já manifestaram apoio a Assange.

O advogado criticou as autoridades suecas por não especificarem se a audiência do recurso seria na quarta ou quinta-feira, o que aumenta os gastos jurídicos de Assange.

"Por que as autoridades suecas estão tão determinadas em fazer com que Julian Assange passe o Natal na cadeia? Será que elas têm os genes de Scrooge?", disse ele, referindo-se ao abjeto personagem criado por Charles Dickens em "Um Conto de Natal".

A condição da Justiça para soltar Assange é que ele se instale na mansão rural de um simpatizante na Inglaterra, se apresente diariamente à polícia e use um localizador eletrônico.

Além da fiança de 200 mil libras, a corte exigiu também 40 mil dólares em garantias, a serem pagos por fiadores para o caso de ele desaparecer.

Gemma Lindfield, que representa o governo sueco no caso, disse em audiência na terça-feira que Assange não deveria ser solto, porque "nenhuma condição que a corte impuser poderia impedir sua fuga".

Campo Grande

Professor que teve entrada negada em escola será transferido para outra unidade pela SED

A Secretaria Estadual de Educação disse que irá investigar a conduta tomada pela direção da unidade escolar

04/03/2024 17h40

O professor disse que estava lotado em Bonito, revogou as aulas para vir lecionar em Campo Grande, convocado pelo CEESPI, no dia 1º de março Reprodução Arquivo

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Após o professor Fábio Oliveira Rodrigues, publicar um vídeo por meio de suas redes sociais, denunciando que não conseguiu assumir a vaga de convocado por ter a entrada proibida pelo diretor, a Secretaria de Educação (SED), informou que está apurando a conduta adotada pela direção da unidade, em Campo Grande.

"A SED informa que vai averiguar a conduta adotada pela direção da unidade escolar, uma vez que o processo seletivo gerou uma classificação dos profissionais para a lotação nas vagas conforme escolha dos aprovados. A pasta destaca, ainda, que o referido profissional foi atendido pela equipe responsável pelo processo e que já fez a opção pela lotação em outra unidade escolar, para o exercício da função na REE", diz a nota.

Entenda

O vídeo foi publicado nesta segunda-feira (4). Nele, o professor mostra a designação de atestado de vaga emitido pelo Centro Estadual de Educação Especial e Inclusiva (CEESPI), mas, quando tentou assumir o posto, foi impedido de adentrar na instituição de ensino.

Além disso, o professor disse que estava lotado em Bonito, revogou as aulas para vir lecionar em Campo Grande, convocado pelo CEESPI, no dia 1º de março. No mesmo dia, ele veio até a Capital e assinou o termo de atestado da vaga, assim como a ficha de designação.

"A designação é dizendo, escola, você é obrigado a alocar o professor no sistema para que ele receba pelo seu trabalho. Esse é a grosso modo. Eu cheguei aqui na segunda-feira, por volta de dez e meia da manhã, fui atendido pelo diretor da escola e pela coordenadora pedagógica. E os dois me atenderam e disseram, não queremos você aqui, não te quero aqui", disse o professor. 

Ainda, durante a conversa, o diretor teria dito que enviou um e-mail informando que não queria o profissional na escola. Diante da negativa, o educador solicitou acesso aos documentos e teve o pedido recusado. "Ele não me emitiu nenhum documento, também não elaborou ata, e eles têm que protocolar", explicou Flávio. 

Diante da recusa, o professor acionou a polícia e foi orientado a registrar um boletim de ocorrência. 

 

 

 

 

 

 

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JUSTIÇA

Moradores movem ações judiciais contra mau cheiro causado pelo frigorífico JBS, em Campo Grande

Petições, 25 numa semana, cobram da empresa até R$ 75 mil de indenização por danos morais e ambientais

04/03/2024 17h20

Queixas contra empresa cresceram desde janeiro passado Gerson Oliveira

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Ao menos 25 ações judiciais foram movidas da semana passada para cá contra o frigorífico JBS, situado na região da Vila Nova Campo Grande. Moradores denunciam o mau cheiro produzido pela empresa e, agora, pedem indenização por danos morais e ambientais, perdas e danos. Nas petições, os moradores aos arredores da empresa cobram até R$ 75 mil pela reparação.

Queixas contra o frigorífico ocorrem há tempos, pelo mesmo motivo, contudo, os casos aumentaram desde o início deste ano.

Numa das ações, defendidas pelo escritório de advocacia Silva & Biava, é dito que:

“… a empresa opera atividade potencialmente poluidora que gera incômodo e aflição nos moradores da região, produzindo fumaça (poluição atmosférica) e exalando odores (cheiros) potencialmente danosos aos moradores da região do Bairro Nova Campo Grande, o que acarreta no recolhimento dos moradores ao interior de suas residências, fechando portas e janelas, não podendo sequer receber visitas e/ou utilizar o bem imóvel para o seu lazer, pois o cheiro e a fumaça lançados na atmosfera são insuportáveis, e pior, causadores de diversos sintomas”.

Outra questão citada nos recursos judiciais sustenta que o mau cheiro, além de incomodar os moradores tem provocado desvalorização dos dos imóveis da região.

Noutro trecho da petição, é citado que: “em atenção ao que determina o artigo 334, § 4º, I, do Código de Processo Civil, manifesta-se desde já sobre o desinteresse na realização de audiência de conciliação, eis que a prática na lide envolvendo a Requerida demonstra que esta não apresenta quaisquer propostas em audiências conciliatórias, restando sempre infrutíferas. Isto porque, antes da devida instrução processual, a Requerida não exterioriza interesse no encerramento da demanda através de acordo, motivo pelo qual requer desde já a dispensa do ato”.

A reportagem pediu um manifesto da JBS, contudo, até o fechamento deste material, a empresa não tinha respondido. Assim que isso acontecer, o texto será atualizado.

 

 

 

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