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PANDEMIA

Governo discute fechamento de fronteiras em reunião na Defesa

A situação mais delicada é do Brasil com a Venezuela
16/03/2020 14:33 - Estadão Conteúdo


O governo federal realiza nesta segunda-feira, no Ministério da Defesa, reunião para discutir a questão do fechamento ou não das fronteiras brasileiras. A situação mais delicada é do Brasil com a Venezuela. Na semana passada, o governador de Roraima, Antonio Denariu (PSL), pediu que a fronteira com o país vizinho seja fechada no Estado. O assunto é considerado delicado e divide opiniões.

O presidente Jair Bolsonaro poderá ir ao Ministério da Defesa participar de parte da reunião. O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, está acompanhando o encontro por teleconferência porque ainda está fazendo um autoisolamento até que repita o exame para coronavírus, já que integrou a comitiva presidencial aos Estados Unidos, onde estava o secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten, que testou positivo para a doença

O ministro da Casa Civil, general Braga Netto, participa da reunião. Também estão presentes ao encontro, o ministro da Justiça, Sérgio Moro; o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos; o secretário-executivo do Gabinete de Segurança Institucional, general Douglas Bassoli, entre outros. Há expectativa de participação do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Conforme apurou o Estado, os ministérios da Saúde e da Justiça e Segurança Pública estariam a favor do fechamento, para evitar a ampliação dos problemas no Estado, que sofre com a superlotação de seus hospitais, e chegada constante de imigrantes, por causa da falta de recursos do país vizinho. Os militares, por sua vez, embora reconheçam as dificuldades e preocupações do governador, advertem sobre a complexidade da medida, que poderia acabar se mostrando inócua, dado o tamanho da fronteira e a sua porosidade

Militares ouvidos pela reportagem alertam que, com a fronteira aberta, é possível haver um controle por parte das autoridades brasileiras sobre quem entra e quem sai, inclusive uma avaliação da situação sanitária dos imigrantes. Eles avaliam que, fechando a fronteira, as pessoas passariam a buscar as inúmeras trilhas e continuariam a entrar no Brasil em busca de ajuda, só que sem nenhum tipo de controle porque os caminhos são inúmeros.

Mais cedo, o próprio presidente Bolsonaro, em entrevista falou Rádio Bandeirantes, sobre como a decisão de fechar a fronteira com a Venezuela poderia ser inócua. Segundo o presidente, "pode até fechar a fronteira, mas (a entrada) vazaria por outro lugar" Existem inúmeras passagens não oficiais e trilhas entre os dois países.

O presidente disse também que o Brasil pode adotar um controle maior e exigir exames para quem quiser entrar no País a partir da Venezuela. Questionado se há a possibilidade de fechar a fronteira, Bolsonaro disse considerar a medida pouco efetiva. O presidente não detalhou quais exames seriam exigidos de quem pretende entrar no País a partir do país vizinho.

 
 
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Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!