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Indefinição de Serra provoca inquietação no PSDB de MS

Indefinição de Serra provoca inquietação no PSDB de MS

Redação

21/02/2010 - 07h38
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A inquietação da cúpula nacional do PSDB com a indefinição do governador de São Paulo, José Serra, de concorrer à Presidência da República, atormenta tucanos de Mato Grosso do Sul. Sem confirmar a candidatura presidencial do PSDB, a senadora Marisa Serrano, vice-presidente nacional do partido, não pode levar o governador André Puccinelli (PMDB) à mesa de negociações para discutir aliança no Estado. Como o PT saiu na frente ontem, anunciando ao fim de seu 4º Congresso Nacional a indicação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, como pré-candidata à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marisa articula com outros integrantes da Executiva Nacional do PSDB para que Serra se apresse em fazer o mesmo, liberando o partido para confirmar sua pré-candidatura até a semana que vem, início de março. “Esperamos o Serra. Ele ficou de, nas primeiras semanas depois do carnaval, autorizar o partido a antecipar sua précandidatura”, afirmou Marisa. “Meu desejo é que antecipe em pelo menos um mês essa definição”, confessou a senadora, tomando como base que o prazo para desincompatibilização de candidatos que ocupam cargos públicos termina no sábado de aleluia, dia 3 de abril. Marisa considera que “oficializada” pelo PT, Dilma terá até a data-limite para fazer pré-campanha sem, necessariamente, ter de deixar o cargo. E para que seu partido não leve tanta desvantagem, a senadora defende que Serra autorize o PSDB a também antecipar a pré-candidatura. Caso isso ocorra, março será marcado por uma quaresma de pré-campanha presidencial de tucanos contra petistas. Ensaios de voo A ansiedade do PSDB, DEM e PPS do Bloco Reformista Democrático (BDR) em Mato Grosso do Sul e em todo o País quanto à definição de Serra é questão de sobrevivência política. Embora tenham diminuído com o desempenho de Serra ao ensaiar passos de candidato nacional no carnaval do Nordeste, não acabaram os rumores de que o governador paulista adia definição para analisar o desempenho de Dilma nas pesquisas e ter tempo para disputar a reeleição em São Paulo em vez de concorrer de novo ao Planalto. Diante desse cenário, o PSDB e aliados observam o avanço de outros partidos rumo às eleições. E estão agindo para encurtar a angústia da espera e antecipar essa definição para decidir que rumo tomar nos estados. Essa ansiedade ficou evidente logo no início do ano, quando Marisa, questionada sobre a possibilidade de concorrer ao Governo do Estado numa escala de zero a dez, respondeu “dez” ao Correio do Estado. Embora a declaração tenha provocado reação de deputados da base do governador, como o presidente da Assembleia Legislativa, Jerson Domingos (PMDB), que acusou Marisa de plantar “dificuldade para colher facilidade”, a disposição do BDR é de continuar com o PMDB regional. Porém, se não for possível, não está descartado o plano “B” de o bloco lançar uma candidatura de terceira via para enfrentar o próprio André e o ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos (PT). Porém, quanto mais atrasar as definições, mais difícil se torna essa possibilidade e tanto as lideranças do bloco, como as do PMDB, têm plena consciência disso. Para pedir, entretanto, palanque presidencial ao governador em troca do apoio à sua reeleição, o PSDB precisa, antes, definir se Serra é précandidato ou lançar outro nome. Por todos esses motivos, os tucanos tentam acelerar esse processo. A partir dessa definição, o BDR pretende conversar imediatamente com o governador sobre espaço em sua chapa majoritária. A prioridade, reforça Marisa, é a candidatura ao Senado para o vice-governador Murilo Zauith (DEM). “Disso não abrimos mão”, garantiu. Mas como a prefeita de Três Lagoas, Simone Tebet (PMDB), sinaliza resistir a ser vice de André ao declarar que vai consultar a população de sua cidade sobre se deve deixar ou não o cargo, os tucanos podem pedir também a vice-governadoria. “Reunimos a Executiva há poucos dias e não tocamos neste assunto. O PSDB não discutiu sobre cargo nenhum em um futuro governo do André, até porque, antes de qualquer coisa é preciso conversar com o governador e isso passa pelo apoio dele à candidatura do PSDB à Presidência”, ponderou Marisa, não descartando, entretanto, que a vaga de vice possa entrar nessas conversações. “Claro que se espera que em uma composição política se discuta cargos na majoritária. Isso é natural”, arrematou a senadora.

transporte coletivo

Prefeita contrapõe Consórcio, apresenta recibos de pagamento e diz que greve é ilegal

Adriane disse que Município tem cumprido todas as obrigações contratuais e que já tomou medidas administrativas e judiciais para encerrar a greve

16/12/2025 16h00

Prefeita apresentou comprovantes de pagamento ao Consórcio Guaicurus

Prefeita apresentou comprovantes de pagamento ao Consórcio Guaicurus Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Contrapondo as declarações do Consórcio Guaicurus, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), que já havia negado estar devendo o concessionário de transporte coletivo, apresentou, nesta terça-feira (16), comprovantes de pagamentos realizados. Adriane também afirmou que a greve dos ônibus é abusiva e que, caso não haja solução em audiência nesta tarde, o problema será resolvido na Justiça.

Conforme reportagem do Correio do Estado, o Consórcio Guaicurus afirma ter dívida de R$ 15,2 milhões, conta que vai de débitos com fornecedores a funcionários. Pela falta de pagamento aos funcionários, a greve foi iniciada nessa segunda-feira (15).

A prefeita disse que todos os repasses devidos ao consórcio estão em dia.

"Todas as verbas que são contratuais, que tem relação do Município com o Consórcio Guaicurus foram feitos os repassos, ou seja, a subvenção de R$ 19 milhões, pagamento de vale-transporte de R$ 16 milhões, o Governo do Estado transferiu R$ 7 milhões, ele fez um acordo de R$ 13 milhões neste ano e R$ 4 milhões ficou para o ano que vem, acordado com o consórcio, então todas as verbas que implicam o Poder Público foram transferidas", disse o secretário municipal de Governo, Ulisses Rocha.

"O que existe é o Consórcio discutindo na Justiça um reequilíbrio da tarifa, aí ele aponta que há uma distorção de x milhões de reais, que isso está sendo apurado e discutido. Ele [consórcio] quer que o município aumente o preço da tarifa técnica para ele poder receber mais valores, essa é a discussão. Então não tem cadê o dinheiro, o dinheiro foi pago. Se o dinheiro foi repassado para funcionários e tem funcionários sem receber, o que a prefeitura pode fazer diante disso?", acrescentou.

Conforme os documentos apresentados pela prefeita, neste mês foram pagos R$ 3.005.705,19 líquidos ao Consórcio Guaicurus.

Além disso, com relação às subvenções das gratuidades do vale-transporte, de janeiro a dezembro foram repassados mais de R$ 19,5 milhões ao concessionário pela prefeitura, além de mais R$ 7,3 milhões pelo Governo do Estado.

A subvenção das gratuidades são referentes aos estudantes da Rede Pública municipal e estadual, pessoas com deficiência (PCD) e idosos.

"Além das gratuidades, o Município aporta também o vale-transporte dos nossos servidores, que são adquiridos e utilizados pelos servidores do município e, rigorosamente está em dia esse repasse. As questões judiciais serão discutidas na justiça, dentro da legalidade e da realidade, tanto do Consórcio como do Município", disse a prefeita.

Adriane disse ainda que, além das gratuidades, o Consórcio Guaicurus recebe dinheiro de pessoas que utilizam o transporte coletivo e pagam por ele e questionou ainda onde o Consórcio Guaicurus estaria investindo o dinheiro.

"O dinheiro que é a responsabilidade do Município foi pago e, se o Município está rigorosamente em dia, a empresa também teria que estar rigorosamente em dia com os pagamentos dos seus funcionários", disse.

Por fim, a prefeita disse que há um processo em andamento na Justiça do Trabalho e que uma audiência a ser realizada nesta tarde pode por um fim na greve, que ela classifica como ilegal, pois houve a paralisação total dos ônibus.

Greve

A greve dos motoristas foi deflagrada nessa segunda-feira, ocasionada pelo não pagamento do salário dos funcionários do Consórcio Guaicurus, que deveria ter sido depositado no quinto dia útil do mês. Outro motivador é o anúncio das empresas do consórcio de que também não devem honrar o pagamento do 13º salário, que deve ser depositado até o dia 20 deste mês.

O Consórcio Guaicurus afirma que o não pagamento salarial se deve à dívida do poder público com a concessionária. Conforme o grupo de empresas, não teriam sido pagos valores referente ao subsídio das gratuidades e do vale-transporte dos servidores, que totalizaria R$ 13,2 milhões.

A informação, no entanto, é negada tanto pela Prefeitura de Campo Grande quanto pelo governo do Estado, que também contribui com o subsídio.

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou, em decisão judicial, que 70% dos motoristas trabalhem durante a paralisação, por se tratar de um serviço essencial de transporte coletivo urbano.

O valor da multa diária era de R$ 20 mil, mas, após nova decisão do Desembargador Federal do Trabalho, César Palumbo, subiu para R$ 100 mil.

Ele exige que os motoristas cumpram com urgência a decisão, que tem caráter de mandado judicial.

Cidades

Vestibular UFGD: gabarito preliminar será divulgado nesta quarta-feira (17)

Convocação para as matrículas da primeira chamada está prevista para 14 de janeiro de 2026

16/12/2025 15h45

Foto: Divulgação

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A Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) divulga nesta quarta-feira (17) o resultado preliminar do Vestibular 2026, etapa do processo seletivo aguardada pelos mais de 6,8 mil candidatos que realizaram a prova em 19 de outubro. O resultado final do vestibular e a convocação para as matrículas da primeira chamada estão previstos para 14 de janeiro próximo. 

O cronograma previsto também inclui o período para recursos, que poderá ser acessado nos dias 18 e 19 de dezembro. O Boletim de Desempenho Individual, com a pontuação da redação e o total de acertos, ficará liberado ao candidato durante todo o processo.

No último dia 12 de novembro, o Centro de Seleção divulgou o gabarito definitivo e as respostas aos recursos sobre o gabarito preliminar.

As matrículas serão realizadas pela Pró-reitoria de ensino e graduação (Prograd), com editais e cronogramas próprios, seguindo a ordem de desempenho e o número de vagas disponíveis em ampla concorrência e cotas sociais.

Inicialmente, serão chamados os candidatos que escolheram o curso como 1ª opção, e aqueles que selecionaram como 2ª opção serão convocados apenas se restarem vagas. A lista de documentos pode ser consultada em edital. 

O Vestibular 2026 oferece 984 vagas em 35 cursos presenciais e gratuitos, com provas aplicadas nas cidades de Amambai, Campo Grande, Dourados, Naviraí e Nova Andradina.

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