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ESSENCIAIS

Há 20 anos gari, Vanildo relata medo, mas também satisfação no trabalho

No Dia do Gari, profissionais reforçam cuidados e acreditam na vitória contra o coronavírus
16/05/2020 13:12 - Gabrielle Tavares, Naiane Mesquita


Aos 44 anos, Vanildo Silva de Araújo nunca imaginou que precisaria redobrar os cuidados de higiene no trabalho. Mas, com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o cotidiano mudou e trouxe além da precaução, o medo como companhia. “Medo a gente tem, mas o jeito é se apegar a Deus”, diz, sereno. 

Hoje, 16 de setembro é celebrado o Dia do Gari, profissão considerada essencial em tempos de pandemia. O reconhecimento, segundo seu Vanildo, vem de quem acompanha todos os dias a luta diária no itinerário. “Aqui nós conhecemos todo o pessoal já. Criança mesmo, gosta muito da gente”, conta, durante a atuação no bairro Pioneiros.

Na correria não dá tempo nem de dar entrevista direito. Enquanto o caminhão continua o trajeto, a reportagem vai atrás. Na lida recolhendo o material, seu Vanildo já tem 20 anos de profissão. “Eu sou de Maceió, Alagoas. Estou desde 1995 trabalhando de gari. Eu gosto e sou apaixonado pelo meu trabalho”, afirma. 

Ao lado dele e atrás do caminhão, o gari Denis Arguelo, 40 anos, também não tem muito tempo para conversa. “Eu acho satisfatório para a gente trabalhar na limpeza, atendendo a comunidade. Eu tenho muita amizade aqui na região”, explica. 

Sobre a preocupação a mais no trabalho, com os casos de coronavírus, ele segue a linha do colega. “Medo todo mundo tem, mas a gente também tem cuidado, usa luva, máscara. Nós vamos vencer essa batalha”, acredita. 

 
 

Felpuda


Figurinha carimbada ganhou o apelido de “biruta”, instrumento que indica direção do vento e, por isso, muda constantemente. Dizem que a boa vontade até existente ficou no passado, e as reclamações são muitas, mas muitas mesmo, diante das decisões que vem tomando a cada mudança de humor do eleitorado. Como bem escreveu o poetinha Vinicius de Moraes: “Se foi pra desfazer, por que é que fez?”.