Cidades

ENTREVISTA

Gestão Estratégica e Participativa do MS intensifica relação com a Fiocruz

Gestão Estratégica e Participativa do MS intensifica relação com a Fiocruz

AGÊNCIA FIOCRUZ DE NOTÍCIAS

09/07/2011 - 16h00
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Nomeado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para assumir a Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP) do Ministério da Saúde, o médico e doutor em saúde coletiva, Luiz Odorico Monteiro de Andrade, encarou o desafio e vem liderando a missão de implantar, em todo o país, o Sistema do Cartão Nacional de Saúde - base de dados nacional que permite a identificação dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em visita à Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), Odorico afirmou que conta com a participação da Escola Nacional de Saúde Pública para a efetivação do cartão em todo território nacional. Mas não será apenas nessa tarefa que a Ensp atuará em conjunto com a SGEP.

O secretário reuniu-se com o diretor da escola, Antônio Ivo de Carvalho, para discutir a elaboração de cursos que auxiliem a formação de conselheiros de saúde e agentes de saúde e endemias. Em entrevista, Odorico fala sobre estes meses à frente da secretaria, detalha as parcerias com a Fiocruz e comenta os desafios da implantação do Cartão SUS.

Após ter sido secretário municipal de Saúde e ter presidido o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), o senhor foi indicado para assumir a Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP) do Ministério da Saúde. Que balanço faz das ações já desenvolvidas?

Luiz Odorico Monteiro de Andrade: Da minha parte, tem sido uma grande satisfação participar do governo da presidenta Dilma Rousseff, ao lado do ministro da saúde, Alexandre Padilha. O escopo construído pelo ministro, em conjunto com a secretária executiva do MS, Márcia Bassit, e de acordo com todo o secretariado do Ministério da Saúde, designou à SGEP uma tarefa importante de apoio, coordenação e articulação a cinco grandes sistemas do SUS: o Sistema Nacional de Auditoria (SNA); o Sistema Nacional de Ouvidoria-Geral do SUS (Doges); o Departamento de Apoio à Gestão Participativa (Dagep); o Sistema Nacional de Informática do SUS (DataSUS) e o Sistema Nacional de Articulação Interfederativa.

Esses sistemas são estratégicos para o SUS, se articulam nas esferas federal, estadual e municipal, e, ao longo desses quatro meses, algumas medidas importantes já foram tomadas, como a articulação para a realização da 14ª Conferência Nacional de Saúde, na qual estamos trabalhando com a ideia do acesso e do aprimoramento da relação interfederativa, com o aprimoramento do pacto de gestão, e apontando perspectivas para criarmos mecanismos mais estruturantes nessa relação interfederativa, como a construção de um pacto que produza contratos organizativos da ação pública em cima de metas pré-estabelecidas entre municípios, estados e o MS.

Em maio foi publicada a portaria que regulamenta o Sistema Cartão Nacional de Saúde, um dos desafios da atual gestão do Ministério da Saúde, sob responsabilidade da SGEP. A publicação da portaria é um importante passo para a implementação do cartão em todo o território nacional. Como vê esse passo?

Odorico: A publicação da portaria é um momento importante destes meses de secretaria. O Sistema Cartão é um sistema de informação de base nacional, que permite a identificação unívoca dos usuários das ações e serviços de saúde, com atribuição de um número único válido em todo o território nacional. O sistema permite a vinculação do usuário à atenção realizada pelas ações e serviços de saúde, ao profissional e ao estabelecimento de saúde responsável pela sua realização; e a disponibilização, aos usuários do SUS, dos dados e das informações de seus contatos com o SUS por meio do Portal de Saúde do Cidadão.

Estamos conversando com os estados, municípios, e a discussão que fizemos aqui na Ensp nos aponta a perspectiva de ampliação do debate nacional em relação à construção do Cartão Nacional da Saúde. No entanto, é preciso entender que, mais do que um cartão fisicamente, um número, ou um registro do cidadão, esse sistema representa uma cultura da gestão da informação em saúde, ou seja, o fortalecimento do sistema de informação em saúde no Brasil. Trata-se de um mecanismo que aumenta a governança dos gestores, cidadãos e do próprio sistema de saúde. Discutir o tema na Ensp é importante para termos segurança na caminhada.

De que forma a instituição pode colaborar com as ações da SGEP?

Odorico: Estamos firmando um apoio de cooperação técnica com a Fiocruz na construção das redes interfederativas de saúde e na própria implementação do Cartão SUS. Contar com a Fiocruz é da maior importância para nós, pois o conhecimento produzido aqui pode ser expandido para os estados e municípios. Junto à Ensp, estamos construindo mecanismos de educação permanente, principalmente no primeiro momento, para conselheiros municipais e estaduais de Saúde, fortalecendo a Política Nacional de Gestão Estratégica e Participativa no SUS (ParticipaSUS). Estamos em fase de elaboração de um curso na área de mobilização social para agentes de saúde e agentes de endemias, além de contar com a participação da escola no desenvolvimento de pesquisas que apoiem a política e o plano de inclusão digital do MS, como também, outros trabalhos no campo da gestão participativa.

SAÚDE

Campanha oferece voucher de R$50 para quem fizer teste de HIV

A ação é válida para aqueles que nunca iniciaram tratamento para o HIV, possuem CPF e não foram testados nos últimos seis meses

21/05/2024 17h30

Campanha oferece voucher de R$50 para quem fizer teste de HIV

Campanha oferece voucher de R$50 para quem fizer teste de HIV Divulgação

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O projeto A Hora é Agora está oferecendo um cartão de ajuda de custo no valor de R$ 50 para incentivar a testagem de HIV e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) entre pessoas trans, travestis, não binárias e trabalhadores(as) do ramo sexual.

A ação é válida para aqueles que nunca iniciaram tratamento para o HIV, possuem CPF e não foram testados nos últimos seis meses.

O teste deve ser realizado presencialmente no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), e o valor do cartão pode ser utilizado em qualquer estabelecimento comercial.

Após a realização do teste, a pessoa recebe o cartão-benefício e vouchers com um código pessoal, incentivando sua rede a também fazer o teste, se quatro pessoas utilizarem o código para se testarem, a pessoa que as recrutou ganha outro cartão de R$ 50.

Àqueles que não se enquadram nos critérios iniciais, como os já em Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), podem participar como recrutador(a).

Para isso, basta retirar os vouchers na unidade de atendimento e, se quatro pessoas utilizarem o código do voucher para testar, o recrutador(a) ganha um cartão de R$ 50.

A iniciativa tem como objetivo aumentar o índice de testagem nessa população, que frequentemente enfrenta dificuldades de acesso devido à falta de informação, estigma e preconceito.

A campanha "TESTAR É UM DIREITO" apoia a ação com a distribuição de cartazes e panfletos para sensibilizar o público-alvo.

Parte dessa estratégia é garantir que saibam que serão recebidas em um ambiente profissional, seguro e humanizado nas unidades de atendimento apoiadas pelo A Hora é Agora.

Além da testagem, essas unidades oferecem PrEP, Profilaxia Pós-Exposição ao HIV (PEP), preservativos, lubrificantes, aconselhamento e encaminhamento para outros serviços, se necessário.

Resultados e parcerias

O projeto já distribuiu milhares de autotestes para HIV e outras ISTs, a fim de promover o diagnóstico precoce e o suporte necessário para tratamento.

Outras ações incluem PrEP, PEP, notificação de parceiros (index testing) e busca ativa de usuários em abandono de tratamento.

A Hora é Agora faz parte de um Acordo de Cooperação entre a Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp) da Fiocruz, a Fiotec e os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), com recursos do PEPFAR, em parceria com o Ministério da Saúde, Secretarias de Saúde e Organizações da Sociedade Civil.

Onde Se Testar?

Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA)

  • Segunda a sexta, das 7h às 17h
  • Rua Anhanduí, 353 Amambaí
  • Telefones: 98189-8300 | 99227-1228 | 99930-9713 | 2020-1701

Segurança

Muros de 8 metros são construídos na Máxima com o objetivo de inibir arremessos de drogas

A construção foi iniciada após um homem de 35 anos morrer em confronto com o Batalhão de Choque, após ser pego arremessando drogas para dentro do presídio.

21/05/2024 17h22

Mutos de 8 metrosd estão sendo intalados para inibir arremessos de drogas e celulares no presídio de segurança máxima.

Mutos de 8 metrosd estão sendo intalados para inibir arremessos de drogas e celulares no presídio de segurança máxima. Fotos: Gerson Oliveira

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Um muro de aproximadamente 8 metros está sendo erguido na área de convivência dos internos do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, localizado no Jardim Noroeste, em Campo Grande. A medida tem como objetivo inibir a prática de arremesso de aparelhos celulares e drogas para dentro do estabelecimento penal, seja por meio de drones ou outras formas.

De acordo com o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Maiorchini, dois muros, um de 8 metros e outro de 4 metros, estão sendo construídos em dois pavilhões. Ambos serão cobertos por uma tela na tentativa de dificultar o arremesso de entorpecentes e eletrônicos. 

A construção dos muros deve custar R$240 mil reais, custeados com o dinheiro do Estado. 

Questionado, o diretor-presidente da Agepen afirmou que a construção dos muros não tem nenhum envolvimento com a morte de Milton Cezar Santos de Souza, de 35 anos, conhecido como Cezinha, que foi morto após ser pego em flagrante arremessando celulares para dentro do presídio de segurança máxima.

“O que aconteceu no final de semana foi um caso isolado e que não tem nenhum envolvido com crime organizado. A construção desses muros já estava no planejamento da Agepen. Temos exemplos nos presídios de Ivinhema, Caracol, Bataguassu, São Gabriel e Naviraí e já possuem esses muros há anos e não tiveram nenhum registro até hoje”, relatou.  

Diretor- presidente da Agepen, Rodrigo MarchionniDiretor-presidente da Agepen, Rodrigo Marchionni/ Fotos: Gerson Oliveira 


Medidas para inibir entrada de drogas

Ainda durante a coletiva na tarde de hoje, Maiorchini explicou que vistorias estão sendo realizadas periodicamente, como as operações de pente-fino, quando há um empenho maior dos agentes na busca de drogas e outros objetos dentro das celas.

Questionado sobre o que está sendo feito para inibir a entrada de celulares no presídio, Maiorchini disse que sistemas de raio-x e bodyscan, que conseguem ver dentro do corpo das pessoas, são tecnologias implantadas recentemente e que têm trazido bons resultados.

Fotos: Gerson Oliveira 

 
Morte após arremesso de celulares 

Na madrugada de domingo, Milton Cezar Santos de Souza, 35 anos, foi morto pelos policiais do Batalhão de Choque após ser abordado na Rua Adventor Divino de Almeida, no bairro Jardim Noroeste.

Conforme informações da polícia,  o suspeito seguia a pé, quando houve troca de tiros com os policiais do Batalhão de Choque. Em tentativa de abordagem, houve troca de tiros e o suspeito foi atingido. 

Ao ser atingido por tiros, foi socorrido pelos policiais e encaminhado até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Nova Bahia, mas não resistiu aos ferimentos, morrendo no local. 

Conforme informações policiais, Milton Cezar, mais conhecido como CEzinha, é acusado de estuprar e matar uma mulher em junho de 2022.   

Medidas de segurança

A tecnologia será forte aliada da Agepen, para aumentar a segurança no estabelecimento penal, entre elas estão a instalação de câmeras com sensor de movimento que pode auxiliar os agentes a impedir eventuais tentativas de fuga. 

Outro ponto apontado foi a utilização de bloqueadores de sinal, que acabou não conseguindo ser totalmente eficaz. A Agepen informou que no presídio existem "pontos sombra" locais em que o sinal não é bloqueado. Além disso, como a Máxima fica próxima à vizinhança, o bloqueador interfere no sinal dos populares.

"Estamos comprometidos em garantir um sistema penitenciário mais controlado, reduzindo a influência da criminalidade e protegendo a sociedade", afirma o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini e completou:

"A meta é erradicar a comunicação ilegal em presídios, diminuindo os riscos associados à atividade criminosa organizada dentro e fora das prisões".

 


 

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