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Governo promete apresentar proposta aos servidores aposentados em março

Classe pede a redução do desconto de 14% nos proventos para a Previdência Estadual

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Durante participação na 78ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional dos Dirigentes de Regimes Próprios de Previdência Social (CONAPREV), na manhã de terça-feira (27), o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, garantiu que a proposta para o equacionamento do déficit financeiro e atuarial dos Regimes Próprios de Previdência Social de Mato Grosso do Sul já está em andamento.

Apesar de não informar uma data exata, Barbosinha garantiu que o documento será apresentado ao governador do Estado, Eduardo Riedel, e à Agência de Previdência do Mato Grosso do Sul (Ageprev) no mês de março. 

“O balanço atuarial publicado em janeiro, junto ao Relatório da Execução Orçamentária de 2023, demonstrou que no ano passado as receitas previdenciárias somaram R$ 3 bilhões. Já os pagamentos, R$ 4,9 bilhões. A conta não é fácil de ser resolvida, haja vista, a exemplo de outros estados e municípios, o regime próprio ser deficitário, fazendo com que sejam necessários constantes aportes dos cofres estaduais”, explicou.

Atualmente o Estado possui cerca de 29 mil segurados inativos. A reforma da previdência, adotada em 2022, fez com que os aposentados e pensionistas tivessem a contribuição para a Ageprev elevada de 11% para 14%. Desde então, a classe pede a redução do desconto. 

"Para quem recebe valores como um salário mínimo, o impacto é muito grande. Então, a proposta para amenizar a pressão do desconto para os menores benefícios deve ser apresentada em março. A busca por uma solução envolve técnicos de mais de uma pasta e mostra o empenho da atual gestão em mudar a relação atual. Isso demonstra o interesse e a dedicação do nosso governador e do diretor presidente Jorge Martins em garantir a valorização dos servidores públicos que desempenharam papel essencial à sociedade”, acrescentou Barbosinha.

78ª Reunião Ordinária do CONAPREV

A 78ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional dos Dirigentes de Regimes Próprios de Previdência Social (CONAPREV) teve início na manhã desta terça-feira (27) e seguiu até o meio dia desta quarta-feira (28).

Composto por representantes de órgãos e/ou entidades responsáveis pela gestão dos  Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) da União, dos estados, Distrito Federal e municípios, o conselho tem por finalidade promover o desenvolvimento dos RPPS, e manter permanente articulação entre o Ministério da Economia, por meio da Secretaria de Previdência e órgãos e entidades gestores de previdência.

Barbosinha, esteve representando o governador Eduardo Riedel no encontro. O RPPS carrega direitos previstos no artigo 40 da Constituição Federal como benefícios de aposentadoria (por invalidez, compulsória, voluntária e especial) e pensão por morte aos seus segurados.

"A Previdência Social é um dos principais condicionantes da estabilidade social e do dinamismo econômico no país. Um encontro técnico com importantes quadros dos ministérios e demais entes. O trabalho do Conaprev evidencia o compromisso com os servidores públicos brasileiros, a partir do momento em que objetiva desenvolver a harmonia dos regimes próprios com o Ministério da Economia, Secretaria da Previdência, organizações e entidades gestoras", pontuou o vice-governador.

Na pauta, os representantes debateram temas como “Pró-Gestão RPPS: as últimas alterações do Manual e o balanço da Comissão de 2019/2023”, “Compensação Previdenciária: a ampliação da experiência-piloto da automatização e a situação da portaria de atualização/consolidação”, “Previdência Complementar: principais projetos e impactos para os servidores”, entre outros.

Participaram da abertura, o Diretor do DRPSP/SRPC e Presidente do CONAPREV, Allex Albert Rodrigues; Diretor-presidente da Ageprev-MS (Agência de Previdência do Mato Grosso do Sul), Jorge Martins; Diretora-presidente do IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande), Camilla Nascimento de Oliveira; Presidente da ADIMP/MS (Associação dos Institutos Municipais e Estadual de Previdência do Estado de MS), Deoclécio Paes da Silva; Presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul, Conselheiro Jerson Domingos; Deputado Estadual, Lídio Lopes; Secretário de Regime Próprio e Complementar (SRPC/MPS), Paulo Roberto dos Santos Pinto; e a Prefeita de Campo Grande/MS, Adriane Lopes.

Selo de bom pagador

A pactuação com o Ministério da Previdência - com a definição de parâmetros para tentar enquadrar o déficit atuarial - possibilitou ao Estado receber certidão de adimplência do Ministério, medida essencial para que o Governo seja tido como bom pagador e prossiga autorizado a fazer convênios e receber repasses da União.

O documento é expedido com validade curta, de seis meses, para o monitoramento frequente das metas de estados e municípios pela União e também para demonstrar à União empenho dos entes públicos em mudar a relação atual.

Assustou!

Formação de nuvem funil deixa campo-grandenses apreensivos

O fenômeno não é normal, mas acontece em formação de tempestades e caso toque no solo, pode se tornar um tornado.

12/04/2024 18h22

Reprodução/

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A formação de uma nuvem de funil no início da tarde de hoje (12), na região sul de Campo Grande, deixou os moradores apreensivos, após registrarem o momento da formação de um cone entre as nuvens

A nuvem funil é criada com a rotatividade do vento, criando nuvens em formato de funil, que se estende desde a base da nuvem, porém ela não atinge a superfície. 

Conforme informações de meteorologistas, a nuvem funil é o primeiro estágio de desenvolvimento de um tornado, e ela é associada a nuvens de tempestades. 

A formação dela ocorre quando há presença de vórtices no interior de uma nuvem. O mesociclone ou vórtice é responsável pela rotação da coluna de ar dentro da nuvem. 

Quando ocorre este movimento se origina o encontro de fortes correntes de ar em direções opostas, formando o funil. Dependendo da intensidade dos ventos, ela pode tonar no solo, o que acarreta um tornado.  


Nuvem funil assusta moradores durante formação de temporal em Sidrolândia 

No início deste ano, em Sidrolândia, a formação de uma nuvem funil, deixou trabalhadores de um frigorífico de Sidrolândia, a 71 quilômetros de Campo Grande, apreensivos. No momento da formação dessas nuvens, o tempo estava fechado com possibilidade de chuva na região.      

Segundo depoimento de trabalhadores que se depararam com a nuvem, relataram que não ventava no momento da formação desse funil. 

Buscando entender o porquê deste fenômeno em Mato Grosso do Sul, o meteorologista do Cemtec, Vinicius Sperling, disse que o funil não é algo raro, mas pode ocorrer em outras ocasiões.

“Esse funil  não é algo normal, mas também não é raro, até porque já tivemos casos parecidos no ano passado. O que ocorreu é que essa nuvem funil que geralmente é uma nuvem mais intensa foi criada por causa de um choque entre um ar mais quente com um ar mais instável e acabou criando uma vórtice da base, que sai de uma ponta da nuvem girando em direção ao solo. Resumindo, esse fenômeno é parecido com um tornado, por ocorrer mais próximo à superfície”, explicou.  

Apesar de ser um fenômeno parecido com um tornado, o meteorologista da Cemtec explica que não é preciso se apavorar, mas buscar proteção, em caso de formação de nuvens mais pesadas para chuvas.  

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Política

Lula adere a rede rival de Musk após movimento da esquerda contra X

Bluesky recebeu autoridades brasileiras nos últimos dias em protesto a Elon Musk

12/04/2024 18h00

(Imagem: AliSpective/Shutterstock)

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O presidente Lula (PT) aderiu nesta sexta-feira (12) a Bluesky ("céu azul", em inglês), rede social rival do X de Elon Musk.
A plataforma, que inicialmente proibia a entrada de chefes de Estado, anunciou a mudança de posição também nesta sexta.

Lula fez a sua primeira publicação na rede pela manhã, sobre evento em Campo Grande (MS) de habilitação de frigoríficos para exportação de carne para China. O perfil tem a mesma descrição e foto que no X.

A criação do perfil oficial do presidente ocorre após movimento de integrantes da esquerda brasileira contra o X, antigo Twitter.

O empresário embarcou na onda de bolsonaristas e trava uma disputa com o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a quem tem chamado de ditador. Moraes, por sua vez, determinou a investigação de Musk, que ameaçou liberar contas bloqueadas na Justiça por fake news.

Anunciada pela primeira vez em 2019, a Bluesky chegou no Brasil no ano passado. A rede, criada por Jack Dorsey, fundador do Twitter, surgiu como um projeto interno à plataforma de microblogs, mas ganhou vida própria quando Dorsey deixou a presidência da rede no final de 2021.

Mas foi nesta semana que a plataforma começou a receber adesão em peso de autoridades, num movimento de retaliação a Musk.

Políticos como o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, já criaram seus perfis na rede.

"Prestação de serviço não pode transformar-se em imposição de vontade. Quem opera no Brasil tem de respeitar as regras, a democracia e a Constituição. Ameaças não tiram nossa liberdade, nem podem penalizar seguidores por suas posições", disse.

Ministros da Esplanada, Jorge Messias (AGU) e Paulo Pimenta (Secom), também aderiram à Bluesky.

O chefe da Secom fez críticas a Musk, sem citá-lo nominalmente. "Não vamos permitir que ninguém, independente do dinheiro e do poder que tenha afronte nossa pátria. Não vamos transigir diante de ameaças e não vamos tolerar impunemente nenhum ato que atente contra nossa democracia", disse.

Pimenta disse ainda que o Brasil não será "tutelado" pelas plataformas de redes sociais.
Já Messias publicou uma foto da constituição e reiterou apoio ao STF e aos seus ministros. "Todos os que amam a democracia precisam se unir para defendê-la das ameaças que buscam garrotear a liberdade, nas palavras de Ulysses Guimãres", afirmou.

As atitudes de Musk de atacar Moraes e desobedecer ordens judiciais levaram autoridades a sair em defesa do ministro e do STF nos últimos dias. O magistrado, por sua vez, afirmou que "liberdade de expressão não é liberdade de agressão".

O presidente Lula já fez críticas a Elon Musk nos últimos dias, mas sem citá-lo nominalmente. Ele disse que o empresário nunca produziu "um pé de capim no Brasil" e defendeu o STF.

"Temos uma coisa muito séria nesse país e no mundo que é se a gente quer viver em um regime democrático ou não. Se a gente vai permitir que o mundo viva a xenofobia do extremismo. Que é o que está acontecendo", disse, na última quarta-feira (10).


 

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