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Iludidas, famílias sonham com pedaço de chão

Iludidas, famílias sonham com pedaço de chão

Redação

06/05/2010 - 06h49
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bruno grubertt

Vindos do Paraguai, expulsos de suas terras por grupos de campesinos daquele país, os brasiguaios acampados às margens da BR-163, em Itaquiraí, ainda terão de enfrentar um longo caminho antes de instalarem-se em terras cedidas pelo Governo federal. Os recém-chegados precisam cadastrar-se no Programa Nacional de Reforma Agrária, isso se enquadrarem no perfil estabelecido pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Nessa lista, só em Mato Grosso do Sul, já existem 13,4 mil famílias.

A vida deles ficava a cada dia mais difícil no Paraguai, onde estavam havia, pelo menos, 30 anos, plantando e sobrevivendo do que a terra lhes oferecia. De cinco anos para cá, a “nacionalização” pregada pelo povo paraguaio fez com que grupos armados invadissem terras de brasiguaios e os encurralassem de tal forma que fossem obrigados a deixar o país. A solução encontrada por muitos foi seguir as indicações de um grupo de brasileiros que os apresentou a uma forma de conseguir novas terras, agora, no Brasil – O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

Gervásio da Silva, de 31 anos, nascido no Paraná, morava com os pais e os 11 irmãos no Paraguai. Todos eles sofreram a pressão dos campesinos paraguaios. “Eles chegaram até a invadir a casa armados quando eu estava trabalhando”, conta. “Eu pegava as crianças e corria para o mato, com medo”, lembra a esposa de Gervásio, Yanice, de 26 anos. Após assistir a uma palestra do MST no Paraguai, eles resolveram fugir do medo enfrentado diariamente e integrar o grupo que seguiria para o Brasil e foram parar no acampamento, em Itaquiraí, junto com outros 10 irmãos de Gervásio – apenas uma delas ainda está nas terras paraguaias. “Aqui está bem melhor. Pelo menos eu tenho tranquilidade e um dia vou conseguir uma terra de novo. Porque tem que ser no campo. Como eu vou pra cidade se não tenho estudo e não sei fazer nada na cidade?”, lamentou.

Ele e a família ainda devem aguardar um bom tempo nas atuais condições, visto que existe um longo processo pelo qual precisam passar antes de ser assentados. De acordo com o próprio MST, atualmente ainda existem cerca de 25 mil famílias sem terra acampadas no Estado, à espera de lotes de terra. O número, no entanto, não contabiliza os recém-chegados.

Dificuldades
Ele e todos os outros brasiguaios vivem, atualmente, ao lado de outros acampados brasileiros, que se instalaram na região em setembro do ano passado. “Vim de lá com R$ 600 e um pouco de comida, que trouxe num caminhão. O dinheiro já acabou e a comida também está no fim”, contou Gervásio, de dentro do barraco de lona com mais ou menos seis metros quadrados que divide com os filhos e a esposa.

De acordo com o ouvidor agrário do Incra, Sidney Ferreira, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), o instituto cadastrou as famílias e a elas oferece cerca de 300 cestas de alimentos. Essas cestas, de acordo com o que explicaram os acampados, chegam de três em três meses e são distribuídas entre todos eles, independentemente de estarem ou não cadastrados. “Nos próximos dias, vamos fazer outro cadastro”, informou Sidney. Segundo ele, no último “censo” feito em março, apareciam 302 famílias. O número, conforme ressaltou, está aumentando devido ao constante “ciclo migratório”.

De acordo com o Incra, cada pedido de terra feito pelo cadastro nacional é analisado individualmente. O órgão ainda não tem posição com relação aos acampados em Itaquiraí. Enquanto isso, o MST organiza o acampamento e registra os novos moradores.

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BNDES financia R$ 1,98 bi para Bram construir 6 navios de apoio fretados pela Petrobras

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bi

21/01/2026 19h00

Sede da Petrobrás

Sede da Petrobrás Imagem: Agência Petrobras

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,981 bilhão para a Bram Offshore Transportes Marítimos construir seis embarcações híbridas de apoio marítimo à produção offshore de petróleo e gás, que serão afretadas pela Petrobras, informou o banco nesta quarta-feira, 21.

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bilhões.

Já as embarcações de apoio financiadas pelo BNDES decorrem de contratos da Petrobras para afretamento por 12 anos, e serão utilizadas para o transporte de suprimentos entre as plataformas de perfuração ou produção em alto mar e as bases em terra. A construção será no Estaleiro Navship, em Navegantes, Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, em Santa Catarina.

A propulsão dos navios será híbrida, do tipo diesel-elétrica, com bancos de baterias que fornecerão energia suficiente para que, sem outra fonte, sejam capazes de manter a embarcação em posição por um tempo preestabelecido. Também serão dotadas de conector elétrico capaz de receber energia diretamente do porto, quando atracadas.

"O apoio do BNDES contribui para desenvolver e capacitar com emprego de tecnologias mais avançadas o parque nacional de estaleiros, a partir da produção de embarcações com banco de baterias e motores elétricos, que reduzem as emissões de gases de efeito estufa", afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

Segundo o BNDES, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A Bram vai adquirir, até julho de 2028, 6 embarcações da classe PSV 5000. Com o projeto, a expectativa é de criação de 620 empregos diretos no estaleiro durante a construção das embarcações e de 190 empregos diretos na Bram na fase operacional delas.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 21, no Estaleiro Navship, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em cerimônia com a presença da diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa.

"Esse tipo de investimento só acontece em um País que voltou a ter estabilidade econômica e confiança para investir. O resultado não poderia ser melhor: estaleiros cheios, mais de 50 mil empregos gerados no setor em 2025 e o fortalecimento da nossa economia", disse na ocasião o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda é uma empresa do grupo americano Edison Chouest, de capital fechado, com presença no Brasil desde 1991. Atualmente, é a maior companhia de apoio offshore do país, operando uma frota de 77 embarcações.

Ponta Porã

Fronteira: PF deflagra operação contra uso irregular de substâncias químicas

Investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque

21/01/2026 18h20

Foto: Divulgação

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A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (21), uma operação contra empresas suspeitas de utilizar estruturas de fachada para o manuseio irregular de substâncias química, ação realizada em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

A investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque, que transportavam líquido transparente identificado como NAFTA, comumente empregada na adulteração de combustíveis. 

A ação contou com o apoio de fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cumpriu mandados de busca e apreensão e a suspensão de atividades ilegais.

Operação visa prevenir práticas ilícitas, proteger o consumidor e fortalecer a coleta de provas para o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento, sob sigilo.

A substância apreendida estava em desacordo com as notas fiscais. Há indícios de que o líquido era carregado e armazenado clandestinamente em imóveis ligados às empresas investigadas.

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