Cidades

TRÊS TIROS

Homem tem casa invadida e é executado na frente do filho

Vítima foi atingida no tórax e morreu no local; crime ocorreu ontem à noite

LAURA HOLSBACK

08/01/2016 - 06h57
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Jeová José de Oliveira, 54 anos, teve a casa invadida por atirador e foi executado a tiros na frente do filho, menor de idade, por volta das 20h de ontem (7), na Rua Aeroporto do Galeão, no Jardim Aeroporto, em Ponta Porã. A esposa da vítima suspeita que o convivente da filha teve envolvimento no crime, visto que Jeová não aprovava o relacionamento.

Conforme informações do Boletim de Ocorrência, a esposa de Jeová, de 31 anos, contou que estava em dos quartos, acompanhada de quatro filhos - crianças, quando ouviu barulho de moto chegando. Em seguida, escutou disparos e um quinto filho deles, que estava na companhia de Jeová – jantando na sala, gritando.

Ao sair para ver o que havia acontecido, deparou-se com o marido baleado e o atirador fugindo com apoio de um comparsa que ficou na moto. Jeová levou três tiros no tórax e morreu no local, segundo a polícia.

MOTIVO

A mulher contou que tem uma filha, adolescente, que fugiu da casa em novembro do ano passado para morar com um homem. Inclusive, a garota avisou que não voltaria enquanto o pai morasse no local.

Jeová era rigoroso com a filha em relação a amizades e namoro, segundo a testemunha, e não aprovava o relacionamento da filha. A mulher contou, ainda, que alguns dias depois de a filha sair da casa, o muro foi pichado com a frase: “Vocês vão morrer”. Há aproximadamente dois meses, o imóvel foi invadido por dois homens e um deles, vestindo luvas, sacou uma pistola e apontou para Jeová, ameaçando-o.

A mulher descreveu à polícia que os homens que participaram da morte de Jeová tinham as mesmas características físicas dos que o ameaçaram em data anterior.

A testemunha suspeita que o convivente da filha esteja envolvido no crime. Policiais foram à casa do suspeito que estava acompanhado de um jovem. Ambos fizeram exame residuográfico para verificar se havia vestígios de pólvoras nas mãos de algum deles.

Por enquanto, ninguém foi preso e o caso é investigado.

"Cidade Fumaça"

Corumbá é "engolida" por fumaça de queimadas no Pantanal

A fumaça que tomou Corumbá, Ladário e chegou a outras regiões do estado, segue castigando moradores

23/06/2024 16h34

Avenida em Corumbá no Mato Grosso do Sul tomada por fumaça

Avenida em Corumbá no Mato Grosso do Sul tomada por fumaça Crédito: Guilherme Giovanni de Corumbá

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A fumaça advinda das queimadas do Pantanal encobriu Corumbá, que neste domingo (23), enfrenta altas temperaturas, indicando 36°C, com a umidade relativa do ar em 30%, tornando o cenário crítico. Fuligem, dificuldade de respirar são alguns dos problemas enfrentados por quem reside no município.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), apontam que 84% dos focos de queimadas estão concentrados na Cidade Branca e Ladário. Segundo noticiado pelo Correio do Estado, até o dia 21 de junho eram 170 focos estão concentrados nesta região

Conforme relatou o fotojornalista, Guilherme Giovanni, corumbaense, que há 15 anos, faz registros do bioma pantaneiro. Além da dificuldade enfrentada pelas queimadas, que superou o pior índice registrado em 2021, a fumaça tem ocasionado problemas respiratórios, fuligem que chega a cobrir veículos mesmo na garagem de residência e obriga os moradores a ficarem trancados em casa com janelas fechadas e panos embaixo das portas.

"É uma situação preocupante para a saúde das pessoas, principalmente crianças e idosos. As informações que tenho, é que os hospitais estão cheios de crianças com problemas respiratórios, a venda de nebulizadores em farmácias dobrou. Estive em uma farmácia hoje, só ontem venderam 40 aparelhos no sábado e acabou o estoque", apontou o fotojornalista.

A situação é tão crítica que é possível avistar a fuligem no ar, tornando a respiração quase que insustentável, segundo Guilherme.

"A fuligem tem uma espécie de gordura, quando você varre ela deixa um rastro como se fosse um carvão no chão. Ela gruda na roupa, no cabelo, se você limpa uma área [na sua casa] daqui a uma meia hora está tudo sujo novamente. Isso é na cidade inteira. Corumbá e Ladário estão tomados de fumaça", destacou. 

Com relação às aeronaves que estão auxiliando o combate ao fogo, o fotojornalista enfatizou a perícia dos pilotos, já que a concentração da fumaça prejudica a visibilidade. "Estão fazendo bem essa parte, são pessoas que possuem treinamento para isso". 

 

 

*Vídeo: Guilherme Giovanni

Fumaça 

No meio da semana, no dia 19 de junho, o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (CEMTEC), alertou que em decorrência das queimadas do Pantanal, nove municípios do estado foram impactados pela fumaça.

Confira os municípios afetados:

  • Porto Murtinho;
  •  Caracol;
  •  Miranda;
  • Bodoquena;
  • Bonito;
  • Jardim;
  • Nioaque;
  • Aquidauana;
  • Corumbá.

 

** Colaborou Alicia Miyashiro

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mato grosso do sul

Com 36% do público imunizado, Saúde alerta para vacinação contra a gripe no inverno

MS é o terceiro estado com menor cobertura vacinal contra a gripe e Ministério da Saúde enfatiza a necessidade de que todas as pessoas se imunizem, especialmente, as consideradas do público-alvo para a vacina

23/06/2024 16h00

Vacina contra a gripe está disponível em várias unidades de saúde

Vacina contra a gripe está disponível em várias unidades de saúde Bruno Rezende / Portal MS

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Com a chegada do inverno, que começou na última quinta-feira (20), o Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação contra a gripe para proteger a população sul-mato-grossense. O Estado é o terceiro com a menor cobertura vacinal no País, acima apenas do Distrito Federal e Sergipe.

Com a chegada do inverno, é comum o aumento de circulação de vírus e o ministério enfatiza a necessidade de que todas as pessoas se imunizem, especialmente, as consideradas do público-alvo para a vacina.

Até este domingo (23), apenas 36,67% do público-alvo foi imunizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).  

Conforme o painel de imunização do Ministério, foram aplicadas 544.524 doses da vacina contra a Influenza no Estado, onde o público é de 1.188.387 pessoas. 

Em número de doses, Campo Grande é o município com maior aplicação da vacina, com 166.064 doses, enquanto a população alvo é composta de 367.493 pessoas, o que resulta em uma cobertura de 33,44%.

O público-alvo é formado por:

  • pessoas de 60 anos ou mais,
  • gestantes e puérperas,
  • trabalhadores da saúde,
  • crianças de 6 meses a menores de 6 anos,
  • professores da rede pública de ensino,
  • indígenas vivendo fora ou em terra indígena,
  • pessoas com deficiência permanente (a partir de 12 anos) ,
  • adolescentes em medidas socioeducativas (menores de 18 anos, população privada de liberdade (18 anos e mais),
  • funcionário do sistema de privação de liberdade,
  • pessoas em situação de rua,
  • pessoas com comorbidades,
  • profissionais das forças armadas e das forças de segurança e salvamento,
  • caminhoneiros,
  • trabalhadores de transporte coletivo rodoviário passageiros urbano e de longo curso e trabalhadores portuários.

Em maio, a pasta recomendou a vacina contra a influenza para todas as pessoas com mais de 6 meses de idade. Deste grupo de pessoas que não fazem parte do público-alvo e aproveitaram a ampliação da vacinação, foram aplicadas 208.865 doses em Mato Grosso do Sul.

Em 2023, o estado alcançou a marca de 65,94% do público-alvo vacinado.

Em todo o Brasil, 42,26 % do público-alvo se vacinou contra a gripe. Até o momento, 36,5 milhões de doses foram aplicadas em um público prioritário de 75,8 milhões de pessoas. 

Campanha

A campanha de vacinação contra a gripe em 2024 começou mais cedo nas Regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, com as vacinas sendo distribuídas para os estados e seus respectivos municípios logo no início de março, focada em grupos prioritários.

Neste ano, a composição da vacina é destinada a proteger contra a Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e Influenza B.

A vacinação contra a gripe é a melhor forma para garantir proteção contra a doença. O imunizante age para estimular a produção de anticorpos contra o vírus da Influenza.

Quem se imunizou em 2023 ou nos anos anteriores também deve receber a vacina atualizada.

As vacinas são comprovadamente eficazes e protegem contra as cepas atualizadas, de acordo com determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Na Capital, as doses estão disponíveis em mais de 70 Unidades Básicas de Saúde, Unidades Básicas de Saúde da Família, entre outros pontos de vacinação, como shoppings e supermercados. 

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