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IMUNIZAÇÃO

Índia atrapalha planos e Coronavac deve ser “plano A” em Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul vai esperar até o dia 20 deste mês para definir a compra de vacinas contra a Covid-19
05/01/2021 11:00 - Ana Karla Flores


O governo de Mato Grosso do Sul planejava imunizar a população com vacina de Oxford/Astrazeneca, oferecida pelo Ministério da Saúde por meio do Plano Nacional de Imunização (PNI). 

Entretanto, após decisão do governo da Índia de fechar exportação de imunizantes fabricados no país até vacinar sua população de risco, a vacina chinesa Coronavac, desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, pode se tornar o “plano A” para o Estado conseguir imunizar a população.  

De acordo com o secretário de Saúde do Estado, Geraldo Resende, em reunião com pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) foi decidido que, caso a Índia não libere a exportação até o dia 20 deste mês, os imunizantes serão comprados do Instituto Butantan e também da Pfizer.

“Hoje a expectativa era a de que pudesse ter um pronunciamento do Ministério da Saúde – temos até o fim da semana para que isso ocorra. Estamos trabalhando com o Conass para fazer a compra da vacina do Butantan e da Pfizer, se o Ministério da Saúde não responder a tempo”, explica.

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O secretário destaca que o Brasil está atrasado no plano de vacinação e na compra de insumos necessários, e caso não tenha uma decisão a tempo do Ministério da Saúde, o Estado comprará as vacinas. 

“Estamos atrasados, não houve um planejamento adequado e tem essa demora no desfecho das vacinas e na compra de insumos. São mais de 40 países que já estão se imunizando, incluindo boa parte da América Latina, e a gente ainda sem data para isso”, detalha.

O governo do Estado já encaminhou ao Instituto Butantan carta de interesse para receber a Coronavac e aguarda documento final com prazo de envio e quantidade de doses disponibilizadas. 

“Encaminhamos a carta e estamos esperando que o Butantan remeta o documento final, para que possamos assinar e receber a vacina, mas ainda não foi fechado”, explica Resende.