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ADAPTAÇÕES

Instituições privadas adotam novas dinâmicas para quarentena

Escolas terão autonomia para decidir o repasse de conteúdo e reposição de aulas
23/03/2020 13:00 - Camila Andrade Zanin


As instituições de ensino particular de Campo Grande têm adotado novas dinâmicas de aplicação de conteúdo para os alunos. Com intuito de ajudar a controlar a disseminação do novo coronavírus (Covid-19), as escolas e cursos profissionalizantes não ficam fora dessa nova rotina. Sob aguardo de novas orientações das autoridades de saúde, as instituições terão autonomia para decidir como será o repasse de conteúdo, e para resolver como a questão de reposição de aulas.

A presidente do Sindicato das Instituições Particulares, Maria da Glória Paim Barcellos, explicou ao Correio do Estado por telefone, que neste primeiro momento, as instituições estão seguindo o decreto, mas deixando em aberto a possibilidade de novas medidas para caso ocorram novos problemas acentuados. “As escolas, universidades e instituições que estão dentro do segmento estão todas paralisadas, e vão seguir a regulamentação do decreto do governo, pelo menos até o dia 6, sem atividade. Se houverem novas situações, seguiremos novas orientações”, disse.

Maria da Glória afirmou que há possibilidade de repor esses dias no recesso de julho, por exemplo, mas que todas têm autonomia e liberdade de traçar o melhor caminho a ser trabalhado. “Nós não podemos engessar nossas instituições, cada uma irá seguir o caminho que achar mais adequado para repor esse período. Transferir os dias para o recesso de julho, ou reorganizar o calendário e atividades pedagógicas, por exemplo. Além disso, as instituições que estão elaborando atividades, estão usando suas plataformas tecnológicas, que dão mais opções as escolas de integrar a família, que é extremamente necessário agora”.

Cada instituição tem seu mecanismo de planejamento. Com as tecnologias alternativas, as escolas não podem, e nem devem deixar de propor atividades. É importante ressaltar que não haverá prejuízo para os alunos. “Todos estamos no mesmo barco. Estamos preocupados. É o momento de dar o máximo de nós, para garantir a vida. É uma situação delicada, e nós como dirigentes dessas instituições, temos que ser competentes. É o momento das pessoas refletirem e pensarem nos seres humanos na totalidade”. Declara a presidente.

Outra questão que está tirando a paz dos pais, é sobre as mensalidades. A orientação é que os responsáveis continuem pagando e cumprindo o que foi firmado no contrato, pois os servidores continuam trabalhando em home office, para continuar gerando conteúdo.  

O superintendente do Procon, Marcelo Salomão, explicou que quando um responsável faz a matrícula, já está válido em seu contrato as parcelas de pagamento e que cabe às partes envolvidas estabelecer as soluções de reposição. “Mesmo com a suspensão das aulas, sem nenhuma atividade pedagógica, esses dias serão recompensados em um período futuro, para que as escolas forneçam todo conteúdo para o aluno, sem prejuízo. Será apenas em uma data diferente. Mas acontecerá da mesma forma, ninguém está pagando à toa”.  

 
 

ESCOLAS  

O gerente pedagógico da Funlec, Hudson Cruz Ortiz, informou ao Correio do Estado por telefone que, as instituições de ensino têm neste momento como principal premissa, reforçar que não haverá prejuízo educativo para os alunos. “Nós não estamos trocando aulas presenciais por aulas à distância, até porque, não pode. Isolamento não são férias, as pessoas não podem sair, e as escolas estão buscando formas de auxiliar os pais e os alunos neste período”.  

Com aulas online, aulas gravadas e atividades dirigidas, Hudson tem uma visão positiva e afirma que o intuito é dar o máximo de sequência pedagógica aos alunos. “O objetivo é dar suporte ao aluno. Não só na questão educativa, mas também na questão social. Grande parte dos vínculos sociais são construídos nas escolas, a questão pedagógica e social caminham juntas nesse momento. Os pais precisam acompanhar seus filhos nessas questões, será bem diferente” esclarece. 

O gerente reforça que o apoio dos pais neste momento é essencial, e que felizmente os pais, funcionários e alunos têm cooperado. “No isolamento você é obrigado a ficar em casa. Faz parte do processo, e sendo assim, é necessário buscar novas perspectivas dos alunos e professores, e entender que agora é um ciclo entre família e escola, precisamos pensar como um todo, com a tecnologia, estamos propondo atividades para que os pais e alunos otimizem o tempo com novos conteúdos”.  

O diretor da escola Harmonia, Daniel Martins, também conversou com a redação por telefone, e contou que a instituição já utilizava o Google Apps for Education há alguns anos. “Alguns desses aplicativos estão sendo fundamentais para nossos alunos e professores do ensino fundamental e do ensino médio, nesse momento. Por exemplo: todo professor do Harmonia pode abrir uma sala de aula virtual do Google e colocar atividades, testes e vídeo aulas, tanto gravadas quando ao vivo”.  As atividades contarão como presença e os  conteúdos mais importantes serão retomados presencialmente, quando acabar a quarentena.  

Já para as crianças da educação infantil, os educadores da instituição estão gravando vídeos com atividades da rotina, que já eram realizadas nas escolas, mas agora estão disponibilizando atividades para os estudantes terem possibilidade de seguir a rotina dos estudos em casa. “Estamos em um momento de adaptação, e a tecnologia está nos permitindo manter os alunos estudando nesse período. Enviamos tudo isso pelo aplicativo da escola, que os pais têm instalados nos celulares deles”.

CURSOS PROFISSIONALIZANTES

Os cursos profissionalizantes presenciais também adotaram novas práticas e meios de se adaptar às regras atuais. A coordenadora pedagógica do Cebrac de Campo Grande, Ana Paula Malta contou ao Correio por telefone que as atividades pararam na sexta-feira (20), e que o envio de conteúdos monitorados por internet começaram hoje (23), mas que o Cebrac não adotou um sistema de educação a distância.” Não será uma aula contada, é só para que o aluno não se perca no conteúdo”.  

Ana conta que, felizmente, os alunos entenderam e aceitaram bem a situação. Ela reforça que, os conteúdos onlines são conteúdos extras, e que as aulas, após o período de quarentena, serão repostas em outro período. “Adotamos o método de enviar aulas e atividades para os alunos através do Whatsapp, a fim de mantê-los conectados aos conteúdos. Porém, na volta as aulas, esses dias serão repostos”.

 

Felpuda


Alguns pré-candidatos que estão de olho em uma cadeira de vereador vêm apostando apenas nas redes sociais, esperançosos na conquistados votos suficientes para se elegerem. A maioria pede apoio financeiro para continuar mantendo suas respectivas páginas, frisando que não aceita dinheiro público ou de político, fazendo com que alguns se lembrem daquela famosa marchinha de carnaval: “Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...”. Como diria vovó: “Essa gente perdeu o rumo e o prumo”.