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PANDEMIA

Hospital de campanha é ativado com dez pacientes no primeiro dia

Aumento de casos de Covid-19 e taxas de ocupação de leitos obrigam uso da estrutura de retaguarda
25/06/2020 08:00 - Nyelder Rodrigues, Thiago Gomes


A macrorregião de Campo Grande atingiu 64% de ocupação dos leitos públicos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e forçou o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) a ativar o hospital de campanha montado em sua área externa. A estrutura foi liberada nesta quarta-feira, inicialmente com 20 leitos, podendo ser ampliada para até 140. Mas no primeiro dia de funcionamento o local já estava com dez pacientes.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), Mato Grosso do Sul tinha, nesta quarta, 170 pessoas com Covid-19 internadas, sendo 98 em leitos clínicos (60 públicos e 36 privados), além de 77 em UTI (49 públicos e 28 privados).

A macrorregião de Campo Grande, além da Capital, dá suporte a outros 33 municípios. Dos 212 leitos de UTI/SUS ofertados, 64% estavam ocupados, sendo 9% com casos confirmados do vírus, 3% com casos suspeitos e 52% com pacientes de outras enfermidades. A situação também é preocupante em outras macrorregiões, a considerar as taxas de ocupação global – Dourados, 102 leitos, 53% ocupados; Três Lagoas, 35, 44%; e Corumbá, com apenas 20 leitos, registrrava uma ocupação de 70%.

ATIVAÇÃO

Por conta do crescente número de infectados e óbitos por Covid-19 no Estado, agora também com altas taxas de ocupação de leitos, a diretora do Regional, Rosana Leite de Melo, decidiu acionar o hospital de campanha a fim de dar suporte estrutural para o enfrentamento da doença como retaguarda.

No fim de semana, como tentativa de não sobrecarregar o sistema, o Regional chegou a transferir 13 pacientes para outros hospitais da Capital, mas o número exponencial de casos do novo coronavírus na cidade elevou a taxa de ocupação no HRMS.

LEITOS

Em um primeiro momento, o Regional ativou 20 leitos, com vistas a uma possível ampliação. Para a diretora, chegar a 140 vagas da capacidade não é o ideal, mas é uma possibilidade, caso haja extrema necessidade. Pelo menos 10 pacientes foram transferidos para o local já nesta quarta.

“Ali vai funcionar como uma retarguada ao trabalho já realizado no prédio do Regional. Na triagem, vamos selecionar os casos mais brandos para ficarem lá, enquanto os mais graves vão ser tratados dentro do prédio do Regional”, explicou.

A diretora frisou que, pensando em um fluxo de pessoas, após o primeiro atendimento, os pacientes serão divididos conforme a gravidade e, de certa forma, a porta de entrada para os internados será a unidade de campanha.

A inauguração supre uma demanda que deve surgir nas próximas semanas com o aumento de contágio – o que, em consequência, representará um crescimento na procura da população por atendimento médico nas unidades públicas de saúde. Contudo, os problemas de falta de leitos de UTI ficarão longe de serem solucionados. Das 59 vagas disponíveis no Regional, 53 já estão em uso, o que representa 89,8% de ocupação no setor.

ATENDIMENTO

O hospital já tratou 99 pacientes confirmados de Covid-19, dos quais 32 ainda estão internados. Além dos enfermos que ocupam vagas da UTI, há 11 pessoas na enfermaria e outras duas que já estão curadas do novo coronavírus, mas que continuam internadas.

Do total de casos da doença que o HR já tratou até hoje, sete eram de servidores e 56 receberam alta. A unidade teve, até agora, quatro óbitos decorrentes da doença. Em Campo Grande, 47 médicos já foram diagnosticados com o vírus. 

Intenção era não usar 

O secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, disse que a estrutura foi planejada ainda no início da pandemia em MS. “Sempre ressaltei que não queríamos chegar ao ponto de ter de usar este centro de triagem, porém, nos organizamos para este momento. Este local será usado para os casos não relacionados à Covid-19. Com o atual cenário, o acionamento da tenda se torna inevitável. Esperamos que a população passe agora a colaborar para que a pandemia não avance ainda mais”.

 
 

Felpuda


A lista do Tribunal  de Contas de MS,  com nomes de gestores que tiveram reprovados os balanços financeiros  de quando exerceram cargos públicos,  está deixando  muitos candidatos de cabeça quente.  Conforme previsto  pelo Diálogo, adversários estão se utilizando de tais dados para cobrar, principalmente nas redes sociais, deixando alguns gestores na maior saia justa e tendo que se explicar. O eleitor, por enquanto, só observa. E dê-lhe!