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DOURADOS

Hospital corre risco de perder leitos de UTI parados

Estado chegou a pedir equipamentos de volta, mas aguarda vistoria
11/07/2020 06:00 - Ricardo Campos Jr


O Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD) corre o risco de perder dez leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) cujos equipamentos já estão na unidade, mas não estão funcionando. 

Segundo informações apuradas pelo Correio do Estado, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) chegou a encaminhar um ofício no dia 25 de junho pedindo de volta cinco respiradores pulmonares, dez respiradores portáteis e dez monitores multiparamétricos a serem “realocados para atendimento das necessidades de tratamento de pacientes com Covid-19 em outra instituição”.

O titular da pasta, Geraldo Resende, disse à equipe de reportagem que o documento foi cancelado, mas que um técnico da empresa que forneceu os equipamentos virá a Mato Grosso do Sul na próxima semana e fará uma vistoria. A decisão em removê-los depende do resultado dessa análise. Assim, embora tenha dado trégua, o Governo não descarta a medida.

Uma fonte que pediu para não ser identificada disse que há intenção das autoridades de transferir os leitos para Campo Grande, que concentra volume maior de pacientes e já está com altos níveis de ocupação.

FALHA

O HU-UFGD é uma das unidades para tratamento de contaminados pelo novo coronavírus em Dourados, que até sexta-feira somava 3.280 casos confirmados da Covid-19, segundo informações divulgadas no boletim epidemiológico. Somente ontem foram 60 positivos acrescentados na lista.

Existem leitos de terapia intensiva no Hospital da Vida e no Hospital Santa Rita, além do Universitário. Contudo, a unidade até agora disponibilizou dez leitos exclusivos para tratamento da doença e todos estão ocupados.

Segundo informações repassadas ao Correio do Estado, o HU-UFGD previu 66 leitos voltados aos casos mais críticos, mas nenhum deles teria sido posto em funcionamento até o momento, apenas os que já existiam antes da pandemia. A reportagem tentou contato com a assessoria de imprensa para confirmar o dado, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.