Cidades

CONFLITOS NO CAMPO

Governo analisará lista de pessoas ameaçadas de morte

Governo analisará lista de pessoas ameaçadas de morte

AGÊNCIA BRASIL

01/06/2011 - 00h00
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A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, disse ontem (31 de maio) que fará uma análise da lista entregue pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) com o nome de 207 pessoas que sofreram ameaças de morte relativas a conflitos no campo, nos últimos anos. Algumas dessas pessoas foram ameaçadas mais de uma vez. Os nomes foram entregues durante reunião entre representantes da CPT, a ministra Maria do Rosário e o secretário executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto.

Entre os 207 nomes, há 30 pessoas que já sofreram tentativa de assassinato e que, segundo a ministra, terão prioridade para entrar no programa de proteção a testemunhas.

“Nesse momento, em que temos políticas de proteção a testemunhas ameaçadas de morte, políticas na Secretaria de Direitos Humanos para a proteção de defensores de direitos humanos, seria errôneo, seria ilusório dizermos que temos condições de atender a uma lista com tantos nomes [de pessoas] que receberem ao menos uma ameaça”, afirmou a ministra.

Maria do Rosário disse ainda que a melhor solução é uma ação conjunta entre ministérios, a Polícia Federal, os estados e o Poder Judiciário local. “A SDH agirá procurando trabalhar com as comunidades, mas compreendendo que a atuação da Polícia Federal e da Justiça, a atuação global dos ministérios é o melhor que podemos apresentar para a proteção dos ameaçados”, explicou.

O secretário executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, disse que o ministério vai reativar a Operação Arco de Fogo, para ajudar no enfrentamento aos crimes ocorridos no Pará e em Rondônia também para coibir práticas como a extração ilegal de madeira na região.

“Vamos retomar a Operação Arco de Fogo naquela região como medida de prevenção e de repressão aos crimes no campo. Temos convicção de que não adianta punir o crime de homicídio após a sua prática, precisamos punir os crimes de ameaça [como forma de prevenção]”, afirmou.

Quanto à lista, Barreto reiterou que haverá análise caso a caso. “Há casos em que uma orientação pode resolver e permitir a proteção desse indivíduo. Há casos em que uma vigilância presencial será necessária, tudo isso será analisado por uma equipe técnica”, disse.

O secretário disse ainda que as polícias Federal e Rodoviária Federal e a Força Nacional de Segurança vão trabalhar junto com as polícias estaduais para reforçar a presença da União nos estados onde ocorreram as mortes, no Pará e em Rondônia.

O advogado da CPT no Pará, José Batista Afonso, disse que, no ano passado, a CPT havia entregue a lista ao ministro da Justiça. Segundo Afonso, desde 1995, é feita a publicação dos nomes das pessoas ameaçadas de morte. “[Essa lista] é de conhecimento público. É obrigação do Poder Público ter conhecimento e adotar políticas públicas [para coibir as ações criminosas]”, enfatizou.

Ele disse ainda que, para a CPT, a questão da violência no campo está relacionada com a concentração de terras, a reforma agrária, a demarcação de terras indígenas, de remanescentes de quilombos, de comunidades ribeirinhas e a definição de áreas de proteção ambiental. “Infelizmente essas questões não foram priorizadas e não têm sido priorizadas. Na medida que as causas não são enfrentadas, a violência vai continuar”.

Afonso disse que 1.588 pessoas foram assassinadas de 1985 até hoje, segundo levantamento da CPT, e que 91 mandantes de crimes foram julgados. Desses, 21 foram condenados e um cumpre pena, Vitalmiro de Bastos Moura, pela morte da missionária Dorothy Stang. Ela foi assassinada em fevereiro de 2005, em uma propriedade rural a cerca de 50 quilômetros do município de Anapu, no Pará.

Na semana passada, o casal João Cláudio e Maria do Espírito Santo foi morto a tiros em uma estrada vicinal que leva ao Projeto de Assentamento Agroextrativista Praialta-Piranheira, na comunidade de Maçaranduba 2, a 45 quilômetros do município de Nova Ipixuna, sudeste do Pará. Há suspeitas de que o crime foi cometido por encomenda. Também na semana passada, o corpo do agricultor Eremilton Pereira dos Santos, de 25 anos, foi achado no mesmo assentamento.

Em Rondônia, outro agricultor foi morto na última semana, Adelino Ramos, líder do Movimento Camponês Corumbiara, do distrito de Vista Alegre do Abunã, em Porto Velho. De acordo com a CPT, Adelino estava vendendo verduras que produzia no acampamento onde vivia, quando foi assassinado a tiros. Ele vinha sendo ameaçado de morte por denunciar a ação de madeireiros na divisa entre os estados do Acre, Amazonas e de Rondônia.

 

Previsão do tempo

Confira a previsão do tempo para hoje (25) em Campo Grande e demais regiões de Mato Grosso do Sul

Sábado será de frio em todo o estado

25/05/2024 04h30

Pessoas agasalhadas durante frio em Campo Grande

Pessoas agasalhadas durante frio em Campo Grande Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Neste sábado (25), há previsão de muitas nuvens e possibilidade de chuvas, as amplitudes térmicas serão pequenas, ou seja, pequena diferença entre a temperatura máxima e a mínima. A sensação de frio
será reforçada devido ao tempo fechado.

Os locais com maior probabilidade de chuvas são as regiões centro-sul, sudoeste e oeste do estado, com
acumulados previstos entre 20 mm e 30 mm.

Os ventos atuam do quadrante sul com valores entre 30km/h e 50 km/h. Pontualmente, podem ocorrer rajadas de vento acima de 50 km/h.

Confira abaixo a previsão do tempo para cada região do estado:

Para Campo Grande, estão previstas temperatura mínima de 14°C e máxima de 16°C.

A região do Pantanal deve registrar temperaturas entre 14°C e 17°C.

Em Porto Murtinho é esperada a mínima de 12°C e a máxima de 14°C.

O Norte do estado deve registrar temperatura mínima de 16°C e máxima de 22°C.

As cidades da região do Bolsão, no leste do estado, terão temperaturas entre 17°C e 25°C.

Anaurilândia terá mínima de 14°C e máxima de 18°C.

A região da Grande Dourados deve registrar mínima de 11°C e máxima de 15°C.

Estão previstas para Ponta Porã temperaturas entre 9°C e 12°C.

Já a região de Iguatemi terá temperatura mínima de 11°C e máxima de 15°C.

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Polícia

Homem confessa ter matado corretora após ela recusar participar de golpe do seguro

Fabiano Garcia Sanchez confessou que golpeou a cabeça de Amalha com paus e pedradas até a morte. Ele foi preso na tarde de hoje, em Campo Grande.

24/05/2024 18h40

Divulgação/ Batalhão de Choque

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Fabiano Garcia Sanches, de 38 anos, confessou ter matado a corretora de imóveis Amalha Cristina Mariano Garcia após ela recusar participar de um golpe falso de seguro veicular. A vítima foi encontrada morta com ferimentos na cabeça às margens da MS-455, no bairro Jardim Los Angeles, próximo ao Porto Seco, em Campo Grande. O autor do crime foi preso na tarde de hoje (24) pelos policiais do Batalhão de Choque.

Tenente-Coronel Rigoberto Rocha, Comandante do Batalhão de Choque. Tenente-Coronel Rigoberto Rocha, Comandante do Batalhão de Choque/ Imagens- João Gabriel Vilalba 

De acordo com Tenente-Coronel Rigoberto Rocha, o autor relatou que conhecia a vítima pelo trabalho como corretora e a atraiu até sua residência na Rua Socorro, no Jardim Centenário, onde tentou negociar com ela o golpe do falso seguro. No entanto, ela recusou imediatamente, o que resultou em discussão. 

Durante o bate-boca, Fabiano começou a agredir a corretora até ela desmaiar. O autor ainda relatou aos policiais que colocou Amalha dentro do Jeep Renegade, carro da própria vítima, e a levou até a região do porto seco, onde continuou com as agressões. 

Durante as agressões, Fabiano retirou Amalha do carro e os dois entraram em luta corporal. Neste momento, o autor desferiu golpes de paus e pedras em sua cabeça e a arrastou até uma árvore, onde o corpo foi encontrado. Em depoimento, Fabiano relatou que saiu do local no Jeep Renegade e depois passou o veículo para outra pessoa, até o momento não identificada.

Ainda de acordo com Fabiano, o objetivo era que esse terceiro envolvido se desfizesse do carro, mas como o caso teve grande repercussão, teve que abandonar o Jeep na tarde de ontem (23). 

Segundo Tenente-Coronel Rigoberto Rocha, o autor do crime foi bastante frio ao detalhar os acontecimentos. Ele tem passagens pela polícia por tráfico de drogas e roubo. De acordo com a polícia, o crime será tratado como latrocínio e ocultação de cadáver.  

Questionado sobre a participação de duas mulheres que foram encaminhadas para a Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) na tarde de hoje, o Tenente-Coronel Rocha explicou que as mulheres foram encaminhadas para depoimentos, mas a polícia continua os trabalhos para identificar o responsável por dar sumiço no veículo da vítima. 

 

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