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PANDEMIA

Higiene bucal reforçada ajuda a prevenir complicações da Covid-19, diz especialista

Se feita corretamente, higienização pode evitar também outras infecções
31/05/2020 09:32 - Bruna Aquino


Com a pandemia do novo coronavírus, uma das maiores preocupações da saúde pública é cuidar da higiene principalmente das mãos. Mas a higiene bucal também precisa ser intensificada, já que uma das portas principais de entrada do vírus é pela boca. Manter uma boa higiene bucal é também importante forma de prevenção de outras infecções nesta pandemia.

É o que explica a cirurgiã dentista Jhenyffer Andrade Viana que destaca a importância de uma boa higiene aliada ao uso de máscara. “A higienização da cavidade oral é importante para evitar infecções que podem agravar o quadro do paciente. Com relação à prevenção, a principal via de contaminação humano para humano é a saliva, portanto é necessário, medidas de proteger a boca, com uso de máscaras, além de evitar levar a mão na boca e mantê-las sempre limpas”, disse. 

No sábado (30), uma ação voluntária distribuiu kits de higiene bucal, com escova, pasta de dentes e álcool em gel para uma comunidade carente com 70 famílias no Jardim Centro-Oeste em Campo Grande. Equipes de dentistas também ensinaram crianças e adultos a maneira correta de uma boa higienização.

 
 

A profissional esclarece que a higienização é válida para todos, mas para pessoas do grupo de risco é preciso redobrar a atenção com a limpeza. “É necessário reforçar a higienização habitual três vezes ao dia com uso do fio dental (sempre com as mãos limpas) e é claro, evitar o contato com muitas pessoas e sempre fazer uso de medida de proteção externa quando for sair de casa”, contou. 

Já para os casos de pessoas infectadas pela doença, a cirurgiã explica que os cuidados devem ser redobrados se houver outros moradores dentro da mesma residência. 

“Para os que estão em isolamento domiciliar é importante o cuidado com os demais, evitando deixar escovas dentais muito próximas, respingos de fluidos bucais em pia e outros locais, é imprescindível a higienização das mãos antes e depois o uso de espaços comuns. Além de sempre utilizar, mesmo em ambiente domiciliar, máscara de proteção para evitar que fluidos bucais entrem em contato com outro morador”, explicou a profissional. 

USO DE ESCOVAS E CONSULTAS 

Todo mundo sabe que a troca das escovas é obrigatória de tempos em tempos para evitar contaminações e bactérias na boca. No entanto, com a covid-19, esse cuidado deve ser mais intensificado, segundo a especialista.

Para Jhenyffer, tanto para infecções tanto por covid, quanto para outras infecções como ‘influenza’, é necessário a troca da escova dental logo após o paciente apresentar melhora do quadro, considerando a contaminação e possível reincidência da doença se não houver a troca do objeto. “A recomendação é trocar de 3 em 3 meses, quando as cerdas estiverem muito danificadas, com a pandemia, num período inferior a 3 meses nos casos onde o paciente apresente alguma infecção”, disse. 

Outra dica importante é a forma correta de cuidar das escovas dentais e dos higienizadores de língua, mantendo-os imersos em solução desinfetante, à base de água e enxaguante bucal, para evitar a reinfecção após cada uso.

Sobre idas ao consultório odontológico, a cirurgiã orienta apenas com casos de urgência, já que o local é um potencial de contaminação devido a produção de aerossóis - suspensão de partículas finíssimas sólidas ou líquidas num gás - em algum procedimento clínico. 

“É importante o paciente conversar com seu profissional de confiança para elencar as prioridades, em determinado momento foi recomendado apenas atendimentos de urgência como sangramentos e infecções, mas para a realização de outros procedimentos considerados não urgentes, mas que podem evoluir para o agravamento, a consulta poderá ser realizada desde que tomadas as medidas de segurança, tanto para proteção do paciente quanto do profissional”, finalizou. 

 

*Colaborou Gabriele Tavares 
*Com informações da Agência Brasil

 

Felpuda


Alguns pré-candidatos que estão de olho em uma cadeira de vereador vêm apostando apenas nas redes sociais, esperançosos na conquistados votos suficientes para se elegerem. A maioria pede apoio financeiro para continuar mantendo suas respectivas páginas, frisando que não aceita dinheiro público ou de político, fazendo com que alguns se lembrem daquela famosa marchinha de carnaval: “Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...”. Como diria vovó: “Essa gente perdeu o rumo e o prumo”.