Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

CATÓLICOS

Mesmo com medidas de segurança, fiéis não pretendem ir às igrejas

Arquidiocese publicou orientações rígidas para funcionamento das paróquias
19/04/2020 11:32 - Súzan Benites


Com base nos decretos da Prefeitura de Campo Grande que liberou o funcionamento das igrejas, a Arquidiocese de Campo Grande estabeleceu novos critérios para a abertura das igrejas católicas. Entre as regras estão o limite de 30% da capacidade, higienização do local a cada missa celebrada, voluntários e funcionários protegidos, entre outras.

Mesmo com as medidas adotadas, os católicos de Campo Grande pretendem continuar assistindo as missas de suas casas. A auxiliar administrativa Renata Nascimento, 38, diz que ainda não é o momento de voltar para o templo.

“Vou continuar fazendo minhas orações e assistindo as missas em casa, pela internet. Não deveriam abrir as igrejas agora. Está tudo bem com todo mundo rezando em casa , daqui a pouco mesmo vou assistir a missa pelo Facebook”, disse.

A jornalista Mirtes Ramos, 40, afirma não se sentir segura para frequentar uma paróquia. “Não pretendo voltar por enquanto. Sinto muita insegurança e por mais que haja as medidas de segurança creio que ainda não seja o momento”, considerou.

Há também quem ainda não tenha certeza sobre ir ou não aos locais de celebrações. É o caso da orientadora educacional Heloisa Canto, 41 anos. “Ainda não sei, eu tenho vontade que a igreja esteja aberta para podermos ir, acho importante. Mas ainda estou insegura, não sei se iria a aglomerações. Na posição de ministério de música e escalada pelo padre eu iria".

REGRAS

Conforme o protocolo publicado pela Arquidiocese de Campo Grande, em nome do Arcebispo Dom Dimas Lara Barbosa, o decreto entra em vigor no dia 20 de abril de 2020, revogadas as disposições em contrário.

O texto traz especificações rígidas para as celebrações e estipula que sejam cumpridas com rigor todas as orientações advindas das autoridades sanitárias. Além de obedecer ao limite máximo de 30% da capacidade de cada igreja, a entrada de pessoas deve ser controlada “e se formarem filas, deve ser respeitado o distanciamento social (distância mínima de 1,5 metros entre cada duas pessoas)”.

Voluntários ou funcionários que forem realizar o controle do fluxo de pessoas devem utilizar máscara de tecido de dupla camada ou TNT, que não devem ser utilizadas por um período superior a três horas ininterruptas, devendo após esse período serem higienizadas ou substituídas.

Ainda de acordo com o texto recomenda-se a celebração de um número maior de missas ao longo do dia, a fim de evitar aglomerações. “Realizar a higienização completa do local, antes e após cada utilização; respeitar o limite de lotação de uma pessoa a cada 10 metros em salões de uso público, mantendo ainda distanciamento mínimo de 1,5 m entre cada duas pessoas; manter local com oferta permanente de produtos para higienização das mãos, com água e sabão e álcool 70º; se possível, realizar a aferição de temperatura corporal na entrada do templo, mediante utilização de termômetro infravermelho; manter o lugar totalmente arejado, com todas as janelas e portas abertas; fixar cartazes informativos e educativos para prevenção da disseminação do novo coronavírus em lugares visíveis ao público; horário máximo de funcionamento será das 6h às 19h30”.

Conforme a publicação, os padres devem orientar os fiéis pertencentes aos grupos de risco a ficarem em casa, em isolamento social, e informá-los que não será permitida a presença de pessoas que se enquadrem nos grupos de maior risco como maiores de 60 anos, pessoas com doenças crônicas, gestantes, com doenças pulmonares, imunodeficiência de qualquer espécie; e transplantados.

A aposentada Maria Aparecida Teodoro, 62, disse que cumprirá a regra por se enquadrar no grupo de risco. “Acho que estão se precipitando em tudo. Eu estou há um mês sem sair de casa, a única vez que saí foi quando fui tomar a vacina da gripe”, ressaltou.

O documento da Arquidiocese ainda orienta que somente deve ser permitido o ingresso de crianças acima de 12 anos. Deve-se orientar os fiéis a utilizarem máscara, preferencialmente de tecido de dupla camada; bebedouros, independente do modelo, devem permanecer lacrados; antes e depois da distribuição da Eucaristia, os Presbíteros, Diáconos e Ministros devem higienizar as mãos com álcool em gel; antes, durante e depois das celebrações, sejam evitados apertos de mãos, abraços, a oração do Pai Nosso de mãos dadas e outras formas de contato físico; os fiéis devem ser orientados a receberem a comunhão nas mãos; onde for possível, mantenha-se a transmissão das celebrações pelas redes sociais disponíveis.

SACRAMENTOS

Os padres devem continuar disponíveis para o Sacramento da Penitência e para a Unção dos Enfermos, devendo, porém, redobrar os cuidados de assepsia, especialmente no trato com os doentes e outras pessoas vulneráveis. Os batismos  e casamentos agendados devem ser mantidos.

Já os encontros de catequese e de outras atividades pastorais em geral, que requeiram aglomerações de pessoas, também permanecem suspensos. “Além dessas regras, em obediência ao Decreto n.º 14.257/2020, a Arquidiocese de Campo Grande irá firmar um Termo de Compromisso com o Município de Campo Grande se comprometendo a observar as regras de biossegurança e demais normativas”, informa o documento.

 

Felpuda


Na troca de alfinetadas entre partidos que não se entenderam até agora sobre eventual aliança, uma outra peça está surgindo: trata-se do levantamento completo sobre investimentos feitos, recursos liberados, parcerias em todas as áreas, além do prazo de quando tudo isso começou. Caso os palanques venham a ficar distanciados, a divulgação será feita à exaustão durante a campanha eleitoral, para mostrar quem é quem na história. Os bombeiros continuam atuando.