Cidades

CAOS NA SAÚDE

Greve dos médicos provoca demora nos atendimentos e população agoniza nas filas

Em algumas unidades de saúde, apenas um profissional atende pacientes

GABRIEL MAYMONE E MARESSA MENDONÇA

16/08/2015 - 10h39
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Pessoas – entre elas muitos idosos – doentes e com dores estão precisando ter muita paciência para serem atendidas nos postos de saúde de Campo Grande. A situação da saúde pública que já não é muito boa está pior ainda com a greve dos médicos, que começou às 19h deste sábado (15). Apenas 30% do efetivo atende.

A reportagem do Portal Correio do Estado percorreu algumas unidades na manhã deste domingo (16) e constatou situações desesperadoras como a da dona Josefa Maria da Conceição, de 69 anos, que estava chorando de dor, enquanto aguardava ser atendida. Ela foi uma das primeiras a chegar hoje na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Universitário. “Não sei quem tem que culpar, se os médicos ou governantes. Entra e sai prefeito e a coisa só piora”, lamentou, completando que “a pobreza está morrendo na fila”. Ela sentia fortes dores nas costas e aguardou por 2h até ser atendida, mas o tempo poderia ser menor, pois dos quatro médicos que estavam na escala, apenas um atendia.

Um enfermeiro de outra unidade de saúde, que preferiu anonimato, revelou que os médicos da escala estão nas unidades, mas ficam se revezando no atendimento. Com isso, pacientes que precisam de atendimento, ficam esperando na fila.

“Não estou gostando, por conta dessa demora para atender. Tem gente passando mal. Tanta gente ganha pouco e sobrevive, por que eles não podem aceitar proposta da prefeitura?”, argumentou Ercilia dos Santos Pereira, de 62 anos, que acordou passando mal e estava há cerca de duas horas aguardando atendimento na UPA do Universitário.

No posto do Bairro Tiradentes, também foi informado que havia apenas um médico para atender. “Mas ele foi para a urgência e emergência”, acrescentou Vitor Lemes de Araujo, de 59 anos, que estava com a garganta inflamada. Ele disse que em janeiro foi ao mesmo posto procurar atendimento e “daquela vez foi rápido”.

No Bairro Coronel Antonino, a demora além do normal também prejudicou Claudete Borges, de 42 anos, que tem tendinite nos dois ombros e no punho. “O governo está pisando na bola com as pessoas, tem que melhorar a vida dos médicos para eles atenderam melhor a população que está com dor”, pontuou.

PARALISAÇÃO

A decisão da greve foi mantida, depois de reunião do Sindicato dos Médicos (Sinmed-MS), às 11h deste sábado.

“A categoria entende como fundamental um posicionamento sobre o reajuste anual, pois até o momento não há previsão para que isso aconteça”, explica o presidente do Sinmed-MS, Valdir Shigueiro Siroma

Para tentar impedir a paralisação, a prefeitura chegou a publicar no fim da tarde de sexta-feira (14), edição extra no Diário Oficial liberando os plantões aos médicos da rede pública, inclusive a participação no projeto 3º Turno nas unidades onde não há profissional médico fixo.O escalonamento dos salários dos servidores do município no mês de julho foi um dos fatores que contribuiu para retomada da greve. Isso porque os médicos já haviam paralisado os serviços no mês de maio, reivindicando pagamento de adicionais e gratificações e melhores condições de trabalho.

CAMPO GRANDE

Após corrida em Bonito, secretária terá mais 29 dias de atestado médico

Com licença médica desde 25 de novembro, Márcia Hokama chegará a 44 dias longe da função, alegando questões de saúde

10/12/2025 16h46

Márcia Helena Hokama durante os 10 km na corrida de Bonito

Márcia Helena Hokama durante os 10 km na corrida de Bonito Foto: Juliano Rigo

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Após a secretária municipal de Fazenda, Márcia Helena Hokama, aparecer na corrida de Bonito 21K no último sábado (6), mesmo com atestado médico, foi divulgado hoje (10), em edição extra do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), que a mesma seguirá afastada até dia 8 de janeiro de 2026. Com isso, Márcia seguirá com mais 29 dias de licença.  

Ao todo, Márcia chegará a 44 dias longe da função, pois está de atestado médico desde o dia 25 de novembro, alegando questões de saúde. 

Para substituir Hokama durante o período, a prefeita Adriane Lopes (PP) designou o secretário adjunto Isaac José de Araújo, para desempenhar a função de secretário municipal da Fazenda, no período de 10 de dezembro a 8 de janeiro de 2026.

Isaac já vinha ocupando o cargo interinamente e seguiria até esta terça-feira (9), quando acabava a licença de Márcia Hokama.

O Correio do Estado entrou em contato, por meio de e-mail, com a Prefeitura de Campo Grande e a Secretaria Municipal de Fazenda, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem.

Prova

A secretária municipal Márcia Helena Okama participou da 11ª edição da corrida Bonito 21K, disputada no último final de semana, na cidade homônima, no interior do Estado.

Flagrada pelos fotógrafos da prova, Márcia Okama finalizou a prova de 10km em 1h11min e concluiu o trajeto na 23ª colocação geral entre as competidoras com 50 e 59 anos de idade.

A competição, que atrai principalmente atletas com alto poder aquisitivo, além de profissionais, recebeu R$250 mil em recursos públicos advindos do Governo do Estado que, declaradamente, atravessa momento de crise financeira. 

Conforme publicado na edição desta terça-feira (09) do Diário Oficial Eletrônico de Mato Grosso do Sul, dois dias após a realização da corrida no município "mais turístico" do MS, do extrato de contrato entre a LS Turismo e Eventos e a Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul,  o empenho da nota emitida em 03 de dezembro para apoio da Fundtur soma exatos 250 mil reais.

IBGE

Mato Grosso do Sul tem a 3ª maior taxa de divórcio do País

Em contrapartida, a taxa de casamentos caiu em 2024, seguindo a tendência de queda desde 2017

10/12/2025 16h15

Mesmo em queda, taxa de divórcio se mantém alta no Estado

Mesmo em queda, taxa de divórcio se mantém alta no Estado Divulgação

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Mato Grosso do Sul manteve sua posição como o terceiro Estado com maior número de divórcios no ano de 2024, de acordo com a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Estatísticas do Registro Civil, divulgada nesta quarta-feira (10). 

Em todo o Estado, foram registrados 7.624 divórcios concedidos em 1ª instância ou por escrituras, o que mostra uma queda de 2,3% em relação ao total contabilizado em 2023, que foi de 7.805. 

Com a redução, a taxa geral de divórcios, isto é, o número de divórcios para cada 1.000 pessoas de 20 anos ou mais caiu de 3,8% em 2023 para 3,7% em 2024. 

Mesmo com a pequena queda, o número ainda é maior que o registrado na época pré-pandemia, colocando o Estado na posição bronze do ranking entre as Unidades da Federação com os maiores índices. 

Mato Grosso do Sul já ocupava esse mesmo lugar no pódio em 2023, mantendo a posição em 2024. As maiores taxas registradas foram em Rondônia (4,9%) e no Distrito Federal (3,8%). 

Em Campo Grande, o número cresceu desde 2020, chegando a 3.669 em 2024. Em Dourados, foram 706 no mesmo período e em Três Lagoas, 227.

No Estado, o tempo médio entre a data do casamento e a data da sentença ou escritura do divórcio era de 18,5 anos em 2004, caindo para 13 anos em 2014. Em 2024, o tempo médio de duração dos casamentos era menor ainda, chegando a 11,8 anos, o 4º menor tempo entre as Unidades da Federação. 

A pesquisa observou que o tipo de arranjo familiar predominante nos divórcios era o de casais somente com filhos menores de idade, que atingiu 42,9%. As famílias somente com filhos maiores de idade eram 14,6% e 6,3% tinham filhos menores e maiores de idade. 

Com isso, notou-se um aumento significativo no divórcio onde consta na sentença a guarda compartilhada dos filhos, onde tanto mãe quanto pai são responsáveis pela criação da criança. 

Em MS, a mulher ainda detém 48,9% da guarda de filhos menores de idade. A guarda compartilhada atingiu 43% dos casos. A guarda com o pai reflete 3,3% dos casos e outras formas, como a guarda de parentes ou cuidadores, representam 0,7%

A nível nacional, pela primeira vez, a guarda compartilhada superou a taxa de guarda unilateral onde a responsável pelos filhos é a mulher, atingindo 44,6% dos casos, contra 42,6%, respectivamente. 

Os casos onde o homem detém a guarda do menor é de 2,8% no País. 

Mesmo em queda, taxa de divórcio se mantém alta no EstadoFonte: IBGE

Casamentos

Em 2024, foram registrados 15.094 casamentos em Mato Grosso do Sul, uma queda de 0,4% em relação ao ano anterior, quando foram 15.150. No acumulado de dez anos, desde 2014, a redução acumulada chega a 1,6%. 

Do total de casamentos, 14.9149 foram entre cônjuges de sexos diferentes e 175, entre pessoas do mesmo sexo. 

Entre casamentos com cônjuges masculinos, foram 61 registros e entre cônjuges do sexo feminino, 114. 

O número de registros de casamento entre pessoas homoafetivas foi o maior registrado no Estado, superando o recorde do ano de 2018, quando foram 166 registros. 

No Estado, o mês mais escolhido pelos noivos para casar em 2024 foi em dezembro, com 1.582 casamento. Em seguida, aparecem novembro, com 1.409 casamentos, e agosto, com 1.343. 

A taxa de nupcialidade, que é a porcentagem para cada 1.000 habitantes com 15 anos ou mais de idade, no Estado, foi de 6,7 pessoas, colocando MS na 7ª posição entre os estados brasileiros. As maiores taxas foram observadas em Rondônia (8,9 casamentos por 1.000 habitantes), Distrito Federal (8,4 casamentos por 1.000 habitantes) e o Tocantins (7 casamentos por 1.000 habitantes). 

No Brasil, a taxa de nupcialidade ficou em 5,6 casamentos por 1.000 habitantes. 


 

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