Cidades
GREVE NO ENSINO

Educação de Dourados completa 22 dias de paralisação e segue sem acordo

Sindicato apresenta nova proposta alternativa que foca na melhora a longo prazo

Léo Ribeiro

05/04/2022 12:45

Dourados já registra 22 dias de greve na educação, com a comissão de finanças do Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação (SIMTED) apresentando nesta terça-feira (05) uma proposta alternativa ao Executivo. Além disso, vereadores querem convocar a secretária do município, Ana Paula Benites Fernandes, para ouvir explicações sobre o impasse.  

Conforme o secretário de finanças do SIMTED, Ataulfo Alves Stein Neto, "a bola está com eles [poder público]" e, após assembleia realizada no fim da tarde de ontem (04), a categoria esperar ser convocada para debater a nova proposta, chegar em um denominador comum e, com isso, pôr fim ao movimento grevista.  

Ataulfo diz que o poder público não tem alegado problemas financeiros, e sim fiscais, "de lei de responsabilidade, o limite prudencial da folha que pode estourar", comenta ele, dizendo que, por conta disso, a nova proposta não está muito diferente, pedindo 20%.  

"Dos 33,24% devidos, de 2022, que é o percentual do piso nacional que foi reajustado, a categoria está aceitando esses vinte que é retroativo a janeiro. Na verdade, o município de Dourados está ilegal desde 1.º de janeiro, pagando menos que o piso, mesmo considerando por quarenta, que não é nossa bandeira. Para eles estar no piso, mesmo considerando 40, para estar na lei teriam que pagar desde o dia primeira de janeiro 18% de reajuste", explica ele.  

proposta

Anteriormente, a prefeitura havia proposto parcelar até o fim do ano a integralização visada dos 18,86%, que não foi aceito pelos professores, sendo que o piso só seria pago após essa manobra. Com isso, a categoria pede uma melhora na proposta a longo prazo.  

"Ele propunha pagar percentual do piso em janeiro, depois 7,5% em abril do próximo ano. Em janeiro de 2024 novamente o piso, e em abril 7,5% novamente, que seriam para integralizar os 33,24% devidos de 2022", explica Ataulfo.  

Stein aponta então que a categoria colocou uma proposta que considera mais adequada a longo prazo. "Que além desse reajuste devido, do piso de janeiro, e da diferença de 2022 em abril — que é proposta do Governo —, adicionou outubro, para que chegássemos nesse décimo mês do próximo ano em 60% do piso por uma carga de 20 horas. E assim sucessivamente, mas a ideia é que lá para 2028 o piso esteja integralizado por vinte horas", diz.