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SAÚDE PÚBLICA

Gravidez na adolescência atinge 62 entre mil; Operadora já atendeu mais de 600 casos em MS

Campanha quer reduzir números de grávidas adolescentes
13/02/2020 18:44 - Fábio Oruê


Considerada de risco e com alta taxa de mortalidade, a gravidez na adolescência - período entre os 10 e 19 anos - acontece com 62 meninas entre um grupo de mil no Brasil, número considerado alto já que a média mundial é de 44 a cada mil. Em Mato Grosso do Sul, uma operadora de plano de saúde, entre 2015 e 2019, atendeu 617 jovens gestantes. 

Para reduzir esses dados, por meio do diálogo e orientação, foi lançada a campanha de prevenção da gravidez na adolescência, na tarde desta quinta-feira (13), em Campo Grande. “Nós precisamos retirar da vulnerabilidade [dos jovens] por meio da informação. Mães com 12 anos é uma escolha? Trazer o pai, a mãe, a família, o adolescente para o debate, o cuidado, a autoimagem, a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e adiar sim; por que não?; a sua vida sexual quanto se tem uma escolha uma política de saúde”, comentou Maria Auxiliadora Budib, ginecologista e diretora de Assistência à Saúde da Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso do Sul (Cassems). 

 
 

“São 24 mil adolescentes na Operadora, a maioria concentrados em Campo Grande. Durante a infância, são acompanhados na Pediatria. No entanto, no período da adolescência, há um afastamento dos cuidados com a saúde. Algumas jovens ainda vão ao ginecologista, em decorrência da menstruação, mas os meninos só voltam à ir ao médico na vida adulta, geralmente, na Urologia. Precisamos cuidar dos nossos adolescentes”, disse ela, que enfatizou a questão da atenção também aos jovens do sexo masculino. 

Recentemente, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, sob o comando da ministra Damares Alves, divulgou uma nota em que defende a abstinência sexual como política pública para o sexo seguro e prevenção da gravidez precoce, o que gerou repercussão negativa. 

Sobre o assunto, o presidente da Cassems, Ricardo Ayache, atestou que a afirmação ainda não é uma política pública e que segue todos os protocolos federais. “A cassems segue a recomendação do Ministério da Saúde e vai discutir o sexo seguro e a prevenção com os adolescentes, com os pais, com a família. O conhecimento e a informação são as principais ferramentas para o combate da gravidez na adolescência”, disse ele em coletiva de imprensa. 

 
 

Felpuda


Esforços vêm sendo feitos por certos candidatos derrotados na tentativa de conseguir emplacar em cargos públicos comissionados alguns ex-integrantes das equipes de trabalho da campanha eleitoral.

A preocupação não seria, na realidade, com situação de dificuldades que essas pessoas enfrentariam a partir de agora, mas, sim, para livrarem-se de pagar pendências trabalhistas referentes ao período da disputa. Tem cada uma!