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SAÚDE

Há três anos na promessa, Hospital Dia só deve sair do papel em 2023

No ano passado, expectativa era de que obras deveriam ter início neste ano, o que não ocorreu até agora, por falta de recursos

Daiany Albuquerque

23/06/2022 09:30

Calculada inicialmente em R$ 5,5 milhões, a reforma e ampliação do antigo Hospital da Mulher e Maternidade, no Bairro Moreninha III, onde funcionará o Hospital Dia – com consultas, exames e cirurgias simples –, está no papel há, pelo menos, três anos. Esperada para este ano, a obra só deve ter andamento mesmo em 2023, isso se tudo correr como previsto.

Isso porque o valor estimado para a reforma, que era de R$ 5,5 milhões, deverá ter um salto, já que desde a pandemia de Covid-19 os preços dos materiais de construção tiveram uma alta expressiva, calculada em, no mínimo, 30%. Com isso, o valor da obra deve passar dos R$ 7,1 milhões.

Outro problema enfrentado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) para colocar esse projeto em andamento é saber de onde virá o dinheiro. Até 2020, a prefeitura tinha a intenção de uma parceria público-privada (PPP), só que a ideia foi naufragada depois que uma universidade particular recusou a oferta para fazer o investimento.

Desde então, a intenção é que a verba venha por meio de emendas parlamentares. Segundo a secretaria, o projeto está em processo de readequação junto ao Ministério da Saúde para, então, ser encaminhado para a bancada federal.

A Sesau também afirmou que ainda não há um valor oficial para a obra, porque os custos estão passando por readequações para a realidade atual.

Em 2018, o local onde funcionou o Hospital da Mulher e Maternidade passou por uma reforma para ser reaberto à população, entretanto, em 2019, a Pasta decidiu redirecionar o projeto para uma “Day Clinic” (Hospital Dia).

ESTRAGO

Enquanto a obra não é feita, o local sofre com a ação do tempo e com o abandono. Durante visita da reportagem ao complexo, foi possível perceber a depredação do espaço, com vários vidros quebrados, muita sujeira e também pontos com formação de poças de água parada da chuva, que podem se tornar criadouros para o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da zika e da chikungunya.  

Sobre isso, a Sesau garantiu que o complexo passa por uma limpeza periódica, mas não soube informar de quanto em quanto tempo isso é feito.