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LOTAÇÃO

Em fila de espera, 80 pessoas aguardam por um leito nesta quinta-feira

Há 1.148 pessoas internadas hoje (22) em todo o Estado; ocupação global de leitos de UTI-SUS em Campo Grande está em 101%
22/04/2021 13:20 - Naiara Camargo


Existem 80 pessoas à espera de um leito nesta quinta-feira (22) em Mato Grosso do Sul. Na Central de Regulação da Capital, aguardam por uma vaga 52 doentes, sendo 38 apenas de Campo Grande.

Já na Central de Regulação de Dourados, 9 pessoas estão na fila à espera de uma vaga em hospital. Na Central de Regulação do Estado (CORE), aguardam 19 doentes.

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Em todo o Estado, são 1.148 pessoas hospitalizadas nesta quinta-feira (22). Dessas, 596 estão em leitos clínicos (395 público; 201 privado) e 552 em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) (399 público; 153 privado).

A ocupação global de leitos de UTI do Sistema Único de Saúde (SUS) na macrorregião de Campo Grande está em 101%, Dourados em 94%, Três Lagoas 85% e Corumbá 100%.

Leitos estão sendo improvisados e doentes estão em locais inadequados. “Pessoas estão em prontos socorros, ala vermelha, ala azul UPAs e centros cirúrgicos já que não estão fazendo cirurgias eletivas. Isso nos preocupa”, informou o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende.

Resende afirma que as vagas de leitos que surgem são de óbitos que ocorrem. “Mesmo para quem tem o melhor plano de saúde, não vai ter acesso nem à leitos de UTI e nem clínicos. O melhor plano de saúde é ficar em casa”.

“Não há mais leitos. Nem se você tiver condição financeira de ir para outro Estado. Pessoas muitas vezes vão à óbito porque faltam leitos”, complementou a secretária adjunta de Saúde, Christinne Maymone.

O governador do estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), assegura que para o sistema de saúde não colapsar, é necessário o isolamento. “Sabemos da contrariedade de alguns segmentos da economia, mas agora não tem outra alternativa”, declara.

Capital

Ao Correio do Estado, a Santa Casa informa que opera com mais de 100% de sua capacidade e que não há possibilidade de abertura de novos leitos pois chegaram ao limite de espaço físico e recursos humanos.

Além disso, o hospital diz que não há risco de desabastecimento de oxigênio, porém, há escassez de insumos necessários ao paciente. 

O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), teve de suspender novos atendimentos por 24 horas, por falta de kits intubação, na última quarta-feira (14). 

Para manter pacientes já intubados, realizou empréstimos de kits de outros hospitais, como Cassems, Unimed, Hospital Universitário, Pênfigo e Santa Casa. Esse estoque durará 24 horas. 

Ao Correio do Estado, o Hospital Unimed Campo Grande informa que embora a demanda por oxigênio tenha aumentado significativamente neste pico de pandemia, por ora, não há risco de desabastecimento, de acordo com a empresa fornecedora.

Além disso, a cooperação afirma que há uso expressivo de insumos e medicamentos, os quais encontram-se em escassez no mercado atualmente. Portanto, não se pode contar com o mesmo estoque que havia antes da pandemia. 

O Hospital Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Maria Aparecida Pedrossian (HUMAP-UFMS) disse ao Correio do Estado que possui estoque de oxigênio. "Nosso tanque de oxigênio líquido está hoje [15 de abril] com 15.700m³, de um total de 19.200m³ de capacidade, mais backup de cilindros de oxigênio (32 cilindros de 10m³). Ou seja, estamos com o tanque quase cheio".

Além disso, o hospital reitera que há insumos disponíveis e que recursos humanos, como médicos e enfermeiros, foram transferidos das cirurgias eletivas suspensas e realocados para atender a demanda por Covid-19.

O Hospital Cassems divulga ao Correio do Estado que continua operando em sua capacidade máxima de atendimento, com ocupação de 96% dos leitos críticos disponíveis. Além disso, avisa que não há profissionais da área da saúde suficientes por falta de especialização em determinadas áreas.

A instituição hospitalar comunica que o abastecimento de gases medicinais, em especial de oxigênio, está normal. Porém, bloqueadores neuromusculares utilizados para intubação de pacientes seguem com estoques críticos.