Cidades

Apuração

Haitianos são baleados em ataque na capital paulista

Haitianos são baleados em ataque na capital paulista

AGÊNCIA BRASIL

09/08/2015 - 13h31
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Seis haitianos foram baleados no último sábado (1º), na Rua do Glicério, no centro da capital paulista, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde. As vítimas foram atingidas na altura do quadril e das pernas e não correm riscos, embora dois deles ainda estejam com as balas alojadas.

Segundo a secretaria, os haitianos foram socorridos inicialmente na Assistência Médica Ambulatorial, na Sé, que atende casos de baixa e média complexidade, mas precisaram ser transferidos para a Santa Casa de Misericórdia, onde receberam alta. Os dois haitianos que continuam com as balas passarão por avaliação no Hospital do Tatuapé para saber se precisarão remover os projéteis.

O padre Paulo Parisi, responsável pela Paróquia Nossa Senhora da Paz, que recebe os imigrantes na Rua do Glicério, informou que ainda não sabe se os atiradores agiram por xenofobia ou por vingança, já que um haitiano teria recuperado a bolsa de uma mulher que havia sido assaltada no Glicério e devolvido a ela.

A Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania informou que consta no Boletim de Ocorrência, registrado no 8° Distrito Policial no Brás, que “um dos ocupantes de um veículo que passava no local teria gritado “haitiano!” e logo depois disparado contra as vítimas”.

Em nota, a secretaria informou que tomou conhecimento dos fatos, que “repudia o ato e ressalta o compromisso desta gestão em combater toda e qualquer forma de violência e xenofobia na cidade”.

A Agência Brasil entrou em contato com a Secretaria Estadual de Segurança, que informou que ainda está apurando o caso.

DOURADINA

MPF se reunirá com indígenas e fazendeiros para buscar solução de conflito fundiário

Neste final de semana, a Assembleia Geral do povo Kaiowá e Guarani alegou que fazendeiros roubaram e destruíram barracas de famílias indígenas que reivindicam as terras

21/07/2024 17h30

Aumento de tensão no conflito fundiário entre indígenas e fazendeiros faz com que o MPF marque reunião para buscar solução pacífica

Aumento de tensão no conflito fundiário entre indígenas e fazendeiros faz com que o MPF marque reunião para buscar solução pacífica Foto: Divulgação / Conselho Indigenista Missionário (Cimi)

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Com o aumento da tensão neste final de semana em terras revindicadas pelos indígenas Guarani Kaiowá, na Terra Indígena Lagoa Rica Panambi, em Douradina, o Ministério Público Federal (MPF) marca reunião com indígenas e fazendeiros para intermediar a conciliação diante do conflito fundiário.

De acordo com o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) nesta segunda-feira (22), a reunião será realizada na sede do Ministério Público Federal, em Dourados (MS), para avançar na solução do conflito.

Mesmo com a presença da Força Nacional no território, segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), neste sábado (20), os territórios revindicados do povo Guarani Kaiowá foi cercado novamente com a presença de fazendeiros que também montaram acampamentos no local onde incêndios na terra foram provocados. 

Ao todo na região de Douradina cinco retomadas na Terra Indígena Lagoa Rica Panambi estão sendo feitas, o Cimi informou que "capangas armados estão na região desde a manhã deste sábado. Posicionando quase uma dezena de caminhonetes que rapidamente se espalharam em um perímetro ofensivo ao grupo Guarani Kaiowá".

O Conselho Indigenista Missionário também informa que um helicóptero sobrevoou o local e a Polícia Militar (PM) foi até o local.

A  Assembleia Geral do povo Kaiowá e Guarani denunciou neste domingo (21) que fazendeiros chegaram a atacar familias indígenas na retomada para roubar objetos e utensílios, além de denunciarem que barracas colocadas pelos indígenas foram derrubadas pelos fazendeiros nas terras revindicadas.

O Cimi ainda criticou a atuação do Governo Federal e da Força Nacional na intervenção feita na Terra Indígena Lagoa Rica Panambi, a qual enviou para a região de Douradina comitivas do Ministério dos Povos Indígenas, o conselho alega que "não houve ainda a presença de um aparato mais sólido do Estado em busca de soluções reais – e até mesmo a ida às regiões de autoridades públicas com peso político".

Em nota, o Ministério dos Povos Indígenas informou que atua junto com a Funai em diálogo permanente com as forças de segurança em Mato Grosso do Sul para garantir a segurança dos indígenas Guarani Kaiowá que estão realizando retomadas no município de Douradina.

"Durante todo o sábado, as equipes dialogaram com a Força Nacional e a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul para evitar que um novo conflito acontecesse na TI Panambi-Lagoa Rica, onde fazendeiros rondavam a retomada realizada pelos indígenas. O MPI enfatiza que a instabilidade gerada pela lei do marco temporal (lei 14.701/23), além de outras tentativas de se avançar com a pauta, como a PEC 48, tem como consequência não só a incerteza jurídica sobre as definições territoriais que afetam os povos indígenas, mas abre ocasião para atos de violência que têm os indígenas como as principais vítimas", declarou.

Na região sul do Estado outro conflito fundiário também ocorre em Caarapó (MS), neste sábado, duas áreas retomadas na Terra Indígena Dourados Amambai Peguá I passaram a ser sobrevoadas por drones e cercadas por caminhonetes.

CONFLITO

Os conflitos fundiários começaram na semana passada (dia 13 de julho), quando o povo Guarani Kaiowá realizou ações com um grupo de 10 pessoas que visava a retomada de território na Lagoa Rica/Panambi. Segundo relatos, pelo menos 10 caminhonetes conduzidas por pessoas armadas foram até o local revindicado, com intenções de intimidar os indígenas que ali estavam.

Dentro desta movimentação de carros que cercaram os guarani kaiowá, um fazendeiro que estava junto de outro homem armado abaixou o vidro do carro e efetuou disparos em direção ao grupo de retomada. A bala atingiu um dos indígenas na região da coxa. 

Após a denuncia deste ataque o Governo Federal enviou para a região uma comitiva para garantir a segurança dos indígenas Guarani Kaiowá de Douradina e Caarapó, que sofreram com os ataques.

Por meio de articulação do MPI, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, assinou  uma portaria que autorizou o envio da Força Nacional de Segurança Pública para as áreas de conflito. Os agentes estão no território para realizar rondas noturnas nas terras disputadas.

Participaram da operação as equipes do Ministério dos Povos Indígenas, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Ministério Público Federal (MPF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Defensoria Pública, além da Secretaria de Cidadania do Estado. 

A autorização do emprego da Força Nacional segue com prazo de 90 dias, podendo ser renovada para mais 180 dias na região do Conesul sul-mato-grossense.

TERRAS DEMARCADAS

O Território Indígena Panambi-Lagoa Rica já é uma terra oficialmente reconhecida, identificada e delimitada com 12,1 mil hectares no ano de 2011. 

Apesar das áreas revindicadas já estarem delimitadas e reconhecidas como território originário com estudos antropológicos, análises estão sendo feitas pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) referente a aplicação, ou não, da tese do marco temporal nestes territórios, travando a homologação da demarcação.

 

SAÚDE

SES descarta caso suspeito de Febre Oropouche em MS e confirma para Malária

Exame labotarial atualiza diagnóstico em paciente que viajou para o Pará no mês passado; Este é 3º caso da doença em 2024

21/07/2024 16h40

Foto Divulgação Ministério da Saúde

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Um mês após confirmar o primeiro caso de Febre Oropouche em uma paciente de 42 anos, a SES (Secretaria de Estado da Saúde), descartou o resultado, diante de novos exames laboratoriais divulgados nesta sexta-feira (19). 

As investigações foram realizadass depois da paciente relatar que havia viajado para o estado do Acre, área considerada endêmica para a transmissão da doença. Conforme o boletim, outro resultado de exame foi encaminahado Lacen-MS (Laboratório Central de Saúde Pública), que confirmou o diagnóstico para malária.

Em Mato Grosso do Sul, há registro de casos "importados" de malária (pessoas infectadas que vieram de outras localizações). Neste ano, o Estado tem 03 casos confirmados para doença, enquanto em 2023 foram registrados 16.

A SES afirma que as amostras com suspeita de arboviroses, normalmente encaminhadas para detecção de Zika (Z), Dengue (D), ou Chikungunya (C), são inicialmente testadas utilizando-se a técnica de RT-PCR, mesma utilizada para diagnóstico do Covid-19 e demais vírus respiratórios.

Caso as amostras testadas sejam negativas para Zika (Z), Dengue (D) ou Chikungunya (C), protocolo ZDC, a amostra então é submetida a uma segunda rodada de RT-PCR, na qual são testadas para a presença dos arbovírus Oroupouche e Mayaro.

Malária 

A doença é infecciosa e causada por um parasito do gênero Plasmodium, que é transmitido para humanos pela picada de fêmeas infectadas dos mosquitos Anopheles (mosquito-prego).

Estes mosquitos são mais abundantes nos horários crepusculares, ao entardecer e ao amanhecer. Todavia, são encontrados picando durante todo o período noturno.

Portanto, não é uma doença contagiosa, ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmitir malária diretamente a outra pessoa.

É considerado caso suspeito de malária toda pessoa residente em (ou que tenha se deslocado para) área onde haja possibilidade de transmissão, no período de 8 a 30 dias anterior à data dos primeiros sintomas, e que apresente febre, acompanhada ou não dos seguintes

Sintomas

  • cefaleia;
  • calafrios;
  • sudorese; 
  • cansaço; 
  • mialgia (dores musculares).

No Brasil, a maioria dos casos de malária se concentram na região amazônica, composta pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Na região extra-amazônica, composta pelas demais unidades federativas, apesar das poucas notificações, a doença não pode ser negligenciada.

Febre Oropouche

A Febre do Oropouche é uma doença causada por um arbovírus, que foi isolado pela primeira vez no Brasil em 1960. Desde então, casos isolados e surtos foram relatados no Brasil, principalmente, nos estados da região amazônica.

Também já foram relatados casos e surtos em outros países das Américas Central e do Sul (Panamá, Argentina, Bolívia, Equador, Peru e Venezuela). A transmissão é feita principalmente por mosquitos da espécie 'maruim' ou 'mosquito-pólvora.

Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no sangue do mosquito por alguns dias. Quando esse mosquito pica outra pessoa saudável, pode transmitir o vírus para ela. Existem dois tipos de ciclos de transmissão da doença:

  • Ciclo Silvestre: Nesse ciclo, os animais como bichos-preguiça e macacos são os hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, é considerado o principal transmissor nesse ciclo.
  • Ciclo Urbano: Nesse ciclo, os humanos são os principais hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses também é o vetor principal.

A SES ressalta a importância de procurar o serviço de saúde mais próximo quando há sintomas e histórico de viagem para estas regiões.

*Colaborou Glaucia Vaccari  - Com informações da assessoria 

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