Cidades

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Impactos da mastite na produção de leite

Impactos da mastite na produção de leite

Redação

19/04/2010 - 08h53
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Os impactos econômicos na produção de leite causados pela mastite, inflamação da glândula mamária, surgem pela queda na produção leiteira, perda na qualidade do leite, maior custo de produção e o descarte prematuro de vacas por perda de um ou mais quartos mamários, que se tornam fibrosos e improdutivos.
A interação entre as vacas, o ambiente, a ação do homem e possíveis erros de manejo, criam as condições favoráveis à contaminação da glândula mamária e ao desenvolvimento das mastites, causadas por bactérias e fungos.

Os casos de mastite podem ser divididos em três formas:
1.    Mastites Clínicas – há sintomas inflamatórios e claras alterações na secreção do leite (qualidade e quantidade). O tratamento deve ser feito imediatamente, tanto por via intramamária como sistêmica.
2.    Mastites Subclínicas – não há inflamação aparente da glândula mamária, com a mínima variação na qualidade do leite e queda variável na produção. O tratamento mais recomendado é no início do período seco, para que o produto atue no úbere por mais tempo, trazendo resultados satisfatórios.
3.    Crônica – é a manutenção da fase subclínica ou a ocorrência alternada desta com a forma clínica. É caracterizada pela perda definitiva do quarto mamário e, geralmente, os animais devem ser descartados por serem potenciais fontes de contaminação às demais vacas.

Prejuízos associados
Originalmente, a produção de leite das vacas destina-se à alimentação do bezerro, ou seja, com a produção diária de 3 a 6 litros. Os avanços da zootecnia nas últimas décadas levaram os criadores a selecionar vacas mais produtivas, com grandes áreas de úbere e alta capacidade de produção leiteira, com fins comerciais. Porém, esses avanços devem ser acompanhados pela melhoria do sistema de sustentação da glândula mamária e de sistemas de proteção do úbere, uma capacidade de ingestão de alimentos e um plano nutricional que dê suporte à produção de leite.
Se esses cuidados não forem tomados, o produtor enfrentará problemas sérios com seu rebanho. Radostis et al. (2007) descreveram que a doença atinge  de 10 a 12% do rebanho total durante o ano, com animais que adoecem de forma recorrente.
As principais perdas, entre 70 e 80% do total, são causadas pelas mastites subclínicas, que embora não tenham sintomas visíveis, diminuem a síntese de leite. Os casos clínicos provocam de 20% a 30% das perdas (Philpot e Nickerson, 1991). Para cada caso de mastite clínica, pode haver de 15 a 40 casos de mastite subclínica no mesmo lote. Um rebanho com Contagem Células Somáticas (CCS) entre 200 e 500 mil células pode perder 8% do seu potencial de produção leiteira, ou seja, para cada 1000 litros, deixa de produzir cerca de 80. No momento de escolher um tratamento, o ideal é buscar orientação de um veterinário e estabelecer programas de higiene e prevenção. O hábito de tratar as vacas no momento da secagem também é um método preventivo importante porque atua antes que o quadro seja mais severo. A vaca, no período seco, irá recuperar sua glândula mamária para a próxima lactação e eliminar os casos de mastite subclínica que poderão tornar-se clínica logo após o parto. Nesta fase é possível alcançar a cura de 70% a 80% dos casos de mastite, resultados bem superiores aos alcançados nos tratamentos das vacas em lactação.

Octaviano Alves Pereira Neto, veterinário e Gerente Técnico da Área de Bovinos da Novartis Saúde Animal

CIN

'Novo RG' completa 2 anos de lançamento com 23% de adesão em MS

Carteira Nacional de Identificação (CIN) é uma versão nova do Registro Geral (RG) e entrou em operação no Estado em janeiro de 2024

24/01/2026 16h30

Modelo ilustrativo da nova carteira de identidade, lançada em MS em janeiro de 2024

Modelo ilustrativo da nova carteira de identidade, lançada em MS em janeiro de 2024 Foto: Reprodução

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A Carteira Nacional de Identificação (CIN), que é um novo modelo do Registro Geral (RG), completou dois anos de operação em Mato Grosso do Sul, mas menos de um quarto da população tem a nova versão no bolso, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Lançado em 11 de janeiro de 2024 no Estado, o novo RG adota o Cadastro de Pessoa Física (CPF) como número único de identificação, conta com um um código Machine Readable Zone (MRZ) e apresenta a versão digital no site do Governo Federal, tudo isso com o objetivo reduzir as ocorrências de fraudes e facilitar o acesso do cidadão a serviços públicos em todo território nacional.

Até o momento, 44 milhões de pessoas já emitiram o novo documento em todo o País, sendo aproximadamente 639 mil sul-mato-grossenses, o que corresponde a apenas 23,18% da população total do Estado - 2.757.013 habitantes, segundo o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em comparação com as outras unidades federativas, Mato Grosso do Sul ocupa a 17ª colocação na proporção de emissões e população total. O Piauí lidera com 51,71% (1,74 milhão de 3,37 milhões de habitantes) e o Pará é o último com apenas 2% (173,4 mil de 8,66 milhões de pessoas).

Um dos principais motivos para que as pessoas não procurem com exatidão emitir o novo documento é o tempo de vida do antigo RG, que continua válido até 2032, ou seja, por mais seis anos. Com o CIN em mãos, o documento pode ter validade de cinco anos (para crianças de 0 a 12 anos) ou até indeterminado (como no caso para pessoas com mais de 60 anos).

Outros diferenciais do novo documento é que ele terá uma série de informações adicionais importantes, como tipo sanguíneo, informações sobre doenças, número da carteira de trabalho, Programa de Integração Social (PIS) e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep).

Em janeiro de 2026, Mato Grosso do Sul já emitiu 27.980 CINs e está rumo ao recorde mensal, que neste momento pertence ao mês de outubro de 2024, quando foram emitidos 32.807 documentos. Vale destacar que os dados presentes no portal do Ministério foram atualizados nesta sexta-feira (23).

Unidades e vagas

No ano passado, Mato Grosso do Sul aumentou a quantidade de postos de identificação. Anteriormente, em 2024, eram 89 postos espalhados pelo Estado, em 2025, foram inauguradas 4 unidades, totalizando 93 postos em funcionamento.

Dois foram em Campo Grande, um no Shopping Norte Sul, e outro no Hiper Center Itanhangá. Além desses, os outros dois foram no interior do Estado, um em Corumbá e outro em Santa Rita do Rio Pardo.

Para finalizar o ano, é previsto abertura de novos postos em Três Lagoas e também em Dourados, com ampliação dos guichês de atendimento, em busca de fortalecer a rede no interior.

Parte da expansão que ocorre, é por meio de agências integradas ao Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS), com modelo que otimiza estrutura física, reduz deslocamentos e amplia a oferta de serviços em pontos estratégicos.

Com isso, a rede teve aumento de 300 novos agendamentos diários em relação a 2024. Atualmente, no Estado todo são mais de  2.500 vagas diárias para realizar o cadastro da CIN.

Como solicitar a CIN

O serviço está disponível de segunda a sexta-feira das 07h às 19h, com 200 vagas diárias. E também aos sábados, a depender da unidade, com cerca de 130 vagas distribuídas das 07h às 17h.

O agendamento deve ser previamente pelo site: https://servicos.sejusp.ms.gov.br/, com as seguintes informações e seleções ao acessar:

  • Selecionar o município em que deseja solicitar o serviço;
  • Selecionar o serviço de 1ª emissão;
  • Certificar que seu nome, nome da mãe e data de nascimento esteja conforme a Certidão apresentada;
  • Estar com o CPF como REGULAR na Receita Federal do Brasil;
  • Escolher data e horário de atendimento, conforme disponibilidade.

Todos os Postos de Identificação de MS destinam vagas para atendimento ao público prioritário e os serviços em vermelho no site são Tributáveis.

Planejamento 2026

Para este ano, o Instituto de Identificação planeja manter o plano de extensão, para ampliar a cobertura do serviço, incluindo:

  • Novas unidades;
  • Fortalecimento de mutirões em áreas rurais e indígenas;
  • Criação de estações de atendimento em presídio;
  • E projeto piloto de identificação neonatal.

José de Anchiêta Souza Silva, coordenador-geral de Perícias da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul ressaltou o impacto social da política de identificação civil.

“A identidade é a porta de entrada para o exercício da cidadania. Quando o Estado amplia esse acesso, garante que as pessoas possam estudar, trabalhar e acessar políticas públicas com dignidade e segurança”, afirmou.

Com a modernização contínua e tecnológica, além da interiorização do atendimento, Mato Grosso do Sul consolida a CIN como instrumento essencial de cidadania e gestão pública.

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Cidades

Concurso da UFGD oferece salários de até R$ 13,2 mil para professores universitários

Inscrições seguem até 19 de fevereiro de 2026, exclusivamente pela internet

24/01/2026 13h30

Foto: UFGD

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Com 27 vagas e remuneração inicial que pode chegar a R$ 13.288,85, a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) está com inscrições abertas para concurso público destinado ao provimento de cargos da carreira do magistério superior. As inscrições seguem até 19 de fevereiro de 2026, exclusivamente pela internet.

Os salários variam de R$ 3.399,47 a R$ 13.288,85, conforme a titulação exigida e o regime de trabalho, de 20 ou 40 horas semanais. Além da remuneração base, os docentes terão direito a auxílio-alimentação, no valor de R$ 587,50 para jornada de 20 horas e R$ 1.175,00 para 40 horas.

As oportunidades abrangem áreas como Administração, Agronomia, Biotecnologia, Ciência da Computação, Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Direito, Gestão Ambiental, História, Letras, Engenharia de Alimentos, Pedagogia e Medicina, entre outras especificadas no edital.

Do total de vagas ofertadas, 25% são destinadas a candidatos negros (pretos ou pardos), 3% a indígenas e 2% a quilombolas, independentemente da área. Também há reserva para pessoas com deficiência. Ao todo, sete vagas são destinadas a candidatos negros, uma a indígenas, uma a quilombolas e duas a pessoas com deficiência.

A taxa de inscrição é de R$ 200, com pagamento permitido até o último dia do período de inscrições, em qualquer agência bancária, dentro do horário de expediente bancário. 

O processo seletivo será composto por prova escrita, prova didática, ambas de caráter eliminatório e classificatório, e prova de títulos, de caráter classificatório. O edital de convocação para o sorteio de pontos e para a prova escrita será publicado em 26 de março. O sorteio está marcado para 28 de março, e a prova escrita ocorrerá em 29 de março, um domingo.

A prova didática será realizada nos dias 25 e 26 de abril, conforme edital específico dessa etapa. O procedimento de heteroidentificação está previsto para 12 de maio, enquanto o envio dos títulos ocorrerá entre 19 e 21 de maio. O resultado preliminar será divulgado em 1º de junho, e o resultado final, após recursos, em 3 de junho. Todas as informaçõessobre o edital podem ser conferidas aqui!

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